Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos

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Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos "NÃO É O SOFRIMENTO DAS CRIANÇAS QUE SE TORNA REVOLTANTE EM SI MESMO, MAS SIM QUE NADA JUSTIFICA

"NÃO É O SOFRIMENTO DAS CRIANÇAS QUE SE TORNA REVOLTANTE EM SI MESMO, MAS SIM QUE NADA JUSTIFICA TAL SOFRIMENTO" ALBERT CAMUS
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QUANDO UM CONFLITO PARENTAL SE TORNA DESTRUTIVO, NÃO PODEMOS ESPERAR QUE SE RESOLVA SOZINHONos últimos dias, dois casos ...
16/10/2026

QUANDO UM CONFLITO PARENTAL SE TORNA DESTRUTIVO, NÃO PODEMOS ESPERAR QUE SE RESOLVA SOZINHO

Nos últimos dias, dois casos particularmente graves voltaram a confrontar-nos com uma realidade que exige reflexão.

Em Setúbal, três pessoas foram detidas no âmbito de uma investigação por homicídio, num caso em que a Polícia Judiciária apontou, entre as possíveis motivações, conflitos relacionados com o exercício das responsabilidades parentais e dificuldades económicas.

Notícia:
https://sapo.pt/artigo/tres-detidos-por-suspeitas-de-homicidio-em-setubal-6acf824aded6b2a5e39040e8

Em Bragança, um conflito envolvendo os progenitores de uma criança de três anos terá estado na origem de uma sucessão de acontecimentos que terminou em desacatos, colisões e tentativas de atropelamento, com sete pessoas feridas, uma delas com gravidade. A criança e o progenitor que saiu com ela foram entretanto localizados, ambos bem de saúde.

Notícia:
https://www.diarioviseu.pt/2026/10/15/rapto-de-crianca-origina-desacatos-com-sete-feridos/

São situações distintas, com circunstâncias próprias, que compete às autoridades investigar e aos tribunais apreciar. Não seria sério utilizá-las para sugerir que os conflitos parentais conduzem inevitavelmente à violência. A esmagadora maioria não chega, naturalmente, a estes extremos.
Mas seria igualmente errado ignorar aquilo que estes casos nos devem obrigar a discutir: o que acontece quando conflitos parentais graves se prolongam, se intensificam e não encontram uma resposta suficientemente rápida e adequada?

Quando existem filhos/as, o conflito nunca diz respeito apenas aos adultos.

A exposição continuada à hostilidade, à instrumentalização, ao incumprimento persistente ou à escalada de comportamentos agressivos pode afetar profundamente os/as filhos/as, as suas relações familiares e o seu desenvolvimento.
É precisamente por isso que a APIPDF tem defendido que Portugal precisa de respostas especializadas para os conflitos parentais de elevada intensidade.

Não basta esperar que sucessivos incidentes cheguem aos tribunais.

Precisamos de protocolos de intervenção que permitam identificar precocemente a natureza e a intensidade do conflito, avaliar fatores de risco, definir níveis adequados de intervenção e articular, de forma efetiva, as respostas jurídicas, sociais, psicológicas e de proteção da criança.
A mediação familiar pode ser importante quando existem condições para a sua utilização. Noutros casos, poderão ser necessárias intervenções especializadas, acompanhamento continuado ou decisões judiciais céleres. Quando exista violência ou risco para a segurança de qualquer pessoa, essa proteção tem necessariamente de prevalecer.

A APIPDF tem defendido igualmente uma intervenção interdisciplinar, envolvendo profissionais das áreas jurídica, social, psicológica, educativa e da saúde, porque conflitos desta complexidade dificilmente podem ser compreendidos e enfrentados através de uma única disciplina ou instituição.
Prevenir e resolver um conflito parental não é apenas concluir um processo judicial. É impedir que o conflito se transforme no centro da vida de uma família, proteger os/as filhos/as e preservar, sempre que seja possível e seguro, os seus vínculos familiares.

Estes casos não devem ser instrumentalizados. Devem, porém, obrigar-nos a perguntar:

1. Estamos a intervir suficientemente cedo quando um conflito parental começa a transformar-se num conflito de elevada intensidade?
2. E temos, em Portugal, protocolos de intervenção capazes de responder antes de as consequências se tornarem irreversíveis?

É precisamente essa mudança de paradigma que a APIPDF tem vindo a defender.

Conflito entre progenitores e colisões rodoviárias causaram um ferido grave

LICENÇAS PARENTAIS: HÁ UM ACORDO PS/PSD. O QUE MUDA?A proposta conjunta do PS e do PSD prevê 150 dias de licença parenta...
15/10/2026

LICENÇAS PARENTAIS: HÁ UM ACORDO PS/PSD. O QUE MUDA?

A proposta conjunta do PS e do PSD prevê 150 dias de licença parental pagos a 100%, mesmo sem partilha entre progenitores. Pode chegar aos 180 dias pagos a 100% quando exista um período mínimo de partilha e admite ainda uma modalidade até 210 dias, com remuneração inferior e condições adicionais.

Há, portanto, uma aproximação a uma ideia que a APIPDF tem defendido: garantir mais tempo de cuidado e criar condições para a participação efetiva dos dois progenitores.

Mas o Modelo Igualdade Parental da APIPDF é diferente.
Propomos 120 dias iniciais, seguidos de dois blocos próprios de 30 dias, um para cada progenitor, não transferíveis. Os 180 dias correspondem assim a seis meses pós-natais de cuidado com participação efetiva de ambos. A nossa proposta acrescenta ainda um mínimo de 1,5 IAS no regime contributivo, uma via social autónoma de 1,5 IAS para quem não tem acesso à prestação contributiva correspondente e apoios específicos às micro e pequenas empresas.

O acordo agora alcançado é um passo importante no debate. Mas a discussão não deve ficar apenas na duração da licença: importa discutir também quem consegue realmente utilizá-la, com que rendimento, com que direitos próprios e em que condições as pequenas entidades empregadoras conseguem assegurar a substituição.

Conheça as alterações agora em discussão:
https://24noticias.sapo.pt/atualidade/artigos/pais-poderao-ficar-com-bebes-ate-aos-cinco-meses-e-receber-a-100-o-que-muda-na-licenca-parental

O PSD e o PS chegaram a um entendimento para alargar as licenças parentais pagas a 100%. O acordo prevê o pagamento integral para licenças de cinco meses.

CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE ALIENAÇÃO PARENTAL | MÉXICO 2026Uma abordagem jurídica, psicológica e social dos conflitos...
12/10/2026

CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE ALIENAÇÃO PARENTAL | MÉXICO 2026

Uma abordagem jurídica, psicológica e social dos conflitos parentais após a separação.

A Associação Mexicana de Pais de Família Separados (AMPFS) organiza, nos próximos dias 24 de outubro e 7 de novembro de 2026, um congresso internacional dedicado à alienação parental, à conflitualidade familiar e à proteção dos direitos das crianças.

O evento reúne profissionais e especialistas do México, Espanha, Costa Rica, Colômbia e Portugal, com intervenções nas áreas do Direito, Psicologia, Sociologia, perícia forense e mediação familiar.

Entre os temas previstos no programa destacam-se:

- A residência partilhada em Espanha e a alienação parental.
- A perícia psicológica forense nos conflitos familiares.
- A elevada conflitualidade após a separação, a coordenação parental e a perspetiva da criança.
- Os limites da intervenção administrativa nos conflitos parentais e a proteção dos direitos fundamentais.
- Os impactos da rutura conjugal conflituosa e da alienação parental na infância.
- A alienação parental no contexto dos processos judiciais.

Participação portuguesa

O congresso contará com a intervenção de Nuno Alexandre Alves Vilaranda, mediador familiar e de conflitos, doutorando em Sociologia na Universidade de Évora, que apresentará a comunicação:

«Filhos do (des)amor: impactos da rutura conjugal conflituosa e da alienação parental na infância. Um estudo sociológico em Portugal.»

O programa inclui ainda a exibição do filme Culpables, intervenções de especialistas internacionais e sessões de perguntas e respostas.

Informações e inscrições

📅 Datas: Sábados, 24 de outubro e 7 de novembro de 2026.

💻 Modalidade: Online, através do Zoom.

🕘 Horário: A partir das 10h45, hora da Cidade do México.

💶 Inscrição: 1.000 pesos mexicanos (cerca de 48,50 €).

A inscrição inclui acesso às gravações das sessões, às apresentações em PDF dos oradores e a um certificado de participação.

Como inscrever-se?

As inscrições e os esclarecimentos são assegurados pela organização, através de Karla Andrea Restrepo Celis, psicóloga da AMPFS e responsável pela organização do congresso.

📱 Contacto telefónico / WhatsApp: +52 443 620 1694

📧 Email: [email protected]

Os interessados deverão contactar a organização, indicar que pretendem participar no Congresso Internacional de Alienação Parental e solicitar as instruções para inscrição e pagamento.

Organização: Asociación Mexicana de Padres de Familia Separados A.C. (AMPFS)

🌐 www.ampfs.com.mx

A divulgação desta iniciativa pela Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos (APIPDF) tem caráter informativo.

Os tribunais fecham os processos. As crianças carregam as consequências.O conflito parental intenso e prolongado não ter...
08/10/2026

Os tribunais fecham os processos. As crianças carregam as consequências.

O conflito parental intenso e prolongado não termina necessariamente quando termina um processo judicial.

Para muitas crianças, anos de acusações, hostilidade, conflitos de lealdade e instabilidade tornam-se parte do próprio cenário da infância. E aquilo que vivem durante esses anos pode influenciar profundamente a forma como, mais tarde, percebem o amor, a confiança, a intimidade e as relações.

Há jovens que crescem a acreditar que as relações acabam sempre, que amar significa sofrer ou que é preferível não criar vínculos demasiado profundos para evitar voltar a ser magoado.
Isto não significa que todas as crianças expostas ao conflito parental desenvolvam as mesmas dificuldades. Existe resiliência e cada percurso é diferente. Mas também não podemos confundir adaptação com ausência de consequências. As crianças podem aprender a sobreviver ao conflito sem que isso signifique que ficaram indiferentes ao que viveram.
Proteger as crianças exige, por isso, muito mais do que chegar ao fim de um processo judicial. Exige reduzir o conflito, preservar relações seguras e impedir que a disputa entre os adultos se transforme numa parte permanente da infância dos filhos.

Como lembra este artigo publicado no Diário de Notícias, o tribunal pode encerrar o processo. Para a criança, porém, a história pode continuar durante muitos anos.

🔗 https://www.dn.pt/opiniao-dn/os-tribunais-fecham-os-processos-as-crianas-carregam-as-consequncias

Há crianças que não se lembram de um tempo em que os pais se davam bem. Não têm memória de jantares tranquilos, férias em família ou conversas marcadas pelo res

Separar o casal não deve significar separar uma criança de um dos seus progenitores.Um estudo sueco publicado em 2024 no...
07/10/2026

Separar o casal não deve significar separar uma criança de um dos seus progenitores.

Um estudo sueco publicado em 2024 no Journal of Family Research analisou 2 064 crianças e jovens entre os 10 e os 18 anos, incluindo 455 com pais separados, procurando perceber de que forma o regime de residência se relacionava com a qualidade da relação mantida com ambos os progenitores.

Os resultados são particularmente relevantes.

Entre as crianças com pais separados, aquelas que viviam em residência única, quer materna quer paterna, referiam com menor frequência recorrer a ambos os progenitores quando estavam preocupadas ou necessitavam de apoio emocional, comparativamente às crianças em residência alternada.

Também apresentavam menor probabilidade de dizer que se davam muito bem com ambos os progenitores.
Já entre as crianças em residência alternada, os resultados relativos ao apoio emocional e à relação com ambos os progenitores aproximavam-se dos encontrados nas famílias em que pai e mãe continuavam a viver no mesmo agregado.

A questão não é apenas contar dias ou noites.

É permitir que pai e mãe continuem a fazer parte da vida quotidiana da criança, criando condições para preservar duas relações parentais depois da separação.
A separação termina a relação conjugal. Não deve transformar um dos progenitores num visitante.

Separar o casal. Preservar os vínculos.

Estudo: Eva-Lisa Palmtag (2024), Whom to turn to? The association between childhood living arrangement and the parent-child relationship, Journal of Family Research, 36, 437-459.

Separar o casal não deve significar separar uma criança de um dos seus progenitores.Um estudo sueco publicado em 2024 no...
07/10/2026

Separar o casal não deve significar separar uma criança de um dos seus progenitores.

Um estudo sueco publicado em 2024 no Journal of Family Research analisou 2 064 crianças e jovens entre os 10 e os 18 anos, incluindo 455 com pais separados, procurando perceber de que forma o regime de residência se relacionava com a qualidade da relação mantida com ambos os progenitores.

Os resultados são particularmente relevantes.

Entre as crianças com pais separados, aquelas que viviam em residência única, quer materna quer paterna, referiam com menor frequência recorrer a ambos os progenitores quando estavam preocupadas ou necessitavam de apoio emocional, comparativamente às crianças em residência alternada.
Também apresentavam menor probabilidade de dizer que se davam muito bem com ambos os progenitores.

Já entre as crianças em residência alternada, os resultados relativos ao apoio emocional e à relação com ambos os progenitores aproximavam-se dos encontrados nas famílias em que pai e mãe continuavam a viver no mesmo agregado.
A questão não é apenas contar dias ou noites.

É permitir que pai e mãe continuem a fazer parte da vida quotidiana da criança, criando condições para preservar duas relações parentais depois da separação.
A separação termina a relação conjugal. Não deve transformar um dos progenitores num visitante.

Separar o casal. Preservar os vínculos.

Estudo: Eva-Lisa Palmtag (2024), Whom to turn to? The association between childhood living arrangement and the parent-child relationship, Journal of Family Research, 36, 437-459.

⚠️ ALTERAÇÃO EXCECIONAL | GRUPO DE AJUDA MÚTUA DO PORTOPor motivos alheios à nossa vontade, a reunião do Grupo de Ajuda ...
06/10/2026

⚠️ ALTERAÇÃO EXCECIONAL | GRUPO DE AJUDA MÚTUA DO PORTO

Por motivos alheios à nossa vontade, a reunião do Grupo de Ajuda Mútua do Porto, que estava prevista para ontem, teve de ser remarcada.

Excecionalmente, a reunião realiza-se HOJE, 6 de outubro, às 19h30, no mesmo local:

📍 MXM ArtCenter
Rua do Ouro, 264
Porto

Pedimos desculpa pelo transtorno causado por esta alteração de última hora e agradecemos a compreensão de todos/as.

Os Grupos de Ajuda Mútua da APIPDF são espaços de partilha, informação, apoio e solidariedade para pais, mães e outros familiares que enfrentam situações de conflito parental, afastamento familiar ou dificuldades no exercício das responsabilidades parentais.

Mais informações sobre os Grupos de Ajuda Mútua:
https://igualdadeparental.org/pais/grupos-mutua-ajuda/

Esperamos por vocês hoje, às 19h30.

Conheça os Grupos de Ajuda Mútua da APIPDF em Lisboa e no Porto. Espaços de partilha, informação e apoio para pais, mães e familiares.

Enfrentar o conflito. Proteger os vínculos.Um novo estudo de Kenneth Aarskaug Wiik, publicado no Journal of Marriage and...
05/10/2026

Enfrentar o conflito. Proteger os vínculos.

Um novo estudo de Kenneth Aarskaug Wiik, publicado no Journal of Marriage and Family, analisou dados de 6 342 pais e mães separados na Noruega, considerando a situação familiar de ambos os progenitores.

O resultado merece atenção: a residência alternada associou-se a níveis mais baixos de conflito interparental, mesmo depois de consideradas diferenças sociais, económicas e familiares. Os progenitores em residência alternada também revelaram maior satisfação com o regime de residência do que aqueles com quem os filhos não residiam habitualmente.

Os novos relacionamentos não significam, por si só, uma deterioração da coparentalidade. Os resultados variam entre pais e mães, conforme o regime de residência e a situação familiar de ambos. Não há uma realidade única para todas as famílias após a separação.
O debate sobre a residência alternada não deve partir da ideia de que partilhar o cuidado significa alimentar o conflito.
O conflito exige intervenção, apoio às famílias e proteção das crianças. Não deve transformar-se num argumento automático para desvalorizar a presença de um pai ou de uma mãe.

Defender a igualdade parental é defender tempo, cuidado e responsabilidade de ambos os progenitores, com a segurança e o bem-estar da criança em primeiro lugar.

Pelos filhos. Em igualdade.

Fonte: Wiik, K. A. (2026). Journal of Marriage and Family. DOI: 10.1111/jomf.70122.

Enfrentar o conflito. Proteger os vínculos.Um novo estudo de Kenneth Aarskaug Wiik, publicado no Journal of Marriage and...
05/10/2026

Enfrentar o conflito. Proteger os vínculos.

Um novo estudo de Kenneth Aarskaug Wiik, publicado no Journal of Marriage and Family, analisou dados de 6 342 pais e mães separados na Noruega, considerando a situação familiar de ambos os progenitores.

O resultado merece atenção: a residência alternada associou-se a níveis mais baixos de conflito interparental, mesmo depois de consideradas diferenças sociais, económicas e familiares. Os progenitores em residência alternada também revelaram maior satisfação com o regime de residência do que aqueles com quem os filhos não residiam habitualmente.

Os novos relacionamentos não significam, por si só, uma deterioração da coparentalidade. Os resultados variam entre pais e mães, conforme o regime de residência e a situação familiar de ambos. Não há uma realidade única para todas as famílias após a separação.
O debate sobre a residência alternada não deve partir da ideia de que partilhar o cuidado significa alimentar o conflito.
O conflito exige intervenção, apoio às famílias e proteção das crianças. Não deve transformar-se num argumento automático para desvalorizar a presença de um pai ou de uma mãe.

Defender a igualdade parental é defender tempo, cuidado e responsabilidade de ambos os progenitores, com a segurança e o bem-estar da criança em primeiro lugar.

Pelos filhos. Em igualdade.

Fonte: Wiik, K. A. (2026). Journal of Marriage and Family. DOI: 10.1111/jomf.70122.

03/10/2026

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