Constituída (inicialmente, por 12 operadores de correios e telecomunicações, de Portugal e dos PALOP) no âmbito do III Encontro dos Operadores de Correios e Telecomunicações dos Países de Língua Oficial Portuguesa, que decorreu em Bissau, em Novembro de 1990, e formalmente celebrada, em Lisboa, a respetiva escritura de constituição e certificada a sua denominação (AICEP) em novembro de 1993, a AIC
EP é uma associação internacional, científica e técnica, de carácter não-governamental e sem fins lucrativos que tem por objeto promover o estreitamento das relações entre os seus Membros, de modo a contribuir para a harmonização, desenvolvimento e modernização das Comunicações, no âmbito das respetivas organizações, incluindo o apoio direto e efetivo a programas e projetos nos Países em desenvolvimento de língua portuguesa, designadamente através de ações de cooperação para o desenvolvimento. Desde a criação da AICEP, nos anos 90, tem-se assistido a mudanças muito significativas no Sector das Comunicações. No início dessa década, os Operadores deste Sector eram, na sua quase totalidade, públicos, incumbentes, operavam exclusivamente nos respetivos mercados nacionais e orientavam-se por uma lógica de prestação de um serviço fundamental à comunidade nacional. Constituíam, assim, uma infraestrutura importante em termos de segurança, de soberania e de defesa nacional. Na maioria dos casos - com exceção de Moçambique que, em 1981, foi percursor a nível mundial ao separar os sectores dos correios e telecomunicações e ao criar um órgão regulador - os operadores nacionais existentes em cada País atuavam nos sectores postal e das telecomunicações e funcionavam numa lógica de auto-regulação a partir de orientações emanadas do Estado. Posteriormente, com a emergência dos fenómenos da liberalização e das privatizações, passaram a existir vários Operadores em cada País. O sector postal e o das telecomunicações separaram-se e a atividade passou a ser supervisionda por Entidades Reguladoras mono ou multissectoriais. Atualmente há uma crescente tendência de concentração a nível mundial, tendendo os Operadores a serem empresas com uma dimensão cada vez maior e com uma lógica de atuação mais global. Os operadores de telecomunicações são, na sua quase totalidade, empresas privadas com uma estratégia orientada para os resultados e para a performance. O sector postal, à semelhança do que sucede já com o setor das telecomunicações, tem vindo de forma progressiva e acentuada a deixar de atuar em regime de monopólio, embora a maioria das empresas sejam detidas pelos respetivos Estados. A par destas transformações assiste-se, cada vez mais, a movimentos de concentração e consolidação vertical e horizontal. No setor das telecomunicações este movimento é realizado por empresas privadas, enquanto no sector postal, curiosamente e ad contrarium, a concentração está a ser liderada por empresas do sector público. As mudanças neste setor têm sido, pois, surpreendentes, a nível da sua economia, das técnicas de gestão e das tecnologias, nomeadamente com o desenvolvimento exponencial de sistemas digitais.
É neste contexto de profundas mutações do e no Sector das Comunicações que a AICEP tem vivido e ao qual se tem eficientemente adaptado. Em 1990 - no momento da sua constituição - a AICEP foi visionária e pioneira quando integrou no seu seio os Operadores de Comunicações, independentemente de serem postais ou de telecomunicações, demonstrando uma clara visão de convergência e complementaridade entre as duas vertentes do setor. Foi também visionária quando congregou os seus Membros, não por critérios geográficos, mas sim pela proximidade da língua e das culturas. Posteriormente, em 2000, na sequência da sua revisão estatutária, inovou quando considerou que no desenvolvimento das Comunicações a relação entre Operadores e Reguladores é muito forte, complexa e interativa e que os Operadores e os Reguladores são órgãos distintos, mas também complementares do mesmo corpo que são as Comunicações. E acompanhando o natural dinamismo e desenvolvimento estratégico do sector das Comunicações, nomeadamente nas telecomunicações, o qual, nos tempos de hoje, não se pode dissociar dos conteúdos, e continuando a inovar, em 2013, com uma nova revisão estatutária, a AICEP incorporou no seu seio os “Conteúdos” (televisão), reforçando e consolidando, assim, o seu papel de Associação representativa e cada vez mais inclusiva das várias áreas das Comunicações no Mundo da Lusofonia. Com sede em Lisboa, a AICEP é a 1.ª Associação Empresarial dos Países de Língua Oficial Portuguesa e a única Associação mundial que congrega Correios, Telecomunicações, Conteúdos (Televisão), Reguladores e Indústria, constituindo um espaço de convergência dos parceiros do setor das Comunicações, com extensos planos de formação e cooperação para o desenvolvimento. Representando o universo lusófono, em 5 Continentes, cerca de 10.700 milhões de Km2 e cerca de 243 milhões de falantes da língua portuguesa, a AICEP representa:
o Cerca de 158.600 Trabalhadores (82% Correios; 17,5% Telecomunicações e 0,5 % Reguladores)
o Cerca de 17.000 Milhões de euros de receita (68% Telecomunicações e 32% Correios)
o Cerca de 2.500 Milhões de euros de investimento (95% Telecomunicações e 5% Correios)
o Cerca de 1.800 Milhões de euros de resultados (72% Telecomunicações e 28% Correios).