23/08/2026
Falar dos outros de forma negativa é uma tentação a que estamos sujeitos nesta floresta de enganos que atravessamos. Mesmo quando entramos na Senda Mística, mesmo sendo um iniciado, continuamos a ter um ‘eu objetivo’ imperfeito e com fraquezas. É por isso mesmo que devemos estar ainda mais atentos aos nossos próprios pensamentos e palavras.
Cuidar do que pensamos é cuidar do que dizemos. Quando a rápida acusação a outro surgir na nossa mente, façamos um pequeno exercício: o que estou a criticar não existe em mim também, de alguma forma? Não será isso que mais nos incomoda afinal, ver no outro um reflexo da nossa sombra?
Há circunstâncias, porém, em que a gravidade das situações provocada pela ação ou omissão de alguém exige uma denúncia. Neste caso já não falamos de calúnia ou maledicência, mas de ação que procura impedir um resultado gravoso. Em casos limite, calar é pactuar com o erro. Mas antes de falar, é imperioso analisar a situação com discernimento, distinguindo o verdadeiro do falso e o justo do exagerado.
Aprendamos a procurar o lado luminoso daquele a quem criticamos e a praticar palavras elogiosas na mesma medida dos reparos, e sejamos justos na nossa análise.
Texto inspirado no Código Rosacruz de Vida
📸 de Leonete Botelho