A Avó Veio Trabalhar

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A Avó veio trabalhar (Grandma Came To Work) is a project of learning, sharing and empowerment wich through traditional workmanship and design, increases our seniors power of intervention in society. A Avó veio trabalhar (Grandmas comes to work) is a project of learning, sharing and empowerment witch through traditional workmanship and design, increases our seniors power of intervention in society.

Há pessoas que passam pela vida. E há pessoas que f**am. A Avó Fernanda ficou e muito! Nasceu em Lisboa, em 1936. A vida...
15/06/2026

Há pessoas que passam pela vida. E há pessoas que f**am. A Avó Fernanda ficou e muito! Nasceu em Lisboa, em 1936. A vida levou-a cedo para Seia, onde conheceu as dificuldades, as perdas e as responsabilidades que chegam demasiado depressa a uma criança. Mas se a vida lhe trouxe dureza, nunca lhe roubou aquilo que a definia: a alegria de viver. Desde pequena que o seu coração batia mais forte pelos bordados, pelas pessoas, pelos encontros e pelas histórias. Nunca foi mulher de f**ar parada.Trabalhou desde muito nova, regressou à capital com coragem na mala e construiu a sua vida com a mesma determinação com que, anos mais tarde, tirou a carta de condução, comprou o seu Mini e percorreu a cidade que tanto amava. Conheceu muita gente. Fez amigos por onde passou. Encantou patrões, colegas, vizinhos e desconhecidos. Nas casas de fado, nas ruas do Bairro Alto, nas vendas da Tupperware, nos cafés, nas conversas demoradas. Era apaixonada por Lisboa, pelo fado e por Amália Rodrigues, cuja voz tantas vezes serviu de banda sonora às suas lágrimas. A Fernanda tinha um talento raro: fazer com que cada pessoa se sentisse especial. Nunca teve filhos, mas tornou-se Avó de muitos, uma verdadeira Avó de coração. Quando chegou à A Avó Veio Trabalhar, em Outubro de 2014, trouxe consigo exactamente aquilo que sempre espalhou por onde passava: amor. Contagiou-nos com a sua boa disposição, com a sua energia inesgotável, com a sua independência, com a sua forma única de olhar para a vida, com o seu tradicional cheiro a lavanda. Fez-nos rir. Fez-nos chorar. Fez-nos companhia. Fez-nos sentir em casa. A Avó Fernanda era daquelas pessoas que nunca chegavam de mãos vazias. Trazia histórias, conversas intermináveis, memórias, afecto e uma vontade imensa de viver. Hoje despedimo-nos dela.

Obrigada por ter sido Avó de tantos netos.
Até sempre, querida Fernanda ❤️

Querido Santo António,a Avó vestiu-se novamente de noiva. E antes que alguém pergunte, não, não se esqueceu da idade que...
12/06/2026

Querido Santo António,
a Avó vestiu-se novamente de noiva. E antes que alguém pergunte, não, não se esqueceu da idade que tem. Sabe-a de cor! Está no seu bilhete de identidade, nas dores das costas, nas fotografias antigas e nos espelhos da casa de banho. O que nunca percebeu foi porque é que a idade havia de impedir uma mulher de sonhar. Todos os anos, por esta altura, Lisboa enche-se de vestidos brancos, de flores e de promessas de futuro. E ainda bem. O amor merece ser celebrado. O que esta Avó não entende é porque continuamos a imaginar o amor sempre com a mesma cara: jovem, lisa, sem rugas e sem história. Talvez seja por isso que continua a vestir-se de noiva. Porque há qualquer coisa de profundamente revelador no espanto que isto provoca. Uma mulher de cabelos brancos num vestido de noiva ainda parece uma provocação. Ainda parece uma excentricidade. Ainda obriga as pessoas a olhar duas vezes. E, no entanto, o que há de tão estranho nisso? Será que o amor desaparece aos 60 anos? Será que a vontade de partilhar a vida com alguém termina aos 70? Será que a ternura, o desejo, a cumplicidade e as borboletas no estômago recebem uma carta de despejo quando uma mulher chega aos 80? Esta Avó acha que não. Acha que o problema não está na idade. Está na forma como aprendemos a olhar para ela. Vivemos rodeados de mensagens que nos dizem para parecer mais novos, agir mais novos, esconder os sinais do tempo. Como se envelhecer fosse um erro a corrigir e não um privilégio a celebrar. Mas a verdade é que a idade não nos tira valor. Acrescenta-nos camadas. Por isso, querido Santo António, esta Avó não lhe pede casamento nem milagres. Pede, apenas, que lhe dê força para que possa criar um mundo onde uma mulher não se torne invisível à medida que envelhece. Um mundo onde possa continuar a ser vista como pessoa inteira: capaz de amar, de desejar, de recomeçar e de sonhar. Com ou sem vestido de noiva. Mas, convenhamos, com vestido de noiva f**a maravilhosa.

Para celebrar o Dia Internacional dos Museus, a vossa Avó do coração foi à Fundação Calouste Gulbenkian mergulhar na exp...
17/05/2026

Para celebrar o Dia Internacional dos Museus, a vossa Avó do coração foi à Fundação Calouste Gulbenkian mergulhar na exposição Arte & Moda — e saiu de lá com muita, mas muita atitude. Inspirada por peças de Balenciaga, de Versace e de Dries Van Noten, nasceram dois dias de oficina onde o bordado antigo ganhou uma nova vida: mais ousada, mais cool e muito fashionista. “Bordado antigo, camisa nova” juntou quase 80 pessoas à volta da mesa para aprender, para experimentar e para transformar camisas em pequenas declarações de estilo. Porque tradição também pode ser tendência. Entre pontos cadeia ou pé de flor, conversas sobre tudo e nada, momentos de silêncio e muita criatividade, ficou provado: o handmade nunca sai de moda.

Especial agradecimento à querida pela oferta das camisas ❤️l

Hoje todas as Avós despedem-se da querida Adelaide — mas não daquilo que ela semeou em todas. Reformada, sim — mas com o...
23/04/2026

Hoje todas as Avós despedem-se da querida Adelaide — mas não daquilo que ela semeou em todas. Reformada, sim — mas com os dias cheios, as mãos sempre ocupadas e o coração ainda mais. Entre trabalhos manuais e conversas demoradas, construía beleza nas pequenas coisas, como quem sabe que é aí que a vida acontece. Trazia Tondela, a sua terra natal, dentro de si, como um lugar que nunca se deixa. As saudades eram parte dela, mas também a forma como amava — profunda, inteira, sem pressa de esquecer. E foi com essa mesma entrega que chegou até à A Avó veio trabalhar: como uma lufada de ar fresco, pronta para viver, para partilhar. Aqui encontrou mais do que um projecto — encontrou casa. E deixou raízes. Amigas para a vida, risos que ainda ecoam, histórias que continuam a ser contadas mesmo agora, em voz mais baixa. Adorava os seus dois netos, de um bom cozido à portuguesa, de cores, muitas, de mãos ocupadas e de dias preenchidos de sentido. Cuidou de si, mas mais dos outros. Gostava, sobretudo, de viver à sua maneira. E viveu. Hoje, o silêncio tem o nome dela.

Obrigada, Avó Adelaide. Por tudo o que foi. Por tudo o que deixa 🩷

22/04/2026

Dizem que quem corre por gosto não cansa — e quem testa produtinhos novos também não! Hoje foi dia de mimos capilares graças à .pt , que trouxe à vossa Avó do coração, as novidades da , a máscara e o revitalizante para cabelos loiros, brancos ou grisalhos. Resultado? Cabelos mais felizes, brilhantes lisos, sem tons amarelados.
Spoiler: há aqui qualquer coisa de mágico nestes produtos… mas a Avó não conta tudo. Vão ter de experimentar 😘

Neurodiversidade? Para vos ser sincera, meus amores, cá a Avó estava a léguas de saber a complexidade do signif**ado da ...
23/03/2026

Neurodiversidade?
Para vos ser sincera, meus amores, cá a Avó estava a léguas de saber a complexidade do signif**ado da palavra. Mas mesmo assim, não recusou o convite vindo da Bélgica e da Holanda, para abraçar um projecto financiado pela Europa Criativa, porque activismo é o nome do meio desta que tanto gosta de vocês. De Lisboa rumou a Manteigas, para conhecer de mais perto a AFACIDASE – Associação de Familiares e Amigos do Cidadão com Dificuldades de Adaptação da Serra da Estrela. Em Cascais bateu à porta do CRID - Centro de Reabilitação e Integração de Deficientes. E foi aqui que a magia aconteceu, ou melhor dizendo, a concretização de um manifesto, mais tarde apelidado de Self Reflection - um espaço de auto-reflexão e de escuta, onde emoções densas, pensamentos fragmentados e silêncios prolongados encontram forma. Procura traduzir aquilo que tantas pessoas neurodivergentes sentem, mas nem sempre conseguem verbalizar num mundo que exige clareza linear e comunicação padronizada. Mais do que um conceito visual, é uma ponte — entre o sentir e o dizer, entre o indivíduo e a sociedade — afirmando que todas as formas de existir, perceber e expressar são válidas. Foram criadas, assim, oito sweatshirts oversize, altamente bordadas com frases que emergiram de todo o processo, tornando visível aquilo que tantas vezes permanece invisível. Ao centrar a representatividade e a integração, este manifesto reivindica um espaço onde ninguém precise adaptar a sua essência para pertencer, mas sim onde a diversidade humana seja reconhecida como força, não excepção.

A Moda Lisboa foi onde aconteceu a primeira mostra. Em Junho, será a segunda, mas desta em Antuérpia.

Inclusively Wired é uma iniciativa dedicada à neurodiversidade, à co-criação e à inovação social.

Fotografia: Tiago Marques
Design gráfico: Filipa Ricardo
Parceiros:

Amorzinhos, a vossa Avó está de coração cheio: recebeu uma oferta especial do movimento  , uma comunidade que nasceu no ...
21/03/2026

Amorzinhos, a vossa Avó está de coração cheio: recebeu uma oferta especial do movimento , uma comunidade que nasceu no final de 2020, quando três amigas decidiram unir forças — e rapidamente juntaram companheiros, familiares, amigos e amigos de amigos e por aí fora— todos com um propósito comum: dar um pouco de si a quem mais precisa. Entre um móvel que promete guardar os seus sonhos; caixas para manter a casa organizada; e um cartão de memória, para continuar a registar momentos como este - a Avó não poderia estar mais feliz e agradece muito, mas muito a todos aqueles que derem um pouco de si. 4unity, obrigada por este gesto e por tudo o que representam ❤️

Fala-se muito de empoderamento feminino. Mas raramente se fala de uma simples verdade: o mundo ainda tem dificuldade em ...
08/03/2026

Fala-se muito de empoderamento feminino. Mas raramente se fala de uma simples verdade: o mundo ainda tem dificuldade em lidar com mulheres mais velhas. Durante anos a vossa Avó do coração ouviu que o seu papel era cuidar dos outros, de trabalhar em silêncio e de não ocupar demasiado espaço. E quando chegou aos 60, muitas vezes, a sociedade deixou de a ver. Mas a verdade é contraditória. As mulheres mais velhas carregam décadas de experiência, de trabalho, de resiliência e de conhecimento que não se aprende em livros. Sabem resolver problemas, sabem cuidar, sabem ensinar, sabem criar. Sabem, acima de tudo, continuar. Ser uma mulher 60+ é carregar uma vida inteira de aprendizagens e ainda assim manter a curiosidade, a vontade de participar e a capacidade de contribuir. É ter histórias para contar, soluções para partilhar e uma perspetiva que só o tempo pode dar. Por isso, todos, mas todos temos que garantir espaço, voz e oportunidades para as mulheres em todas as fases da vida. Porque o valor de uma mulher não diminui com a idade. Hoje a Avó celebra todas as mulheres 🩷

No passado dia 25 de Dezembro, quando o mundo desembrulhava presentes, a Avó desembrulhava uma ausência. A sua máquina f...
19/02/2026

No passado dia 25 de Dezembro, quando o mundo desembrulhava presentes, a Avó desembrulhava uma ausência. A sua máquina fotográf**a foi roubada, mas não roubaram o olhar. A vossa Avó sempre acreditou que a idade não define futuro, que as rugas são mapas e que cada fotografia é um acto de resistência. Ainda assim, naquele dia, o silêncio pesou. E então aconteceu uma coisa bonita: a estendeu a mão. Mais do que uma câmara - Canon EOS R8, devolveu a possibilidade de continuar a contar histórias. De continuar a provar que a criatividade não tem validade. De continuar a disparar sonhos. Agora, a Avó volta a fotografar. Com mais garra. Com mais coragem. Com mais vontade de mostrar ao mundo os conteúdos mais cool de sempre — feitos com experiência, irreverência e zero filtros na atitude. Obrigada, , por acreditarem que o talento não tem idade ❤️

Dia 14 de Fevereiro, às 16h, o Espaço Engawa -  , abre portas para o cortejo de apresentação de «Caravanserá», de  — e v...
13/02/2026

Dia 14 de Fevereiro, às 16h, o Espaço Engawa - , abre portas para o cortejo de apresentação de «Caravanserá», de — e vai ser tudo menos um desfile comum, amorzinhos. Entre a dança e as artes visuais, esta criação nasce em formato de residência aberta: o artista no espaço, o processo à vista, o público dentro da obra. Inspirado na artista carioca Maria José de Figueiredo Ciríaco (1939-2020), “Caravanserá” evoca os antigos portos seguros da Rota da Seda — lugares de descanso, encontro e proteção. Cá a vossa Avó esteve no comando das oficinas de costura (porque não há cortejo sem mãos sábias!) e, como não poderia deixar de ser, também dará o seu corpo à música. Sim, com p***a, textura, e presença. Venham, tragam curiosidade, tragam amigos, tragam vontade para fazer parte 🩷

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