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A.P.E.C.E. A Associação Portuguesa para o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios é uma organização sem fins luc

TUBARÕES-BALEIA PODEM VIVER ATÉ AOS 150 ANOS...!!!!O Tubarão-baleia (Rhincodon typus) é o maior peixe do Mundo! Estudos ...
13/06/2026

TUBARÕES-BALEIA PODEM VIVER ATÉ AOS 150 ANOS...!!!!

O Tubarão-baleia (Rhincodon typus) é o maior peixe do Mundo! Estudos recentes que se basearam na genética e no crescimento destes animais colossais confirmaram que poderão viver mais de 100 anos, possivelmente 150!

As dimensões médias destes animais situam-se entre os 12 e os 14 metros – nos Açores, por exemplo, este é o tamanho dos animais que todos os anos se encontram ao largo da Ilha de Santa Maria e no Banco Princesa Alice, 50 milhas a sul da Ilha do Faial – mas existe um registo de um exemplar que media mais de 18 metros, ou seja, maior que um autocarro! Trata-se de um filtrador nato, tal como as grandes baleias de barbas, nadando com a sua enorme boca aberta para apanhar plâncton e pequenos peixes nos mares tropicais e subtropicais do planeta.

Ao longos dos últimos vinte anos, a esperança média de vida do Tubarão-baleia era desconhecida, assumindo-se que se situaria entre os 60 e os 70 anos. Na verdade, é bem superior!

Em 2020, um estudo publicado na revista “Frontiers in Marine Science” revelou um conjunto de análises que foram feitas aos sinais de radiocarbono nas vértebras de vários indivíduos, as quais confirmaram que alguns desses animais teriam mais de 50 anos, com a modelação do crescimento a sugerir uma esperança de vida máxima até 150 anos.

São uma espécie ovovivípara, o que significa que os ovos eclodem no interior do útero, dando as fêmeas à luz a pequenos tubarões com cerca de 60 centímetros. Há um registo de uma fêmea prenhe que transportava no seu interior 304 embriões em diferentes fases de desenvolvimento.

Os machos atingem a maturidade sexual entre os 25 e os 30 anos, enquanto que as fêmeas só o fazem depois dos 30, o que significa que a sua reprodução é muito tardia, uma característica que não lhe permite recuperar do declínio populacional estimado de 50% em décadas, mas talvez só em séculos, sendo esse o motivo pelo qual esta é uma espécie considerada pela IUCN como estando “Em Perigo”.

Créditos: Ana Besugo

TUBARÃO-BRANCO FILMADO PELA PRIMEIRA VEZ NO MEDITERRÂNEOQuando Derk Remmers, da organização não-governamental Healthy Se...
09/06/2026

TUBARÃO-BRANCO FILMADO PELA PRIMEIRA VEZ NO MEDITERRÂNEO

Quando Derk Remmers, da organização não-governamental Healthy Seas Foundation, mergulhou entre a Sicília e a Tunísia com a sua equipa para remover umas “redes-fantasma” de um navio naufragado, jamais poderia adivinhar que aquele dia lhe traria uma das maiores surpresas da sua vida!

Cerca de 40 metros abaixo da superfície do mar, um Tubarão-branco adulto, apareceu subitamente das profundezas, acompanhado por uma escolta pessoal de Peixes-piloto! Já havia alguns registos de avistamentos de superfície das incomparáveis barbatanas dorsais desta espécie naquela região, mas este seria o primeiro registo alguma vez captado debaixo de água!

Derk Remmers confessa ter ficado “um pouco chocado” com este encontro, dizendo inclusivamente que sentiu “os dedos a tremer” quando apareceu o tubarão. O mergulhador conta ainda que “ele circulou o grupo mostrando-se claramente curioso com a nossa presença, estando descontraído numa atitude de quem é o patrão lá em baixo!”. Foi quando libertámos uma quantidade maior de bolhas de ar que “o animal acelerou e desapareceu no azul”.

O mergulhador acrescenta ainda que o encontro com este tubarão serve também de alerta para o perigo destes equipamentos de pesca abandonados, autênticos assassinos silenciosos de uma enorme variedade de criaturas marinhas, entre as quais tartarugas, peixes de todo o tipo de porte e mamíferos marinhos. “Se este tubarão andava por ali, isto significa que a zona terá presas suficientes para a sua subsistência, e se essas presas acabam enleadas nas redes, o risco de predadores como ele terem o mesmo fim é muito elevado!”, conclui Derk Remmers numa referência à importância do trabalho que ele e os seus parceiros desenvolvem.

Para ler o artigo completo e visualizar as filmagens efectuadas, entre nos links:

https://www.euronews.com/2026/06/08/divers-made-the-first-video-ever-of-this-shark-in-the-med-then-got-back-to-work-on-the-rea (em Inglês)

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/3002287/tubarao-branco-filmado-no-mediterraneo-sao-as-1-imagens-subaquaticas (em Português)

O PÂNICO… O DRAMA… O HORROR…Por muito que a ciência evolua, por muitos documentários que sejam transmitidos nos canais p...
24/05/2026

O PÂNICO… O DRAMA… O HORROR…

Por muito que a ciência evolua, por muitos documentários que sejam transmitidos nos canais principais, por muitas notícias que surjam do mesmo género recebendo o comentário de especialistas, não há meio de se assumir, de uma vez por todas, que as nossas águas não são só Sardinha e Carapau…!!!!

Estas notícias acabam sempre por parecerem “déjà-vus”, pois são dadas repetidamente da mesma forma, com sensacionalismo, com o mesmo tipo de linguagem a apelar a um dos sentimentos mais primitivos e instintivos do ser humano – o medo!

Vamos lá ver se nos entendemos definitivamente:

AS ÁGUAS NACIONAIS TÊM TUBARÕES, SEMPRE TIVERAM E, SE NÃO OS MATAREM A TODOS, SEMPRE TERÃO!

Temos tubarões tanto na costa continental, de norte a sul, como nas regiões autónomas, e bastantes! Não tem de ser motivo de alarmismo sempre que algum se aproxima das praias que gostamos de frequentar, pois o mar que banha essas mesmas praias é, caso não se recordem, o seu habitat natural, é lá que eles vivem! Se, em vez de tubarões, fossem avistados no mar elefantes ou girafas é que seria esquisito…!!!!

Existem essencialmente dois tipos de tubarões nas águas nacionais, os pelágicos – que vivem no mar alto, realizando migrações pela coluna de água –, e os de profundidade – que vivem no fundo do mar muitos metros abaixo da superfície.

A espécie que hoje causou o pânico no Algarve, o Tubarão-azul ou Tintureira, é a espécie mais abundante e já publicámos um artigo especificamente sobre ela. Raramente é avistada perto da costa e, quando tal acontece, é geralmente porque esses indivíduos perseguiam presas que se dirigiram para os baixios, NÃO É PARA ALMOÇAREM CRIANCINHAS…!!!!

É fundamental que haja cada vez mais acções de esclarecimento e sensibilização sobre os Tubarões, principalmente junto das escolas, para que, de uma vez por todas, se eduque o público no sentido de parar com este sensacionalismo habitualmente negativo para estes predadores de topo que existem desde antes dos Dinossauros.

TUBARÕES-BRANCOS PODERÃO MIGRAR PARA OS PÓLOSQuem o diz é um colectivo de investigadores onde se incluem três cientistas...
10/05/2026

TUBARÕES-BRANCOS PODERÃO MIGRAR PARA OS PÓLOS

Quem o diz é um colectivo de investigadores onde se incluem três cientistas portugueses da Universidade do Porto que recentemente publicou na revista "Science" uma estudo que teve como finalidade provar como o sobreaquecimento dos oceanos está a impactar os Tubarões-brancos.

Os Tubarões-brancos (Carcharodon carcharias) são dos poucos peixes que conseguem manter a sua temperatura corporal superior à da água em que nadam, uma característica que se designa cientificamente como mesotermia, comum também, por exemplo, aos atuns. Esta característica tem-lhes permitido manterem-se como predadores de topo na cadeia alimentar dos oceanos, dado que é accionada devido sobretudo à sua capacidade de aceleração. Estes animais conseguem ter a sua temperatura corporal "15 a 20ºC acima da temperatura da água", diz Nuno Queiroz, ex-presidente da A.P.E.C.E., e libertam esse calor adicional simplesmente ao mergulharem para águas um pouco mais profundas, reduzindo o seu metabolismo e, assim, preservando o equilíbrio térmico que é essencial à sua biologia.

Com o sobreaquecimento da temperatura dos oceanos, provocado pelas alterações climáticas, os Tubarões-brancos estão a ter cada vez mais dificuldade em perder esse calor adicional que geram, o que se traduz forçosamente por uma necessidade cada vez maior em mergulhar mais fundo ou deslocar-se para regiões cada vez mais frias, ou seja, tem um forte impacto na sua distribuição geográfica.

Esta maior dificuldade em arrefecer pode inclusivamente ter influência na forma como nadam e caçam, uma vez que "podem ter de nadar mais devagar, e isso pode ser o mais problemático para eles porque depois perdem a vantagem que tinham sobre os outros peixes", defende Nuno Queiroz.

Os cientistas portugueses marcaram Anequins nos Açores, uma espécie da mesma família do Tubarão-branco, colocando-lhes transmissores equipados com sensores que medem a temperatura da água, a profundidade e a temperatura corporal de cada indivíduo, e recolheram dados durante um ano.

Créditos: Imagem 1 - wgme.com ; Imagem 2 - conscious-explorers.com ; Imagem 3 - Neil Hammerschlag (neil4sharks.org)

TUBARÕES DE PORTUGALCaçãoÉ provavelmente a espécie de tubarão mais falada nos lares portugueses, principalmente à mesa d...
23/04/2026

TUBARÕES DE PORTUGAL
Cação

É provavelmente a espécie de tubarão mais falada nos lares portugueses, principalmente à mesa devido a uma famosa sopa da gastronomia alentejana, mas é também aquela que se calhar mais confusão causa no que toca à sua verdadeira identidade. Falamos do Cação, Galeorhinus galeus, frequentemente chamado de Perna-de-moça.

A confusão começa logo por não se saber ao certo que espécie é, verdadeiramente, o Cação, uma vez que ao longo de toda a costa portuguesa se atribui esta designação a várias espécies diferentes. Há mesmo quem considere o Cação um tipo de peixe diferente dos tubarões!

O Cação é um tubarão de pequeno porte, raramente ultrapassando os 1,8 metros de comprimento e os 40kg de peso. A sua fisionomia tem todas as características dos seus parentes maiores, nomeadamente o corpo alongado, um nariz pontiagudo, cinco guelras, uma barbatana dorsal mais desenvolvida e outra mais pequena sendo ambas de forma triangular, duas barbatanas peitorais triangulares e maiores que a dorsal dianteira, um par de barbatanas pélvicas, uma barbatana a**l e uma cauda assimétrica. Apresenta uma coloração cinzenta escura na parte superior do seu corpo e esbranquiçada ao longo de toda a parte inferior.

Trata-se de uma espécie que habita essencialmente águas costeiras, embora possa aventurar-se pelo mar aberto, alimentando-se preferencialmente de pequenos peixes, cefalópodes e crustáceos que encontram nos fundos sobre os quais vivem a maior parte da sua vida. Atingem a maturidade sexual quando alcançam cerca de 1,50 metros os machos e 1,70 metros as fêmeas, o que corresponde aos 12-17 anos nos machos e 13-15 anos nas fêmeas, estimando-se que tenham uma esperança média de vida de 55 anos.

No Arquipélago dos Açores é uma das duas espécies que se reproduz na região, sendo muito abundantes os juvenis e recém-nascidos na costa norte da Ilha do Faial.

Em termos de conservação, o Cação está classificado como uma espécie "Vulnerável" pela IUCN, enfrentando como principais ameaças a sobrepesca, representando um valor comercial relativamente elevado nalguns países.

Créditos: Imagens 1, 2 e 4 de Doug Perrine ; Imagem 3 de Gerald Nowak

Endereço

Lisbon
1900

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