26/08/2026
Na mais recente edição do Boletim do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Alfredo Soares, Assistente Graduado de Urologia, analisa o percurso de valorização dos médicos civis do Hospital das Forças Armadas (HFAR) e o papel da Saúde Militar enquanto componente estratégica da Defesa Nacional.
No artigo, o autor recorda as desigualdades que afetaram estes profissionais durante vários anos e destaca o trabalho desenvolvido pelo SIM na defesa das suas carreiras, desde a negociação do Acordo Coletivo de Empregador Público, em 2019, ao alargamento da dedicação plena aos médicos do Sistema de Saúde Militar em 2025 e ao recente acordo, de abril de 2026, para promover a evolução da carreira dos médicos do HFAR.
Sobre os resultados alcançados, Alfredo Soares sublinha que “estas medidas não representam apenas uma vitória sindical. Constituem também um investimento direto na qualidade dos cuidados prestados aos militares, antigos combatentes e respetivas famílias, contribuindo para reforçar a capacidade operacional das Forças Armadas e a prontidão do Sistema de Saúde Militar.”
Como afirmou o Ministro da Defesa Nacional durante a cerimónia realizada no Salão Nobre do Ministério da Defesa, em Lisboa: “Vamos dar resposta a problemas que, incompreensivelmente, afetavam há muitos e muitos anos os profissionais de saúde do HFAR. Não tinham resposta, mas passaram a ter, em várias dimensões. Corrigimos uma injustiça antiga ao assegurar a regularização das progressões na carreira médica, incluindo a progressão automática para Assistente Graduado com a aquisição do grau de consultor. Ao mesmo tempo, viabilizamos finalmente o primeiro concurso em mais de duas décadas para a categoria de Assistente Graduado Sénior, retomando uma periodicidade que devolve previsibilidade, justiça e dignidade a estas carreiras.”
Este acordo histórico prevê ainda a abertura de 40 vagas para Assistente Graduado Sénior, das quais 26 já durante o presente ano, bem como 100 vagas para Assistente Graduado, incluindo 49 já em 2026, permitindo corrigir bloqueios acumulados ao longo de décadas e restabelecer um percurso profissional digno e motivador para os médicos do HFAR.
Apesar dos avanços, o autor alerta para os desafios que permanecem na valorização das carreiras, atração e retenção de profissionais, capacidade formativa, modernização tecnológica e renovação geracional.
Leia o artigo completo em ➡️ https://simedicos.pt/storage/newspapers/boletim-137-site.pdf.