Centro Nacional de Cultura

Centro Nacional de Cultura "É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Por que razão é tão difícil alterar os nossos hábitos de deslocação nas cidades, mesmo quando a infraestrutura já existe...
18/06/2026

Por que razão é tão difícil alterar os nossos hábitos de deslocação nas cidades, mesmo quando a infraestrutura já existe?

No seu artigo "𝐅𝐫𝐢𝐜𝐭𝐢𝐨𝐧 𝐚𝐭 𝐭𝐡𝐞 𝐇𝐮𝐦𝐚𝐧 𝐒𝐜𝐚𝐥𝐞", 𝐅𝐫𝐚𝐧𝐜𝐢𝐬𝐜𝐨 𝐂𝐢𝐩𝐫𝐢𝐚𝐧𝐨 explora o ato de andar de bicicleta em Lisboa como uma experiência profundamente humana, marcada pelo medo, pela aprendizagem gradual, pelo debate moral e por questões de identidade.

Com base numa investigação qualitativa, o autor demonstra que a expansão da infraestrutura ciclável em Lisboa desencadeou tensões culturais mais amplas: Para quem é a cidade? Que formas de vida estão a ser perturbadas? Como podemos estimular uma verdadeira mudança de comportamentos?

O artigo oferece uma reflexão sobre mobilidade, identidade e sobre os factores necessários à transformação da forma como vivemos juntos nas cidades.

👉 Leia o artigo completo e partilhe a sua perspectiva sobre o património cultural e os desafios que as nossas democracias atualmente enfrentam: https://bit.ly/4rH0Cuk

European Heritage Hub Europa Nostra

🌲 O que significa para nós a floresta?Para 𝐔𝐥𝐫𝐢𝐤𝐚 𝐒𝐭𝐞𝐯𝐞𝐧𝐬, as florestas não são apenas paisagens, mas também arquivos vi...
16/06/2026

🌲 O que significa para nós a floresta?

Para 𝐔𝐥𝐫𝐢𝐤𝐚 𝐒𝐭𝐞𝐯𝐞𝐧𝐬, as florestas não são apenas paisagens, mas também arquivos vivos da identidade finlandesa, de memórias de infância e do património cultural. Na sua coluna "𝐒𝐡𝐚𝐥𝐥 𝐰𝐞 𝐠𝐨 𝐭𝐨 𝐭𝐡𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐞𝐬𝐭 𝐚𝐧𝐝 𝐬𝐞𝐞 𝐰𝐡𝐚𝐭 𝐰𝐞 𝐟𝐢𝐧𝐝?", a autora reflete sobre uma iniciativa de levantamento na floresta que reuniu voluntários para explorar a biodiversidade, tradições partilhadas e uma relação profundamente humana com a natureza.

Sabendo que as florestas enfrentam uma pressão crescente devido à urbanização e à industrialização, Ulrika convida-nos a questionar: o que perdemos quando deixamos de aceder a estes espaços?

👉 Leia a coluna completa e partilhe a sua perspetiva sobre o património cultural europeu e os desafios que as nossas democracias atualmente enfrentam: https://bit.ly/4rH0Cuk

European Heritage Hub Europa Nostra

𝑨 𝑽𝑰𝑫𝑨 𝑫𝑶𝑺 𝑳𝑰𝑽𝑹𝑶𝑺, por Guilherme d'Oliveira MartinsIniciam-se as comemorações do primeiro centenário da 𝐑𝐞𝐯𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐏𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧ç𝐚...
15/06/2026

𝑨 𝑽𝑰𝑫𝑨 𝑫𝑶𝑺 𝑳𝑰𝑽𝑹𝑶𝑺, por Guilherme d'Oliveira Martins

Iniciam-se as comemorações do primeiro centenário da 𝐑𝐞𝐯𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐏𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧ç𝐚, fundada em 1927 por José Régio e Branquinho da Fonseca, a que se juntariam João Gaspar Simões e Adolfo Casais Monteiro.

Iniciaremos hoje um conjunto de textos alusivos à importante revista no panorama literário português. Falaremos a começar de Adolfo Casais Monteiro, o último a juntar-se à equipa da “Presença”, em 1938, mas uma das participações mais significativas. Casais Monteiro situa-se na cultura portuguesa sobretudo como crítico e como ensaísta, além de ter sido um extraordinário cultor de outros géneros. E manda a verdade dizer que foi o seu olhar atento e sensível relativamente ao fenómeno poético em geral que lhe permitiu perceber talvez antes de todos o valor da principal poesia portuguesa de meados do século XX, num período especialmente fasto da criação nacional.

Para entender o seu lugar no panorama português é preciso seguir-lhe o percurso, e vê-lo a acompanhar os movimentos fundamentais do século português – desde “A Renascença Portuguesa” até à “Presença”, passando pela premonitória compreensão de Fernando Pessoa e de “Orpheu” e continuando em tudo o que de mais importante se segue. Se é certo que fez parte do grupo portuense da Renascença, depressa pôde libertar-se de qualquer limitação de escola, sobrevoando com excecional mestria o que se ia fazendo para além de constrangimentos de grupos ou amizades. Como diz Carlos Leone: “Sem simplificar o que é complexo (e Pessoa tem uma trajetória única que o leva a todo um outro espaço, que Casais irá procurar), certo é que Casais conhecerá bem, e viverá sentidamente este ar cultural do seu Porto natal, mas não se fixará nele. Nem sequer em Portugal”. (...)

𝐋𝐞𝐢𝐚 𝐨 𝐚𝐫𝐭𝐢𝐠𝐨, 𝐧𝐚 í𝐧𝐭𝐞𝐠𝐫𝐚, 𝐧𝐨 𝐛𝐥𝐨𝐠𝐮𝐞 𝐑𝐚𝐢𝐳 𝐞 𝐔𝐭𝐨𝐩𝐢𝐚 https://raizeutopia.cnc.pt/centenario-da-revista-presenca/

📷 João Gaspar Simões, José Régio e António José Branquinho da Fonseca

📢 [𝐍𝐎𝐕𝐎 𝐏𝐎𝐃𝐂𝐀𝐒𝐓]𝐒𝐢𝐝ó𝐧𝐢𝐨 𝐏𝐚𝐞𝐬, 𝐉𝐨𝐬é 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐀𝐛𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐞 𝐌𝐚𝐫𝐢𝐚 𝐉𝐨𝐬é 𝐍𝐨𝐠𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐏𝐢𝐧𝐭𝐨 - "𝐃𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐓𝐕 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚𝐦𝐨𝐬?", 𝟐𝟎𝟎𝟐Helena Vaz...
12/06/2026

📢 [𝐍𝐎𝐕𝐎 𝐏𝐎𝐃𝐂𝐀𝐒𝐓]
𝐒𝐢𝐝ó𝐧𝐢𝐨 𝐏𝐚𝐞𝐬, 𝐉𝐨𝐬é 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐀𝐛𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐞 𝐌𝐚𝐫𝐢𝐚 𝐉𝐨𝐬é 𝐍𝐨𝐠𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐏𝐢𝐧𝐭𝐨 - "𝐃𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐓𝐕 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚𝐦𝐨𝐬?", 𝟐𝟎𝟎𝟐

Helena Vaz da Silva presidiu à Comissão de Reflexão do Serviço Publico de Televisão e o CNC organizou a conferência “De que TV precisamos?”, que teve lugar no dia 13 de julho de 2002. Nela participaram o sociólogo e filósofo francês Edgar Morin, Guilherme d'Oliveira Martins, Maria José Nogueira Pinto, Carlos Cáceres Monteiro, José Manuel Fernandes e Eduardo Cintra Torres, entre outros. Publicamos as questões colocadas por Sidónio Paes e por José Carlos Abrantes e as respostas de Maria José Nogueira Pinto (em francês).

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🎧 Audio-histórias do Centro Nacional de Cultura

🚶‍♀️🚶‍♂️ Já percorreu os Caminhos de Fátima ou o Caminho de Santiago?A sua experiência pode ajudar a compreender melhor ...
09/06/2026

🚶‍♀️🚶‍♂️ Já percorreu os Caminhos de Fátima ou o Caminho de Santiago?

A sua experiência pode ajudar a compreender melhor as motivações dos peregrinos, a organização dos percursos e o impacto destes itinerários no desenvolvimento das regiões que atravessam.

Convidamo-lo(a) a participar neste estudo académico sobre Turismo Religioso, desenvolvido por uma estudante do Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo (ISCET), no Porto.

📝 Responda ao questionário aqui: https://bit.ly/inquerito-jun2026

A sua participação é importante. Obrigado por contribuir para o conhecimento e valorização dos caminhos de peregrinação.


𝑨 𝑽𝑰𝑫𝑨 𝑫𝑶𝑺 𝑳𝑰𝑽𝑹𝑶𝑺, por Guilherme d'Oliveira MartinsNa 𝐄𝐧𝐜í𝐜𝐥𝐢𝐜𝐚 “𝐌𝐚𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐇𝐮𝐦𝐚𝐧𝐢𝐭𝐚𝐬” o 𝐏𝐚𝐩𝐚 𝐋𝐞ã𝐨 𝐗𝐈𝐕 aborda a questão d...
08/06/2026

𝑨 𝑽𝑰𝑫𝑨 𝑫𝑶𝑺 𝑳𝑰𝑽𝑹𝑶𝑺, por Guilherme d'Oliveira Martins

Na 𝐄𝐧𝐜í𝐜𝐥𝐢𝐜𝐚 “𝐌𝐚𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐇𝐮𝐦𝐚𝐧𝐢𝐭𝐚𝐬” o 𝐏𝐚𝐩𝐚 𝐋𝐞ã𝐨 𝐗𝐈𝐕 aborda a questão da Inteligência Artificial, enquadrando-a na chamada doutrina social da Igreja, num notável documento que constitui uma referência para o mundo contemporâneo.

Estamos perante um apelo muito sério e oportuno à criação de quadros jurídicos robustos, supervisão independente, utilizadores informados e um sistema político que não abdique da sua responsabilidade. A primeira encíclica do novo Papa centra-se, assim, num tema de grande atualidade e preocupação, não deixando de o relacionar com a condenação do número preocupante de guerras que assolam o mundo, lamentando o enfraquecimento das organizações multilaterais e o crecimento exponencial dos lucros da indústria de armamento que são a força motriz que se encontra por detrás dos conflitos sangrentos que povoam o mundo.

De facto, o uso da força da violência e das armas reflete uma grave pobreza nas relações humanas, com consequências desastrosas em especial para as populações civis. Torna-se, pois, fundamental um envolvimento político mais ativo capaz de abrandar o ritmo da conflitalidade quando se verifica a sua aceleração grave e inexorável. O Papa optou por fazer um apelo premente e atualíssimo, no qual a Inteligência Artificial surge como um instrumento disponível com o qual importa saber lidar para garantir o respeito fundamental da dignidade humana e da autonomia individual. (...)

𝐋𝐞𝐢𝐚 𝐨 𝐚𝐫𝐭𝐢𝐠𝐨, 𝐧𝐚 í𝐧𝐭𝐞𝐠𝐫𝐚, 𝐧𝐨 𝐛𝐥𝐨𝐠𝐮𝐞 𝐑𝐚𝐢𝐳 𝐞 𝐔𝐭𝐨𝐩𝐢𝐚 https://raizeutopia.cnc.pt/enciclica-magnifica-humanitas/

A iniciativa 𝐼𝑛 𝑉𝑎𝑟𝑖𝑒𝑡𝑎𝑡𝑒 𝐶𝑜𝑛𝑐𝑜𝑟𝑑𝑖𝑎 do 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐞𝐚𝐧 𝐇𝐞𝐫𝐢𝐭𝐚𝐠𝐞 𝐇𝐮𝐛 publicou os seus primeiros três artigos no âmbito da 𝑂𝑝𝑒𝑛 𝐶...
05/06/2026

A iniciativa 𝐼𝑛 𝑉𝑎𝑟𝑖𝑒𝑡𝑎𝑡𝑒 𝐶𝑜𝑛𝑐𝑜𝑟𝑑𝑖𝑎 do 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐞𝐚𝐧 𝐇𝐞𝐫𝐢𝐭𝐚𝐠𝐞 𝐇𝐮𝐛 publicou os seus primeiros três artigos no âmbito da 𝑂𝑝𝑒𝑛 𝐶𝑎𝑙𝑙 dedicada ao património cultural e aos valores democráticos na Europa.

🌲 Em "𝐒𝐡𝐚𝐥𝐥 𝐰𝐞 𝐠𝐨 𝐭𝐨 𝐭𝐡𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐞𝐬𝐭 𝐚𝐧𝐝 𝐬𝐞𝐞 𝐰𝐡𝐚𝐭 𝐰𝐞 𝐟𝐢𝐧𝐝?", 𝐔𝐥𝐫𝐢𝐤𝐚 𝐒𝐭𝐞𝐯𝐞𝐧𝐬 leva-nos ao interior de uma floresta finlandesa, onde um dia de mapeamento comunitário dá origem a conversas inesperadas com desconhecidos sobre tradições familiares, luto ecológico e o que significa pertencer a uma paisagem.

🚲 No artigo "𝐅𝐫𝐢𝐜𝐭𝐢𝐨𝐧 𝐚𝐭 𝐭𝐡𝐞 𝐇𝐮𝐦𝐚𝐧 𝐒𝐜𝐚𝐥𝐞: 𝐂𝐲𝐜𝐥𝐢𝐧𝐠, 𝐌𝐨𝐫𝐚𝐥 𝐂𝐨𝐧𝐟𝐥𝐢𝐜𝐭 𝐚𝐧𝐝 𝐁𝐞𝐡𝐚𝐯𝐢𝐨𝐫𝐚𝐥 𝐂𝐡𝐚𝐧𝐠𝐞 𝐢𝐧 𝐋𝐢𝐬𝐛𝐨𝐧", 𝐅𝐫𝐚𝐧𝐜𝐢𝐬𝐜𝐨 𝐂𝐢𝐩𝐫𝐢𝐚𝐧𝐨 parte da experiência quotidiana de circular de bicicleta em Lisboa para revelar tensões mais profundas entre tradição, identidade urbana e valores democráticos.

🏛️ Em "𝐖𝐡𝐞𝐧 𝐇𝐞𝐫𝐢𝐭𝐚𝐠𝐞 𝐒𝐭𝐢𝐥𝐥 𝐁𝐫𝐞𝐚𝐭𝐡𝐞𝐬: 𝐖𝐡𝐚𝐭 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐞 𝐂𝐚𝐧 𝐋𝐞𝐚𝐫𝐧 𝐟𝐫𝐨𝐦 𝐭𝐡𝐞 𝐒𝐨𝐮𝐭𝐡𝐞𝐫𝐧 𝐌𝐞𝐝𝐢𝐭𝐞𝐫𝐫𝐚𝐧𝐞𝐚𝐧", 𝐌𝐚𝐫𝐰𝐚𝐧 𝐌𝐚𝐡𝐦𝐨𝐮𝐝 𝐊𝐚𝐦𝐚𝐥 𝐇𝐚𝐦𝐝𝐨𝐮𝐧, procura inspiração no Mediterrâneo do Sul, onde diz tratar-se o património como algo vivo, capaz de dar sentido a lugares, à adversidade, à memória e à mudança.

👉 Leia os textos completos https://www.europeanheritagehub.eu/in-varietate-concordia/columns/?fbclid=IwY2xjawSPoVhleHRuA2FlbQIxMABicmlkETBCUDJFd20zSkphc09QWEdWc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHhAQqcOWJfU-N3b4Qu1J4edPUckgo4We6D7HkmBztWhY2qawT04InS3_oaUw_aem_YWdncwAlZez1kudqWcjoocWl8lHr&brid=YWdncwFvAaF17woQTTcORlg4O1oQ

A 𝑂𝑝𝑒𝑛 𝐶𝑎𝑙𝑙 da iniciativa permanece ativa! Quer partilhar a sua perspetiva sobre o património cultural europeu e os desafios que as nossas democracias atualmente enfrentam? Consulte as normas de submissão e submeta a sua coluna aqui: https://bit.ly/4rH0Cuk

European Heritage Hub Europa Nostra

📢 [𝐍𝐎𝐕𝐎 𝐏𝐎𝐃𝐂𝐀𝐒𝐓]𝐆𝐮𝐢𝐥𝐡𝐞𝐫𝐦𝐞 𝐝'𝐎𝐥𝐢𝐯𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐌𝐚𝐫𝐭𝐢𝐧𝐬 𝐞 𝐄𝐝𝐠𝐚𝐫 𝐌𝐨𝐫𝐢𝐧 - "𝐃𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐥𝐞𝐯𝐢𝐬ã𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚𝐦𝐨𝐬?", 𝟐𝟎𝟎𝟐 Helena Vaz da Silva pr...
05/06/2026

📢 [𝐍𝐎𝐕𝐎 𝐏𝐎𝐃𝐂𝐀𝐒𝐓]
𝐆𝐮𝐢𝐥𝐡𝐞𝐫𝐦𝐞 𝐝'𝐎𝐥𝐢𝐯𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐌𝐚𝐫𝐭𝐢𝐧𝐬 𝐞 𝐄𝐝𝐠𝐚𝐫 𝐌𝐨𝐫𝐢𝐧 - "𝐃𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐥𝐞𝐯𝐢𝐬ã𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚𝐦𝐨𝐬?", 𝟐𝟎𝟎𝟐

Helena Vaz da Silva presidiu à Comissão de Reflexão do Serviço Publico de Televisão e o CNC organizou a conferência “𝐃𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐓𝐕 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚𝐦𝐨𝐬”, que teve lugar no dia 13 de julho de 2002. Nela participaram o sociólogo e filósofo francês Edgar Morin, Guilherme d'Oliveira Martins, Maria José Nogueira Pinto, Carlos Cáceres Monteiro, José Manuel Fernandes e Eduardo Cintra Torres, entre outros.

Nesta semana em que Edgar Morin nos deixou, publicamos as notas de 𝐆𝐮𝐢𝐥𝐡𝐞𝐫𝐦𝐞 𝐝'𝐎𝐥𝐢𝐯𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐌𝐚𝐫𝐭𝐢𝐧𝐬 e a resposta de 𝐄𝐝𝐠𝐚𝐫 𝐌𝐨𝐫𝐢𝐧 a Eduardo Cintra Torres (em francês).

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🎧 Audio-histórias do Centro Nacional de Cultura

𝑨 𝑽𝑰𝑫𝑨 𝑫𝑶𝑺 𝑳𝑰𝑽𝑹𝑶𝑺, por Guilherme d'Oliveira Martins𝐄𝐝𝐠𝐚𝐫 𝐌𝐨𝐫𝐢𝐧 (𝟏𝟗𝟐𝟏-𝟐𝟎𝟐𝟔) foi uma referência fundamental para o Centro ...
01/06/2026

𝑨 𝑽𝑰𝑫𝑨 𝑫𝑶𝑺 𝑳𝑰𝑽𝑹𝑶𝑺, por Guilherme d'Oliveira Martins

𝐄𝐝𝐠𝐚𝐫 𝐌𝐨𝐫𝐢𝐧 (𝟏𝟗𝟐𝟏-𝟐𝟎𝟐𝟔) foi uma referência fundamental para o Centro Nacional de Cultura. Assinalamos hoje uma relação de mais de sessenta anos que marcou a nossa vida intelectual.

«Tudo começou com “O Tempo e o Modo”, na relação de António Alçada com Jean Marie Domenach, então diretor da revista Esprit. Em Paris foi apresentado a Edgar Morin, figura respeitadíssima do pensamento europeu. A conversa foi um “coup de foudre”. A amizade tornou-se sentida e profunda. Houve um fascínio evidente pela personalidade e pelas ideias de Morin. A partir daí o pensador passou a acompanhar o caso português como processo de sementeira de ideias e de diálogo cultural. Reconhecerá mais tarde que a influência de “O Tempo e o Modo” entre os jovens milicianos em África tornou-se fundamental. As ideias de diálogo, de complexidade, de pluralismo vingaram. Ernesto Melo Antunes ou António Lobo Antunes são bons exemplos de leitores desse tempo. Este é um ponto que não tem sido muito referido e que Edgar Morin considerou sempre muito importante na Revolução portuguesa.

Alçada apresentou Edgar Morin a Mário Soares e foi outra amizade que ficará para sempre. Trata-se de um caso muito especial de construção da democracia – a revolução, o compromisso do MFA de implantar instituições civis, o compromisso assumido pelos partidos e pela sociedade, o primado da liberdade. Com Helena Vaz da Silva será referência fundamental na revista “Raiz e Utopia”. “O Esplendor das Amizades” foi um título dado por Edgar Morin, que não desejou partir antes de fazer esta homenagem. (...)

𝐋𝐞𝐢𝐚 𝐨 𝐚𝐫𝐭𝐢𝐠𝐨, 𝐧𝐚 í𝐧𝐭𝐞𝐠𝐫𝐚, 𝐧𝐨 𝐛𝐥𝐨𝐠𝐮𝐞 𝐑𝐚𝐢𝐳 𝐞 𝐔𝐭𝐨𝐩𝐢𝐚 https://raizeutopia.cnc.pt/edgar-morin-1921-2026/

🖤 𝐄𝐝𝐠𝐚𝐫 𝐌𝐨𝐫𝐢𝐧 (𝟏𝟗𝟐𝟏-𝟐𝟎𝟐𝟔)É com grande desgosto que o Centro Nacional de Cultura participa o falecimento do seu sócio dec...
30/05/2026

🖤 𝐄𝐝𝐠𝐚𝐫 𝐌𝐨𝐫𝐢𝐧 (𝟏𝟗𝟐𝟏-𝟐𝟎𝟐𝟔)

É com grande desgosto que o Centro Nacional de Cultura participa o falecimento do seu sócio decano Edgar Morin, homenageando a sua memória, muito gratos por tudo quanto dele recebemos ao longo de mais de sessenta anos.

Publicamos a nota recebida esta manhã de sua viúva Sabah Abouessalam: “É com profunda dor que anuncio a morte de Edgar Morin ocorrida sexta-feira dia 29 de maio no seu 105º ano de vida. Um dos últimos grandes resistentes, humanista, pensador e escritor infatigável, Edgar Morin foi para muitos uma consciência livre, uma voz singular, um mestre e uma presença luminosa em tempos obscuros. Consagrou o seu tempo a esclarecer o mundo pela sua reflexão, transmitindo o seu saber na defesa sem descanso dos valores humanos e das causas que lhe eram caras. Autor de uma obra abundante, marcou várias gerações pelo seu compromisso intelectual, pela sua confiança nas forças do espírito e pelo diálogo constante com o seu tempo. Até aos últimos diias manteve-se atento aos outros e aos grandes desafios humanos que alimentaram o seu pensamento. Hoje o vazio que deixa é imenso, mas a sua coragem, a sua fidelidade aos seres e às ideias, a sua exigencia moral e a sua esperança continuam a acompanhar-nos. A sua obra continua viva, aberta ao diálogo e mais do que nunca necessária num mundo em busca de sentido e humanidade. Esta continuará a acompanhar aqueles e aquelas que trabalham por uma sociedade mais consciente, mais justa e mais humana. A sua família agradece a todas e todos que o acompanharam, apoiaram e amaram ao longo de uma existência excecional”.

Edgar Morin nasceu em 1921, foi membro, durante a Resistência e no pós-guerra, do Partido Comunista Francês, do qual foi expulso por discordar da orientação oficial. Morin acredita que é necessário efetuar uma “revolução”, tendo presente a ideia de totalidade e complexidade. Propôs, como alternativa, o conceito de “totalidade aberta” e de “um pensamento planetário”, assentes na permanente revisão e crítica dos princípios orientadores, evitando os dogmas e o pensamento único. No domínio da pesquisa epistemológica, a perspetiva de Morin traduz uma grande inovação. A sua reflexão nesta área incide sobre o panorama da ciência contemporânea que se apresenta como um “mosaico” de diversas disciplinas em diálogo entre si. Tal conduz à necessidade de encontrar um novo método, que repense a tradição científica ocidental. Partindo do desenvolvimento das diversas ciências, especialmente da física, da biologia, da cibernética e da ecologia, Morin transmite a ideia de “complexidade”, que caracteriza todas as esferas da atividade humana, desde o mundo físico e natural até ao universo das sociedades humanas. Estas realidades (física e social), têm de ser pensadas de uma forma dinâmica e intercomunicativa: o natural não ser entendido desligado do social e vice-versa, e o todo das partes que o compõem, também perspetivados numa lógica de reciprocidade.

Edgar Morin visou ultrapassar a visão reducionista e simplista do Homem e do Mundo, que domina um pensamento empobrecido. Pelo contrário, há sete pilares fundamentais que considera cruciais no mundo contemporâneo: prevenção do conhecimento contra o erro e a ilusão; ensino de métodos que permitam ver o contexto e o conjunto, em lugar do conhecimento fragmentado; reconhecimento do elo indissolúvel entre unidade e diversidade da condição humana; aprendizagem de uma identidade planetária, considerando a humanidade como comunidade de destino; exigência de apontar o inesperado e o incerto como marcas do nosso tempo; educação para a compreensão mútua entre as pessoas, de pertenças e culturas diferentes; e desenvolvimento de uma ética do género humano, de acordo com uma cidadania inclusiva.

A sua última obra “O Esplendor das Amizades” (Gradiva, 2025) homenageia Portugal, a democracia portuguesa o seu grande amigo António Alçada Baptista.


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