03/09/2026
O Associativismo como uma resistência de abril: em nome do movimento associativo cultural, solidário e cheio de humanidade – uma Homenagem ao Sr. Pedro Franco como figura ímpar do associativismo
Num tempo em que o associativismo está cada vez mais em desuso, com cada vez menos pessoas a ele associadas ou desinteressadamente voluntárias para nele se envolver, numa altura em que as pessoas vivem sem tempo, trabalham ainda mais horas do que aquelas que deveriam trabalhar nos seus empregos, em esforço permanente e como menos tempo para viver em família, o lado voluntariado, solidário e afetuoso da dedicação incondicional a um instituição solidária ou associativa é coisa que se assemelha a uma certa miragem num deserto. Cada vez há menos pessoas que encarnam o espírito de sacrifício autoescolhido do movimento associativo integrando voluntariamente os quadros dos órgãos sociais destas instituições, dando o seu tempo e as suas capacidades, procurando agregar pessoas vontades, cultura, educação e arte num sentido da vivência de “comunhão comunitária”. Hoje é uma raridade e uma espécie de “resistência de abril”, a resistência de viver a ideia que viver é estar em família, numa família mais alargada a que chamamos com afeto, a nossa comunidade.
Fazer “parte da família” é ser coletivo, é ser parte do coletivo ou da coletividade.
O que escrevo, escrevo dedicado à excelsa pessoa do Sr. Pedro Franco.
Mesmo não o conhecendo com a profundidade que poderia desejar, reconheço na sua pessoa e no seu carácter de dedicação altruísta perene uma beleza encantatória inapagável. Há pessoas cujo sei trajeto de vida, de ações e de princípios coincide com uma mesma linha de escrita, de vida, de sentido e dedicação.
Pedro Franco faz parte destas pessoas “resistentes” que dedicou a sua vida ao associativismo, tendo implícito um permanente altruísmo, solidariedade e espírito comunitário. De corpo e alma e por amor a esta forma de viver, o seu espírito cooperativo e voluntarismo, mais do que uma dádiva era a sua vida: uma missão social e de solidariedade.
A sua natureza graciosa, sincera e altruísta mostra quanto faz nos falta a sua presença.
Nestes tempos difíceis é preciso olhar para aqueles que sentimos como exemplo e não os esquecer. São esses que nos podem guiar. É esse olhar imortal de vida que nos pode fazer sorrir e continuar, todos, a caminhar.
Obrigado Pedro Franco pelo teu caminho. Descansa em Paz.