10/10/2026
A saúde mental está hoje no centro das preocupações em matéria de saúde, mas também de campos como o bem estar, o emprego, a habitação, da vida social e comunitária. A saúde mental apresenta-se, pois, como uma das questões cruciais para as politicas publicas contemporâneas.
Em toda a Europa, os crescentes níveis de ansiedade, depressão, comportamentos aditivos e risco de suicídio, em particular entre os mais jovens, evidenciam a necessidade urgente de respostas sistémicas e intersectoriais. A saúde mental é profundamente influenciada pelos determinantes sociais da saúde (DSS), nomeadamente as condições socioeconómicas, a educação, o emprego, a habitação, as redes de apoio social e o acesso a serviços de saúde. A exposição desigual a estes fatores pode gerar ou agravar situações de sofrimento, contribuindo para as desigualdades em saúde mental. Estes riscos diferem também em função do género, da interação entre diferentes fatores de vulnerabilidade e das distintas formas de expressão do sofrimento e de procura de apoio. Neste sentido, responder aos desafios da saúde mental implica uma abordagem integrada, sensível ao género e aos determinantes sociais da saúde, que articule diferentes setores de intervenção e políticas públicas, com vista à prevenção, à promoção do bem-estar psicológico e à redução das desigualdades em saúde.
Reconhece-se hoje que, na União Europeia, ainda se mantêm abordagens fragmentadas, reativas e sobremedicalizadas. Neste contexto, os/as assistentes sociais desempenham um papel fundamental, mobilizando o seu conhecimento sobre as realidades sociais, a sua intervenção de proximidade e a sua capacidade de articulação entre pessoas, comunidades, serviços e políticas públicas, contribuindo para a prevenção do, a promoção do bem-estar e a redução das desigualdades em saúde mental.
Importa optar por soluções que coloquem a prevenção, os cuidados, a equidade e a coesão social no centro das políticas publicas. É importante agir com urgência e visão para a implementação de medidas integradas e de âmbito alargado em contexto de estratégias de saúde mental e bem estar, com base em conhecimento, governação coordenada e nas realidades vividas pelos cidadãos.
A OAS defende que a saúde mental é um requisito para termos sociedades mais participativas, fortalecidas e justas.
Imagem: © World Health Organization (WHO)