Tem em si o facho do Fogo da descoberta e do renascimento, herdado do fogo Primevo, presentes nos povos Ibéricos, herdeiros da linhagem atlante e guardiões dos Pomos do conhecimento. Esta península ou Jardim das Hespérides, já tinha sido descrita no diálogo “Crítias” de Platão, quando localiza a Atlântida para lá das Colunas de Hércules, a atual Gibraltar! A primeira mistura de sangue entre as cas
as de Borgonha e as casas monárquicas peninsulares deu-se no extremo Ocidental da península nos Condados Portucalense e na Galiza, com a vinda dos Condes Dom Henrique e Dom Raimundo nos anos situados entre 1090 a 1095. A fase de concepção destes dois Reinos começa com o Ciclo astrológico da conjunção de Úrano/Plutão no signo de Áries e Neptuno em Caranguejo na década de 1090! Os planetas transpessoais do nosso Sistema Solar representam o ponteiro dos anos que servem para marcar os Ciclos maiores presentes na dinâmica da História ao ritmo do Cosmo! O nascimento da monarquia Afonsina ou Reino de Portucale veio a se afirmar ao longo da década de 1130-1140, que corresponde ao período em que se dá a grande conjunção de Úrano/Neptuno em Balança, um ciclo total de mais ou menos 175 anos que marca cada uma das 12 fases quando dividimos uma sub-Era de 2160 anos. Em 1139 temos a Batalha de Ourique no dia de aniversário de Dom Afonso Henriques! – este é aclamado Rei antes da batalha e o sonho, o mito e a lenda, vão-se transformando em realidade ao longo do tempo! O milagre cumpria-se, Henrique constelava a energia do 515 de Portugal! A partir daqui o primeiro Reino e único na Península a manter-se como reino autónomo e independente até 1910 foi o Reino de Portugal. O primeiro Reino na península e na Europa a definir e a manter as suas fronteiras quase inalteradas ao longo do tempo foi o reino português nomeadamente, a partir do tratado de Alcanizes no reinado de Dom Dinis. A memória do Lusitano-Prometeu é o que nos resta depois da traição a Viriato e a Sertório pelos mercados financeiros da época, neste caso, a venda de pessoas e bens ao Império Romano; mais tarde, temos também a assinalar mais duas quedas fundamentais no reino português: a traição de Dom João II à casa de Avis e à Ordem de Cristo; e a traição de Dom Manuel I e Dom João III com a entrega do património luso à estrangeira Inquisição… Com Dom Sebastião temos profecias, mistérios e alguns embustes por desvendar…! Mas a profecia que nos deixou o Encoberto nas palavras do nosso Sapateiro de Trancoso é que no final dos Tempos o Reino e a Republica apareceriam de novo sob a égide do V – a Vitória do 5º selada em Ourique - “Quando virás ao Encoberto, Sonho das Eras Português, Tornar-me mais que o sopro incerto De um grande anseio que Deus fez?”
Mensagem, Fernando Pessoa
Lua Nova de Caranguejo, dia de São João, 24 de Junho 2017
(L. A.)
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Prometheus foi um dos Titãs, filho de Iapetus (também uma Titan) e Clymene, um Oceanid. Seus irmãos eram Epimetheus, o Atlas e Menoetius. O nome deriva da palavra grega que significa “premeditação”. Prometheus é um titã da mitologia grega, mais conhecido como o benfeitor que trouxe o fogo para a humanidade. A figura trágica e rebelde de Prometheus, símbolo da humanidade, constitui um dos mitos gregos mais presentes na cultura ocidental. Filho de Jápeto e Clímene – ou da nereida Ásia ou ainda de Têrmis, irmã de Cronos, segundo outras versões – Prometeu pertencia à estirpe dos Titãs, descendentes de Urano e Gaia e inimigos dos deuses olímpicos. O poeta Hesíodo relatou, em sua Teogonia, como Prometheus roubou o fogo escondido no Olimpo para entregá-lo aos homens. Fez do limo da terra um homem e roubou uma fagulha do fogo divino a fim de dar-lhe vida. Para castigá-lo, Zeus enviou-lhe a bonita Pandora, portadora de uma caixa que, ao ser aberta, espalharia todos os males sobre a Terra. Como Prometheus resistiu aos encantos da mensageira, Zeus o acorrentou a um penhasco, onde uma águia devorava diariamente seu fígado, que se reconstituía. Lendas posteriores narram como Hércules matou a águia e libertou Prometheus. Na Grécia, havia altares consagrados ao culto a Prometheus, sobretudo em Atenas. Nas lampadofórias (festas das lâmpadas), reverenciavam-se ao mesmo tempo Prometheus, que roubara o fogo do céu, Hefesto, deus do fogo, e Atena, que tinha ensinado o homem a fazer o óleo de oliveira. A tragédia Prometeu acorrentado, de Ésquilo, foi a primeira a apresentá-lo como um rebelde contra a injustiça e a onipotência divina, imagem particularmente apreciada pelos poetas românticos, que viram nele a encarnação da liberdade humana, que leva o homem a enfrentar com orgulho seu destino. Prometheus significa etimologicamente “o que é previdente”. O mito, além de sua repercussão literária e artística, tem também ressonância profunda entre os pensadores. Simbolizaria o homem que, para beneficiar a humanidade, enfrenta o suplício inexorável; a grande luta das conquistas civilizadoras e da propagação de seus benefícios à custa de sacrifício e sofrimento.
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