15/10/2026
Descobertas que nascem de uma árvore e que crescem com cada pequena semente.
Na UDI das Caldas da Rainha, temos duas romãzeiras. Durante as brincadeiras no exterior, a curiosidade das crianças despertou para os frutos que cresciam nos seus ramos. O que começou com um olhar atento e a vontade de provar, transformou-se numa nova aventura de descoberta.
De fruto na mão e olhos cheios de curiosidade, as crianças do Pré-Escolar têm explorado a romã com todos os sentidos. Observamos a sua forma, descobrimos o interior, sentimos as diferentes texturas, identif**amos as tonalidades do vermelho e do rosa e saboreamos as sementes que se escondem lá dentro. Cada gesto abre caminho a uma nova pergunta. Cada pergunta convida-nos a ir mais longe. E porque aprender é também experimentar, as romãs passaram das mãos para o papel, dando origem a experiências de pintura, exploração da cor e criação artística. A cor que mancha os dedos transforma-se em cor que conta histórias. A textura do fruto torna-se motivo de observação e as pequenas sementes despertam conversas, comparações e novas descobertas.
Mas o nosso projeto não f**a pelo fruto que temos nas mãos. Olhamos também para a árvore e para aquilo de que precisa para crescer: a água, a luz do sol, a terra e o tempo. Procuramos compreender o percurso que liga uma pequena flor ao fruto que um dia poderemos colher, descobrindo, pouco a pouco, os ritmos e os segredos da natureza.
É assim que, a partir de duas romãzeiras do nosso recreio, se cruzam diferentes áreas de aprendizagem: o conhecimento do mundo, a linguagem, a matemática, a expressão artística, a autonomia e a cooperação. Tudo acontece de forma natural, porque nasce de algo que as crianças observaram, desejaram conhecer e sentiram vontade de explorar.
Não precisamos de procurar muito longe para encontrar grandes oportunidades de aprendizagem. Por vezes, basta uma árvore, um fruto da época e a liberdade de seguir a curiosidade infantil.
Na UDI das Caldas da Rainha, valorizamos estas experiências porque acreditamos que a criança aprende verdadeiramente quando pode tocar, observar, experimentar, questionar e descobrir por si própria, acompanhada por mediadores que escutam os seus interesses e lhes dão espaço para crescer.