A.P.E.C.E.

A.P.E.C.E. A Associação Portuguesa para o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios é uma organização sem fins lucrativos

GRONELÂNDIA PONDERA ABATER TUBARÕES PARA RESOLVER PROBLEMAS DE PESCAAparentemente, existe um problema na Gronelândia rel...
07/10/2026

GRONELÂNDIA PONDERA ABATER TUBARÕES PARA RESOLVER PROBLEMAS DE PESCA

Aparentemente, existe um problema na Gronelândia relacionado com aquela que é uma das mais misteriosas espécies para a comunidade científica internacional — o Tubarão-da-Gronelândia (Somniosus microcephalus). Nalgumas zonas desta região administrada pela Dinamarca, surgiu um conflito de interesses entre pescadores e cientistas derivado do facto de os primeiros se queixarem de que um alegado aumento do número destes tubarões tem causado fortes prejuízos na sua actividade comercial, não só porque estes caçam as mesmas espécies de elevado valor comercial que aqueles pescam (linguados e bacalhaus), mas porque têm também destruído várias linhas de pesca.

Perante este cenário, a autarquia de Avannaata aprovou um plano para abater 1000 Tubarões-da-Gronelândia mediante uma recompensa financeira singela de apenas 40€ por cada animal abatido, respondendo assim ao apelo da sua comunidade piscatória, a qual tem referido prejuízos diários na ordem dos 4.000€. Este plano, no entanto, foi reprovado pelo governo por poder ter contornos ilegais, embora haja registo de outras acções similares num passado não muito distante que foram aprovadas.

Este plano levantou uma onda de protestos por parte de organizações como a Oceans North Kalaallit Nunaat (ONKN), que salientou que o Tubarão-da-Gronelândia, que pode viver mais de 400 anos, tem um crescimento extraordinariamente lento, estimando-se que a reprodução não ocorre antes de atingir os 150 anos de idade, o que significa que demoraria imenso tempo até a população local recuperar de algo deste género.

Esta situação prova que ainda prevalece nos dias que correm a ideia de que os tubarões são os "maus da fita", e que são concorrência para os pescadores. Acreditamos piamente que o problema se deve ao facto, isso sim, de existirem cada vez mais barcos de pesca no mar, que competem entre si por algo que claramente já não chega para todos.

Fonte: https://www.theguardian.com/.../to-cull-or-not-to-cull...,
Créditos: Foto 2 - Juan Vilata/Alamy

ILHA REMOTA NA AUSTRÁLIA TEM OS MAIORES TUBARÕES-TIGRE DO MUNDO. MAS, PORQUÊ?Um grupo de cientistas está a tentar perceb...
28/09/2026

ILHA REMOTA NA AUSTRÁLIA TEM OS MAIORES TUBARÕES-TIGRE DO MUNDO. MAS, PORQUÊ?

Um grupo de cientistas está a tentar perceber por que razão a remota Ilha Norfolk, ao largo da Austrália, reúne nas suas águas os maiores Tubarões-tigre (Galeocerdo cuvier) de todo o Mundo, algo que, perante a recente sucessão de incidentes com tubarões no país — alguns deles fatais —, ganha uma enorme importância para se perceber até que ponto a comunidade pode ou não correr riscos elevados.

A presença de um grande número destes animais de dimensões inigualáveis tem levantado algumas questões de segurança, o que motivou os biólogos Charlie Huveneers, Lauren Meyer e Adam Barnet a levar a cabo esse estudo.

Inicialmente, pensou-se que o que poderia estar a sustentar esta população residente de tantos Tubarões-tigre enormes seria a elevada quantidade de gado que é criado na ilha e o facto de haver indústria relacionada com o mesmo, verificando-se regularmente a descarga de despojos no mar, ou seja, "uma espécie de drive-thru de hambúrgueres", como referiu a Drª. Meyer nas declarações que fez. Porém, após os estudos efectuados nos tubarões ali analisados, concluiu-se que apenas 10% da sua dieta seria de carne de vaca, e 52% provinha de aves marinhas, o que foi surpreendente e, ao mesmo tempo, "chocante", como referiu a mesma investigadora.

Posto isto, os cientistas acreditam agora que a ocorrência de milhares de Pardelas-do-Pacífico (Ardenna pacifica) naquela ilha, e a especialização que estes tubarões desenvolveram na sua captura — que, por sinal, é relativamente simples quando as aves estão pousadas no mar —, seja o que tem permitido que tantos tubarões atinjam um comprimento médio de cerca de 4,6 metros (!), pois a quantidade que é capturada por cada um deles permite-lhes crescer daquela forma.

Seja como for, o colectivo de investigadores que tem estado a tentar resolver este enigma salvaguardou, por intermédio do Professor Huveneers, que, "embora estejamos mais perto da resposta, ainda não a temos".

Créditos: imagem 1 - istock ; imagem 2 - Norfolk Island Tourism/Instagram

PROJECTO “RESHARK” JÁ LIBERTOU 82 TUBARÕES-LEOPARDO-DO-INDO-PACÍFICO NO HABITAT NATURALA A.P.E.C.E. tem defendido, ao lo...
24/09/2026

PROJECTO “RESHARK” JÁ LIBERTOU 82 TUBARÕES-LEOPARDO-DO-INDO-PACÍFICO NO HABITAT NATURAL

A A.P.E.C.E. tem defendido, ao longo do tempo, o papel crucial dos aquários públicos, jardins zoológicos e demais instituições científicas na conservação de tubarões e raias, uma posição que, sobretudo nos últimos anos, se tem revestido de alguma controvérsia pois, efectivamente, defendemos a protecção destes animais no seu habitat natural e, em simultâneo, apoiamos quem os mantém em cativeiro. Percebemos que isto possa gerar alguma confusão.

Contudo, o número de exemplos notáveis de projectos de conservação suportados financeiramente por essas instituições tem vindo a aumentar por todo o Mundo, como é o caso do Projecto “Reshark” (www.reshark.org).

Em 2019, um grupo de investigadores do Sudeste Asiático estimou que restavam apenas cerca de 20 Tubarões-leopardo-do-Indo-Pacífico (Stegostoma tigrinum) adultos em Raja Ampat, na Indonésia. Graças a este projecto — que conhecemos na conferência da European Elasmobranch Association do ano passado, em Roterdão — estes animais estão a ser trazidos de volta para o seu habitat natural.

O processo passa por recolher ovos destes tubarões gerados pela sua reprodução em cativeiro, que é bastante regular, ovos esses que se desenvolvem depois em laboratório até à eclosão. Quando nascem, as crias são mantidas em ambiente controlado, primeiro no interior de um edifício dentro de pequenos aquários e depois num recinto exterior, em redor de um recife natural, mas sempre sob a vigilância permanente dos cientistas que trabalham neste projecto. Quando atingem a dimensão adequada, os jovens tubarões são libertados em áreas marinhas protegidas, onde ficam ao abrigo de medidas de protecção rigorosas.

O projecto ReShark é o primeiro programa de reintrodução focado em tubarões deste tipo, oferecendo um modelo promissor de como os habitats protegidos, a ciência e a gestão local podem ajudar a restaurar espécies que quase perdemos.

Créditos: Foto 1 de Luca Vaime, Island Pacific Media; Foto 2 de Mark Erdmann; Fotos 3 e 4 de David Doubilet, National Geographic

TERMINOU NO MAR A "SEMANA DA PROTEÇÃO DE TUBARÕES E RAIAS EM PORTUGAL '26"Tal como havia sido programado, o fim-de-seman...
21/09/2026

TERMINOU NO MAR A "SEMANA DA PROTEÇÃO DE TUBARÕES E RAIAS EM PORTUGAL '26"

Tal como havia sido programado, o fim-de-semana foi de mergulhos no mar para que os participantes no evento pudessem ter contacto com a incrível biodiversidade marinha existente em redor da Ilha do Faial e, se tivéssemos muita sorte, poder observar no seu habitat natural os nossos tão amados Elasmobrânquios.

Infelizmente, as condições do mar não permitiram saídas ao Banco Condor e ao Banco Princesa Alice, que seriam os pontos mais altos de tudo o que seria possível fazer fora da costa por estes dias, dado que são locais de excelência para a observação de grandes Tubarões-azuis (Prionace glauca) e Anequins (Isurus oxyrinchus), Jamantas (Mobula tarapacana) e até mesmo o colossal Tubarão-baleia (Rhincodon Typus), para além de muitas outras espécies de animais pelágicos e bentónicos. Contudo, dos oito elementos que estiveram presentes ao longo do evento e que puderam ir mergulhar, apenas uma pessoa, a bióloga marinha Iara Sotto Mayor (Grupo SEI Portugal), teve a possibilidade de fazer o famoso "Shark Dive", algo que, confessou, jamais esquecerá! Ela e os restantes membros desta equipa realizaram no domingo, com a preciosa colaboração da Dive Azores — nosso parceiro neste evento —, um mergulho no Ilhéu Negro, um enorme rochedo que se eleva dos mais de 18 metros de profundidade até à superfície, situado à entrada da Baía de Porto Pim.

É verdade que não se viram Elasmobrânquios, mas foi uma experiência que não deixou ninguém indiferente, tal a riqueza em termos de vida marinha que ali se encontra. No final, de sorrisos escancarados, tirámos uma foto que espelha muitíssimo bem o espírito que reinava entre todos, e isso, no fundo, é o mais importante!

CICLO DE APRESENTAÇÕES E PALESTRAS NA ESCOLA BÁSICA ANTÓNIO JOSÉ D’ ÁVILAOntem teve lugar mais um capítulo da “Semana da...
19/09/2026

CICLO DE APRESENTAÇÕES E PALESTRAS NA ESCOLA BÁSICA ANTÓNIO JOSÉ D’ ÁVILA

Ontem teve lugar mais um capítulo da “Semana da Proteção de Tubarões e Raias em Portugal ’26”, decorrido no auditório da Escola Básica António José D’ Ávila, no coração da cidade da Horta.

Este capítulo consistiu num ciclo de apresentações a palestras que contou com a participação de especialistas em áreas como a biologia marinha, a conservação, a gestão sustentável de recursos marinhos, o turismo e a imagem subaquática, e teve como objectivo a partilha de conhecimento e experiências, bem como a divulgação de algum do trabalho que se tem vindo a desenvolver com tubarões e raias em Portugal, com especial foco na Ilha do Faial.

Abriu a tarde o vice-presidente da A.P.E.C.E., Filipe Pereira, para falar um pouco sobre a história da associação e o que tem vindo a desenvolver nas várias áreas de intervenção que abrange, falando também de como as comunidades podem continuar a apoiar esse trabalho.

Seguiu-se o investigador do Okeanos Robert Priester, que apresentou o seu trabalho com os Tubarões-martelo ao largo da Ilha do Faial, com o qual se permitiu identificar várias zonas de berçário desta espécie.

Sílvio Ferreira, da Go Shark, veio explicar a importância do turismo e como essa actividade tem cooperado com cientistas para aumentar a divulgação e o conhecimento de tubarões e raias localmente e pelo Mundo fora.

Em seguida, Ana Besugo e Cathryn Castle tiveram oportunidade de mostrar trabalhos de vídeo subaquáticos de sua autoria, enaltecendo o impacto que a imagem tem na opinião pública, e como se transformou num poderoso aliado da ciência e da conservação.

Finalizou esta iniciativa Iara Sotto Mayor, do Grupo SEI Portugal, que explicou como a sua organização tem procurado desmistificar a imagem pública que ainda prevalece, e que continua a ser de certa forma alimentada por alguma comunicação social e pela indústria cinematográfica, sobre tubarões.

Em conjunto, todos estes especialistas trabalham diariamente para aumentar o conhecimento sobre tubarões e raias, para que possam ser criadas medidas cada vez mais eficazes para os proteger, pois nós "só protegemos o que conhecemos".

18/09/2026

Iara Sotto Mayor
(SEI)

18/09/2026
18/09/2026

Robert Priester
(Okeanos)

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA AS ATIVIDADES DE MAR!A "Semana da Proteção de Tubarões e Raias em Portugal '26" prepara-se para ...
18/09/2026

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA AS ATIVIDADES DE MAR!

A "Semana da Proteção de Tubarões e Raias em Portugal '26" prepara-se para entrar no fim-de-semana e já estão abertas as inscrições para as atividades de mar, nomeadamente saídas de mergulho.

A previsão meteorológica não é a mais favorável, pelo que, muito provavelmente, destinos como o Banco Princesa Alice ou o Banco Condor deverão ficar excluídos das opções. Ou seja, não deverá ser possível mergulhar com Jamantas (Mobula tarapacana) nem com Tintureiras, ou (Prionace glauca), ou Rinquins (Isurus oxyrinchus), infelizmente.

Em alternativa, mergulhos perto da costa poderão eventualmente ser realizados, entre os quais visitas às Furnas, enormes grutas localizadas na face sul do Monte da Guia repletas de Ratões-águia (Myliobatis Aquila), à Baía de Entre-Montes, onde regularmente se avistam Ratões-comuns (Dasyatis pastinaca) e Ratões-grandes (Taeniurops grabatos), ou ao Ilhéu Negro, um local onde recentemente se avistaram Cornudas, designação insular para o Tubarão-martelo (Sphyrna zygaena).

Outra opção possível será uma atividade de snorkeling com estes últimos, Tubarões-martelo, que tem lugar na costa norte da Ilha do Faial, a uma curta distância de barco desde a Marina da Horta, onde poderão ficar rodeados por dezenas de juvenis e interagir com eles no seu meio natural.

Para inscrição, deverão preencher o formulário no link abaixo e enviá-lo preenchido para o endereço de email [email protected].

https://apece.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/09/inscricao.pdf

Para esclarecimento de quaisquer dúvidas, poderão ligar ou enviar mensagem no WhatsApp para o número (+351) 91 628 4105. Gostaríamos de mergulhar convosco!

Vamos a isto!

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Lisbon
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