Casa de Angola

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Hoje, partilhamos aqui, o orgulho que sentimos pela distinta homenagem prestada pelo Estado Angolano ao mentor e fundado...
13/10/2026

Hoje, partilhamos aqui, o orgulho que sentimos pela distinta homenagem prestada pelo Estado Angolano ao mentor e fundador da Casa de Angola, António Burity da Silva, pela publicação do "Diploma" que lhe foi outorgado, como reconhecimento dos valores da solidariedade, do respeito mútuo e do compromisso com a Pátria, princípios que sempre nortearam a vida deste ilustre cidadão e que permanecem vivos na memória de todos nós, constituindo um legado de honra e dignidade que muito nos orgulha.

19/09/2026

Eleição dos novos Corpos Sociais da Casa de Angola.

Após a realização da votação, no âmbito da Assembleia-Geral Eleitoral, regularmente convocada nos termos estatutários, foram eleitos os novos Corpos Sociais da Casa de Angola.

Em momento anterior, durante a Assembleia-Geral Ordinária e Extraordinária, a Comissão de Gestão em exercício apresentou aos associados presentes um balanço dos trabalhos desenvolvidos ao longo do seu mandato, com especial enfoque nas medidas adotadas para ultrapassar as dificuldades de natureza organizacional e financeira que afetaram a Casa de Angola num passado recente.

Foi destacado o trabalho desenvolvido pela Comissão de Gestão, bem como o contributo de diversos associados e amigos da instituição, cuja colaboração se revelou fundamental para a superação das dificuldades existentes e para a recuperação da estabilidade organizacional e financeira da Casa de Angola.

Na sequência desta apresentação, os associados presentes propuseram a atribuição de um Voto de Louvor à Comissão de Gestão e a todos os seus membros, como reconhecimento pelo trabalho, dedicação e empenho demonstrados na condução da instituição durante um período particularmente exigente.

A proposta foi aprovada por unanimidade e aclamação pelos associados presentes.

Com a eleição dos novos Corpos Sociais, inicia-se assim uma nova etapa na vida da Casa de Angola, assente no trabalho desenvolvido e na recuperação da estabilidade necessária à prossecução dos seus objetivos estatutários.

VIVA A CASA DE ANGOLA.

17/09/2026

Angolanos e amigos de Angola, este espaço é para si!

A Casa de Angola – Associação Sociocultural e Cívica, em Lisboa, é um espaço de encontro, união e participação, dedicado a congregar angolanos e amigos de Angola e a fortalecer os laços entre a comunidade.

Promovemos e divulgamos a cultura angolana, incentivamos o estudo, a cooperação e o desenvolvimento económico, e criamos espaços de reflexão e partilha através de:

🎭 Sessões culturais
🎤 Conferências e colóquios
📚 Encontros e debates
🤝 Iniciativas de cooperação
🌍 Atividades de valorização da cultura e da comunidade angolana.

Quer conhecer a Casa de Angola e participar nas nossas iniciativas?

👉 Entre em contacto connosco e faça parte desta comunidade.

17/09/2026

DIA DO HERÓI NACIONAL

Apesar do seu desaparecimento físico ter ocorrido a 10 de Setembro de 1979, o dia 17 de Setembro foi instituído como o dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional o Dr. António Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola, escritor e político, pois foi neste dia em que ele nasceu, no longínquo ano de 1922. Agostinho Neto, fundou as bases pelas quais se constrói diariamente o país, daí que, em sua homenagem e dos seus feitos em prol dos angolanos, a data do seu nascimento tenha sido consagrada como o Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, como forma de manter presentes os princípios, os ideais e os ensinamentos deste ilustre filho de Angola. (Wikipédia).

16/09/2026

Eleições na Casa de Angola

Finalmente, após um doloroso período de saneamento dos processos financeiros e fiscais, a atual Comissão Extraordinária de Gestão prepara-se para levar a efeito o tão aguardado Ato Eleitoral da Casa de Angola.

Trata-se de um momento particularmente importante na história de uma instituição com meio século de existência, marcado pela expectativa de que os seus associados possam finalmente exercer o seu direito de escolha e contribuir para uma nova etapa da vida da Associação.

Depois de um período exigente, em que foi necessário enfrentar e regularizar situações de natureza financeira e fiscal, o processo eleitoral representa uma oportunidade para devolver aos associados o protagonismo na definição dos destinos da Casa de Angola.

É, por isso, um ato há muito esperado e que deverá ser encarado com sentido de responsabilidade, transparência e respeito pela instituição e por todos aqueles que, ao longo de cinco décadas, contribuíram para a sua existência e continuidade.

07/08/2026

COMO CRESCER MAIS...
ACEITAM-SE SUGESTÕES:

Como crescer mais: um desafio que se coloca à Associação Sociocultural Casa de Angola
Crescer mais é, para a Associação Sociocultural Casa de Angola, um desafio que exige visão, união e capacidade de inovação. Crescer não significa apenas aumentar o número de associados ou realizar mais atividades, mas sobretudo fortalecer a sua identidade, ampliar a sua intervenção e criar maior impacto na comunidade.
Para isso, é importante apostar na valorização da cultura angolana, promover atividades que aproximem diferentes gerações e estabelecer novas parcerias com instituições, empresas e outras associações. A formação dos jovens, a participação ativa dos associados e uma comunicação mais dinâmica também podem contribuir para tornar a Associação mais conhecida, participativa e sustentável.
O maior desafio será transformar as dificuldades em oportunidades e fazer da Casa de Angola um espaço cada vez mais aberto, inclusivo e representativo da cultura e dos valores angolanos.
Crescer é avançar sem perder as raízes; é preservar a identidade, mas ter coragem para construir novos caminhos.
Gervásio Ferreira Viana.

24/06/2026

como crescer mais...

Dia Mundial da África /celebrar África é honrar a grandeza da sua história. PARABÉNS, MÃE ÁFRICA.O Dia da África é a com...
25/05/2026

Dia Mundial da África /celebrar África é honrar a grandeza da sua história. PARABÉNS, MÃE ÁFRICA.

O Dia da África é a comemoração anual da fundação da Organização da Unidade Africana, hoje conhecida como União Africana, a 25 de maio de 1963. É comemorado em vários países do continente africano, assim como em todo o mundo.

A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972 e tem como objetivos principais:
• Unidade e Libertação: Celebrar a criação da OUA (atual União Africana) por 32 Chefes de Estado com o propósito de libertar o continente do colonialismo e do apartheid.
• Desenvolvimento e Paz: Promover a integração, a defesa dos direitos humanos e o progresso económico e social. (Wikipédia).

Pequeno texto da autoria do antigo Secretário-Geral da UCCLA e sócio refundador da Casa de Angola, Dr. Vítor Ramalho:

A 25 de maio tem lugar a evocação por todo o mundo e particularmente pelo continente africano do Dia de África.
A efeméride está associada à data em que foi criada a OUA- Organização de Unidade Africana, em 1963, hoje UA-União Africana.
É útil termos presente que, nesse, ano o mundo estava dividido em dois blocos antagónicos, desenrolando-se uma guerra fria na Europa que veio a dar lugar à construção do muro de Berlim, enquanto em África se passaram a desenvolver guerras quentes por interpostos agentes.
O primeiro país da África negra a descolonizar foi o Gana com o Presidente Kwame N´Krumah.
O facto do início dos processos de descolonização em África terem ocorrido sob o pano de fundo de um mundo dividido e influenciado por potências antagónicas, USA e ex URSS, cedo conduziu ao exacerbamento de conflitos no continente africano apesar do apelo dos líderes africanos à unidade dele.
Durante um longo período essa conflitualidade persistiu, de par com o ciclo vicioso da pobreza, de tal forma que as próprias independências dos países de língua oficial portuguesa com o consequente reconhecimento da potência colonizadora, Portugal, só foram possíveis em 1975 após a mudança do regime politico determinado pela revolução de 25 de Abril de 1974.
Mais tarde foram criadas condições para o desmantelamento do regime do apartheid na África do Sul, para a independência da Namíbia e para a criação de um regime de maioria no Zimbabwe e com a implosão de um dos polos da bipolaridade, no caso da ex URSS, a generalidade dos países africanos passaram a realizar eleições livres na base do princípio de que a um homem corresponde um voto.
Como é sabido a queda da bipolaridade deu causa à globalização, incentivando ao livre comércio multilateral e à livre circulação de pessoas e bens, institucionalizando numa primeira fase a unipolaridade, que evoluiu para a multilateralidade, que é a que estamos a viver, sob a recomposição de uma nova realidade geoestratégica e geopolítica.
Infelizmente muitos dos males que não possibilitaram o rompimento do ciclo vicioso da pobreza em África logo após as independências persistem, nomeadamente a fraquíssima poupança indispensável ao investimento, a corrupção, a ausência de planeamento inclusive o familiar, para não falar na radicalização de certas religiões ecuménicas e os seus efeitos, bem como as debilidades de outras respostas estratégicas no plano da diversificação das economias.

EM HOMENAGEM AOS NOSSOS HERÓIS.
21/05/2026

EM HOMENAGEM AOS NOSSOS HERÓIS.

Preso pela PIDE

Nacionalista

Carlos Alberto Pereira dos Santos Van-Dúnem (Beto)

Data aproximada da primeira prisão
Junho 1959
Nasceu em Luanda, a 28 de julho de 1935, filho de Carolina Van-Dúnem. Preso em Junho de 1959, era então chefe do sector oficinal na firma Gomes &Irmão: “Éramos jovens, mas naquele tempo já tínhamos o sentimento de revolta em relação àquilo que a polícia colonial fazia aqui aos africanos”.

Pertencia ao MIA, Movimento pela Independência de Angola, fundado por Viriato da Cruz e Ilídio Machado: “O grande cérebro do processo dos 50 era o Ilídio Machado. Ele é que coordenava o MIA, (…) e ele é que controlava o ELA, através do [Joaquim] Figueiredo, funcionário dos Correios . E é ele também que controlava um outro grupo onde estavam o eng. [António] Calazans Duarte, portugueses, e dois ou três angolanos, através do Helder Neto.(…) A nossa sorte era ter esses indivíduos portugueses que eram anticolonialistas, antifascistas, e eles é que distribuíam os panfletos na parte baixa da cidade.” (Onde à noite os negros não podiam circular.)
No julgamento, integrando o 2º grupo do chamado “Processo dos 50”, (processo n.º 34/60) foi condenado a três anos de prisão e medidas de segurança de seis meses a 3 anos.
Desterrado para o Tarrafal em Fevereiro de 1962, recorda que, durante a passagem pela Ilha do Sal, o alferes que comandava as tropas que ali os guardavam lhes disse: “Amigos, não tenham medo, tenham calma, estamos aqui e temos o mesmo pensamento que vocês. O que pudermos fazer para vos defender nós fazemos.”
Levados de lancha para a ilha de Santiago, foram depois a pé para o campo de concentração: “E o sentimento que me veio á cabeça, era aquilo que os mais velhos nos haviam informado: “Bom, aqui, agora, acabou! É para um indivíduo morrer.”
Chegou ao Campo do Tarrafal a 25-02-1962 e saiu com liberdade condicional a 11-09-1964.
Puseram-nos a carregar pedras de um lado para o outro do campo: “Pedras grandes, cada uma pesava 5, 10,15 quilos… (…) E quando passassem todas as pedras para um lado, voltávamos a carregar as pedras para outro lado.”
A situação mudou depois de uma visita ao campo de Adriano Moreira: “Deixámos de carregar pedras e deu instruções para termos uma hora de recreio e nessa hora que nos dessem uma bola de futebol, para jogar, e também autorizou-nos a ir à praia. Então, todos os fins-de-semana, com a polícia atrás, íamos ao banho.”
Durante a visita, Adriano Moreira terá perguntado ao diretor da cadeia, Queimado Pinto, se os presos eram da FNLA ou do MPLA, ao que aquele respondeu que não tinham nada a ver com aqueles movimentos: “Porque, quando se desencadeou o 4 de Fevereiro, nós estávamos presos havia dois anos, por isso achavam que nada tínhamos a ver com o MPLA.”
Durante a visita, os presos estavam em fila, sendo o último Hélder Neto. “O Adriano Moreira foi passando, estendendo a mão, cumprimentava: “Então, como está, está bom?” E quando chegou ao fim da fila e deu com um branco exclamou: “Oh, você aqui, como é que veio parar aqui?” E o Hélder Neto: “De avião como os outros.””
A denúncia feita na ONU por Lúcio Lara, Mário Pinto de Andrade e Gentil Viana sobre a situação dos presos no Tarrafal, forçou também algumas mudanças: “Passados uns meses o campo foi cercado por arame. A seguir tinha uma vala, em cima do muro estava a polícia cabo-verdiana, dentro do quintal é que havia polícias portugueses. E nós quando saíamos no recreio passávamos encostados ao muro onde estavam polícias cabo-verdianos que nos punham ao corrente do que se estava a passar lá fora em relação a nós. (…) Até que uma vez os polícias disseram-nos: “Vocês vão começar a sair, porque há uma decisão das Nações Unidas para libertar os presos em Cabo Verde”.”
Beto fez parte da segunda ou terceira leva, em 1965: “Diretos para Angola, com residência fixa, com obrigatoriedade de semanalmente nos apresentarmos na PIDE. (…) Depois passou a de 15 em 15 dias, e essa apresentação só terminou com o 25 de Abril.”
Recordando o trabalho e a fome, Beto recorda também o carinho da população do Tarrafal: “Do muro dava para ver as pessoas a passar e essas pessoas, quando nos viam, nos saudavam, acenavam, e isso dava-nos um grande alento. E quando nós saímos, os presos de delito comum, ao nos verem, assim que se abriu o portão, bateram palmas, fizeram adeus.”
Por tudo isso, e também pelo que passaram ali os portugueses da primeira fase do campo – “Caramba, nós não passámos metade do que eles passaram. Eles, sim, passaram mal.” – Carlos Alberto Van-Dúnem não tem dúvidas: “Aquilo devia mesmo ser transformado num museu, com historial, os nomes das pessoas, os objetos.” “Um museu dos ex-presos de expressão portuguesa.”

Beto Van-Dúnem, faleceu em Luanda em 2020 aos 84 anos de idade vítima de doença.

Texto e fotografia a partir de "Tarrafal-Chão Bom, Memórias e verdades", de José Vicente Lopes, a quem agradecemos.

Honra e glória aos filhos da Pátria Angola.

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Travessa Fábrica Das. Sedas 7
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