19/06/2026
Segue o discurso de abertura do nosso Presidente Dr. Maiquel José Indi Proma Líder🇬🇼📚
Excelentíssimos convidados,
Caros Presidentes e representantes das Associações de Estudantes da Guiné-Bissau em Portugal,
Distintas personalidades presentes, Minhas senhoras e meus senhores,
É com enorme honra e profundo sentido de responsabilidade que tomo a palavra, em
representação da Mobilidade de Estudantes da Guiné-Bissau em Portugal (MEGBP), neste
1.º Encontro Académico dos Líderes Associativos de Associações de Estudantes da Guiné-Bissau em Portugal.
Permitam-me começar por saudar todos os presentes e felicitar cada associação aqui
representada pelo trabalho que desenvolve em prol dos estudantes guineenses. A vossa
presença demonstra o compromisso coletivo com a educação, com a juventude e com o
futuro da Guiné-Bissau.
O tema que propomos abordar: “Os principais fatores de retrocesso do ensino na
Guiné-Bissau”.
A educação constitui o principal instrumento de transformação social, desenvolvimento
económico e fortalecimento das instituições de um país. Contudo, apesar dos avanços
registados ao longo dos anos, a Guiné-Bissau continua a enfrentar desafios estruturais que
condicionam o progresso do seu sistema educativo.
Entre os principais fatores de retrocesso, destaca-se, em primeiro lugar, a instabilidade
político-institucional que tem marcado a história recente do país. As frequentes mudanças de governação e a descontinuidade das políticas públicas dificultam a implementação de estratégias educativas duradouras e eficazes.
Em segundo lugar, verificam-se insuficiências ao nível das infraestruturas escolares. Muitas
escolas continuam a enfrentar problemas relacionados com instalações inadequadas,
escassez de equipamentos pedagógicos e limitações no acesso às novas tecnologias.
Outro fator relevante é a insuficiência de investimentos no setor da educação. Um sistema educativo de qualidade exige recursos, planeamento e uma aposta contínua na formação dos professores, na melhoria das condições de ensino e na valorização do capital humano.
Importa igualmente referir os frequentes períodos de paralisação das atividades letivas, que comprometem a qualidade da aprendizagem e prejudicam o percurso académico de milhares de estudantes.
Por outro lado, a desigualdade no acesso à educação continua a ser uma realidade,
sobretudo para estudantes provenientes de zonas rurais e de famílias com menores
recursos económicos, limitando oportunidades e aprofundando disparidades sociais.
Perante estes desafios, cabe-nos refletir não apenas sobre os problemas, mas também
sobre as soluções. E é precisamente neste contexto que a diáspora estudantil guineense
tem um papel fundamental a desempenhar.
Caros colegas, acredito que este encontro representa muito mais do que uma simples reunião institucional.
Representa uma oportunidade histórica para fortalecer os laços entre as organizações
académicas guineenses em Portugal, promover a cooperação e construir uma visão comum para o futuro.
As nossas associações enfrentam desafios semelhantes: integração dos estudantes, apoio académico, acolhimento de novos estudantes, promoção da cultura guineense e
representação dos interesses da comunidade estudantil. Por isso, faz todo o sentido que
trabalhemos juntos, compartilhamos experiências, aprendamos uns com os outros e construamos mecanismos permanentes de colaboração.
A união das organizações académicas não deve ser vista como uma opção, mas como uma necessidade. Quando atuamos de forma coordenada, tornamo-nos mais fortes, mais
representativos e mais capazes de responder às necessidades dos estudantes que
depositam em nós a sua confiança.
Que este encontro seja o ponto de partida para uma rede sólida de cooperação entre
associações, baseada no diálogo, no respeito mútuo e no compromisso com o desenvolvimento académico e social dos estudantes guineenses.
Permitam-me ainda dirigir uma palavra de sincero agradecimento ao Instituto Superior de Gestão (ISG), pela disponibilidade, hospitalidade e generosidade ao acolher este importante encontro nas suas instalações. O vosso apoio demonstra o compromisso com a promoção do diálogo académico e da participação estudantil.
Agradeço igualmente a todas as personalidades convidadas, aos dirigentes associativos, aos estudantes e a todos aqueles que contribuíram para a concretização desta iniciativa.
Que os debates de hoje produzam ideias, parcerias e soluções concretas. Que saiamos
deste encontro mais unidos, mais conscientes das nossas responsabilidades e mais
determinados a contribuir para uma educação de qualidade e para um futuro melhor para a
Guiné-Bissau.
Muito obrigado pela vossa atenção.
Viva a juventude estudantil guineense!
Viva a cooperação entre as associações académicas!
Viva Portugal!
Viva a Guiné-Bissau!