31/08/2026
🇵🇹 CERCO DE ALMEIDA 2026.
Chegou ao fim mais uma edição da Recriação Histórica do Cerco de Almeida, um fim de semana em que a nossa Praça-Forte voltou a recuar mais de dois séculos para recordar um dos episódios mais marcantes da Terceira Invasão Francesa de Portugal.
Durante três dias, recriadores militares e civis, portugueses e estrangeiros, deram vida às ruas, praças, baluartes e fossos da Fortaleza de Almeida, proporcionando ao numeroso público presente uma verdadeira viagem ao ano de 1810.
Na sexta-feira, o Baile Oitocentista, no Picadeiro d’El Rey, recriou os ambientes sociais de outros tempos, juntando música, dança, trajes e personagens de época num dos momentos mais singulares desta edição.
No sábado, a fortaleza preparou-se para um dos momentos mais aguardados: a Batalha Noturna.
Sob a escuridão, o som dos mosquetes e da artilharia voltou a ecoar entre as muralhas, numa recriação que procurou transmitir a dimensão e a intensidade dos acontecimentos militares vividos em Almeida durante o cerco francês de agosto de 1810.
O domingo ficou igualmente marcado pelas cerimónias realizadas com a presença do Exército Português, reforçando a ligação entre a memória histórica que evocamos e a Instituição Militar herdeira daqueles que, há mais de dois séculos, combateram pela defesa de Portugal.
Ao longo de todo o fim de semana, muitas outras atividades ajudaram a construir o ambiente histórico do evento: o Mercado Oitocentista, os acampamentos militares, formaturas e desfiles, cerimónias de hastear e arriar das bandeiras, animação histórica, demonstrações, momentos de convívio entre recriadores e público e diferentes iniciativas que encheram de vida o interior da fortaleza.
Mas o Cerco de Almeida é muito mais do que espetáculo.
É memória.
É património.
É História viva.
É uma forma de transmitir às novas gerações aquilo que aconteceu neste território e de prestar homenagem aos homens e mulheres que viveram aqueles dias dramáticos de agosto de 1810.
O Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida — GRHMA agradece profundamente a presença de todo o público que, uma vez mais, nos acompanhou e deu sentido a este evento.
O nosso reconhecimento a todos os grupos de Recriação Histórica nacionais e estrangeiros que se deslocaram até Almeida e que, com dedicação, conhecimento e espírito de camaradagem, contribuíram para dignificar esta evocação histórica.
O nosso agradecimento ao Exército Português, ao Município de Almeida, ao Turismo de Portugal, à Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e à Associação Napoleónica Portuguesa pelo apoio, colaboração e presença numa iniciativa que continua a afirmar Almeida enquanto território incontornável da memória das Guerras Peninsulares.
E, naturalmente, uma palavra muito especial para todos os camaradas militares e civis do GRHMA.
Por detrás de cada uniforme, de cada momento de recriação, de cada cerimónia e de cada atividade existem muitas horas de preparação, disponibilidade, esforço, dedicação e paixão pela História.
Foi esse compromisso coletivo que permitiu proporcionar, uma vez mais, um momento diferenciador na evocação da memória histórica de todos aqueles que, em agosto de 1810, defenderam Almeida e Portugal perante o exército francês.
As armas voltaram ao silêncio.
Os acampamentos foram desmontados.
Os uniformes regressaram aos seus lugares.
Mas a memória permanece.
Porque recordar aqueles que defenderam Portugal é também uma forma de continuar a defender a nossa História.
Até ao próximo Cerco de Almeida!
ALMA ATÉ ALMEIDA!
GRHMA — Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida.
🇬🇧
🇵🇹 SIEGE OF ALMEIDA 2026
Another edition of the Historical Re-enactment of the Siege of Almeida has come to an end — a weekend during which our Fortress once again stepped back more than two centuries to commemorate one of the most significant episodes of the Third French Invasion of Portugal.
For three days, Portuguese and international military and civilian re-enactors brought the streets, squares, bastions and ditches of the Fortress of Almeida to life, offering the large number of visitors present a genuine journey back to the year 1810.
On Friday, the 19th-Century Ball, held at the Picadeiro d’El Rey, recreated the social atmosphere of another age, bringing together period music, dance, costumes and characters in one of the most distinctive moments of this year’s event.
On Saturday, the Fortress prepared for one of the most eagerly awaited moments: the Night Battle.
Under the cover of darkness, the sound of muskets and artillery once again echoed between the walls, in a re-enactment intended to convey the scale and intensity of the military events experienced in Almeida during the French siege of August 1810.
Sunday was also marked by ceremonies held in the presence of the Portuguese Army, reinforcing the connection between the historical memory we commemorate and the military institution that carries forward the legacy of those who, more than two centuries ago, fought in the defence of Portugal.
Throughout the weekend, many other activities helped create the historical atmosphere of the event: the 19th-Century Market, military encampments, formations and parades, flag-raising and lowering ceremonies, historical entertainment, demonstrations, moments of fellowship between re-enactors and visitors, and a wide range of initiatives that filled the interior of the Fortress with life.
But the Siege of Almeida is much more than a spectacle.
It is memory.
It is heritage.
It is living history.
It is a way of passing on to new generations what happened in this territory and of paying tribute to the men and women who lived through those dramatic days of August 1810.
The Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida — GRHMA extends its deepest thanks to all those who attended and who, once again, gave meaning to this event through their presence.
We also express our sincere appreciation to all the Portuguese and international historical re-enactment groups who travelled to Almeida and who, through their dedication, knowledge and spirit of comradeship, contributed to the dignity and significance of this historical commemoration.
Our thanks also go to the Portuguese Army, the Municipality of Almeida, Turismo de Portugal, the Regional Tourism Board of Central Portugal and the Portuguese Napoleonic Association for their support, cooperation and presence in an initiative that continues to strengthen Almeida’s position as an essential place of remembrance of the Peninsular War.
And, naturally, a very special word of appreciation must go to all the military and civilian members of the GRHMA.
Behind every uniform, every re-enactment, every ceremony and every activity lie many hours of preparation, commitment, effort, dedication and passion for History.
It was this collective commitment that once again made it possible to create a distinctive moment in the commemoration of the historical memory of all those who, in August 1810, defended Almeida and Portugal against the French Army.
The weapons have fallen silent once again.
The camps have been dismantled.
The uniforms have returned to their places.
But the memory remains.
Because remembering those who defended Portugal is also a way of continuing to defend our History.
Until the next Siege of Almeida!
ALMA ATÉ ALMEIDA.
GRHMA — Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida