UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta

UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta ONG feminista fundada em 1976, com núcleos em Braga, Porto, Viseu, Coimbra, Lisboa, Almada e Funchal

COMUNICADONão há Liberdade sem IgualdadeNão há Igualdade sem FeminismosA UMAR respeita o direito de todas as pessoas à l...
19/08/2026

COMUNICADO

Não há Liberdade sem Igualdade
Não há Igualdade sem Feminismos

A UMAR respeita o direito de todas as pessoas à liberdade de expressão e associação.

Mas a democracia também exige que enfrentemos politicamente os discursos que ameaçam a Igualdade. Por conhecermos a história dos feminismos, ou seja, da luta das mulheres pelos seus direitos, a UMAR considera perigosa a tentativa de normalizar e romantizar modelos sociais assentes nas desigualdades, na injustiça e na replicação de papéis atribuídos por décadas às mulheres para a manutenção e fortalecimento do patriarcado.

Durante décadas, as mulheres portuguesas viveram sob um regime que lhes negava autonomia, cidadania plena e igualdade. Antes de 25 de Abril de 1974, as desigualdades estavam inscritas na lei e na organização social: as mulheres tinham a sua autonomia profissional, familiar e económica condicionada e eram remetidas para uma posição de subalternidade. O Estado Novo promoveu um modelo de família em que ao homem era atribuído o papel de autoridade e às mulheres o de esposas, mães e cuidadoras. Tão somente isso.

A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, que em 2026 celebra 50 anos de luta feminista, de resistência e de construção de uma sociedade mais justa e igualitária, alerta e manifesta o seu profundo repúdio pela criação e pela agenda política do Movimento Mulheres Conservadora em Portugal, que sob a aparência de defesa da família, da vida ou de valores tradicionais, ameaça desvalorizar décadas de conquistas dos direitos das mulheres e dos direitos humanos.

A criação deste movimento em Portugal não é um facto politicamente neutro. Surge num contexto em que se multiplicam, no espaço público e nas redes sociais, discursos que procuram apresentar o feminismo como uma ameaça, a igualdade de género como uma ideologia nociva e os direitos se***is e reprodutivos das mulheres como matérias sujeitas à tutela moral, religiosa ou política.

O seu recente aparecimento público contou com a participação de figuras políticas com referências a agendas conservadoras transnacionais,

incluindo a defesa de posições contrárias ao direito das mulheres à autodeterminação reprodutiva e à sua participação no sufrágio universal.

É preciso reconhecer que aquilo que está em causa: não é apenas uma divergência de opinião. É uma disputa sobre o próprio significado da liberdade e da igualdade.

A liberdade de uma mulher não pode depender de ser considerada uma “boa mulher”, uma “boa mãe”, uma “mulher de família” ou uma mulher que corresponda a determinado padrão moral. Uma mulher é livre porque é pessoa e cidadã, titular de direitos, capaz de decidir sobre a sua vida, o seu corpo, a sua sexualidade, a sua maternidade, o seu trabalho e o seu futuro.

Os direitos das mulheres são direitos humanos e são inegociáveis!

50 anos de UMAR: Unidas e Insubmissas

Em 2026, a UMAR celebra 50 anos.

Nascemos a 12 de setembro de 1976, no contexto da Revolução de Abril, das lutas concretas das mulheres: pelo direito à habitação, por creches, pelo emprego, por salários justos, pela alfabetização, pela dignidade e pela participação social e política. Desde então, estivemos presentes nas lutas contra todas as formas de discriminação e violência contra as mulheres. Lutámos e lutamos pela autodeterminação, pelos direitos se***is e reprodutivos, pela igualdade no trabalho, pelo direito a uma vida livre de violência, pela participação política das mulheres e pela transformação das relações sociais que continuam a reproduzir o patriarcado.

A UMAR não reivindica para si a história das conquistas das mulheres. A UMAR é parte dessa história. Uma história construída por muitas mulheres, por diferentes gerações e por diferentes correntes feministas.

O problema nunca foi o feminismo. Não há igualdade sem feminismo!

Não há feminismo sem feministas dispostas a perceber que a interseccionalidade nos une e não nos separa.

Não aceitamos que o feminismo seja tratado como inimigo, por mulheres que só podem exercer hoje, a liberdade política, profissional, económica e social, porque outras mulheres lutaram por esses direitos.

A emergência de movimentos conservadores que procuram disputar o próprio significado da emancipação feminina deve ser encarada com seriedade. A história demonstra que os direitos podem avançar, mas também podem sofrer retrocessos. E sabemos que em tempos difíceis os direitos das mulheres são sempre questionados e violados. A UMAR tem alertado para o crescimento de discursos machistas e de ódio e para a ameaça que visões retrógradas e discriminatórias representam para direitos construídos ao longo de décadas.

E reafirmamos que os direitos conquistados pelas mulheres não são negociáveis.

Em 2026, aos 50 anos, continuamos Unidas e Insubmissas e iremos sempre contestar aquilo que viola qualquer direito nosso.

Porque sabemos de onde viemos.

Porque sabemos o que custou conquistar a liberdade.

Porque sabemos que nenhum direito é definitivamente adquirido.

E porque sabemos também que, perante qualquer tentativa de retrocesso, haverá sempre mulheres dispostas a levantar a voz, ocupar as ruas, construir solidariedade e defender a liberdade.

A UMAR continuará a estar desse lado: do lado das mulheres, dos direitos humanos, da democracia, da igualdade e da liberdade.

UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta
50 anos - Unidas e Insubmissas
18 de agosto de 2026

Yvette Roudy, antiga ministra socialista que defendeu, na década de 1980, uma lei que obrigou o sistema de segurança soc...
19/08/2026

Yvette Roudy, antiga ministra socialista que defendeu, na década de 1980, uma lei que obrigou o sistema de segurança social francês a cobrir o custo dos abortos, morreu na terça-feira aos 97 anos. Também fez história ao chefiar o primeiro ministério de França dedicado aos Direitos da Mulher, criado no primeiro mandato de François Mitterrand, que liderou de 1981 a 1986.

(MSN, 19.08.2026)

Tinha 97 anos. Foi a ministra que garantiu abortos subsidiados em França

Informação sobre os direitos laborais ao abrigo do estatuto de Trabalhador/a Cuidador/a.
19/08/2026

Informação sobre os direitos laborais ao abrigo do estatuto de Trabalhador/a Cuidador/a.

14/08/2026
Faz o teu donativo hoje, queremos começar já os próximos 50 anos! Link na bio 🔗Este carrossel é uma coleção de frases, p...
03/08/2026

Faz o teu donativo hoje, queremos começar já os próximos 50 anos! Link na bio 🔗

Este carrossel é uma coleção de frases, provocações, memes, referências e verdades. Umas fazem rir, outras fazem pensar. Todas têm o mesmo objetivo: lembrar que o feminismo continua a ser urgente.

📉Porque o patriarcado não vai cair sozinho.
🧙Porque a manosfera não desaparece por magia.
🏝️Porque o machismo não tira férias.
⚖️E porque, entre uma gargalhada e outra, continuamos a lutar por uma sociedade mais justa.

Partilha as frases, apoia o crowdfunding - pede esta prenda de Natal antecipada!

💜 A UMAR faz 50 anos. Mas queremos que os próximos 50 comecem já.

Faz o teu donativo, partilha este carrossel, marca quem precisa de o ver e ajuda-nos a garantir que continuamos livres, insubmissas e sem pedir licença.

E para melhor fecharmos o mês de julho, vimos convidar-vos para a celebração do Dia Internacional das Mulheres Africanas...
31/07/2026

E para melhor fecharmos o mês de julho, vimos convidar-vos para a celebração do Dia Internacional das Mulheres Africanas - 31 de Julho, das 19h às 21h, no nosso Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) em Lisboa, Alcântara, com as seguintes iniciativas:

- Homenagem a Alda Espírito Santo, no ano de celebração do seu centenário, por Inocência Mata (Professora e Investigadora da FLUL) e Solange Salvaterra (representante da Mén Non - Associação de Mulheres de São Tomé e Príncipe em Portugal).

- Conversa com Elga Fontes sobre Editora Kiala.

- Roda de Leitura de poemas de "Re-Existências" de mulheres africanas dos PALOP.

Entrada livre.

Uma iniciativa conjunta das associações e colectivos: UMAR, MIPP, Djass, Afrolink, Samane e Aguinenso.

Dia 31 de Julho, Dia Internacional da Mulher Africana, é um dia de luta e consciencialização em que, mais uma vez, as as...
31/07/2026

Dia 31 de Julho, Dia Internacional da Mulher Africana, é um dia de luta e consciencialização em que, mais uma vez, as associações e colectivos Mulheres Imigrantes dos PALOP em Portugal , a UMAR', Afrolink , Associação Saúde das Mães Negras e Racializadas em Portugal , , Associação Guineense de Solidariedade Social - Aguinenso , Plataforma GENI e Casa do Brasil de Lisboa se juntam .

Sanfokar as Nossas (Re) Existências contra o S*xismo, Racismo e Capitalismo.

Este Sábado, 25 de Julho das 12h às 19h // Celebrações do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha...
25/07/2026

Este Sábado, 25 de Julho das 12h às 19h // Celebrações do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e do Dia Internacional das Mulheres e Meninas Afrodescendentes, no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) em Lisboa, Alcântara.

A UMAR mais uma vez, em conjunto com o grupo de Mulheres Imigrantes dos PALOP em Portugal (MIPP), a associação DJASS, AFROLINK, SAMANE e AGUINENSO, encontra-se a organizar as celebrações do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e do Dia Internacional das Mulheres e Meninas Afrodescendentes.

🟠Das 12h às 19h: Mercado Afrolink, com comida africana, bancas com artesanato de empreendedoras africanas e afrodescendentes, oficina de cabelo;
🟠16h00-16h30: Leitura do Conto, pela Actriz Assucena Ntavasse, do livro “Ninguém matou Suhura” de Lília Momplé;
🟠16h40-17h30: Roda de Conversa "Trabalho e Re-Existências" com Lília Trajano, Ana Paula Costa (Casa do Brasil de Lisboa), Carolina Coimbra (Samane), Luzia Moniz (Plataforma Padema) e Luciana Gomes (MIPP).

Entrada livre!

Biografia de Maria da Purificação Araújo (1926-2026), no blog Antifascistas da Resistência.
24/07/2026

Biografia de Maria da Purificação Araújo (1926-2026), no blog Antifascistas da Resistência.

MARIA DA PURIFICAÇÃO ARAÚJO (1926 - 2026)

Médica antifascista, prestou corajoso apoio médico às mulheres clandestinas, durante a Ditadura. Ficou conhecida e amiga de gerações e gerações de pais (homens e mulheres) combatentes pela Democracia: foi com extraordinária solidariedade que dedicou muito do seu saber a cuidar, a orientar e a acompanhar grávidas sem recursos ou na clandestinidade. Saía a meio da noite do sossego da sua casa para, arriscando a prisão, dar uma consulta ou fazer um parto algures numa casa clandestina do país.

Ginecologista e obstetra, manteve-se em exercício profissional, bastante para além dos 80 anos. Foi uma das precursoras da introdução no nosso país, quer de variados métodos contraceptivos, quer do “parto sem dor”. Em grande parte responsável pela introdução do Planeamento Familiar em Portugal, teve sempre um papel de grande relevo também no desenvolvimento da saúde materno-infantil.

Maria da Purificação Araújo nasceu em Lisboa, em 5 de Novembro de 1926 e aí faleceu em 22 de Julho de 2026, no ano em que completaria os 100 anos. Fez em Lisboa todos os seus estudos, completando a Licenciatura em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1950. Depois, seguiu a carreira hospitalar pública, no âmbito da ginecologia e obstetrícia. Foi pioneira na assistência às puérperas e nascituros, tendo estado envolvida nos programas para a introdução da pílula, advogando não só o parto profiláctico como a assistência pré-natal e o acompanhamento parental durante a gestação e o parto.
Dirigiu as Consultas de Planeamento Familiar e Saúde S*xual e Reprodutiva em Portugal, uma das causas em que militou foi a da IVG, e enquanto directora-geral, promoveu cursos para médicos e pessoal de saúde de todo o país.
Integrou a Associação Feminina Portuguesa para a Paz.

Carreira Hospitalar:

Concurso de provas públicas para Interno da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, em 1952; Interna contratada da Maternidade Magalhães Coutinho, 1953-1958; Concurso de provas públicas para Interno do Internato Geral do Hospital de Santa Maria, em 1959; Concurso documental para Interno do Internato complementar da Especialidade de Obstetrícia e Ginecologia, em 1961; Concurso de provas clínicas e discussão de curriculum para interno do Internato Graduado de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santa Maria, em 1964; Título de Especialista em Obstetrícia e Ginecologia, em 1964.

Saúde Pública:

Principais especializações no âmbito da Saúde Materna e do Planeamento Familiar – Curso de Pós-graduação “Obstetrics and Gynaecology” - Institute of Obstetrics and Gynaecology da Universidade de Londres, Londres (3 meses, 1962); Curso in Vaginal Exfoliative Cytology – Institute of Obstetrics and and Gynaecology da Universidade de Londres, Londres (5 semanas, 1967); Curso Instruction in Contraceptive Thechniques – IPPF, Londres (1970), como bolseira do IPPF; Curso Obstetetrique Social, Centre Internacional de l'Enfance, (CIE), Paris (1 mês, 1975); Seminar/Workshop on Management Problems of Family Plannig Programs, Estados Unidos da América (8 semanas, 1977); Curso “Aspectos Sociais e Preventivos da Obstetrícia”, CIE, Paris (2 semanas, 1978); Curso Recent Advances in Obstetrics and Gynaecology, The British Council, Londres (2 semanas, 1980)

Cargos e funções:

Iniciou a sua actividade no Instituto Maternal em 1967 como Consultora de Saúde Materna, assumindo a responsabilidade de reorganização e implementação das actividades de Saúde Materna nos Dispensários Materno-Infantis do mesmo Instituto. A partir de 1971 é responsável pelo Serviço de Saúde Materna na Direcção-Geral de Saúde, tendo a seu cargo a organização dos Serviços de Saúde Materna dos recém nascidos Centros de Saúde.

Com a oficialização do Planeamento Familiar (1976), orienta a integração destas actividades dentro da valência de Saúde Materna dos Centros de Saúde.
Foi Professora convidada da Escola Nacional de Saúde Pública (1973-1978), onde intervém no Curso de Saúde Pública para médicos.

Consultora temporária da Organização Mundial de Saúde em diversos Grupos de Trabalho:
Joint WHO/UNICEF Innovative approaches to meet the basic needs of the youngchild in developing countries (Atenas, 1978); International Simposium on the Child in the World of Tomorrow (Atenas, 1978); Interrégional Workshop sur la Gestion des Services de Santé Maternele, Infantile et Planification Familiale (Argel, 1978); Ixth World Congress of Gynaecology and Obstetrics (Tóquio, 1979); Country Case Study (Tunísia, 1980); 10th World Congress on Fertility and Sterility (Madrid, 1981); Conférence Internationale sur l'Enseignement de la Planification Familiale aux Personnels de Santé (Copenhaga, 1982); Working Group on Family Planning and S*x Education of Young People (Copenhaga, 1992).

Principais actividades:

No desempenho dos seus sucessivos cargos no Instituto Maternal e na Direcção-Geral de Saúde, deu particular ênfase a dois aspectos fundamentais para os Serviços de Cuidados Primários de Saúde: formação em serviço de pessoal técnico (médicos e enfermeiros) e organização da valência de Saúde Materna e Planeamento Familiar nos Centros de Saúde.
Em 1973, levou a cabo Cursos de Formação em Planeamento Familiar, em colaboração com a Associação para o Planeamento da Família (APF), os quais permitiram iniciar actividades de Planeamento Familiar em alguns Dispensários Materno-Infantis; Introdução do Teste Papanicolaus nas normas de vigilância de saúde da mulher dos Centros de Saúde, para rastreio do carcinoma do colo do útero; A partir de 1976, e integrado num Projeto de Formação em Planeamento Familiar apoiado pela OMS/FNUAP, realizaram-se em todo o país Cursos de Planeamento Familiar que vêm a permitir o desenvolvimento destas actividades em todos os Centros de Saúde do país; Em 1978, a convite da OMS e com o seu apoio, realiza-se em Lisboa um Curso Internacional de Saúde da Família e Planeamento Familiar; De 1989 a 1996 é responsável por projectos financiados pelo FNUAP na área de Formação de Formadores em Planeamento Familiar nos PALOP; Membro da Comissão Nacional de Saúde Materna e Infantil criada pela Ministra da Saúde em 1989; Participação na 4ª Conferência Mundial sobre as Mulheres, como representante do Ministério da Saúde (Pequim, 1995); Publica, em 1995, através da Direcção-Geral de Saúde, o seu trabalho “Mortes Maternas em Portugal – 1979/1993”; É membro da Comissão Nacional Hospitais Amigos dos Bebés, como representante do Comité Português para a UNICEF; Participação no Simposium A Odisseia do Bebé, com a comunicação “Nascer Bem” (2005).

No âmbito da sua actividade privada como Obstetra, praticou e empenhou-se na divulgação do parto sem dor pelo método psico-profilático.
Distinguida em 1996 pelo Ministério da Saúde com a Medalha de Serviços Distintos; Agraciada em 1998 pelo Presidente da República no Dia Internacional da Mulher com a Comanda da Ordem de Mérito; Distinguida em 2008 com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos do Ministério da Saúde.
Recebeu, em 2008, a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, da Câmara Municipal de Lisboa, «em reconhecimento do seu trabalho no desenvolvimento dos serviços de Planeamento Familiar e na promoção da Saúde S*xual e Reprodutiva em Portugal».
Em 2014 recebeu a medalha de ouro da Ordem dos Médicos sob proposta do Conselho Regional do Sul.
Publicou “Mortes maternas em Portugal, 1979-1993”; “Avaliação das actividades de planeamento familiar : resultado da colheita de dados por visitação domiciliária 1986/88”.

Biografia da autoria de Helena Pato

- FACES DE EVA, N.º 27, Edições Colibri / Universidade Nova de Lisboa (2012)

- «Mulheres de Abril: Testemunho de Maria da Purificação Araújo »
https://www.esquerda.net/artigo/mulheres-de-abril-testemunho-de-maria-da-purificacao-araujo/48602

- http ://biblioteca.ipsantarem.pt

O nosso colectivo reconhecimento pelo grandioso contributo e dedicação ímpares de Maria da Purificação Araújo (1926-2026...
23/07/2026

O nosso colectivo reconhecimento pelo grandioso contributo e dedicação ímpares de Maria da Purificação Araújo (1926-2026) pelos direitos se***is e reprodutivos e direitos das mulheres em Portugal. Manifestamos desta forma o nosso sentido pesar pela sua morte.

"(...) Ao longo da sua vida profissional, procurou sempre reduzir a taxa de mortalidade perinatal e materna, auxiliou mulheres grávidas que eram procuradas pelo Estado Novo e estavam escondidas e, já na década de 1970, fez parte do projeto de introdução do planeamento familiar em hospitais do país.

Em 1971 era chefe do Serviço de Saúde Materna da DGS e foi das principais responsáveis pela integração do planeamento familiar nos Centros de Saúde, promovendo o uso da pílula, algo que era então muito criticado.

Já depois do 25 de abril esteve na introdução do teste Papanicolau (rastreio de prevenção do cancro do colo do útero)."

(in Sapo, 23.07.2026)

A obstetra e ginecologista Purificação Araújo, considerada a “mãe do planeamento familiar”, morreu na quarta-feira em Lisboa, realizando-se o funeral no sábado, disse hoje à Lusa fonte familiar.

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Lisbon
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