27/07/2026
EM SINES, JUVENTUDE DESFILA PELA PAZ E SOLIDARIEDADE
Entre o Largo 5 de Outubro e a Praia Vasco da Gama, em Sines, centenas de jovens integraram um desfile pela Paz e de Solidariedade com os povos vítimas de agressões e ingerências, com destaque para os povos palestino, cubano e venezuelano.
Por não ter sido possível concretizar o Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, que deveria ter tido lugar em Caracas entre 24 e 31 de Julho, o seu Comité Nacional Preparatório organizou, em Sines, um Acampamento pela Paz em que integrou diversas iniciativas de solidariedade internacional.
Foi neste contexto que, na tarde de sábado, 25 de Julho, as ruas de Sines foram percorridas por um animado e colorido desfile que proclamou a necessidade da paz e denunciou a escalada armamentista, e manifestou a sua solidariedade internacionalista acusando as potências que provocam guerras, agressões e bloqueios, para servir os seus interesses económicos.
O MPPM esteve presente e José Oliveira foi um dos oradores que interveio no final do desfile.
TEXTO DA INTERVENÇÃO DE JOSÉ OLIVEIRA EM NOME DO MPPM
Uma saudação muito calorosa a todas e a todos. A vossa participação comprova a vossa solidariedade com os povos do Médio Oriente, e em particular com o povo palestino.
O Médio Oriente atravessa um momento gravíssimo.
Na Palestina, a catástrofe humanitária e o genocídio em Gaza agravam-se. Milhares de mortos e feridos, a destruição sistemática de cidades e infra-estruturas, o bloqueio e a privação dos bens mais essenciais transformaram a Faixa de Gaza num território devastado. Em violação do acordo de cessar-fogo, Israel não só não retirou as suas forças como alargou a ocupação militar, que atinge agora cerca de dois terços do minúsculo território, com a construção de uma enorme barreira de terra, de norte a sul.
Na Cisjordânia ocupada intensificam-se as operações militares, a expansão dos colonatos, a violência dos colonos, protegidos pelo exército israelita, e a anexação de facto de territórios palestinos. Prossegue a política de judaização de Jerusalém Oriental, pondo em causa o seu carácter palestino e procurando impedir que venha a ser a capital de um futuro Estado da Palestina.
A continuação da agressão contra o Líbano e a ocupação de territórios sírios demonstram que a política belicista de Israel (que é a única potência nuclear do Médio Oriente, recorde-se) continua a constituir uma ameaça para todos os povos da região. E o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, que se tem intensificado nas últimas semanas, mostra os perigos para representa para a a região e para o mundo inteiro a prossecução dos desígnios imperiais, ao arrepio do direito internacional.
O MPPM reafirma a sua solidariedade activa com o povo palestino e com todos os povos do Médio Oriente vítimas da agressão. Reafirmamos o direito do povo palestino à resistência, ao fim da ocupação, da colonização e da limpeza étnica, ao levantamento imediato do bloqueio de Gaza, à entrada irrestrita da ajuda humanitária, à libertação dos presos políticos palestinos e ao direito de regresso dos refugiados.
Denunciamos a natureza colonial, ra***ta e segregacionista do projecto sionista.
Exigimos que Portugal, após reconhecer, tardiamente, o Estado da Palestina, rompa com qualquer forma de cumplicidade com esta política de agressão. Defendemos a suspensão das relações privilegiadas da União Europeia com o regime sionista, nomeadamente do Acordo de Associação UE-Israel.
O Médio Oriente é um ponto fulcral do confronto mundial entre as potências imperiais e os países e forças que lhes resistem, resistência que nós daqui saudamos. A Palestina continua a ser um ponto central da situação no Médio Oriente, e a paz no Médio Oriente só será possível com o respeito pelo direito internacional e pelos direitos dos povos, pelos direitos nacionais do povo palestino, incluindo a criação de um Estado da Palestina soberano e independente, tendo Jerusalém Oriental como sua capital.
Palestina vencerá!