27/03/2026
Prezados amigos e sócios do Elos Clube de Lisboa,
Há encontros que não se medem pelo tempo… mas pela profundidade com que tocam a alma. E o que vivemos no passado dia 21 de março foi exatamente isso — um desses raros instantes em que a vida se eleva, e a palavra deixa de ser apenas dita… para ser sentida. No Dia Internacional da Poesia, celebrámos muito mais do que versos. Celebrámos o encontro. Celebrámos a consciência. Celebrámos essa força invisível que nos une — esse Elos que não é apenas um nome, mas uma travessia viva entre almas, culturas e sentimentos. A poesia, nesse dia, não esteve apenas nos poemas. Esteve nos olhares.
Nos silêncios. Nos gestos. Esteve na forma como cada presença deu sentido ao todo — porque, como acredito profundamente, o mundo que vivemos é reflexo do mundo que construímos dentro de nós . E foi isso que construímos juntos: um mundo, ainda que por algumas horas, mais belo, mais humano, mais verdadeiro. A todos os poetas presentes — guardiões da palavra e da emoção — o meu mais profundo reconhecimento. São vocês que mantêm viva esta ponte invisível que liga corações.
Ao nosso Conselho — o meu profundo agradecimento ao Barão, pela sua dedicação constante; ao Diogo Costa, ao Luís Garcia, à Aura Gorito, ao Sr. Lourenço, que com os seus 100 anos nos inspira pela sua energia e alegria de estar — até a dançar no meio de nós — e a todos os membros do Conselho que, mesmo ausentes, continuam a fazer parte viva desta equipa.
À nossa Direção — às minhas Vice-Presidentes: à Luísa Ramos, que mesmo ausente esteve presente em nossos corações, e à querida Ana Paula, sempre presente e profundamente dedicada ao Elos; à primeira-secretária Carolina Sirgado; ao tesoureiro Eduardo Martins; e a todos os membros da Direção que, mesmo na ausência, são presença viva entre nós — o meu sincero agradecimento por caminharem comigo, não atrás, nem à frente, mas lado a lado.
À Manuela Coutinho, pela oração que nos devolve ao essencial. Ao David Carrapo, ao Paulo Sanches e ao Fernando Modesto, por transformarem som em emoção viva.
Aos fotógrafos António Alfredo e Fátima Lopes, por captarem aquilo que muitas vezes só o sentir alcança. Aos artistas plásticos — Manuel Galvão, Lena Gal, Ana Ancoc — por nos lembrarem que a arte é, também, uma forma de respirar a alma. Ao Sr. Nogueira e à sua equipa, pelo cuidado que alimenta não só o corpo, mas o encontro. E a todos os presentes… Porque nenhum momento ganha eternidade sem quem o vive.
O Elos existe porque cada um de nós escolhe estar. Escolhe sentir. Escolhe construir. Seguimos… com a certeza de que cada elo fortalece a corrente, e de que há ainda muitos mares por navegar — sempre com a coragem de quem acredita que a beleza da vida está naquilo que partilhamos.
Com profunda gratidão e elevada consideração,
Reliane de Carvalho
Fotos de Antonio Alfredo:
https://www.facebook.com/antonio.alfredo.35