07/02/2026
O tempo suspenso da contemplação. O silêncio enquanto escuta aturada. A proximidade entre corpos, um acto político da partilha e reconfiguração do sensível.
𝙀𝙧𝙢𝙤, 𝙖 𝙩í𝙩𝙪𝙡𝙤 𝙥𝙧𝙤𝙫𝙞𝙨ó𝙧𝙞𝙤, de Mário Afonso.
// em residência artística
SINOPSE
// 𝙀𝙧𝙢𝙤, 𝙖 𝙩í𝙩𝙪𝙡𝙤 𝙥𝙧𝙤𝙫𝙞𝙨ó𝙧𝙞𝙤 é uma pesquisa sobre o desaparecimento do corpo,resultado do impacto da tecnologia nas sociedades contemporâneas. Esta temática tem sido recorrente nos projectos mais recentes de Mário Afonso: Framework (2022) e vaziopleno (2023), bem como dá título à sua tese de mestrado 𝘖 𝘥𝘦𝘴𝘢𝘱𝘢𝘳𝘦𝘤𝘪𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘤𝘰𝘳𝘱𝘰 (2024).
É uma reflexão em torno da aparição, do encontro e da ausência da presença, como consequência das alterações que o mundo em rede veio introduzir nas relações sociais, atravessadas por essa mediação tecnológica, que configuram novos padrões de sociabilidade.
𝙀𝙧𝙢𝙤, 𝙖 𝙩í𝙩𝙪𝙡𝙤 𝙥𝙧𝙤𝙫𝙞𝙨ó𝙧𝙞𝙤 manifesta-se num dueto que explora a reinvenção da presença fora da lógica da produtividade, no sentido em que a presença deixa de servir um fim e passa a existir por si, na escuta e na demora. Unida pelo jogo poético da revelação e ocultação, delineia o gesto que se multiplica, hesita e se desfaz para se recompor face ao Outro.
BIOGRAFIA
// Mário Afonso, 04 de Março de 1969
Estudou na Escola de Artes Visuais António Arroio, Lisboa; foi bolseiro na Pro.Dança, Lisboa; ingressou no Instituto das Artes da Holanda (Hogeschool voor de kunsten-Arnhem), onde se licenciou em Dance Theatre Performance. É mestre em Estética, pelo departamento de Filosofia da FCSH da Universidade NOVA de Lisboa.
Desde 1998 até à actualidade apresenta trabalho autoral que resulta num conjunto de obras de carácter performativo, coreográfico e instalativo. De entre outros, destaca Magmatic (performance-instalação, 1999); Persona (2003); Representações (2005); Entre Vistas (2008); Peripatéticos (instalação, 2008); Esquissos e Desenhos (instalação, 2008); Memória Descritiva (2010); Manifesto Desejo (2019); Framework (2022); Trajectória (2023); e vaziopleno (2023).
Na área da formação, dirige, desde 2001, workshops, seminários e outros eventos na área do fazer e do pensar, entre eles projetos de formação destinados ao público profissional bem como ao grande público.
Em 2009, fundou a associação cultural Carta Branca, através da qual tem vindo a promover diversos tipos de iniciativas na área da criação artística, da formação e da realização de ideias. Em 2016, deu início ao projeto Prata da Casa, acervo de vídeos documentais para a dança, de acesso universal em www.pratadacasa.pt
Co-produção: Teatro do Bairro Alto
Apoio: Direção-Geral das Artes