15/08/2026
Nos últimos 5 anos de que há dados oficiais (2020 a 2024), 63 crianças e jovens perderam a vida por afogamento e 57 necessitaram de internamento hospitalar.
Adicionalmente, o 112 reencaminhou para o CODU/INEM um total de 588 ocorrências médicas relacionadas com afogamentos e acidentes de mergulho.
A análise detalhada por faixas etárias evidencia vulnerabilidades distintas ao longo do crescimento:
• 0 aos 4 anos: É a faixa etária com maior volume total de afogamentos e lidera os internamentos por esta causa. Os casos ocorrem maioritariamente em piscinas.
• 5 aos 9 anos: Apresenta os valores mais baixos, mas exige atenção.
• 10 aos 14 anos: O risco é maior nos meios aquáticos naturais, provavelmente associado ao início da utilização independente destes locais
• 15 aos 19 anos: É a faixa etária onde se regista o maior número de mortes.
A análise dos casos, efetuada pela APSI, identifica tendências claras que devem nortear as ações de prevenção das famílias e das autoridades:
- Género e Sazonalidade: Os afogamentos continuam a verificar-se com maior incidência em rapazes e concentram-se esmagadoramente nos meses de verão — agosto, julho e junho.
- O Perigo em Casa: No caso das crianças mais pequenas (0-4 anos), as piscinas de uso particular representam a tipologia onde ocorre o maior número de afogamentos, reforçando a urgência de barreiras físicas verticais de proteção.
- A Ameaça em Ambientes Naturais: Registou-se uma redução de casos em poços e tanques, mas observa-se um crescimento contínuo de acidentes em planos de água naturais, como rios, ribeiras, lagoas e praias. Nestes locais, o afogamento ocorre, predominantemente, com os jovens dos 10 aos 14 anos e dos 15 aos 19 anos.
GNR - Guarda Nacional Republicana