ALEM - Associação Literatura, Literacia e Mediação

ALEM - Associação Literatura, Literacia e Mediação A Associação Literatura, Literacia e Mediação visa prosseguir e consolidar o rumo ensaiado , durante

A Associação baseia a sua acção em Laboratórios e em Núcleos de Intervenção Social, bem como em parcerias. Os Laboratórios são estruturas de investigação e acção, disseminados por instituições de natureza variada que promovem a leitura e analisam factores de desenvolvimento da competência leitora e da formação do leitor literário. Os Núcleos são estruturas, geralmente resultantes de parcerias, que

intervêm em comunidades distantes da cultura letrada, visando a igualdade de oportunidades na aprendizagem e uso da leitura.

16/06/2026
16/06/2026

Tenho acompanhado o debate sobre a monodocência!

E há uma ideia que regressa vezes sem conta:

O desgaste.

Mas, por trás do desgaste, parece existir outra palavra de que se fala menos:

Reconhecimento.

Durante décadas, educadores de infância e professores do 1.º ciclo foram assumindo múltiplos papéis.

Ensinam.
Avaliam.
Medeiam conflitos.
Acompanham famílias.
Conhecem profundamente cada criança.
Constroem pontes entre áreas de aprendizagem que, para as crianças, nunca surgem separadas.

E, ainda assim, muitos sentem que o seu trabalho continua a ser visto como uma etapa menor, uma preparação para o que vem a seguir.

Talvez seja tempo de reconhecer que os primeiros anos não são uma introdução à educação.

São educação.

E aquilo que acontece nesses anos deixa marcas que nenhum currículo posterior consegue apagar.

Independentemente das soluções que venham a ser encontradas, há uma certeza:
Nenhum sistema educativo será forte se aqueles que acompanham as crianças nos primeiros anos se sentirem invisíveis.

Entenda-se que não se trata de perceber quem é mais ou menos professor!

Quem trabalha mais ou quem trabalha menos!

É tão simples como isto: todos somos professores e as crianças mais pequenas são as que passam mais tempo na escola, com tarefas em horário completo!

15/06/2026

"Joana Estrela recria a Lenda das Amendoeiras em Flor numa narrativa verbal e visual que convida os leitores mais novos a pensarem sobre como é ser estrangeiro numa terra desconhecida." (Sara Figueiredo Costa, Parágrafo, 2017)

→ Hoje, na Feira do Livro de Lisboa, "A Rainha do Norte", da Joana Estrela, é o nosso livro do dia. Passei no nosso pavilhão, E22, e aproveitem!

15/06/2026

Faz hoje 40 anos que faleceu Jorge Luis Borges (24/8/1899 –14/6/1986).

Borges foi um escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino, considerado um dos maiores escritores do século XX.
Em 1960, escreveu um artigo com Alicia Jurado, sobre a literatura portuguesa do século XX, onde cita Alberto Caeiro e fala de Fernando Pessoa.

📸Jorge Luis Borges, em 1951, por Grete Stern

14/06/2026
14/06/2026

14 de junho de 1900: Nasce Ofélia Queiroz, a namorada de Fernando Pessoa
Ofélia Queiroz nasceu em Lisboa no dia 14 de junho de 1900. Filha de Francisco dos Santos Queirós e de Maria de Jesus Queiroz, naturais de Lagos, era a mais nova de oito irmãos. Concluiu o primeiro grau da instrução, embora desejasse ser professora de matemática. No entanto, procurou estar sempre atualizada, estudando Francês e Inglês. Gostava de ler, de ir ao teatro e de conviver. Passava muitas horas em casa do sobrinho, o poeta Carlos Queiroz, a conviver com grandes artistas como Carlos Botelho, Vitorino Nemésio, Almada Negreiros, Olavo d'Eça Leal, Teixeira de Pascoaes, José Régio e outros.
Ofélia, no entanto, ficou célebre por ter sido a única namorada conhecida do poeta Fernando Pessoa. Este namoro é caracterizado por duas fases distintas. De 1 de maio a 29 de novembro de 1920 e de 11 de setembro de 1929 a 11 de janeiro de 1930, embora o contacto entre os dois se mantenha cordial, mas esporádico, até à morte do Poeta.
Esta relação é conhecida pelas cartas que ele lhe escreveu, 48 cartas publicadas em 1978 e precedidas de um texto explicativo da própria Ofélia (testemunho sóbrio e modesto mas muito precioso, dado que é tudo aquilo que tornou público) e das cartas dela para ele, publicadas pela sua sobrinha em 1996, e que só foram publicadas anos depois da morte de Ofélia (1991).
Além desta correspondência, apenas existem testemunhos isolados, demasiado vagos e escassos que recriem ou relembrem este amor. Nem mesmo dos familiares ou amigos mais próximos, porque foi uma relação levada com a máxima discrição e nunca se oficializou. De qualquer maneira, foi o único amor conhecido do poeta, o único nos seus 47 anos de vida; e a publicação em 1996 das cartas de Ofélia para Fernando (um total de 110 cartas, mas certamente foram, no mínimo, mais de uma dúzia, entre extraviadas, ilegíveis e as que a família censurou) lança luz em tantos lados de sombra e destrói o ponto de vista unidireccional (cartas dele para ela) que até então os seus biógrafos contemplavam, principalmente no que respeita à chamada "segunda fase", o período compreendido entre 1929 até quase à morte do poeta.
A primeira fase durou poucos meses e foi marcada por uma paixão sincera. Começa quando Pessoa conhece a jovem, na altura com 19 anos, nos escritórios da Baixa lisboeta, onde ela entra para trabalhar como dactilógrafa e ele já exercia os seus serviços como tradutor de correspondência comercial. A relação é pura e doce. Pessoa trata-a como a uma criancinha. Todos os críticos e estudiosos estão de acordo na não inocência deste tom infantil. A mudança de Ofélia para o outro lado da Cidade, a morte do padrasto e a volta da mãe para Lisboa, somadas ao estado dos nervos do poeta, que se reconhece muito doente, arrefecem o entusiasmo que impulsionava a relação e, em 29 de novembro de 1920, uma lúcida e cruel mensagem encerra o namoro: "O amor passou... O meu destino pertence a outra Lei, cuja existência a Ophelinha ignora, e está subordinado cada vez mais à obediência a Mestres que não permitem nem perdoam..."
Dez anos depois acontece a retomada do namoro, agora usando igualmente o recurso da voz: já existem telefones em Portugal. O reencontro é motivado por uma fotografia do Poeta a beber no Abel Ferreira da Fonseca, que tinha sido oferecida a Carlos Queiroz, sobrinho de Ofélia e amigo de Pessoa. A jovem mostra vontade de possuir uma igual e ele lhe envia uma com a dedicatória: "Fernando Pessoa em flagrante delitro". A 11 de setembro inicia-se a primeira da segunda série de cartas de amor. Nesta segunda fase, nota-se uma enorme confusão de sentimentos e perturbação psíquica.
Ofélia acabou por seguir a sua vida. A partir de 1936 e até 1955 trabalhou no Secretariado Nacional de Informação – onde, na Tobis, conhece o teatrólogo Augusto Soares (m. 1955), um homem de Teatro, com quem se casa em 1938, três anos após a morte de Pessoa.
Fontes:Librópatas
wikipédia


Estóriasdahistória

14/06/2026

"Agora já não sou cliente habitual nas urgências.” — A nova vida do Sr. S. 🔑🏠

Durante 15 anos, a vida do Sr. S. foi feita de passagens e provisoriedade. Entre o aeroporto nas noites mais frias e o beiral de uma porta na Baixa do Porto, o seu percurso foi longo e marcado pela instabilidade. Muitos conheciam-no de vista, mas poucos conheciam a sua história.

Hoje, os comerciantes da rua onde dormia já não o encontram à porta — encontram-no agora para perguntar como está a sua casa ou se precisa de algo para cozinhar, uma das suas grandes paixões. O Sr. S. recuperou a sua identidade e a sua rotina.

Ao integrar o programa Porto de Partida – Rumo à Inclusão com Housing First, a casa deixou de ser um horizonte distante para se tornar um lugar de chegada. A estabilidade de um teto próprio permitiu-lhe, finalmente, focar-se no que é essencial: o cuidado da sua saúde, que durante anos ficou em segundo plano, silenciada pela necessidade de sobreviver.

Este é o impacto real do Housing First. Um passo de cada vez, rumo à inclusão.

14/06/2026

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.

Jose Saramago

Tela a óleo do artista plástico,
Francisco Xicofran Fernandes

09/06/2026

"Haja o que houver, seja qual for o regime, por maiores que sejam a cordialidade e a liberdade, está o povo sempre do lado que apanha, do lado de cá das mesas de exame e do lado de fora dos postigos burocráticos; do lado do cérebro desempregado, do coração prisioneiro, do estômago insatisfeito. O objectivo final, portanto, é o de que não haja povo, de que não haja diferenças económicas, nem culturais nem sociais: do que são sinónimos, nos vários dialectos, sociedade sem classes, reino de Deus, acracia ou anarquia, e até o Quinto Império, do Vieira a Pessoa.”

Agostinho da Silva, Pensamento em Farmácia de Província, 1 [1977], in Textos e Ensaios Filosóficos II, p.355.

Endereço

Lisbon
1349-003

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Quinta-feira 15:30 - 17:00

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