29/04/2026
Ontem participámos na mesa-redonda **“Nascer em Portugal: Entre a urgência médica e a urgência social”**, um debate necessário sobre direitos, nascimento e políticas públicas. Foi um prazer representar a **Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto** e levar para esta conversa aquilo que ouvimos todos os dias de mulheres / pessoas Gravidas das e famílias em Portugal.
Falámos de pedidos de ajuda reais que nos chegam:
📩 mulheres grávidas sem saber onde irão conseguir ter o seu bebé em segurança devido ao fecho ou condicionamento de serviços;
📩 mães que relatam não terem sido ouvidas nas suas escolhas e consentimento e recusa durante o parto;
📩 grávidas sem acesso a exames e ecografias atempados.
Dar voz a estas histórias é essencial, porque por detrás de cada estatística existe uma pessoa, um bebé, uma família.
Deixamos um agradecimento especial aos restantes oradores, cujas intervenções trouxeram conhecimento, rigor e humanidade ao debate: Diogo Ayres-de-Campos, Sónia Pintassilgo, Francisca Soromenho e Amélia Augusto. Quando as diferentes áreas se juntam para pensar os direitos se***is e reprodutivos, ganhamos todas e todos.
Saímos desta conversa com uma certeza reforçada: nascer com dignidade exige investimento público, proteção de direitos e visão de futuro. Precisamos de cuidar, proteger e promover o SNS— porque defender o Serviço Nacional de Saúde é defender mulheres, bebés, famílias e o futuro do país.