Em 1919, por iniciativa do então diretor do Instituto de Odivelas, Coronel Ferreira de Simas, foi criada a Associação das Antigas Alunas, que fez parte da sua importante obra social. A associação é uma instituição de cariz humanitário, tendo por fim realizar a assistência material e moral às antigas alunas (A.A.). fossem sócias, que se criasse um lar para as A.A. e que se organizassem reuniões de
confraternização. O lar era uma instituição essencial para que as A.A. tivessem onde se instalar, sobretudo as da província, quando necessitassem de se empregar na capital. Ao principio, a atividade da associação limitava-se à cobrança de quotas e alguns auxílios, como pequenos subsídios ou empréstimos. Foi somente no início dos anos setenta que a associação voltou a ser reativada, com a primeira intenção de se organizar e fortalecer para depois criar um lar. Inesperadamente, porém surgiu a oportunidade de se alugar, em Odivelas, um palacete, um antigo pavilhão de caça do início do século XIX, situado na Rua Alexandre Braga, onde funcionou a sede e onde se instalou a Nossa Casa, graças a subsídios diversos. Depois de verificadas as condições existentes para um lar da 3ª idade pelos Serviços Sociais das Forças Armadas, foi concedido à Associação um subsídio mensal que possibilitou a abertura do Lar, a 29 de Março de 1971. Mais tarde, após obras de reconstrução de um edifício em ruína, em 14 de Janeiro de 2010, foi inaugurada A Nova Casa, no Quartel da Formação, no Largo da Luz. A associação tem uma forte vertente cultural, organizando diversos acontecimentos de índole cultural, como exposições de arte, leituras, conferências e visitas de estudo a lugares históricos e museus. Os residentes da Nova Casa são sempre convidados e incentivados a participar. "Associação das Antigas Alunas do Instituto de Odivelas (desde 1919)
A história do Instituto de Odivelas é longa e diversificada em múltiplos aspectos, tendo também para tal contribuído a sua transição por diversos regimes políticos – Monarquia-República-Estado Novo. Salientamos o singular papel de diversas figuras como o Infante D. Afonso e sua Mãe, a rainha D. Maria de Saboia, na fundação do Instituto, denominado primeiramente de Infante D. Mas, com o novo Director, Frederico Simas, empossado, em 1919, já na República, outro percurso começaria. Graças a este notável pedagogo e à sua equipa, as meninas de Odivelas teriam uma invulgar e privilegiada educação que lhes permitiu ser protagonistas de um inusitado acto, logo nos inícios de Novecentos, a fundação da sua própria Associação de Alunas. Se é um facto que, já nos séculos XIX e XX, o s**o masculino lutava pela existência destas Associações, Caixas Económicas, ou do Mutualismo, não é menos verdade estar o s**o feminino ausente destas pugnas, e dos benefícios destas Associações. Para entendermos a especificidade da notável história desta Associação utilizaremos como referência as supracitadas instituições e, por comparação, a valorizarmos. Analisaremos a ideologia vigente na gestão do Instituto, fruto de uma nova e determinante direcção pedagógica e política; descortinaremos o que esteve subjacente a esta iniciativa e aos seus dirigentes; quem por ela foi responsável e suas consequências até aos dias de hoje. Investigadora: Ana Costa Lopes ([email protected])"