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Dia Mundial da África /celebrar África é honrar a grandeza da sua história. PARABÉNS, MÃE ÁFRICA.O Dia da África é a com...
25/05/2026

Dia Mundial da África /celebrar África é honrar a grandeza da sua história. PARABÉNS, MÃE ÁFRICA.

O Dia da África é a comemoração anual da fundação da Organização da Unidade Africana, hoje conhecida como União Africana, a 25 de maio de 1963. É comemorado em vários países do continente africano, assim como em todo o mundo.

A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972 e tem como objetivos principais:
• Unidade e Libertação: Celebrar a criação da OUA (atual União Africana) por 32 Chefes de Estado com o propósito de libertar o continente do colonialismo e do apartheid.
• Desenvolvimento e Paz: Promover a integração, a defesa dos direitos humanos e o progresso económico e social. (Wikipédia).

Pequeno texto da autoria do antigo Secretário-Geral da UCCLA e sócio refundador da Casa de Angola, Dr. Vítor Ramalho:

A 25 de maio tem lugar a evocação por todo o mundo e particularmente pelo continente africano do Dia de África.
A efeméride está associada à data em que foi criada a OUA- Organização de Unidade Africana, em 1963, hoje UA-União Africana.
É útil termos presente que, nesse, ano o mundo estava dividido em dois blocos antagónicos, desenrolando-se uma guerra fria na Europa que veio a dar lugar à construção do muro de Berlim, enquanto em África se passaram a desenvolver guerras quentes por interpostos agentes.
O primeiro país da África negra a descolonizar foi o Gana com o Presidente Kwame N´Krumah.
O facto do início dos processos de descolonização em África terem ocorrido sob o pano de fundo de um mundo dividido e influenciado por potências antagónicas, USA e ex URSS, cedo conduziu ao exacerbamento de conflitos no continente africano apesar do apelo dos líderes africanos à unidade dele.
Durante um longo período essa conflitualidade persistiu, de par com o ciclo vicioso da pobreza, de tal forma que as próprias independências dos países de língua oficial portuguesa com o consequente reconhecimento da potência colonizadora, Portugal, só foram possíveis em 1975 após a mudança do regime politico determinado pela revolução de 25 de Abril de 1974.
Mais tarde foram criadas condições para o desmantelamento do regime do apartheid na África do Sul, para a independência da Namíbia e para a criação de um regime de maioria no Zimbabwe e com a implosão de um dos polos da bipolaridade, no caso da ex URSS, a generalidade dos países africanos passaram a realizar eleições livres na base do princípio de que a um homem corresponde um voto.
Como é sabido a queda da bipolaridade deu causa à globalização, incentivando ao livre comércio multilateral e à livre circulação de pessoas e bens, institucionalizando numa primeira fase a unipolaridade, que evoluiu para a multilateralidade, que é a que estamos a viver, sob a recomposição de uma nova realidade geoestratégica e geopolítica.
Infelizmente muitos dos males que não possibilitaram o rompimento do ciclo vicioso da pobreza em África logo após as independências persistem, nomeadamente a fraquíssima poupança indispensável ao investimento, a corrupção, a ausência de planeamento inclusive o familiar, para não falar na radicalização de certas religiões ecuménicas e os seus efeitos, bem como as debilidades de outras respostas estratégicas no plano da diversificação das economias.

EM HOMENAGEM AOS NOSSOS HERÓIS.
21/05/2026

EM HOMENAGEM AOS NOSSOS HERÓIS.

Preso pela PIDE

Nacionalista

Carlos Alberto Pereira dos Santos Van-Dúnem (Beto)

Data aproximada da primeira prisão
Junho 1959
Nasceu em Luanda, a 28 de julho de 1935, filho de Carolina Van-Dúnem. Preso em Junho de 1959, era então chefe do sector oficinal na firma Gomes &Irmão: “Éramos jovens, mas naquele tempo já tínhamos o sentimento de revolta em relação àquilo que a polícia colonial fazia aqui aos africanos”.

Pertencia ao MIA, Movimento pela Independência de Angola, fundado por Viriato da Cruz e Ilídio Machado: “O grande cérebro do processo dos 50 era o Ilídio Machado. Ele é que coordenava o MIA, (…) e ele é que controlava o ELA, através do [Joaquim] Figueiredo, funcionário dos Correios . E é ele também que controlava um outro grupo onde estavam o eng. [António] Calazans Duarte, portugueses, e dois ou três angolanos, através do Helder Neto.(…) A nossa sorte era ter esses indivíduos portugueses que eram anticolonialistas, antifascistas, e eles é que distribuíam os panfletos na parte baixa da cidade.” (Onde à noite os negros não podiam circular.)
No julgamento, integrando o 2º grupo do chamado “Processo dos 50”, (processo n.º 34/60) foi condenado a três anos de prisão e medidas de segurança de seis meses a 3 anos.
Desterrado para o Tarrafal em Fevereiro de 1962, recorda que, durante a passagem pela Ilha do Sal, o alferes que comandava as tropas que ali os guardavam lhes disse: “Amigos, não tenham medo, tenham calma, estamos aqui e temos o mesmo pensamento que vocês. O que pudermos fazer para vos defender nós fazemos.”
Levados de lancha para a ilha de Santiago, foram depois a pé para o campo de concentração: “E o sentimento que me veio á cabeça, era aquilo que os mais velhos nos haviam informado: “Bom, aqui, agora, acabou! É para um indivíduo morrer.”
Chegou ao Campo do Tarrafal a 25-02-1962 e saiu com liberdade condicional a 11-09-1964.
Puseram-nos a carregar pedras de um lado para o outro do campo: “Pedras grandes, cada uma pesava 5, 10,15 quilos… (…) E quando passassem todas as pedras para um lado, voltávamos a carregar as pedras para outro lado.”
A situação mudou depois de uma visita ao campo de Adriano Moreira: “Deixámos de carregar pedras e deu instruções para termos uma hora de recreio e nessa hora que nos dessem uma bola de futebol, para jogar, e também autorizou-nos a ir à praia. Então, todos os fins-de-semana, com a polícia atrás, íamos ao banho.”
Durante a visita, Adriano Moreira terá perguntado ao diretor da cadeia, Queimado Pinto, se os presos eram da FNLA ou do MPLA, ao que aquele respondeu que não tinham nada a ver com aqueles movimentos: “Porque, quando se desencadeou o 4 de Fevereiro, nós estávamos presos havia dois anos, por isso achavam que nada tínhamos a ver com o MPLA.”
Durante a visita, os presos estavam em fila, sendo o último Hélder Neto. “O Adriano Moreira foi passando, estendendo a mão, cumprimentava: “Então, como está, está bom?” E quando chegou ao fim da fila e deu com um branco exclamou: “Oh, você aqui, como é que veio parar aqui?” E o Hélder Neto: “De avião como os outros.””
A denúncia feita na ONU por Lúcio Lara, Mário Pinto de Andrade e Gentil Viana sobre a situação dos presos no Tarrafal, forçou também algumas mudanças: “Passados uns meses o campo foi cercado por arame. A seguir tinha uma vala, em cima do muro estava a polícia cabo-verdiana, dentro do quintal é que havia polícias portugueses. E nós quando saíamos no recreio passávamos encostados ao muro onde estavam polícias cabo-verdianos que nos punham ao corrente do que se estava a passar lá fora em relação a nós. (…) Até que uma vez os polícias disseram-nos: “Vocês vão começar a sair, porque há uma decisão das Nações Unidas para libertar os presos em Cabo Verde”.”
Beto fez parte da segunda ou terceira leva, em 1965: “Diretos para Angola, com residência fixa, com obrigatoriedade de semanalmente nos apresentarmos na PIDE. (…) Depois passou a de 15 em 15 dias, e essa apresentação só terminou com o 25 de Abril.”
Recordando o trabalho e a fome, Beto recorda também o carinho da população do Tarrafal: “Do muro dava para ver as pessoas a passar e essas pessoas, quando nos viam, nos saudavam, acenavam, e isso dava-nos um grande alento. E quando nós saímos, os presos de delito comum, ao nos verem, assim que se abriu o portão, bateram palmas, fizeram adeus.”
Por tudo isso, e também pelo que passaram ali os portugueses da primeira fase do campo – “Caramba, nós não passámos metade do que eles passaram. Eles, sim, passaram mal.” – Carlos Alberto Van-Dúnem não tem dúvidas: “Aquilo devia mesmo ser transformado num museu, com historial, os nomes das pessoas, os objetos.” “Um museu dos ex-presos de expressão portuguesa.”

Beto Van-Dúnem, faleceu em Luanda em 2020 aos 84 anos de idade vítima de doença.

Texto e fotografia a partir de "Tarrafal-Chão Bom, Memórias e verdades", de José Vicente Lopes, a quem agradecemos.

Honra e glória aos filhos da Pátria Angola.

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BREVE APONTAMENTO SOBRE O MEU AVÔ, O HUMANISTA E NACIONALISTA ANGOLANO, GERVÁSIO FERREIRA VIANA, HOJE, (18 julho 25) CON...
21/05/2026

BREVE APONTAMENTO SOBRE O MEU AVÔ, O HUMANISTA E NACIONALISTA ANGOLANO, GERVÁSIO FERREIRA VIANA, HOJE, (18 julho 25) CONDECORADO, A TÍTULO PÓSTUMO, PELO ESTADO ANGOLANO:
Gervásio Ferreira Viana, nasceu no Gulungo-Alto, em 1888 e faleceu em Benguela, em 1967.
Descendente de uma ilustre e influente família crioula angolana, de ascendência portuguesa, da região de Viana do Castelo e do Porto, e brasileira, da região da Baía, abastados proprietários rurais de café, do Quanza-Norte; seu pai, Francisco Vicente Ferreira Viana e sua mãe, Suzana Fernandes da Silva Viana, já dispunham, em 1900, na sua fazenda do Gulungo-Alto, de alfaias agrícolas auto mecanizadas, movidas a v***r, o que para a época era altamente inovador e raro em Angola.
Desde muito jovem que desempenhou cargos de destaque na Administração Pública, da então Colónia de Angola, onde se notabilizou na defesa da cidadania e da afirmação e reconhecimento social da cultura dos seus conterrâneos angolanos.
Desiludido com o seu estatuto público-administrativo, que lhe conferia privilégios sociais, e guindado por sentimento de afirmação do negro angolano e da sua cultura, cedo sentiu a necessidade de congregar os seus patrícios na defesa deste desígnio.
Assim, foi o mentor da criação da Liga Nacional Africana, em Luanda, a 17 de Junho de 1930, e legalizada a 29 de Julho de 1930.
São reconhecidos como Fundadores da Liga Nacional Africana, para além do próprio, Gervásio Ferreira Viana, autor da ideia, as seguintes personalidades: José Cristino Pinto de Andrade, Manuel Inácio Torres Vieira Dias, Sebastião José da Costa, António de Assis Júnior, José Vieira Dias, Fernando Torres Vieira Dias, Lucrécio Africano de Carvalho e Aurélio Neves.
Historicamente, a Liga Nacional Africana tornou-se herdeira dos ideais de uma outra agremiação africana, a “Liga Africana”, surgida em Lisboa no início da década de 1920. Por sua vez, essa “Liga Africana” terá sido influenciada pela “Junta de Defesa dos Direitos de África”, agremiação fundada em 1912 por estudantes angolanos, cabo-verdianos e santomenses residentes em Lisboa.
Hoje, a Liga Nacional Africana é justamente tida como um dos ramos do nacionalismo angolano. Segundo o médico e nacionalista Edmundo Rocha, o seu propósito – tido como utópico – era o de congregar os africanos em ações estritamente culturais, desportivas e recreativas, independentemente do seu local de origem – diz-se mesmo que seriam os africanos do Cairo ao Cabo.

O neto / Gervásio Vilela Ferreira Viana / Fundador da Casa de Angola / E-mail: [email protected] / +351 936 781 676.

Fundadores da Liga Nacional Africana.
José Cristino Pinto de Andrade, Manuel Inácio Torres Vieira Dias, Gervásio Pereira Viana e Sebastião José da Costa.
1930.

Obs!
"Foto restaurada"

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EM HOMENAGEM AOS NOSSOS HERÓIS.
21/05/2026

EM HOMENAGEM AOS NOSSOS HERÓIS.

Preso pela PIDE
ANDRÉ RODRIGUES MINGAS JÚNIOR

Nasceu em Sambuilo, Cabinda (Angola) a 15 de Novembro 1905, filho de André Rodrigues Mingas e de Amélia Baza Vontade

Funcionário público (2º oficial de Fazenda), foi preso em 1959 na vaga de prisões da PIDE que em Angola deu lugar a três processos judiciais vulgarmente conhecidos como "Processo dos 50". Foi acusado de pertencer ao "Grupo ELA", activo na clandestinidade desde o início dos anos 50, com ligações a outros nacionalistas em Angola e no exterior. Em Março tentaram enviar para o Gana um "Relatório" sobre a situação da opressão colonial em Angola, cujo portador foi detido pela PIDE no aeroporto de Luanda, o que originou sucessivas prisões. André Mingas Júnior assinara o documento com o pseudónimo "João da Costa Macongo". Foi julgado no Tribunal Militar Territorial de Angola (Processo nº 41/60) e sentenciado (20-12-1960) a 5 anos prisão maior, com suspensão de todos os direitos políticos por 15 anos e medidas de segurança de internamento de 6 meses a 3 anos.
Chegou ao Campo do Tarrafal a 26-02-1962 e saiu, com liberdade condicional, a 11-10-1964.

Faleceu em Luanda a 24 de Fevereiro de 1994 aos 88 anos, de causas naturais.

Era pai dos nacionalistas e famosos irmãos MINGAS, com destaque para Saidy Mingas, o primeiro Ministro das Finanças da República de Angola; Rui Mingas Desportista e músico; André Mingas, também músico e embaixador; e Amélia Mingas, que foi uma das mais importantes figuras Académicas e Linguista da CPLP.

Artigo compilado e editado por Eduardo Cussendala ✍️

Fonte: tarrafal-cdt.org✍️

Honra e glória aos filhos da Pátria Angola.

EM HOMENAGEM AOS NOSSOS HERÓIS.
21/05/2026

EM HOMENAGEM AOS NOSSOS HERÓIS.

PAULO TEIXEIRA JORGE
Nasceu em Benguela no ano de 1934.

Rumou para Portugal para estudar, matriculando-se no curso de engenharia química na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa no ano de 1956.

Ficou residindo na Casa dos Estudantes do Império, onde destacou-se como um dos mais carismáticos militantes da luta anticolonial.
Foi nessa fase que passou a militar ao lado de Agostinho Neto, Amílcar Cabral e Marcelino dos Santos pela independência das então colónias portuguesas.
Em 1957 torna-se signatário-fundador do "Manifesto de 1956", o documento de fundação do MPLA.

A despeito de sua forte militância anticolonialista, conservava fama de boémio com seus colegas Ernesto Lara Filho e Urbano Frestas, realizando muitos eventos para os estudantes, mantendo forte ligação com o setor cultural africano de Lisboa.

Em 1961 Paulo Jorge passa a ser monitorado pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), tendo que abandonar Portugal em 1962 para fugir da repressão política do regime colonial.

Uma vez que Agostinho Neto tinha acabado de assumir a liderança do MPLA, convidou a ele e Inocêncio Câmara Pires para conduzir os negócios diplomáticos do movimento a partir de Conacri.

Em 1965 foi designado a servir como representante do MPLA no Egipto, permanecendo neste país até 1967, quando é transferido para a Argélia (ficando até 1969).
Volta para a sede no exílio do partido, em Brazavile, e assume, entre 1970 e 1971, a função de representante-geral do MPLA para o Congo-Brazavile.

Entre 1971 e 1976 torna-se membro do Comité Director, trabalhando como Chefe do Departamento de Informação Pública do MPLA.
Nestas funções, após a Revolução dos Cravos, em 25 de Abril de 1974, Paulo Jorge iniciou um trabalho discreto junto ao Movimento das Forças Armadas (MFA), apoiado por Arménio Ferreira e Manuel Pedro Pacavira, onde conseguiu estabelecer canais directos com as figuras muito influentes como José Emílio da Silva e Pedro de Pezarat Correia e depois com o próprio Conselho da Revolução, na figura de Rosa Coutinho.
Desenvolveu nos bastidores um trabalho profícuo que levou ao Acordo de Cessar-Fogo do Lunhamege, em outubro de 1974, entre o MPLA e o Governo Português.
As excepcionais vitórias diplomáticas levaram à conferência de Mombaça, onde, com Lúcio Lara, conseguiu o cessar-fogo e partilha de poder entre os três movimentos de libertação angolanos, posição comum fundamental que gerou o Acordo do Alvor, em janeiro de 1975, o documento de garantia da independência de Angola.

Até o dia da independência angolana, em 11 de novembro de 1975, Paulo Jorge desdobrou-se em acções diplomáticas, sobretudo quando em abril de 1975 a fronteira norte de Angola foi invadida por mercenários e forças do Zaire para auxiliar as tropas de Holden Roberto e em maio Jonas Savimbi, pela fronteira sul, protegido pelos Flechas, pelo Exército de Libertação de Portugal (ELP) e pelas forças armadas e do regime sul-africano do Apartheid.
Em tal cenário, Agostinho Neto o enviou a Havana, Cuba, para obtenção de auxílio diplomático e militar na Operação Carlota e da constituição da ponte aérea Cuba-Angola, trabalhando fortemente com José Eduardo dos Santos.

Em 28 de novembro de 1976 assume como Ministro das Relações Exteriores de Angola, desempenhando funções até 21 de outubro de 1984.
Como ministro, realizou, em 1979, a primeira visita diplomática de alto nível ao Vietname, um dos principais aliados asiáticos de Angola.
No 1º Congresso Ordinário do partido, em 1977, foi eleito membro do Comité Central com as funções de Secretário para a Cooperação.
Trabalhava em estreita colaboração com Pascoal Luvualo, com ambos sendo os pensadores marxistas mais importantes do conceito de internacionalismo proletário no partido.

Foi eleito em 1980 e serviu até 1985 como deputado à Assembleia Popular Provincial do Bié.
Em 1985 foi eleito deputado da Assembleia do Povo, tendo exercido as funções na mesa diretora do parlamento até 1992.
Foi designado ainda Presidente da Assembleia Popular Provincial do Cuanza Norte a partir de 1985 e vice-presidente do Conselho Militar Regional.

Entre 1986 e 1989 assume como Comissário Provincial (Governador) do Cuanza Norte, e entre 1989 e 1994 como Governador da Província de Benguela.
Nesta província, organizou a famosa resistência da "República Socialista de Benguela" contra as tropas de Savimbi durante a "Guerra dos 55 Dias", conseguindo manter sob controlo do governo angolano o importante porto do Lobito, o ponto de escoamento do Caminho de Ferro de Benguela.
Neste período, acumulou as funções de Presidente da Assembleia Popular Provincial de Benguela e presidente do Conselho de Defesa da Zona Militar.

Com a realização das primeiras eleições multipartidárias em angola, em 1992, foi eleito deputado à Assembleia Nacional e reeleito nas eleições legislativas de 2008. Em 1995 assume como secretário do Bureau Político do MPLA para as Relações Internacionais.

Paulo Jorge, ainda estava lúcido nos últimos tempos de vida.
Não se agarrava ao partido por dinheiro.
Morreu pobre.
Não metia-se em negócios.
Foi o partido quem teve de fazer as reformas a sua casa.
Semelhante ao veterano Lucio Lara, o mesmo entendia que não ajudou o MPLA para servir-se.
Ambos tinham a fama de recusar regalias que recebiam (ofereciam cabazes aos trabalhadores da Assembléia.

Faleceu em Luanda, em 26 de junho de 2010, aos 76 anos, ainda dedicado às funções públicas como membro do Bureau do MPLA e deputado.

Honra e glória aos filhos da Pátria Angola.

21/04/2026
19/04/2026
11/02/2026

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