24/08/2026
❌ Tira(me) Isso da Cabeça
Nos restaurantes, informação acessível não está incluída no menu
✅Realidade
Quando entramos num restaurante, esperamos encontrar mesas, cadeiras, talheres, guardanapos e uma ementa.
Estão lá porque fazem parte da experiência.
A acessibilidade também faz, mas muitas vezes não aparece.
Ao contrário do saleiro, por exemplo, que aparece se o pedirmos.
Uma ementa em Braille ou letra ampliada, ou uma solução de acesso digital ou áudio verdadeiramente acessível, não é um extra. É o que permite a uma pessoa cega ou com baixa visão conhecer as opções e fazer as suas próprias escolhas, incluindo escolher pelo preço ou, em restaurantes mais cuidados, pela imagem.
Porque escolher não é ouvir alguém decidir por nós. Nem depender de uma outra pessoa para saber o que podemos comer.
Muito menos é apenas saborear um prato, porque, afinal, os olhos também comem, mas não são os únicos.
É poder consultar, perguntar, mudar de ideias, pedir sobremesa… e arrepender-se logo depois.
Como toda a gente.
Se, num site ou nas redes sociais, um restaurante põe fotos bonitas dos seus pratos ou das suas ementas, mas nada diz no texto alternativo das mesmas, para quem não vê não passa de um prato em branco que nunca se enche de cor e vida, nem de comida.
O acesso à informação em condições de igualdade, nos formatos que cada um escolhe, é um direito reconhecido pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência no seu artigo 21.º.
E é também uma parte essencial de qualquer experiência verdadeiramente inclusiva.
A acessibilidade não devia aparecer só quando alguém a pede, como o saleiro.
Deve simplesmente estar na mesa.
Bom apetite!