Rotas Vermelhas

Rotas Vermelhas Organizamos viagens turísticas mas que não são cegas à realidade política e social das terras que visitamos.

Tomamos partido ao lado dos explorados contra os exploradores, ao lado dos povos em luta contra o imperialismo e pelo Socialismo.

A nossa viagem ao Vietname terminou na cidade de Ho Chi Min, onde o legado da revolução e a luta contra o imperialismo A...
14/05/2026

A nossa viagem ao Vietname terminou na cidade de Ho Chi Min, onde o legado da revolução e a luta contra o imperialismo Americano é bem visível. Começámos por visitar vários pontos importantes como o Palácio da Reunificação, Museu de Ho Chi Min, Central dos Correios e a Ópera. Fizemos uma excursão aos impressionantes túneis de Cu Chi, onde aprendemos sobre a valente luta de guerrilha do povo Vietnamita. Por fim, visitámos o Museu dos Vestígios de Guerra, onde a brutalidade da intervenção Americana é posta à frente dos nossos olhos. Estamos gratos por esta viagem inesquecível, cheia de luta, bonitas paisagens e um belo povo que nos recebeu tão bem.

A viagem das Rotas Vermelhas ao País Basco passou por Vitoria-Gasteiz, numa visita marcada pela memória da luta operária...
12/05/2026

A viagem das Rotas Vermelhas ao País Basco passou por Vitoria-Gasteiz, numa visita marcada pela memória da luta operária e democrática.

Percorremos vários memoriais dedicados às vítimas do Massacre de 3 de Março de 1976, junto à antiga Igreja de San Francisco de Asís, no bairro de Zaramaga, onde trabalhadores em greve foram brutalmente reprimidos pela polícia poucos meses após a morte de Franco.

A visita foi acompanhada por membros da associação Memoria OSOA (www.memoriaosoa.eus), que nos deram a conhecer a história do massacre, os acontecimentos da greve operária e o trabalho que continuam a desenvolver em defesa da memória histórica, da verdade e da justiça para as vítimas da repressão franquista e da violência da transição espanhola.

O testemunho e a persistência desta associação mostram como a memória continua a ser uma forma de resistência e como muitas conquistas democráticas e laborais nasceram da organização popular e da luta colectiva.

Uma visita essencial para compreender como, no País Basco, a luta operária, a resistência antifascista e a reivindicação da autodeterminação estiveram profundamente ligadas.

Tivemos mais duas jornadas de trabalho, uma delas dedicadas a duas datas importantes, o 9 Maio, dia da Vitória contra  o...
12/05/2026

Tivemos mais duas jornadas de trabalho, uma delas dedicadas a duas datas importantes, o 9 Maio, dia da Vitória contra o n**i-fascismo, e o 10 de Maio, o dia da mãe em Cuba. Assistimos a uma palestra subordinada ao tema "Plano contra plano: lições de Marti e Fidel para o anti-imperialismo de século XXI" que, como todas as palestras que tivemos, suscitou intervenções de muitos brigadistas, sobretudo jovens, que constituíram a maior parte dos participantes das delegações dos EUA, Canadá, Alemanha, México, Reino Unido e Irlanda.

Após a sessão de encerramento da Brigada, teve lugar a noite internacional em que as várias delegações mostraram um pouco da sua cultura cantando, declamando e oferecendo petiscos, doces ou bebidas dos seus países.

O último dia foi passado a conhecer um pouco mais da bela cidade de Havana. Viva Cuba!

A viagem das Rotas Vermelhas pelo País Basco continuou hoje pelas ruas do Casco Viejo de Bilbau, marcadas pela forte ide...
10/05/2026

A viagem das Rotas Vermelhas pelo País Basco continuou hoje pelas ruas do Casco Viejo de Bilbau, marcadas pela forte identidade cultural e política Basca. Entre murais, cartazes, bandeiras e herriko, tabernas tradicionais, percebe-se como a memória das lutas sociais, antifascistas e pela autodeterminação continua viva no quotidiano. Mais do que espaços de convívio, muitas destas tabernas foram historicamente locais de encontro, organização popular e afirmação da cultura basca.

Em Guernika visitámos o mural réplica da obra de Pablo Picasso, símbolo universal da denúncia da guerra e da violência fascista, recordando o bombardeamento de 1937, levado a cabo pela aviação n**i ao serviço do franquismo.

Passámos também pela Casa das Juntas, onde se encontra o histórico carvalho de Guernika, símbolo das antigas liberdades e instituições bascas, “O povo mais feliz é aquele que se governa pelas suas próprias leis”.

No regresso a Bilbau ainda passámos por Otxarkoaga, bairro operário que conserva o monumento com Marx e Lenine, originalmente colocado junto à antiga embaixada soviética e posteriormente transferido para Bilbao. Um símbolo que recorda a forte tradição operária, sindical e de esquerda que marcou profundamente a história social e política do País Basco.

A viagem das Rotas Vermelhas ao País Basco começou hoje em Portugalete,  passando pela histórica Ponte da Biscaia, símbo...
09/05/2026

A viagem das Rotas Vermelhas ao País Basco começou hoje em Portugalete, passando pela histórica Ponte da Biscaia, símbolo da industrialização que transformou Bilbau e toda a região basca no século XIX.

Ao longo do dia percorremos ainda o bairro operário de Getxo, passámos junto ao estádio do Athletic Club, clube profundamente ligado à identidade basca, e atravessámos a antiga zona industrial e portuária, hoje marcada pela reconversão urbana simbolizada pelo Museu Guggenheim Bilbao.

Terminámos com a subida no funicular ao Monte Artxanda, de onde se percebe melhor a história desta cidade: o rio, as fábricas, os bairros operários e a transformação de Bilbau numa cidade global.

Uma viagem para compreender como no País Basco se cruzam memória, luta operária, identidade cultural e reivindicação de autodeterminação.

Saímos de Hue de volta ao comboio, com as belas paisagens da costa Vietnamita em direção à cidade de Hoin An, património...
09/05/2026

Saímos de Hue de volta ao comboio, com as belas paisagens da costa Vietnamita em direção à cidade de Hoin An, património da UNESCO, repleta de comércio e animação nas ruas. Visitámos o Santuário de My Son, onde aprendemos sobre o povo Cham que aí habitava e a sua prática religiosa.

Aproveitámos o resto dos dias para descansar nas praias sem fim, com boa comida e disposição.

De novo a caminho de Havana, fizemos mais uma breve visita a Matanzas. A primeira paragem foi na Praça da Independência,...
07/05/2026

De novo a caminho de Havana, fizemos mais uma breve visita a Matanzas. A primeira paragem foi na Praça da Independência, onde está situado o Museu dos Bombeiros. Na Sala 5 de Agosto são homenageados os 17 bombeiros que morreram no combate ao maior incêndio da história de Cuba, o de um depósito de combustível no terminal petrolífero de Matanzas em Agosto de 2022. O incêndio, provocado por um raio, durou 6 dias e foi combatido por bombeiros de todo o país, Venezuela e México.

A segunda visita foi ao Castillo de San Severino, uma fortaleza ameada construída no século XVII para defesa da cidade e do porto, e que foi posteriormente prisão militar onde estiveram encarcerados lutadores pela liberdade, tanto no período anterior à independência, como antes da Revolução. Actualmente, é o Museu Nacional da Rota dos Escravos, que faz parte do projecto da UNESCO "Rotas dos Povos Escravizados: Resistência, Liberdade e Património". Este Museu, eminentemente denunciador dos horrores da escravatura, mostra também a influência africana na arte, religião e música de Cuba.

Após uma acção solidária de limpeza da praia - apanha de algas, colocando-as em montículos para serem recolhidas por tra...
06/05/2026

Após uma acção solidária de limpeza da praia - apanha de algas, colocando-as em montículos para serem recolhidas por tractores - foi um dia para desfrutarmos da magnífica praia de Varadero, uma praia de fina areia branca, limpidas águas cálidas azul-turqueza e ondas suaves.

Deixámos temporariamente Havana e rumámos em direcção a Matanzas, capital da província homónima e cidade a que foi atrib...
04/05/2026

Deixámos temporariamente Havana e rumámos em direcção a Matanzas, capital da província homónima e cidade a que foi atribuído, no século XIX, o nome de Atenas de Cuba devido ao seu pujante ambiente, quer nas letras e artes, quer na educação e ciência. Ela é também conhecida como a Cidade das Pontes - tem 17 pontes que cruzam os 3 rios que atravessam a cidade. Depois de sermos recebidos pela delegada provincial do ICAP, foi depositado pela Brigada 1 de Maio um arranjo floral aos pés da estátua de José Martí, o poeta e Herói da Independência de Cuba cuja ideologia foi uma força motriz da Revolução Cubana.

E como em Cuba não há evento que não tenha música, cantaram e dançaram para nós vários grupos de jovens.
Visitámos ainda o Museu Farmacêutico de Matanzas. Este Museu foi uma farmácia construída ao estilo francês por Ernesto Triolet e inaugurada em 1882, tendo sido a primeira do seu género na América Latina, e é a única no mundo que permaneceu inalterada até hoje. Funcionou como farmácia até Janeiro de 1964, tendo sido tranformada em museu em 1 de Maio do mesmo ano. O museu foi declarado Monumento Nacional em 2007 e incorporado no Registo Regional da Memória do Mundo da UNESCO para a América Latina e o Caribe em 2025.

A seguir a Hanoi foi tempo de entrar no comboio que atravessa o Vietname e absorver as paisagens na longa viagem para Hu...
04/05/2026

A seguir a Hanoi foi tempo de entrar no comboio que atravessa o Vietname e absorver as paisagens na longa viagem para Hue. Nesta cidade costeira começámos por visitar o Museu de Ho Chi Mi e a casa onde a sua família viveu durante 6 anos.

Seguimos para uma pequena parte da cidade conhecida pelo incenso que aqui se produz e acabámos o dia na praia Thuan An, para aproveitar o marisco e fugir ao calor. No segundo dia visitámos a icónica Cidade Imperial, um complexo enorme cheio de relíquias da Monarquia Vietnamita, terminando o dia no mercado de D**g Ba.

O Encontro Internacional de Solidariedade com  Cuba foi outro evento memorável. Contando com a presença do presidente do...
03/05/2026

O Encontro Internacional de Solidariedade com Cuba foi outro evento memorável. Contando com a presença do presidente do ICAP - Instituto Cubano de Amizade com os Povos - e do Presidente Díaz-Canel entre outras individualidades, nele participaram cerca de 800 cidadãos estrangeiros integrados em 158 delegações oriundas de 36 países, incluindo os EUA, Canadá, Austrália, Reino Unido, Alemanha e República da África do Sul. Os emotivos depoimentos de vários chefes de delegações estrangeiras reiteraram a sua firme condenação do criminoso e asfixiante bloqueio declarado pelos EUA ao país mais solidário do mundo, e o seu empenho em prosseguir e incrementar as campanhas de solidariedade, reafirmando que Cuba não está só.
A tarde livre foi aproveitada para passear por Havana Velha, com as suas praças e avenidas largas, e belos edifícios. Não faltou um mojito na Bodeguita del Médio, um dos lugares preferidos de Hemingway.

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Lisbon

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