30/09/2026
Daqui a pouco!
Cofre de Tartaruga
Século XVIII
Tartaruga e prata
CMAG 1062
Um cofre impossível de fabricar hoje
Na cuidadosa e criteriosa coleção reunida pelo Dr. António Anastácio Gonçalves existem quatro cofres, dos quais se destacam, enquanto objetos de arte e de grande significado cultural, três pequenos exemplares, todos inventariados na subcategoria da ourivesaria e cada um deles distinto do ponto de vista material e cultural.
Cada um destes três cofres, concebidos para guardar preciosidades, tanto materiais como simbólicas, é, em si mesmo, um tesouro e um objeto de luxo, desde a sua origem até à atualidade.
O Cofre do Breve Encontro de setembro, datável do século XVIII, de acordo com a decoração rococó (rocaille) da prata nele aplicada, destaca-se pelo exotismo da tartaruga, principal material do seu revestimento exterior. Este material, conjugado com a prata, insere-se numa produção que procurava responder ao gosto e à crescente procura ocidental, difundidos inicialmente em resultado da expansão ultramarina portuguesa.
Existem em Portugal, em museus, palácios, igrejas e também na posse de particulares, vários cofres antigos em tartaruga e prata, alguns com estrutura de madeira, como é o caso do CMAG 1062, e outros inteiramente revestidos a tartaruga.
Neste encontro, apreciaremos o cofre de tartaruga da coleção AG: a sua forma europeia, o carácter exótico e luxuoso do material utilizado e as respetivas técnicas de execução, a decoração exterior e interior, bem como as suas possíveis funções religiosas e civis, o seu valor histórico e a sua relevância no mercado de antiguidades. A partir da comparação com outros cofres em tartaruga e prata, abordaremos ainda diversos aspetos do seu contexto histórico, nomeadamente a variedade dos centros de produção de peças semelhantes, os seus proprietários e algumas questões éticas contemporâneas, relacionadas com a legislação internacional, nacional e regional de proteção das tartarugas marinhas.
📍 Breve Encontro
📅 30.09 | 4ª feira
⏰ 13h30
Entrada livre