A UMAR tem procurado visibilizar a temática da mutilação ge***al feminina/corte dos genitais femininos (MGF/CGF) na sua agenda e nas suas atividades há quase duas décadas, considerando-a uma violação dos direitos humanos e uma forma de violência de género exercida contra as meninas/raparigas/mulheres. O projecto IÁ-IÁ – Informar – Agir – Investir – Alterar insere-se numa linha de continuidade com
o trabalho já desenvolvido na área da MGF/ CGF mas também de sensibilização/prevenção da violência com base no género. O IÁ-IÁ, com data de início a 05.01.2014 e término a 04.01.2016, será implementado no distrito de Setúbal, concretamente nos concelhos de Almada e da Moita. Com este projeto a UMAR pretende executar várias medidas do III Programa de Acção para a Prevenção e Eliminação da Mutilação Ge***al Feminina (III PAPEMGF) 2014-2017. O projecto pretende ter como protagonistas:
- Profissionais de vários sectores (como a saúde; a segurança; o ensino, incluindo o pré-primário e primário; das CPCJ, entre outros);
- Membros das comunidades praticantes residentes nos concelhos de Almada e Moita;
- Discentes.
- Líderes religiosos locais.
- Membros de associações locais de jovens e de associações de pessoas imigrantes ou que trabalham com pessoas imigrantes.
- Sociedade civil. Objectivos do projecto IÁ-IÁ:
- Promover os valores dos direitos humanos, da igualdade, da cidadania e de uma cultura de não-violência.
- Contribuir para a desconstrução e a eliminação dos estereótipos de género vigentes na sociedade rumo à construção de novas feminilidades e masculinidades.
- Aumentar o nível de sensibilização e conhecimento sobre a violência de género, em particular da MGF/CGF.
- Contribuir para a prevenção da violência de género, em particular da MGF/CGF.
- Promover a eliminação de práticas tradicionais nocivas, em particular da MGF/CGF.
- Criar, consolidar e dinamizar respostas locais para situações de MGF/CGF.
- Intensificar a formação e a qualificação de profissionais, que trabalham directa ou indirectamente com comunidades praticantes, sobre práticas tradicionais nefastas, em particular sobre MGF/CGF.
- Promover intervenções específicas junto de meninas/raparigas/mulheres sujeitas à prática ou em risco de o ser.
- Prevenir a revitimização das meninas/raparigas/mulheres sujeitas à prática.