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03/03/2026

NOTI-LUSO reportagem

Comendador Dr. Dom Francisco Manuel Ferreira Vilaça Bacelar e Lancastre de Almeida Garrett

Uma vida entre a imagem, a palavra e a Comunidade

Por Redação NOTI-LUSO

Há vidas que se escrevem em páginas. Outras, constroem-se em imagens. A de Dom Francisco Manuel Ferreira Vilaça Bacelar e Lancastre de Almeida Garrett — também conhecido como Francisco Manuel de Almeida Garrett Ferreira ou simplesmente "Paco Garrett" — é feita de ambas: palavra e fotografia, imprensa e ação cívica, cultura e espiritualidade.

Nascido a 10 de março de 1957, em Caracas, Venezuela, filho de pais portugueses, traz na sua identidade a síntese de dois mundos: Portugal e Venezuela. Nacional de ambos os países, construiu uma trajetória que atravessa décadas de intensa atividade jornalística, cultural, associativa e religiosa, tornando-se uma figura incontornável na história contemporânea da Comunidade Luso-Venezuelana.

A vocação precoce: imprensa e fotografia

Desde muito jovem, Francisco Garrett revelou inclinação para a comunicação social e para a fotografia. Longe de ser autodidata improvisado, formou-se tecnicamente em instituições de referência como a Professional Photographers of America (PPA), a Wedding & Portrait Photographers International (WPPI) e a Photo Marketing Association International (PMA), além de ter realizado estudos na Universidad Central de Venezuela no âmbito da Comunicação Social.

Em 1983, fundou na Venezuela a empresa Producciones Photo Video Cine Paco Garrett, dedicada à fotografia profissional, vídeo e, mais tarde, produção digital e cobertura aérea com drone. Especializou-se em múltiplas áreas: wedding, portrait, glamour, newborn, bo***ir, fotografia publicitária e fotojornalismo.

Mas foi no jornalismo que consolidou o seu nome.

Ainda nos anos 80, assumiu a direção e edição do semanário “Notícias de Portugal” e da revista “Noti-Luso”, órgãos de comunicação fundamentais para a ligação informativa entre Portugal e a diáspora portuguesa na Venezuela. Num tempo em que as notícias chegavam por telex e fax, a dedicação exigia perseverança, rigor e paixão.

Mais tarde, colaborou com diversas publicações luso-venezuelanas, incluindo o semanário “Correio de Venezuela”, associado ao Diário de Notícias da Madeira, além das revistas Mundo Luso, A Comunidade, Ecos e outras.

Em 1989, foi correspondente internacional do prestigiado Expresso, cobrindo acontecimentos históricos diretamente do terreno venezuelano.

O jornalista em cenários de risco

A sua carreira incluiu cobertura de momentos marcantes da história contemporânea venezuelana.

Durante o “Caracazo” de 27 de fevereiro de 1989 e o golpe de Estado de 4 de fevereiro de 1992, viveu situações extremas como repórter credenciado. Num desses episódios, foi obrigado por militares a entregar a máquina fotográfica e deitar-se no chão sob a mira de uma arma. O filme fotográfico foi retirado, apagando imagens que poderiam ter sido testemunho histórico.

Também documentou a visita do Papa João Paulo II à Venezuela, assim como múltiplos eventos políticos, sociais e religiosos de relevo internacional.

O seu trabalho não era apenas registo: era memória viva da comunidade.

Liderança associativa e compromisso comunitário

Francisco Garrett não se limitou a observar a comunidade: ajudou a construí-la.

Entre 1984 e 1990 foi membro do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), órgão consultivo do Governo Português para a emigração. Participou em reuniões mundiais do CCP no Brasil, Madeira e Algarve, intervindo na defesa dos interesses da diáspora.

Em 1991 fundou a FEVEPEP – Federação Venezuelana Portuguesa de Empresários e Profissionais, assumindo a presidência do Conselho de Administração. A organização nasceu no contexto de um seminário internacional de jovens empreendedores realizado em Sintra, promovendo o intercâmbio empresarial da diáspora.

Foi ainda membro da direção do IPC – Instituto Português de Cultura, diretor de comunicação da Fundação Virgem de Fátima em Caracas e ativo participante em instituições como a Academia do Bacalhau, Rotary Club Macaracuay e Centro Português de Caracas.

Reconhecimento académico e distinções

Em 10 de julho de 2022 foi-lhe outorgado o título de Doutor Honoris Causa em Ciências Humanas pela Academia de Filosofia e Ciências Humanísticas Lucentina (AFCHL), com reconhecimento internacional pela Convenção da Haia.

A distinção reconheceu décadas de atividade cultural, jornalística e humanística, integrando-o no claustro honorífico da instituição.

Ao longo da vida recebeu numerosas condecorações, entre elas:
• Medalha do Dia de Portugal (1985)
• Ordem Diego de Losada (Venezuela)
• Ordem Nacional ao Mérito no Trabalho (Venezuela)
• Ordem do Gran Almirante (Espanha)
• Ordem Luís Vaz de Camões (grau Grande Oficial)
• Prémio Tamanaco de Ouro
• Medalha da Cidade de Maringá (Brasil)

Entre muitos outros reconhecimentos que refletem uma carreira marcada pelo serviço público, cultura e comunicação.

O escritor e investigador

Além do jornalismo, desenvolveu intensa atividade editorial. É autor de obras dedicadas à espiritualidade afrodescendente e à memória familiar, entre elas:
• Particularidades de la Regla de Osha Yoruba – Doctrina Africana Animista conocida por Santería (2001)
• Regla de Osha Afrocubana en Venezuela (2020)
• Historia de Vida de um Almeida Garrett (2021) com edição em Português, Inglês e Espanhol

Os seus livros foram publicados internacionalmente através da Lulu Enterprises, com distribuição digital global.

Paralelamente, foi acreditado como Ministro de Religião e Cultos Ancestrais pelo Conselho Nacional Inter-religioso da Venezuela, aprofundando o seu trabalho de investigação sobre espiritualidade tradicional.

Entre a tradição e a modernidade

A sua carreira acompanhou a evolução tecnológica: da fotografia analógica às câmaras digitais, do laboratório químico ao Photoshop, da imprensa impressa ao ambiente digital.

Sempre ativo nas redes sociais e com presença online, continua a divulgar cultura, história e identidade luso-venezuelana.

A frase que sintetiza a sua filosofia profissional é simples e poderosa:

“Onde há uma história, há uma imagem.”
"Quando o jornalismo encontra a imagem certa no momento certo"

Uma vida de ponte entre nações

Dom Francisco Manuel Ferreira Vilaça Bacelar e Lancastre de Almeida Garrett representa uma geração de luso-descendentes que não apenas emigraram, mas edificaram comunidade, identidade e memória.

Fotógrafo de eventos sociais, jornalista de campo em tempos de crise, dirigente associativo, escritor e conferencista, construiu uma trajetória onde comunicação é missão e imagem é testemunho.

A sua vida é a história de uma ponte: entre Portugal e Venezuela, entre tradição e modernidade, entre fé e cultura, entre palavra e imagem.

E como toda ponte bem construída, permanece firme — sustentada pela memória, pela obra e pelo compromisso com a comunidade que sempre serviu.
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25/11/2024

O 1º de dezembro de 1640 é uma das datas mais significativas da história de Portugal. Nesse dia, o país recuperou a sua independência após 60 anos sob o domínio espanhol, um período conhecido como a União Ibérica (1580-1640). A restauração da monarquia portuguesa foi conduzida por um grupo de nobres, clérigos e militares, conhecidos como os Conjurados, que planejaram e executaram o golpe que deu início ao reinado da Dinastia de Bragança.

Antecedentes

Em 1580, após a morte de D. Henrique, Portugal enfrentou uma crise de sucessão. Filipe II de Espanha foi coroado rei de Portugal, unificando os dois países sob uma coroa única. Esse período ficou marcado por uma perda de autonomia, altos impostos e envolvimento em guerras que não interessavam ao povo português.

Nas décadas seguintes, o descontentamento cresceu entre os portugueses, especialmente entre a nobreza e o clero. Inspirados pelo contexto europeu, onde outros países lutavam por sua soberania, os conspiradores começaram a planejar o fim do domínio espanhol.

A Conspiração e os Conjurados

Os Conjurados, um grupo de 40 nobres e 10 clérigos e militares, organizaram o golpe final. A última reunião antes do levante ocorreu no Palácio de Antão Vaz de Almeida, em Lisboa, hoje conhecido como o Palácio da Independência. Esse edifício tornou-se o epicentro da conspiração.

O plano culminou em 1º de dezembro de 1640, quando os Conjurados invadiram o Palácio Real da Ribeira, depuseram a vice-rainha de Portugal, D. Margarida de Sabóia, e proclamaram D. João IV, Duque de Bragança, como rei de Portugal. Este evento marcou o início da Dinastia de Bragança e o fim da União Ibérica.

Legado

A Restauração da Independência foi seguida por uma guerra com a Espanha que durou 28 anos, mas o esforço dos Conjurados garantiu que Portugal retomasse seu lugar como nação soberana. O 1º de dezembro é até hoje comemorado como o Dia da Restauração, um feriado nacional em Portugal, para celebrar a coragem daqueles que lutaram pela liberdade do país.

Meu avô em 9 geração D. Aires de Saldanha de Menezes e Sousa foi um dos Conjurados, o grupo que desempenhou papel crucial na restauração da independência de Portugal em 1640.

D. Aires era membro de uma importante família nobre portuguesa e teve um papel influente na conspiração que levou à deposição da dinastia espanhola e à coroação de D. João IV como rei de Portugal. Sua participação reflete o envolvimento da alta nobreza, que via na restauração da monarquia portuguesa uma forma de recuperar os privilégios e a autonomia perdidos durante a União Ibérica.

O Papel de D. Aires de Saldanha

D. Aires de Saldanha de Menezes e Sousa foi um estrategista importante, usando sua posição social e influência para garantir o apoio de outros nobres e militares à causa dos Conjurados. Além disso:
• Participou ativamente das reuniões clandestinas que ocorreram no Palácio de Antão Vaz de Almeida (Palácio da Independência).
• Esteve entre os que planejaram a ocupação do Palácio Real da Ribeira, onde a vice-rainha D. Margarida de Sabóia foi deposta.
• Sua lealdade e capacidade de mobilização foram fundamentais para o sucesso da revolta.

Legado de D. Aires de Saldanha

A participação de D. Aires de Saldanha na Restauração de 1640 é lembrada como uma demonstração de coragem e patriotismo. Ele simboliza o espírito de resistência da nobreza portuguesa contra o domínio estrangeiro e é um exemplo de como indivíduos influentes podem ser agentes de mudança histórica.
D. Aires de Saldanha de Menezes e Sousa foi, sem dúvida, uma figura de grande relevância na história de Portugal, não apenas como um dos Conjurados de 1640, mas também pelos importantes cargos que desempenhou ao longo de sua vida. Sua ligação com as terras entre Massamá e Queluz, hoje conhecidas como Monte Abraão, assim como sua influência política e militar, refletem seu impacto na sociedade portuguesa da época.

A Quinta da Tascôa e Casal de Pero Longa

Após a Restauração da Independência, D. Aires adquiriu a Quinta da Tascôa e Casal de Pero Longa, localizada entre Massamá e Queluz. Estas terras eram conhecidas como zonas privilegiadas de caça, especialmente de espécies como javali, corça, porco bravo e lebres.
• A região se tornou um ponto de encontro para nobres e monarcas.
• D. Pedro de Bragança, que mais tarde se tornaria D. Pedro II, gostava de caçar ali, o que demonstra a proximidade de D. Aires com a Casa de Bragança.
• O local, pela sua beleza natural e pelas atividades de caça, também representava o poder e a riqueza da nobreza portuguesa.

Hoje, essa área é conhecida como Monte Abraão, um reflexo da transformação do espaço ao longo dos séculos.

Cargos Importantes de D. Aires de Saldanha

Além de suas propriedades e sua contribuição como Conjurado, D. Aires ocupou cargos de destaque na administração do reino e em territórios ultramarinos.
1. Governador de Angola:
• Como governador, D. Aires desempenhou um papel fundamental na administração do território, controlando tanto as rotas comerciais como as relações políticas entre os colonos e os povos locais.
2. Governador do Algarve:
• Supervisionou a defesa da região, crucial para a proteção da costa sul de Portugal contra ataques de piratas e corsários.
3. Governador e Capitão-General da Ilha da Madeira:
• Comandou as forças militares e geriu a administração civil da Madeira, garantindo a estabilidade e segurança da ilha, estratégica para o comércio atlântico.
4. Governador de Armas de Setúbal:
• Foi responsável por organizar e comandar as forças militares na região, fortalecendo a defesa contra possíveis invasões ou levantes.
5. Membro do Conselho de Guerra d’El Rei:
• Atuou como conselheiro direto do rei em assuntos militares, refletindo sua experiência e influência na política e estratégia do reino.
6. Comendador da Ordem de Cristo:
• Essa honraria destacava sua lealdade à Coroa e seu papel relevante na defesa e expansão do reino, tanto em Portugal como nas colônias.

Legado de D. Aires de Saldanha de Menezes e Sousa

D. Aires foi mais do que um estrategista político e militar. Seu envolvimento na Restauração de 1640 e sua dedicação ao serviço da Coroa fizeram dele uma figura central em um dos períodos mais turbulentos da história portuguesa.

Suas propriedades e ações militares simbolizam o poder e a influência que a nobreza portuguesa exercia na consolidação da independência e na construção de um reino renovado. A memória de sua vida continua viva, especialmente em locais como Monte Abraão, que guardam ecos de sua história e de um Portugal que lutava pela sua soberania.
O Solar de Monte Abraão, mandado construir no século XVII por D. Aires de Saldanha de Menezes e Sousa, permanece como um marco histórico da região. Originalmente uma residência nobre e símbolo da presença da família nas terras entre Massamá e Queluz, o solar resistiu à passagem dos séculos e hoje desempenha um papel educativo e cultural, integrando-se à vida contemporânea de Monte Abraão.

A História do Solar

1. Construção e propósito original:
• O solar foi edificado por D. Aires de Saldanha como uma residência de caça e descanso, alinhada ao estilo de vida da nobreza portuguesa da época.
• Localizado em uma vasta área de terrenos de caça, o edifício representava o poder e a influência da família Saldanha de Menezes.
2. Transformação ao longo do tempo:
• Com o passar dos séculos, as funções do solar foram se adaptando às necessidades da comunidade local.
• Eventualmente, foi integrado ao sistema educacional, mantendo-se como um ponto central na história e identidade de Monte Abraão.

O Solar Hoje: Escola D. Pedro IV

O solar, que anteriormente abrigava a Escola Preparatória Conde de Sabugosa, foi reformado e renomeado, passando a ser a Escola D. Pedro IV.
1. Preservação do Patrimônio:
• A estrutura do edifício foi preservada, permitindo que elementos arquitetônicos do século XVII coexistam com as adaptações modernas necessárias para seu uso como escola.
• Este equilíbrio entre o passado e o presente reflete o compromisso da comunidade em valorizar sua história.
2. Função Educativa:
• Atualmente, a escola é um centro de ensino para jovens da região, conectando gerações à rica história de Monte Abraão.
• O nome D. Pedro IV presta homenagem ao monarca português, reforçando o vínculo histórico entre o solar, a Casa de Bragança e o legado da nobreza portuguesa.

Um Símbolo de Continuidade

O Solar de Monte Abraão é mais do que um edifício histórico: é um símbolo da evolução e transformação de uma região que passou de terras de caça da aristocracia para uma comunidade urbana moderna.

A sua integração como escola evidencia como o patrimônio pode ser preservado ao mesmo tempo em que serve às necessidades práticas da sociedade atual. É um espaço onde o passado encontra o presente, lembrando diariamente os alunos e moradores de Monte Abraão das raízes históricas que moldaram sua identidade.
A história das terras de Monte Abraão e sua transformação ao longo dos séculos reflete um fascinante exemplo de continuidade e adaptação através das gerações de uma família nobre portuguesa. Estas terras, originalmente adquiridas por D. Aires de Saldanha de Menezes e Sousa, passaram por sucessivas heranças familiares até chegarem às mãos de seu descendente em oitava geração, o Engenheiro Civil D. Francisco Maria das Vitórias Henriques de Lancastre Vilaça Bacelar de Almeida Garrett, conhecido como o III Visconde de Almeida Garrett.

A Transformação Urbana

D. Francisco Maria, com sua formação em engenharia civil e sua visão progressista, foi responsável por um grande projeto que mudou o destino das antigas terras da família:
1. De zona de caça a área residencial moderna:
• No século XX, as terras da Quinta da Tascôa e Casal de Pero Longa já não serviam como zonas de caça, mas ainda mantinham seu valor estratégico e paisagístico.
• Com a expansão urbana de Lisboa e arredores, D. Francisco Maria percebeu o potencial da área para se transformar em uma cidade residencial, aproveitando sua proximidade com Queluz e os acessos em desenvolvimento.
2. Planeamento urbano:
• O III Visconde de Almeida Garrett desenhou um projeto urbano que incluía ruas, praças e infraestruturas adequadas para abrigar uma nova comunidade fazendo doação de diversos terrenos de utilidade pública para Escolas, Igreja católica e parques.
• A visão era criar uma área residencial funcional, mas que respeitasse as características históricas e naturais da região.
3. Legado como urbanista:
• Este projeto marcou uma transição importante na história da propriedade, transformando-a de uma vasta área rural nobre para um espaço habitável e dinâmico, parte integrante da expansão moderna da Grande Lisboa.
• A cidade residencial de Monte Abraão é hoje uma área populosa, mas ainda guarda traços da história que remonta à família Saldanha e aos projetos inovadores do Visconde de Almeida Garrett.

O III Visconde de Almeida Garrett

D. Francisco Maria das Vitórias Henriques de Lancastre Vilaça Bacelar de Almeida Garrett, ( meu pai) além de engenheiro civil, era um homem de espírito empreendedor e respeito às tradições familiares.
• Títulos e linhagem:
• Como III Visconde de Almeida Garrett, fazia parte de uma família com profundas raízes na nobreza portuguesa, ligada ao célebre escritor Almeida Garrett e a outros nomes de destaque na monarquia.
• Manteve o compromisso de honrar o legado histórico e cultural da família, ao mesmo tempo em que o adaptava aos tempos modernos.
• Contribuição para a urbanização de Portugal:
• Seu projeto em Monte Abraão é apenas um dos exemplos de como a nobreza portuguesa, no século XX, usou suas propriedades e recursos para contribuir com o crescimento do país, equilibrando progresso com tradição.

Legado Familiar e Territorial

A história de Monte Abraão, desde as caçadas de D. Pedro II até sua urbanização sob o olhar visionário do III Visconde de Almeida Garrett, é um testemunho da evolução de Portugal ao longo dos séculos. A permanência destas terras sob a administração familiar por gerações simboliza a continuidade e a adaptação das antigas casas nobres ao dinamismo dos novos tempos.

Hoje, Monte Abraão é mais do que uma área residencial: é um espaço que guarda as marcas de sua rica história e a memória de figuras que moldaram, com visão e trabalho, o território que conhecemos.
Escrito por o Dr. Dom Francisco Manuel Ferreira Vilaça Bacelar e Lancastre de Almeida Garrett

06/08/2024

NOTI-LUSO informa el tema de las ELECCIONES EN VENEZUELA
Desde el año 2004 que el sistema de votación es automatizada en Venezuela, lo que significa rápido y seguro en la transmición de los resultados, pero hay desconfianza en quienes manejan el sistema, así mismo la oposición declara irregularidades en el proceso.
Inicialmente el sistema estaba bajo la responsabilidad de la empresa “Smartmatic” y desde 2017 está a cargo de una empresa que brinda servicios de soluciones biométricas de origen argentina “Ex - Cle S.A.”
En una pantalla aparecen todos los candidatos disponibles y se oulsa sobre el elegido, la máquina emite una papeleta donde el elector puede comprobar que su voto es el mismo que la máquina registra y deposita en una urna electoral su voto. La máquina registra los votos y envía a los centros de totalización en Caracas, por vía telefónica encriptada.
Al final cada máquina imprime un acta de escrutinio con todos los votos que ha registrado, además hay auditorias en al menos 50% de los centros electorales.
El CNE – Consejo electoral deberá publicar los datos de las elecciones detalladas por mesa, municipio y estado geográfico.
La falta de transparencia en el proceso electoral es una ofensa para el “Socialismo bolivariano del siglo XXI” y a la memoria y legado del Comandante eterno Hugo Rafael Chavez Frias, así que hay que respetar la voluntad democrática del pueblo de Venezuela.
Los resultados electorales transmitidos por el CNE son:
12.386.669 electores votantes 59,97%, votos válidos 12.335.884
96,87% de actas electorales
Nicolás Maduro 51,95 % con 6.408.844 votos
Edmundo Gonzalez Urrutia 43,18% com 5.326.104 votos
Observadores internacionales, como el “Centro Carter ONG” há dicho que las elecciones “No pueden ser consideradas democráticas sin la divulgación de las actas electorales”
El “Tribunal Supremo de Justicia” a cargo de su presidente Caryslia Rodriguez citó a: Edmundo González, Manuele Rosales, José Luis Cartaya y Simón Rodriguez, representantes de los partidos UNT, MUD y MPV para consignar todos los documentos relacionados con las elecciones.
El CNE – Consejo Nacional Electoral en la persona de su presidente Elvis Amoroso ya entregó las actas con la información de los resultados mesa por mesa y demás documentos de acuerdo con la legislación electoral al TSJ. Que debe hacer una peritaje del material de los comicios del 28/07/2024 con la voluntad expresada democráticamente en las elecciones.
Hay ahora así un proceso de impugnar la elección presidencial, presentando un recurso ante el CNE y acudir ante la “Sala Electoral” del Tribunal Supremo de Justicia TSJ para demandar la nulidad de la elección y por último está el recurso de revisión ante la “Sala Constitucional”.
Así que aún no hay ganador hasta que no termine el proceso legal, y la opinión de los observadores internacionales es muy importante para garantir la transparencia de los resultados. Debemos esperar con confianza la publicación del material electoral y tener la firme convicción que Venezuela debe tener un cambio democrático que pueda garantizar la estabilidad en el país, sin la necesidad de la intervención de las Fuerzas Armadas.
Viva Venezuela y su pueblo en la lucha por la verdad

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