Ordem Rosacruz AMORC - Portugal

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Ordem Rosacruz AMORC - Portugal Os conceitos emitidos nesta página são da responsabilidade integral dos seus autores e não representam, necessariamente, o ponto de vista oficial da AMORC.

Em Portugal, é conhecida a existência de membros da Ordem filiados à Grande Loja de Língua Portuguesa, sediada no Brasil e a outras Grandes Lojas desde meados do século passado. Dadas as circunstâncias políticas até então vigentes, a Ordem não podia ter expressão legal em Portugal, pelo que apenas em Julho de 1979 iniciou as suas actividades de forma organizada. Nessa ocasião, a Soror Maria Moura – Grande Mestre da Jurisdição de Língua Portuguesa, com sede em Curitiba no Brasil – deslocou-se a Portugal, onde foi recebida por um significativo número de rosacruzes tendo celebrado, ela própria, a 1ª Convocação Rosacruz, no dia 29 de Julho, no Salão de Festas dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, na Rua Camilo Castelo Branco. Do discurso dessa Convocação, "A Nova Ética", destacamos:

…não sendo a Ética estática e caracterizando-se pelo movimento, tornava-se necessário que o acompanhássemos, deixando de lado velhas concepções, como a de um Deus personalizado, violando ele próprio constantemente as leis por Si criadas...

…o trabalho Rosacruz pretende salvar aquilo que as religiões manifestam de mais positivo, preparando as bases de concepções futuras e tendo como suporte não somente a lógica da filosofia, mas também a lógica prática...

Esta deslocação serviu também para dar a conhecer a Ordem ao público em geral dando entrevistas à televisão, à rádio, à imprensa. Os rosacruzes de Lisboa juntaram-se e a cidade passou então a ter um Capítulo Rosacruz. Mais tarde, em 25 de Outubro de 1985, dado o aumento do número de membros, foi elevado à categoria de Loja. Em 8 de Junho de 1991, o então Grande Mestre, Frater Charles Vega Parucker, procedeu solenemente à consagração do Templo, em instalações próprias, conseguidas pelos membros portugueses, na Rua D.Dinis, na mesma cidade de Lisboa, onde ainda se encontra. O Porto Rosacruz assistiu, em 9 de Abril de 1983, à sua 1ª Convocação realizada no salão dos Bombeiros Voluntários do Porto, dado que o Capítulo ainda não tinha sede própria, o que alguns meses mais tarde veio a obter na zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia. Durante vinte e cinco anos aí permaneceu e desenvolveu as suas actividades regulares até à ansiada transferência para o centro do Porto, na Travessa de Santo Isidro – uma tranquila artéria junto ao Marquês de Pombal. Recentemente foi aberto um Atrium Rosacruz em Sintra, para juntar em actividades os membros daquele concelho que manifestaram interesse em se reunir periodicamente.

19/10/2026
Da tradição espiritual do antigo Egito aos ensinamentos rosacruzes dos nossos dias, chega-nos um princípio de profunda s...
18/10/2026

Da tradição espiritual do antigo Egito aos ensinamentos rosacruzes dos nossos dias, chega-nos um princípio de profunda sabedoria: a Antiga e Mística Lei de AMRA.

Além da prática de gratidão, esta lei convida-nos a compreender que a existência se manifesta num permanente movimento de receção e partilha. Nada floresce verdadeiramente quando permanece encerrado sobre si mesmo.

AMRA recorda-nos que a mão que recebe deve também aprender a abrir-se para dar. Sempre que a Vida nos contempla com uma bênção, uma conquista ou um auxílio inesperado, somos convidados a reconhecer aquilo que nos foi concedido e a transformar esse reconhecimento num gesto consciente de gratidão.

Não é pagar ao Cósmico pelas suas dádivas, como se o divino pudesse ser reduzido a uma relação de troca, mas de compreender que a verdadeira gratidão não termina no reconhecimento: transforma-se em ação.

A Lei de AMRA encontra uma expressão concreta na partilha dos nossos recursos materiais, mas o seu significado espiritual estende-se à generosidade do nosso tempo, à transmissão do conhecimento, à palavra que consola, à escuta que acolhe e ao serviço fraterno.

Há, porém, uma dimensão mais profunda neste ensinamento: a responsabilidade que acompanha tudo aquilo que recebemos.
Cada bênção coloca-nos perante uma escolha. Podemos guardá-la exclusivamente para nós ou permitir que, através de nós, alguma coisa floresça também na vida dos outros.

Assim, a Lei de AMRA revela uma das suas mais belas dimensões iniciáticas: ensinar-nos a passar da consciência de possuir à consciência de servir.

Não partilhamos para receber mais, nem oferecemos para conquistar a benevolência das Leis Cósmicas. Fazemo-lo porque compreendemos que o verdadeiro sentido da abundância não reside na acumulação, mas na capacidade de contribuir para a harmonia do Todo.

E se a antiga sabedoria egípcia nos recorda, através do princípio de Ma'at, a importância da verdade, da justiça e do equilíbrio universal, podemos reconhecer na Lei de AMRA uma afinidade espiritual com essa mesma aspiração à harmonia. Não como uma equivalência histórica, mas como uma reflexão sobre o lugar que ocupamos na grande ordem da existência.

Que a Lei de AMRA seja, pois, mais do que um ensinamento que conhecemos. Que se torne um princípio que vivemos, uma expressão consciente da nossa gratidão e da responsabilidade que assumimos perante a Vida.

A Luz que recebemos não nos foi confiada para permanecer somente em nós, mas também para iluminar o caminho dos outros.

Que a Rosa floresça sobre a vossa Cruz.
Com os mais fraternos pensamentos na Luz, na Vida e no Amor.

Ordem Rosacruz AMORC - Portugal

Fomos presenteados com textos que apesar de atravessarem  séculos sempre serão atuais por encerrarem princípios que cont...
16/10/2026

Fomos presenteados com textos que apesar de atravessarem séculos sempre serão atuais por encerrarem princípios que continuam a desafiar a inteligência e a consciência humana.

A Tábua de Esmeralda, associada à tradição de Hermes Trismegisto, é um desses textos. De origem historicamente incerta, cujos testemunhos escritos mais antigos conhecidos remontam ao mundo árabe medieval, tornou-se uma das mais importantes referências do pensamento hermético e da tradição alquímica.

Neste caso, a sua longevidade reside na extraordinária profundidade daquilo que nos convida a compreender: a relação entre o universo e o ser humano, entre a matéria e o espírito, entre a multiplicidade das formas e a unidade da existência.

O conhecido princípio hermético da correspondência, habitualmente sintetizado na expressão «como é em cima, assim é em baixo», propõe-nos uma visão da realidade na qual o macrocosmo e o microcosmo não existem como universos inteiramente separados.

O ser humano não é um observador estranho ao Cosmos. É parte integrante dele. Somos matéria, mas também consciência capaz de contemplar a própria matéria. Somos natureza, mas igualmente pensamento, vontade, memória, imaginação e capacidade de atribuir significado à existência.

Nesta perspectiva, conhecer o universo implica também aprender a conhecer-nos. E talvez seja essa uma das primeiras grandes lições do caminho iniciático: não podemos aspirar à compreensão dos mistérios da existência permanecendo desconhecidos de nós próprios.

A tradição hermética apresenta-nos uma realidade construída sobre polaridades: luz e obscuridade, actividade e receptividade, matéria e espírito, nascimento e morte. Contudo, aquilo que aparentemente se opõe pode constituir a manifestação complementar de uma unidade mais profunda.

É precisamente aqui que a alquimia adquire uma extraordinária dimensão filosófica. Para além das suas práticas materiais e laboratoriais, a alquimia desenvolveu uma linguagem simbólica que permite compreender a transformação da consciência humana. O chumbo e o ouro deixam de representar apenas metais e tornam-se imagens de diferentes estados do nosso desenvolvimento interior.

O chumbo pode simbolizar a consciência obscurecida pela ignorância, pelo medo, pelo orgulho e pelos condicionamentos que limitam a nossa liberdade. O ouro representa a possibilidade de uma consciência mais esclarecida, amadurecida e harmonizada com os seus princípios mais elevados.

Mas esta transformação não acontece por simples desejo, nem pela acumulação de conhecimentos.
Podemos estudar durante décadas os mais elevados princípios filosóficos e continuar prisioneiros das mesmas limitações interiores. Porque conhecer intelectualmente uma verdade não significa necessariamente tê-la integrado na nossa existência.

A verdadeira iniciação começa quando aquilo que sabemos transforma a maneira como vivemos.
Também o Sol e a Lua, símbolos fundamentais da linguagem alquímica, nos convidam a reflectir sobre a reconciliação das polaridades.
O Sol representa simbolicamente a luz, a actividade, a vontade e a consciência esclarecida. A Lua evoca a receptividade, a interioridade, a sensibilidade e a capacidade de reflexão.
Nenhum destes princípios, isoladamente, representa a totalidade.

Uma razão desprovida de sensibilidade pode tornar-se rígida. Uma intuição sem discernimento pode conduzir-nos à ilusão. Uma vontade sem consciência pode transformar-se em imposição, enquanto uma contemplação incapaz de se traduzir em actos permanece incompleta.

A sabedoria nasce, portanto, da capacidade de integrar aquilo que em nós parece contraditório.

Uma das tarefas mais exigentes do desenvolvimento espiritual: deixar de combater as nossas polaridades e aprender a reconhecer o lugar que cada uma ocupa na construção da nossa totalidade.

A Tábua de Esmeralda apresenta-nos ainda uma imagem particularmente profunda: o movimento de ascensão e descida entre a terra e o céu.
Numa interpretação iniciática, subir representa a elevação da consciência, a capacidade de ultrapassar a percepção imediata e contemplar a existência a partir de uma perspectiva mais ampla.

Descer representa o regresso ao mundo concreto, às relações humanas, às escolhas e às responsabilidades quotidianas.
São movimentos inseparáveis.
Não basta elevar o pensamento se essa elevação não encontrar expressão na vida. A espiritualidade que permanece confinada à meditação, ao ritual ou ao estudo corre o risco de se transformar numa experiência desligada da realidade.

A verdadeira transformação revela-se quando regressamos ao mundo, quando somos confrontados com a incompreensão, com a contrariedade, com o sofrimento e com as nossas próprias limitações.
É aí que se manifesta a profundidade do trabalho interior.
De que nos serve compreender a unidade do universo se continuamos a alimentar divisões desnecessárias⁉️
De que nos serve estudar a harmonia cósmica se não conseguimos cultivá-la nas nossas relações⁉️
De que nos serve procurar a luz se recusamos reconhecer as nossas próprias sombras⁉️

Quanto mais profundamente compreendemos a complexidade da existência, menos razões encontramos para nos julgarmos definitivamente esclarecidos. A humildade torna-se, assim, inseparável da verdadeira sabedoria.

Para nós, enquanto estudantes da tradição rosacruz, a Tábua de Esmeralda constitui muito mais do que um testemunho da antiga filosofia hermética. Pode tornar-se um convite permanente à coerência entre aquilo que estudamos, aquilo que afirmamos e aquilo que efectivamente somos.

O verdadeiro laboratório alquímico encontra-se também na nossa interioridade, nesse espaço silencioso onde reconhecemos os nossos medos, examinamos as nossas certezas, confrontamos as nossas contradições e aprendemos a transformar a experiência em consciência.

Ordem Rosacruz AMORC - Portugal
Texto de Sor. Dulce Pombo

Um dos maiores equívocos da condição humana é acreditarmos que somos uma realidade acabada. Como se nascêssemos com uma ...
13/10/2026

Um dos maiores equívocos da condição humana é acreditarmos que somos uma realidade acabada. Como se nascêssemos com uma identidade definitiva, uma consciência suficientemente esclarecida e um destino que apenas nos competisse cumprir. Talvez seja precisamente o inverso em que a existência não seja tanto uma questão de sermos, mas de nos tornarmos.

Há muitos séculos, a tradição hermética, associada à figura enigmática de Hermes Trismegisto, interrogava já esta extraordinária relação entre o ser humano, a natureza e o Cosmos. Não concebia o homem como um estrangeiro perdido num universo indiferente, mas como uma expressão da mesma inteligência que anima a totalidade da existência.

O que está em cima encontra correspondência no que está em baixo. O macrocosmo reflecte-se no microcosmo. E nós, tão ocupados a procurar respostas no exterior, esquecemo-nos frequentemente de que também somos um território por descobrir.

Mas permanece uma questão inquietante: de que nos serve conhecer os mistérios do universo se permanecemos profundamente desconhecidos de nós próprios⁉️
Podemos acumular conhecimentos, conquistar posições, aperfeiçoar discursos espirituais e, ainda assim, continuar prisioneiros das mesmas sombras, dos mesmos medos, das mesmas ilusões que alimentamos sem sequer as reconhecer.

A ignorância mais profunda não será a ausência de conhecimento, mas a incapacidade de reconhecer aquilo que nos governa.
É aqui que a alquimia adquire a sua dimensão mais perturbadora e fascinante. Porque a verdadeira transmutação não se limita à antiga ambição de transformar metais vulgares em ouro. É também a possibilidade de converter a experiência em consciência, o sofrimento em compreensão, a contradição em discernimento.
E não confundamos transmutação com aperfeiçoamento moral. Nem tudo o que nos habita precisa de ser eliminado. Há sombras que exigem compreensão, feridas que reclamam significado e contradições que nos revelam precisamente a complexidade de estarmos vivos.
A consciência não nasce da negação da nossa humanidade, mas da coragem de a atravessarmos.

Não precisamos de tomar esta concepção como uma certeza metafísica para reconhecer a profundidade da interrogação que encerra.
Seremos apenas este corpo que envelhece, esta personalidade que construímos, esta história que contamos acerca de nós ⁉️ Ou haverá dimensões da consciência que ainda não aprendemos a reconhecer⁉️

Provavelmente a maturidade espiritual comece quando deixarmos de confundir crença com conhecimento, informação com sabedoria e elevação com superioridade. Porque ninguém se torna mais consciente apenas por conhecer palavras sagradas, frequentar escolas iniciáticas ou dominar linguagens esotéricas. O verdadeiro conhecimento deveria tornar-nos menos arrogantes perante o mistério, mais responsáveis perante a vida e mais lúcidos perante as nossas próprias ilusões.

E há algo profundamente libertador nesta perspectiva: não estamos condenados a permanecer aquilo que fomos.

Podemos rever as nossas certezas, abandonar antigas identificações, reconhecer os nossos enganos e permitir que uma consciência mais ampla reorganize a nossa maneira de existir.

Esta, sim, será a mais exigente das obras alquímicas. Não fabricar uma versão idealizada de nós próprios, mas retirar, pacientemente, aquilo que nos impede de reconhecer a nossa natureza mais profunda.

Afinal, o ouro dos alquimistas poderá ser também uma extraordinária metáfora da consciência que se descobre através da própria transformação.

O grande mistério da existência poderá não estar naquilo que o universo ainda nos esconde, mas naquilo que, dentro de nós, permanece à espera de ser revelado. Porque a verdadeira iniciação não acontece quando nos dizem quem somos, mas quando começamos, finalmente, a questionar tudo aquilo que julgávamos ser.

Texto de Sor. Dulce Pombo
Reflexão original inspirada nos ensinamentos herméticos atribuídos a Hermes Trismegisto.

Desde os primórdios da humanidade, o princípio feminino foi reconhecido como força geradora, criadora e ordenadora do co...
03/10/2026

Desde os primórdios da humanidade, o princípio feminino foi reconhecido como força geradora, criadora e ordenadora do cosmos. Nas civilizações antigas, a mulher era o espelho da Deusa: criadora, sábia e iniciadora. A Terra era Mãe, o Sol possuía faces femininas e a sabedoria era um ventre luminoso que tudo continha.

Ao longo da História, em diferentes culturas e tradições, mulheres foram guardiãs do conhecimento, da espiritualidade e do despertar da consciência. Este grupo de estudos propõe uma viagem por essa linhagem sagrada.

Nesta jornada, percorremos o fio invisível que liga as civilizações antigas às consciências iluminadas do presente:

Da Antiguidade ao Oriente: Viajaremos da Suméria e da Babilónia até ao antigo Egito de Ísis, passando pela Grécia de Hipátia e pelas tradições do Oriente que corporizam a compaixão e a sabedoria em figuras como Durga e Quan Yin.

Das Matrizes Espirituais ao Misticismo: Revisitaremos as mulheres proféticas da tradição hebraica, como Míriam e Ester, e a matriz do amor no cristianismo nascente através de Maria, Mãe de Jesus, e de Maria Madalena.

Da Idade Média ao Despertar Contemporâneo: Cruzaremos a Idade Média através das santas, eruditas e místicas — como Hildegard de Bingen e Clara de Assis —, ao lado das mestres sofis no Islão, desaguando no renascimento espiritual dos séculos XIX e XX, até chegarmos às mulheres do presente e à Mulher Solar.

O percurso do Feminino Místico conduzir-nos-á da memória à consciência, do conhecimento à experiência, do silêncio à expressão. Um espaço para reconhecer em nós mesmas os arquétipos, a força e a sabedoria que atravessaram gerações, unindo História, filosofia, espiritualidade e vivência interior.

Convidamos-te a fazer este caminho connosco - aberto a todos que desejarem participar.

💻 Formato: Online

🗓️ Duração: 9 Meses (2 aulas por mês)

Para ter acesso a todas as informações, abra o link que se segue ⬇️⬇️⬇️

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf_hfA6XXePzI_D3I8EmqaPOgxdth7gOnXPr8bpOnd8uMfWxg/viewform

Para quem chega à Ordem Rosacruz AMORC, é natural que surjam perguntas.O que significam os símbolos⁉️Como compreender me...
30/09/2026

Para quem chega à Ordem Rosacruz AMORC, é natural que surjam perguntas.

O que significam os símbolos⁉️

Como compreender melhor os ensinamentos⁉️

O que é a Ritualística Rosacruz⁉️

Como se vive, para além do estudo individual, o caminho que agora se inicia⁉️

É precisamente para ajudar a responder a estas e a muitas outras questões que existe o Pronaos.

O Pronaos é um espaço de aprendizagem, preparação e acompanhamento destinado aos membros neófitos. É uma verdadeira escola de iniciação à vivência Rosacruz, onde os primeiros ensinamentos podem ser aprofundados e compreendidos numa dimensão mais ampla — filosófica, simbólica, mística e humana.

Porque entrar na Ordem não significa que tenhamos de compreender tudo desde o primeiro momento.

Há um caminho a percorrer.

No Pronaos, o neófito começa a familiarizar-se com a Ritualística Rosacruz, com a linguagem dos símbolos, com os princípios e códigos de conduta da Ordem e, sobretudo, com uma forma mais profunda de pensar e viver os ensinamentos.
É também um lugar de encontro.

Um lugar onde podemos escutar, aprender com outros membros e sentir que não estamos sozinhos nos primeiros passos desta caminhada.

A Tradição Rosacruz não nos convida apenas a conhecer. Convida-nos a compreender, experimentar, interiorizar e, progressivamente, transformar conhecimento em consciência.

É por isso que a participação no Pronaos acompanha a evolução do neófito no seu percurso dentro da Ordem.

Deverá ser vista como uma oportunidade preciosa de criar fundamentos sólidos para aquilo que virá depois.

✨️Se é neófito, este convite é para si.✨️

Não faça este percurso à distância quando pode vivê-lo acompanhado.

Procure o seu Organismo Afiliado, contacte a Loja Rosacruz de Lisboa ou o Capítulo Rosacruz do Porto e informe-se sobre as próximas datas de Pronaos - 91 33 75 750

Venha conhecer.
Venha perguntar.
Venha aprender.
Venha partilhar.

Porque todo o caminho iniciático começa com os primeiros passos — e esses primeiros passos tornam-se mais claros quando encontramos quem caminhe connosco.

Esperamos por si.
Paz Profunda.

Num mundo em que o fundamentalismo insiste em erguer muros de dogmatismo, o verdadeiro caminho místico lembra-nos de uma...
23/09/2026

Num mundo em que o fundamentalismo insiste em erguer muros de dogmatismo, o verdadeiro caminho místico lembra-nos de uma verdade simples: a mente humana não possui o Monopólio da Verdade.

O fundamentalismo nasce no momento exato em que uma perspetiva individual se confunde com a Totalidade. No entanto, uma perspetiva é apenas isso — um fragmento, uma réstia de luz captada através do prisma da história, das vivências e da consciência de cada ser.

​Na tradição Rosacruz, o respeito por todas as crenças, credos, filosofias de vida e ideologias não é uma mera cortesia social; é um imperativo de evolução espiritual. Guiamo-nos por uma irrestrita independência, sabendo que a absoluta liberdade de consciência e de pensamento é o único solo onde germina a verdadeira sabedoria.

​Aquilo que distingue o estudante rosacruz é a capacidade de olhar para o outro com acolhimento e amor, independentemente das suas convicções. O que eu penso e o modo como percebo o cosmos é fruto da etapa de consciência em que me encontro. O outro ser humano caminha no seu próprio ritmo, no seu próprio degrau. Não há motivos para o afastar, nem para nos afastarmos, só porque os seus valores não espelham os nossos.

​Como bem nos lembrou o filósofo Spinoza, a substância divina é infinita e expressa-se de modos infinitos. Reduzir a Realidade a um único dogma é tentar aprisionar o oceano numa gota d’água. Da mesma forma, o filósofo e místico Plotino ensinava que a Alma do Mundo busca o Uno através da diversidade dos seres; rejeitar essa diversidade é fechar os olhos ao próprio movimento da Vida.

​A verdadeira evolução espiritual não se mede pela acumulação de conhecimento intelectual, nem pelo orgulho da erudição. Também não somos mais evoluídos quando nos colocamos num suposto pedestal de sabedoria, nem quando rechaçamos aqueles que pensam de forma diferente de nós. A erudição sem amor é apenas sombra; o saber sem fraternidade é apenas ego.

​Somos, sim, mais evoluídos quando a nossa consciência se expande a ponto de conseguir abraçar a todos. Quando compreendemos que o Templo Universal é grande o suficiente para acolher cada ser humano na sua singularidade.

​Ser Rosacruz é praticar esse amor incondicional: acolher, escutar e fraternizar. É ver no rosto de cada irmão e de cada irmã — pensem como pensarem, estejam onde estiverem — um reflexo da mesma Luz Maior a que todos regressamos.

Texto original Ordem Rosacruz

Atingimos o Equinócio de Outono, o momento sagrado em que a luz e a sombra se abraçam em igual medida, convidando a Alma...
21/09/2026

Atingimos o Equinócio de Outono, o momento sagrado em que a luz e a sombra se abraçam em igual medida, convidando a Alma a sintonizar-se com os ritmos mais profundos da Criação.

Para a Tradição Rosacruz, este limiar transcende a mera mecânica celeste: é a abertura de um Portal de Consciência e Harmonização.
​Enquanto a Natureza suavemente se despoja de seu esplendor, a consciência humana é chamada a reconhecer a sabedoria das marés da vida.

A estação do Verão que agora finda representou o ciclo da expansão exterior — um tempo de luz manifesta, de dinamismo e de projeção das nossas energias no mundo visível. Foi o período de semear, agir e vivenciar o movimento expansivo do ser.

​Agora, o equinócio nos convoca à Grande Colheita Interior, marcando a fronteira exata entre o agir no mundo e o recolher-se no Templo. Os frutos que hoje colhemos não pertencem apenas à terra; são as lições, os aprendizados e as vivências acumuladas desde o desabrochar da Primavera.

Cabe-nos, na serenidade do momento, guardar essa colheita no Altar do Coração, separando com discernimento e sabedoria a essência do que é efêmero.
​Neste crepúsculo do ciclo solar, a jornada rosacruz convida ao silêncio e à contemplação:

🍂​Como a árvore que recolhe a sua seiva às raízes para preservar a vida, aprendemos a retrair a energia dos ruídos externos e a voltar o olhar para o Sanctum Interior.

🍂Meditar sobre o caminho percorrido é o verdadeiro processo alquímico: a transmutação das experiências em sabedoria viva. Onde o olhar profano contempla o desfolhar da natureza como perda, a consciência desperta reconhece a libertação necessária para a preservação do que é eterno.

​Que este Equinócio de Outono nos traga a serenidade da contemplação e a paz do dever cumprido. Ao voltarmos a nossa atenção para dentro, que reencontremos a Luz Inviolável que habita no centro do nosso ser, preparando-nos com gratidão e harmonia para as revelações do silêncio.

​Que a Rosa Floreça sobre a vossa Cruz.
📸 da Sor. Dulce Pombo

Desde os primórdios da humanidade, o princípio feminino foi reconhecido como força geradora, criadora e ordenadora do co...
19/09/2026

Desde os primórdios da humanidade, o princípio feminino foi reconhecido como força geradora, criadora e ordenadora do cosmos. Nas civilizações antigas, a mulher era o espelho da Deusa: criadora, sábia e iniciadora. A Terra era Mãe, o Sol possuía faces femininas e a sabedoria era um ventre luminoso que tudo continha.

Ao longo da História, em diferentes culturas e tradições, mulheres foram guardiãs do conhecimento, da espiritualidade e do despertar da consciência. Este grupo de estudos propõe uma viagem por essa linhagem sagrada.

Nesta jornada, percorremos o fio invisível que liga as civilizações antigas às consciências iluminadas do presente:

Da Antiguidade ao Oriente: Viajaremos da Suméria e da Babilónia até ao antigo Egito de Ísis, passando pela Grécia de Hipátia e pelas tradições do Oriente que corporizam a compaixão e a sabedoria em figuras como Durga e Quan Yin.

Das Matrizes Espirituais ao Misticismo: Revisitaremos as mulheres proféticas da tradição hebraica, como Míriam e Ester, e a matriz do amor no cristianismo nascente através de Maria, Mãe de Jesus, e de Maria Madalena.

Da Idade Média ao Despertar Contemporâneo: Cruzaremos a Idade Média através das santas, eruditas e místicas — como Hildegard de Bingen e Clara de Assis —, ao lado das mestres sofis no Islão, desaguando no renascimento espiritual dos séculos XIX e XX, até chegarmos às mulheres do presente e à Mulher Solar.

O percurso do Feminino Místico conduzir-nos-á da memória à consciência, do conhecimento à experiência, do silêncio à expressão. Um espaço para reconhecer em nós mesmas os arquétipos, a força e a sabedoria que atravessaram gerações, unindo História, filosofia, espiritualidade e vivência interior.

Convidamos-te a fazer este caminho connosco.

💻 Formato: Online

🗓️ Duração: 9 Meses (2 aulas por mês)

Para ter acesso a mais as informações, abra o link que se segue ⬇️⬇️⬇️

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Endereço

Lisboa/Porto
Lisbon

Horário de Funcionamento

Terça-feira 18:00 - 20:00
Quarta-feira 18:00 - 20:00
Sábado 14:00 - 18:30

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