27/10/2026
𝟏𝟎 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐨 𝐌𝐞𝐦𝐨𝐫𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐄𝐬𝐜𝐫𝐚𝐯𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐞 𝐝𝐨 𝐓𝐫𝐚́𝐟𝐢𝐜𝐨 𝐍𝐞𝐠𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐜𝐡𝐞𝐮
A história do Memorial da Escravatura e do Tráfico Negreiro de Cacheu começou a ganhar forma em 2010, quando Cacheu acolheu o encontro entre comunidades locais e comunidades quilombolas do Maranhão, descendentes de pessoas escravizadas levadas de África para o Brasil. Esse reencontro, séculos depois, trouxe para o presente uma história comum e reforçou a necessidade de preservar e transmitir a memória de Cacheu e do seu lugar nas rotas atlânticas do tráfico de pessoas escravizadas.
Em 2012, a AD, Pepito deu impulso à criação de um espaço permanente dedicado a essa memória. Seguiram-se anos de investigação, recuperação patrimonial, recolha de testemunhos e objetos, musealização e trabalho com as comunidades, nomeadamente através dos projetos «Cacheu, Caminho de Escravos» e «Cacheu, di si Cultura i Istoria», cofinanciados pela União Europeia.
Em julho de 2016, o Memorial abriu as suas portas na antiga Casa Gouveia, cedida pelo Governo Regional de Cacheu. Desde então, tem sido lugar de memória, mas também de encontro, investigação, cultura e diálogo. Em 2020, Cacheu acolheu o I Simpósio Internacional «Cacheu, caminho de escravos: histórias e memórias da escravatura e do tráfico na África Ocidental», reunindo investigadores e especialistas de África, Europa e Américas.
Ao longo destes anos, o Memorial acolheu investigação, projetos de cooperação científ**a, exposições, formação de jovens e guias culturais e iniciativas de valorização da história e do património de Cacheu.
Este ano celebramos os 10 anos do Memorial, sob o tema «Legado e Resiliência – Património e desenvolvimento local nas rotas atlânticas das pessoas escravizadas».
Dez anos que foram possíveis graças a muitas pessoas e instituições. A AD deixa o seu reconhecimento às comunidades de Cacheu, aos investigadores, historiadores, arqueólogos, artistas, técnicos, jovens, parceiros nacionais e internacionais e a todos aqueles que, em diferentes momentos, deram conhecimento, trabalho, objetos, memórias, recursos e confiança a este projeto.
Um agradecimento especial à AIN, à Fundação Mário Soares, à União Europeia, à CPLP, ao Governo Regional de Cacheu, e às diferentes instituições nacionais e internacionais que participaram e apoiaram este caminho. E, nesta nova etapa, à ACEP, parceira da AD na iniciativa que enquadra a comemoração dos dez anos, com financiamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.
É um caminho que vamos construindo para preservar a nossa historia.
Cacheu di si Storia ku si Kultura.