23/10/2026
Quinze anos depois, o caso do Aterro do Zambujal chega finalmente a tribunal.
Em Sesimbra, em pleno Parque Natural da Arrábida, o Aterro do Zambujal tornou-se um dos casos mais preocupantes de contaminação ambiental da região.
Entre 2011 e 2019, terão sido depositadas entre 592 mil e 740 mil toneladas de resíduos, segundo um estudo encomendado pela CCDR-LVT. Mais de 90% terão sido depositados de forma inadequada e cerca de 30% seriam resíduos perigosos, apesar de o aterro estar licenciado apenas para receber resíduos inertes.
Os primeiros alertas remontam a 2013. Em 2015, a atividade chegou a ser suspensa durante 90 dias devido à deposição de resíduos não autorizados. Em 2019, a licença foi finalmente revogada, mas continuaram a surgir denúncias de descargas ilegais.
Durante anos, os moradores denunciaram fumos, maus cheiros e possíveis impactos na saúde. Em 2023, a CNN Portugal noticiava que o aterro continuava a arder lentamente, quatro anos depois de um incêndio.
Estamos em 2026. O Estado reclama 81 milhões de euros por danos ambientais e o julgamento, previsto para 22 de outubro, foi adiado para 16 de novembro.
Entretanto, permanece por esclarecer quando e como será garantida a recuperação ambiental deste território.
Quinze anos depois, quantos mais serão necessários para apurar responsabilidades e reparar os danos causados à natureza e às pessoas?
Fontes: PÚBLICO, CNN Portugal, Ambiente Online, NiT e Câmara Municipal de Sesimbra.
.ancn