ASPP / PSP

ASPP / PSP Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de ASPP / PSP, Sindicato laboral, Avenida Santa Joana Princesa, 2, Lisbon.

Associação Sindical dos Profissionais da Polícia - ASPP/PSP

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia - ASPP/PSP é uma organização profissional, constituída por pessoal com funções policiais, independentemente da categoria ou posto na escala hierárquica, da Polícia de Segurança Pública. Representando há mais de 30 anos a maioria dos Profissionais da PSP, a ASPP/PSP é a sucessora legítima

da Associação Sócio-Profissional da PSP (ASPP) que, por sua vez, foi a legítima sucessora da Associação Pró-Sindical da PSP (ASP/PSP).

É uma longa história, que começou em 25 de Abril de 1974, com a Revolução dos Cravos, através da qual Portugal reconquistou a democracia, derrubando o regime do Estado Novo.

30/05/2026


𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐀𝐃𝐎 42/2026A 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥𝐢̄𝐜𝐢𝐚 (𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏) informa que enviou ofício ao Excelent...
30/05/2026

𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐀𝐃𝐎 42/2026

A 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥𝐢̄𝐜𝐢𝐚 (𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏) informa que enviou ofício ao Excelentíssimo Senhor Comandante Metropolitano da PSP do Porto, dia 29 de maio de 2026, manifestando a sua profunda preocupação e indignação com o policiamento no evento "Air Invictus", que irá decorrer entre os dias 19 e 21 de junho.

Chegou ao conhecimento da 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 que algumas subunidades ponderam escalar polícias para serviços remunerados com duração superior a 6 horas consecutivas. Esta situação suscita-nos grande preocupação, uma vez que a regulamentação aplicável aos serviços remunerados estabelece limites claros quanto à sua duração. Estes limites existem precisamente por razões de segurança, dignidade funcional, preservação da condição física e psicológica dos profissionais da PSP, e para garantir a qualidade do serviço policial prestado.

Importa recordar que a realização de serviços remunerados por períodos manifestamente excessivos compromete gravemente o descanso dos polícias e potencia situações de fadiga operacional e psicológica. Trata-se de uma clara violação das condições mínimas de segurança e bem-estar, circunstâncias que a 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 não pode aceitar nem normalizar.

No referido documento, questionámos também o Comandante Metropolitano acerca da evidente discrepância de critérios na definição da duração dos serviços remunerados entre as diferentes Divisões envolvidas no policiamento do evento. Esta falta de uniformidade suscita fundadas dúvidas quanto à existência de procedimentos equilibrados na distribuição do esforço operacional, e falha no respeito pelos princípios da igualdade, proporcionalidade e justiça na gestão dos recursos humanos da PSP.

Nestes termos, solicitámos formalmente que seja esclarecido qual o fundamento legal e operacional que sustenta o eventual escalamento de polícias para serviços remunerados superiores a 6 horas consecutivas no referido evento.

Mais solicitámos que sejam urgentemente esclarecidas as concretas condições que serão asseguradas aos profissionais empenhados nesses serviços, designadamente no que respeita ao acesso a alimentação adequada, disponibilização de água, acesso a instalações sanitárias e demais condições logísticas indispensáveis ao cumprimento digno e seguro da missão policial.

A 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 reitera o seu entendimento de que não pode ser exigido aos polícias o cumprimento de serviços prolongados sem que estejam integralmente garantidas as condições humanas, funcionais e operacionais compatíveis com a exigência da missão atribuída. Face à gravidade da situação reportada, informamos que nos encontramos a aguardar a resposta de Sua Excelência.

A Direção da 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏


Acção e Luta | ASPP/PSP solidária com a Greve Geral de 3 de JunhoA Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASP...
29/05/2026

Acção e Luta | ASPP/PSP solidária com a Greve Geral de 3 de Junho

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) vem manifestar publicamente a sua total e inequívoca solidariedade pela Greve Geral convocada para o próximo dia 3 de Junho de 2026, sob o lema “Derrotar o Pacote Laboral”.

Ao contrário do que se possa pensar, esta é uma luta que nos diz diretamente respeito. A vida dos profissionais da Polícia de Segurança Pública, bem como a das suas famílias, sentirá inevitavelmente os impactos de quaisquer alterações processadas em sede de revisão laboral. Importa recordar e sublinhar que, na PSP, a Lei do Trabalho aplica-se subsidiariamente, o que significa que a degradação dos direitos gerais do trabalho abre um precedente perigoso que acaba sempre por ecoar no nosso próprio regime.

Num contexto de profundas incertezas e num mundo em constante turbulência, a ASPP/PSP mantém-se firme na primeira linha de defesa por uma justa melhoria nas remunerações e na salvaguarda intransigente de direitos. Não vacilaremos no combate ao corte das pensões e no combate ao atropelo do regime de aposentação que tanto custou a conquistar.

Estamos, por isso, solidários com a Greve Geral - Contra o Pacote Laboral. Defendemos, hoje e sempre: A Dignificação dos Profissionais e o Respeito pela Condição Policial! A segurança pública não se constrói com a precarização de quem a garante.

Além disso, este Pacote Laboral, por ser gerador de precariedade e desigualdade, aumentará a instabilidade e a conflitualidade social que todos devem combater.

Fonte: ASPP/PSP

29 Maio 2026

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) vem manifestar publicamente a sua total e inequívoca solidariedade pela Greve Geral convocada para o próximo dia 3 de Junho de 2026, sob o lema “Derrotar o...

𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐀𝐃𝐎 41/2026A 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥𝐢̄𝐜𝐢𝐚 (𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏) dirigiu ofício ao Diretor Nacional da...
29/05/2026

𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐀𝐃𝐎 41/2026

A 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥𝐢̄𝐜𝐢𝐚 (𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏) dirigiu ofício ao Diretor Nacional da PSP, complementando o alerta enviado a 23 de janeiro, ao qual a tutela continua a remeter-se a um silêncio incompreensível. Em causa está a intenção de transitar diretamente cerca de 360 novos polícias, em fim de formação na Escola Prática de Polícia (EPP), para as subunidades aeroportuárias.

Esta decisão, a concretizar-se, constitui uma grave e inaceitável afronta aos profissionais que acumulam anos de sacrifício e experiência. Atualmente, um número significativo de polícias colocados no Aeroporto de Lisboa aguarda, há demasiado tempo, transferência para os Comandos do Porto e de Faro para conseguir a sua aproximação familiar.

É de elementar justiça que estes operacionais experientes ocupem, de forma prioritária e pelo critério da antiguidade, as vagas nos Aeroportos do Porto e de Faro. Não existem argumentos de eficácia operacional que sustentem a colocação direta de recém-formados em posições pretendidas por elementos mais antigos. Este modelo alternativo não prejudica o controlo de fronteiras; pelo contrário, garante os postos de maior complexidade a quem detém competência comprovada e resolve múltiplos problemas em simultâneo.

O silêncio institucional e a iminente preterição da antiguidade geram um sentimento de profunda injustiça e desmotivação, prejudicando gravemente a coesão interna da PSP.

A 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 exige que o Diretor Nacional rompa o silêncio e atue com a sensibilidade e a justiça que a situação requer, não se cingindo a critérios puramente burocráticos.

A Direção da 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏


𝐕 𝐂𝐎𝐑𝐑𝐈𝐃𝐀  | 𝐂𝐀𝐌𝐈𝐍𝐇𝐀𝐃𝐀 | 𝐂𝐎𝐍𝐕𝐈̀𝐕𝐈𝐎 – 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏A 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥𝐢̄𝐜𝐢𝐚 (𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏), com o apo...
29/05/2026

𝐕 𝐂𝐎𝐑𝐑𝐈𝐃𝐀 | 𝐂𝐀𝐌𝐈𝐍𝐇𝐀𝐃𝐀 | 𝐂𝐎𝐍𝐕𝐈̀𝐕𝐈𝐎 – 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏

A 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥𝐢̄𝐜𝐢𝐚 (𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏), com o apoio da Câmara Municipal do Porto, da Polícia Municipal do Porto e do Regimento de Sapadores Bombeiros do Porto - e os patrocínios da PSG Seguros e ArFacil, realiza a 5.ª edição do seu evento desportivo no Parque da Cidade do Porto.

▪️Data: 06 de junho
▪️Hora: 15h00
▪️Local: Parque da Cidade do Porto

◽Participa e convida familiares e amigos. 🏃‍♀️🏃‍♂️

▪️VALORES DE INSCRIÇÃO

Corrida (10km):
Associados e familiares: 10 euros
Não Associados: 12 euros

Caminhada (5km):
Associados e familiares: 7 euros
Não Associados: 9 euros

▪️INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Inscrições: Limitadas aos primeiros 200 participantes.
Prazo: De 5 de maio a 29 de maio.
Oferta: Prémios vários e lanche para todos os participantes.

▪️CONTACTOS PARA MAIS INFORMAÇÕES

ASPP/PSP Sede Porto:
📞22 832 5036

Dirigente Sérgio Santos:
📱963 093 971

▪️Inscrições através do link:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScXIKCIeVbZZlLnfm5mIZD6zblduPDTyWvtAWmyKrwXraXjtQ/viewform?usp=publish-editor



𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐀𝐃𝐎 40/2026A 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜𝐚̃𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥𝐢̄𝐜𝐢𝐚 (𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏), relativamente à realidade aeroportuár...
29/05/2026

𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐀𝐃𝐎 40/2026

A 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜𝐚̃𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥𝐢̄𝐜𝐢𝐚 (𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏), relativamente à realidade aeroportuária e ao desvio constante de polícias para os aeroportos, dá nota de que a extinção do SEF e a criação da UNEF estão, há muito e paulatinamente, a comprometer a normalidade da PSP, assim como os direitos e a estabilidade dos polícias.

Não foi por falta de alertas, pois desde o início desta transferência de competências, a 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏, conhecendo as debilidades a vários níveis que a PSP vinha a atravessar, alertou para os impactos sem que nada se precavesse, isto num quadro de escassez de efetivo, de desvalorização profissional, de constante corte de direitos e de branqueamento da realidade.

Hoje corre a informação de um reforço de 48 polícias para o aeroporto de Lisboa, mas convém perceber que esse número pode não ser efetivo, porque os comandos poderão não ter essa disponibilidade. Ademais, este acionamento vem colocar a vida de muitos destes polícias num verdadeiro inferno, pelos danos causados na sua vida pessoal. Também está anunciado outro reforço de 360 polícias do último curso de formação de agentes, de 28 de maio, sendo certo que esta colocação direta nos aeroportos configura não só uma machadada na mobilidade de polícias para os diversos comandos do país, como um desrespeito para com os pedidos de transferência de vários polícias, que poderiam ser transferidos para aeroportos dos comandos para os quais almejam ir.

Tem este sindicato conhecimento de uma perspetiva de "satisfação" por parte de alguns comandantes, pela razão da juventude e inexperiência dos agentes recém-formados que vão exercer funções no contexto aeroportuário.

A 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 reitera que os recursos humanos da PSP são constituídos por seres humanos e devem, como tal, ser respeitados nessa dimensão. Da mesma forma, apelamos a todos os que exercem funções de Direção e Comando para que se posicionem nessa perspetiva do lado da realidade, do pragmatismo e próximos daqueles que no terreno trabalham.

Ao governo, apelamos a um real investimento na PSP, à efetiva ação e a uma visão ambiciosa, em respeito pelos profissionais.

A Direção da 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏


𝐉𝐍 29.05.3026 | Agentes exaustos e com vontade de mudar de posto[ALERTA] “Os meus colegas estão quase em burnout e todos...
29/05/2026

𝐉𝐍 29.05.3026 | Agentes exaustos e com vontade de mudar de posto

[ALERTA]

“Os meus colegas estão quase em burnout e todos com vontade de vir embora”. O alerta é de Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), que descreve um clima de exaustão entre os agentes destacados para os aeroportos. Segundo o responsável, muitos querem mudar de posto perante a cada vez mais exigente pressão diária.

Acusa sucessivos governos de terem avançado para a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e de transferirem competências para a PSP sem preparação. “Nada foi feito do ponto de vista estrutural”, afirma, apontando falta de efetivos, formação insuficiente, falhas técnicas e infraestruturas incapazes de responder às necessidades.

Paulo Santos acusa ainda a ANA Aeroportos, considerando que a gestão comercial não é compatível com as exigências de segurança e fiscalização fronteiriça. “Há complicações quando 20 voos aterram ao mesmo tempo”. Reconhece que está previsto o reforço de cerca de 300 agentes, mas alerta que faltam condições.


Passageiros que perdem voos por caos no aeroporto não são ressarcidosViajantes suportam prejuízos de alterações e a únic...
29/05/2026

Passageiros que perdem voos por caos no aeroporto não são ressarcidos

Viajantes suportam prejuízos de alterações e a única forma de reaver as verbas é recorrer ao tribunal. Deco diz que responsabilidades são “terra de ninguém” na lei.

Por Rui Farinha ([email protected])

[POLÉMICA] O caos provocado pelo novo sistema de controlo fronteiriço nos aeroportos portugueses está a criar uma verdadeira “terra de ninguém” em termos de responsabilidades. A Deco, associação de defesa do consumidor, alerta que os passageiros que perdem voos devido às filas no controlo fronteiriço entram numa zona cinzenta da lei, onde ninguém assume automaticamente os prejuízos causados.

Já a AirHelp considera que os viajantes continuam a ser os principais prejudicados por falhas operacionais e defende maior transparência e apoio aos passageiros. “São, com demasiada frequência, aqueles que suportam as consequências quando os sistemas falham”, afirma Pedro Miguel Madaleno, representante da AirHelp em Portugal, através de um email enviado ao nosso jornal.

O assessor estratégico da Deco, Paulo Fonseca, considera que a situação é “extremamente complexa” porque, ao contrário do que acontece nos atrasos ou cancelamentos imputáveis às companhias aéreas, não existe neste caso, na lei, “uma responsabilidade pré-determinada, automática, se o consumidor perder o voo”.

O passageiro poderá ter de avançar para tribunal para tentar responsabilizar o Estado, a infraestrutura aeroportuária ou as autoridades de controlo fronteiriço do país.

É precisamente essa ausência de responsabilidade definida que leva a Deco a falar numa quase ausência de culpas. A ANA Aeroportos pode argumentar que apenas gere a infraestrutura. As autoridades policiais podem alegar que cumprem regras europeias obrigatórias. O Governo aponta para a complexidade da implementação do sistema EES. E as companhias aéreas, na maioria dos casos, recusam assumir prejuízos quando o passageiro não chega a tempo à porta de embarque. No meio deste labirinto, é o consumidor que acaba por suportar os custos de voos perdidos e hotéis.

A AirHelp sublinha que os passageiros devem continuar a receber assistência atempada e acompanhamento durante toda a viagem, mesmo quando os constrangimentos resultam dos sistemas de controlo fronteiriço e não diretamente das companhias aéreas. “Não se pode, pois, falar de um vazio legal completo de proteção dos passageiros aéreos”, garante Pedro Miguel Madaleno.

Paulo Fonseca admite ao JN que os seguros de viagem “não resolvem automaticamente o problema”, já que muitas apólices não cobrem situações relacionadas com falhas operacionais nos aeroportos ou atrasos provocados pelas filas de controlo. “Tudo depende das condições específicas de cada contrato”, sublinha. Alerta por isso que muitos passageiros acreditam estar protegidos quando, na prática, podem descobrir demasiado tarde que não têm qualquer cobertura.

Sem respostas claras

A Deco recorda ainda que este não é um problema novo. Já em anteriores episódios de caos aeroportuário, associados a atrasos, falhas no “handling” e constrangimentos nos controlos fronteiriços, a associação tinha defendido a criação de planos de contingência. Para a associação o mais preocupante é que continuam sem existir respostas claras para os consumidores, numa altura em que, salienta, as autoridades deviam ter preparado melhor a implementação do novo sistema.

Todos apontam Governo como grande responsável
[CRISE] O Governo está debaixo de fogo devido ao caos provocado pela implementação do novo Sistema Europeu de Entrada e Saída (EES). Partidos da Oposição, associações de turismo, sindicatos da PSP e entidades de defesa do consumidor acusam o Executivo de falta de planeamento e incapacidade de antecipar problemas que afetam milhares de passageiros. Também questionam a razão de o sistema ter sido suspenso durante três meses — entre dezembro e março — para tudo ficar na mesma.

Perante a tensão, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu a possibilidade de suspender parcialmente o sistema “nas horas críticas”. Já o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, pediu desculpas públicas, considerando a situação uma “vergonha”. Por seu lado, o responsável pela pasta da Administração Interna, Luís Neves, admite, em círculos próximos, que a situação é difícil, mas, ao que o JN apurou, considera que voltar a parar o novo sistema poderá ser contraproducente.

O presidente da Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV), Miguel Quintas, fala “num impacto brutal” e acusa o Governo de “falta de planeamento”. Segundo a entidade, alguns operadores britânicos já ponderam desviar clientes para destinos concorrentes, como a Grécia.

“Não excluímos nada nesta altura. Caso haja necessidade de suspender algum procedimento, iremos fazê-lo. Não estamos satisfeitos.”
— Luís Montenegro, Primeiro-ministro

“A única coisa que eu posso dizer aos portugueses e àqueles que nos visitam é pedir desculpas formais em nome do Governo.”
— Miguel Pinto Luz, Ministro das Infraestruturas

⚠️ Agentes exaustos e com vontade de mudar de posto
[ALERTA]

“Os meus colegas estão quase em burnout e todos com vontade de vir embora”. O alerta é de Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), que descreve um clima de exaustão entre os agentes destacados para os aeroportos. Segundo o responsável, muitos querem mudar de posto perante a cada vez mais exigente pressão diária.

Acusa sucessivos governos de terem avançado para a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e de transferirem competências para a PSP sem preparação. “Nada foi feito do ponto de vista estrutural”, afirma, apontando falta de efetivos, formação insuficiente, falhas técnicas e infraestruturas incapazes de responder às necessidades.

CAIXAS DE INFORMAÇÃO / DADOS ADICIONAIS
Críticas à ANA

⚠️ Paulo Santos acusa ainda a ANA Aeroportos, considerando que a gestão comercial não é compatível com as exigências de segurança e fiscalização fronteiriça. “Há complicações quando 20 voos aterram ao mesmo tempo”. Reconhece que está previsto o reforço de cerca de 300 agentes, mas alerta que faltam condições.

Greve pode atrapalhar
A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) alerta, num e-mail enviado ao nosso jornal, para um risco de “colapso operacional” no verão e teme que a greve geral marcada para 3 de junho agrave ainda mais o cenário. Em paralelo, representantes da Confederação do Turismo reuniram-se com o Governo, tendo recebido garantias de que serão tomadas medidas para evitar constrangimentos. Do lado da Deco, há críticas à ausência de planos de contingência, já na PSP, são apontadas falhas estruturais agravadas após a extinção do SEF, há três anos.

Dados: 360 novos agentes
Mais de metade dos 570 novos agentes da PSP que ontem terminaram a formação serão colocados nos aeroportos portugueses. Ao todo, 360 polícias reforçam a Unidade de Estrangeiros e Fronteiras e entram ao serviço em julho. Lisboa recebe 150 agentes, Porto 90 e Faro 70.

Maior volatilidade
A Associação da Hotelaria de Portugal alerta para sinais de maior volatilidade nas reservas devido ao caos nos aeroportos, apesar de não existirem ainda quebras significativas. A vice-presidente Cristina Siza Vieira diz que há mais incerteza e decisões de última hora antes do pico.

P&R — PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. Porque é que a União Europeia criou o sistema EES?
O EES (Entry/Exit System) foi criado para reforçar e modernizar o controlo das fronteiras externas do espaço Schengen. Um dos objetivos é combater a imigração ilegal.

2. Quais os passos quando um passageiro desembarca em Portugal?
Após o desembarque, começam as primeiras filas, sobretudo quando chegam vários voos ao mesmo tempo. O viajante é encaminhado para quiosques automáticos e boxes manuais com polícia. Nos quiosques, o passageiro coloca o passaporte eletrónico no leitor ótico. O sistema valida a identidade, vistos e histórico de entradas e saídas.

3. O que leva a demorar tanto tempo?
Aqui entra o EES propriamente dito. O sistema exige fotografia facial, impressões digitais e validação biométrica. É uma das fases mais demoradas, sobretudo quando as máquinas falham ou a rede está lenta.

4. Como é efetuada a validação?
Os dados são enviados para sistemas centrais europeus e cruzados com bases nacionais de segurança. Mesmo depois do quiosque, muitos passageiros ainda têm de passar por uma box com um agente para confirmar dados.

5. Porque é que os atrasos nos aeroportos portugueses se agravaram tanto com o novo sistema EES?
O EES veio acrescentar tempo ao processo de controlo, mas coincidiu com falhas de planeamento, falta de efetivos, problemas tecnológicos e limitações estruturais dos aeroportos, sobretudo Lisboa.

6. O que está a falhar do ponto de vista técnico?
Há máquinas avariadas, software com falhas, sistemas sobrecarregados, comunicações lentas e insuficiência de largura de banda. Existem também relatos de implementação simultânea de vários softwares sem te**es adequados.

7. Falta apenas mais polícia?
Não. Várias entidades dizem que o problema não se resolve apenas com mais efetivos. Faltam boxes operacionais, espaço físico e equipamentos. Em Lisboa, por exemplo, as obras reduziram temporariamente o número de postos de controlo.

8. Há também falhas na organização?
Sim. Há críticas à ausência de coordenação entre Governo, ANA e segurança. Também há relatos de falta de informação e filas mal organizadas.

JN 29.05.2026


A 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥𝐢̄𝐜𝐢𝐚 (𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏) a convite da Direção da ANS – Associação Nacional de Sa...
29/05/2026

A 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥𝐢̄𝐜𝐢𝐚 (𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏) a convite da Direção da ANS – Associação Nacional de Sargentos, esteve presente na Sessão/Debate comemorativa dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa (CRP), dos 37 anos da ANS e dos 35 anos do jornal "O Sargento".

O evento realizou-se no passado dia 27 de Maio de 2026, na Casa do Alentejo, em Lisboa, e a 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 fez-se representar pelo seu Presidente, 𝐏𝐚𝐮𝐥𝐨 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬.

A iniciativa, subordinada ao tema "A Liberdade de Expressão e Informação e A Liberdade de Imprensa e Meios de Comunicação (Artigos 37º e 38º da CRP)", assumiu particular relevância no atual contexto social e político. O debate reforçou a importância do associativismo socioprofissional na defesa dos valores democráticos, da Liberdade e dos direitos dos profissionais da segurança e das Forças Armadas.

A participação da 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 neste encontro sublinha o compromisso contínuo na partilha de sinergias e na reflexão conjunta sobre os direitos fundamentais consagrados na nossa Lei Suprema.

A Direção da 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏


29/05/2026

𝐀𝐞𝐫𝐨𝐩𝐨𝐫𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐋𝐢𝐬𝐛𝐨𝐚: 𝐏𝐨𝐥𝐢́𝐜𝐢𝐚𝐬 𝐜𝐡𝐚𝐦𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐚̀ 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐞 𝐩𝐨𝐫 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨 𝐥𝐢𝐦𝐢𝐭𝐚𝐝𝐨

ℂ𝕠𝕞 𝔸̂𝕦𝕕𝕚𝕠 🔊

O contingente de 48 polícias vai funcionar como um "balão de oxigénio" durante um mês para travar o caos nas filas. Depois, regressam às suas esquadras, dando lugar a 150 novos agentes que estão agora em formação.

𝐑𝐞𝐧𝐚𝐬𝐜𝐞𝐧𝐜̧𝐚 29.05.2026


Endereço

Avenida Santa Joana Princesa, 2
Lisbon
1700-357

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:30 - 18:00
Terça-feira 09:30 - 18:00
Quarta-feira 09:30 - 18:00
Quinta-feira 09:30 - 18:00
Sexta-feira 09:30 - 18:00

Telefone

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