06/04/2026
Detalhes... Na Batalha… o Panteão de D. Duarte…
“Foi o orgulho que transformou anjos em demónios, mas é a humildade que faz de homens anjos.” - Santo Agostinho
O Panteão de Dom Duarte mais conhecido como as capelas imperfeitas do Mosteiro da Batalha.
O Mosteiro da Batalha também conhecido por Mosteiro de Santa Maria da Vitória foi mandado edificar em 1386 por D. João I como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota.
O Panteão de D. Duarte, usualmente conhecido por Capelas Imperfeitas, no sentido de inacabadas, estrutura-se segundo um desenvolvido octógono com a entrada a eixo e sete capelas radiantes separadas por pequenos corpos triangulares, estas situam-se no alinhamento da capela-mor por detrás da cabeceira da Igreja deste mosteiro dominicano.
A construção desta capela, devida à iniciativa do rei D. Duarte, ter-se-á iniciado por volta de 1434, quando decorria ainda o primeiro ano do seu reinado, o arquitecto responsável foi Huguet que, na plena posse dos seus recursos técnicos e artísticos, amadurecidos nos muitos anos `frente do estaleiro batalhino, levou às últimas consequências, depurando-a, a proposta que, apenas esboçada na ousada abóbada da casa do capítulo, sistematizara logo de seguida na singular Capela do Fundador.
A morte do rei D. Duarte em 1437 e, no ano seguinte, a do próprio mestre Huguet inviabilizaram a conclusão da nova capela funerária, a cuja construção presidiu uma atitude coerente de afirmação pessoal e familiar por parte do rei D. Duarte.
No reinado de D. Manuel, com vista à conclusão do panteão foi alterado o projecto inicial, conferindo-se-lhe maior monumentalidade. É deste período o sumptuoso portal, totalmente esculpido, concebido e executado sob a direcção de Mateus Fernandes, um dos grandes mestres manuelinos, tendo sido concluído nos primeiros anos do século XVI. As sete capelas funerárias também foram concluídas na época de D. Manuel e têm nas suas abóbadas chaves esculpidas com escudos de armas e emblemas que identificam o seu destinatário. Reinando já D. João III foi ainda levantada, sobre o portal, a varanda renascença, datada 1533, com estrutura e decoração de raiz italiana, atribuída a Miguel de Arruda que, seguramente, a concluiu.
Panteão duartino, só nos anos quarenta do século XX foi, por fim, aqui depositado na capela axial, o túmulo duplo do rei D. Duarte e da rainha D. Leonor, num reencontro talvez definitivo com a História.
(39°39'31.56"N 8°49'30.44"W) Largo Infante Dom Henrique - Batalha – Leiria – Região Centro - Portugal
©Daniel Jorge https://www.facebook.com/fotos.djtc