19/05/2026
DIA MUNDIAL DO MÉDICO DE FAMÍLIA - 19 de Maio
PORTA DE ENTRADA PARA UM SNS DE QUALIDADE
Ao celebrarmos os 50 anos da Constituição da República Portuguesa, reafirmamos a exigência do cumprimento do direito à saúde consagrado no seu artigo 64.º: universal, geral e tendencialmente gratuito.
A(o) médica(o), a(o) enfermeira(o) de família e as unidades de saúde primárias são a porta de entrada no SNS, o primeiro rosto para milhões de cidadãs e cidadãos, em todas as fases da vida, com especial atenção às mulheres, crianças e idosos.
No caso das mulheres e das crianças é fundamental garantir uma vigilância especializada na avaliação de fatores de risco e realização de rastreios (ex: cancro da mama e colo do útero) e acompanhamento do desenvolvimento infantil e juvenil, planeamento familiar e vigilância de gravidez de baixo risco.
O MDM saúda todas/os os médicos de família e os estudantes de Medicina que escolhem esta especialidade fundamental, não obstante as condições adversas que enfrentam: carreiras desvalorizadas, agendas sobrecarregadas, sobrecarga crescente.
DIGNIFICAR A PROFISSÃO, INVESTIR NAS PESSOAS E NO SNS
Por opções políticas, esta “porta” está a fechar-se. Faltam cerca de 800 médicos de família, deixando mais de 1,6 milhões de utentes sem cuidados de proximidade.
As razões dos governos são conhecidas: enfraquecer, descredibilizar o SNS para sustentar o negócio da saúde, garantindo milhões de euros públicos para os grandes grupos privados.
O MDM exige: equipas completas de saúde familiar para todos os utentes; valorização salarial e progressão nas carreiras; acesso a diagnóstico, saúde mental, saúde oral e planeamento familiar, nomeadamente o acesso em todo o país ao direito de escolha através da IVG; e o fim da privatização dos cuidados primários.
Saudamos igualmente a adesão dos Sindicatos dos Médicos à greve geral do próximo dia 3 de junho para derrotar o Pacote Laboral para impedir jornadas até 50 horas semanais como norma, horários desregulados, bancos de horas impostos, vínculos precários, ataques à maternidade-paternidade, etc.
O SNS é de todas e de todos e exige que se garantam os direitos e a dignidade dos seus profissionais.