12/08/2026
Comunicado de la Unión Latinoamericana de Ciegos (ULAC) ante el sismo ocurrido en Colombia
(abajo, versión escrita en portugués)
La Unión Latinoamericana de Ciegos (ULAC) expresa su profunda solidaridad con el pueblo colombiano y, de manera especial, con las personas ciegas y con baja visión, sus familias y las organizaciones que las representan, ante el sismo registrado el 10 de agosto de 2026, cuyos efectos han impactado a numerosas comunidades del occidente del país.
Acompañamos con respeto a quienes han perdido seres queridos, han resultado lesionados o han visto afectadas sus condiciones de vida como consecuencia de esta emergencia.
Las situaciones de emergencia ponen de manifiesto las desigualdades que enfrentan las personas con discapacidad cuando las acciones de prevención, respuesta y recuperación no incorporan un enfoque de derechos, accesibilidad e inclusión. Por ello, recordamos que el artículo 11 de la Convención sobre los Derechos de las Personas con Discapacidad establece la obligación de los Estados de adoptar todas las medidas necesarias para garantizar la protección y la seguridad de las personas con discapacidad en situaciones de riesgo, incluidas las emergencias humanitarias y los desastres ocasionados por fenómenos naturales.
En este contexto, la ULAC exhorta al Gobierno de Colombia, a las autoridades responsables de la gestión del riesgo, a los organismos de protección civil y a las entidades humanitarias a garantizar que la respuesta a esta emergencia incorpore un enfoque inclusivo desde el primer momento, asegurando que las personas ciegas y con baja visión puedan acceder en igualdad de condiciones a la información, las alertas tempranas, los procedimientos de evacuación, los refugios temporales, la asistencia humanitaria y los servicios de salud y rehabilitación.
Asimismo, consideramos fundamental que las autoridades recopilen y publiquen información desagregada sobre las personas con discapacidad afectadas por esta emergencia, incluyendo datos que permitan identificar las necesidades específicas de las personas ciegas y con baja visión.
Contar con información oportuna y confiable resulta indispensable para orientar adecuadamente la respuesta humanitaria, planificar las acciones de recuperación y evitar que ninguna persona quede excluida de la asistencia.
También recordamos que muchas personas ciegas y con baja visión pueden haber perdido ayudas técnicas, bastones blancos, dispositivos tecnológicos, materiales accesibles, medicamentos y otros recursos esenciales para su autonomía. La recuperación deberá contemplar la reposición de estos apoyos y promover procesos de reconstrucción accesibles e inclusivos que permitan restablecer el ejercicio pleno de sus derechos.
La ULAC hace un llamado a que toda la información oficial relacionada con esta emergencia sea difundida en formatos accesibles y a que las organizaciones de personas con discapacidad participen activamente en la planificación, implementación y seguimiento de las acciones de respuesta y recuperación.
Asimismo, ULAC recomienda a las entidades públicas de la República Colombiana, responsables de la GRD (Gestión del Riesgo de Desastres), valorando el derecho a la consulta de las personas con discapacidad en espacio de toma de decisiones, garanticen la participación de organizaciones de personas con discapacidad visual – como son la Coordinadora Nacional de Limitados Visuales (CONALIVI); Fundación María Elena Restrepo, Fundavé; Fundación “Ver“; y Centro de Rehabilitación para Adultos Ciegos (CRAC) – en todo el proceso de la gestión de riesgos de desastres, para que los requerimientos para una inclusión efectiva de las personas ciegas y con baja visión se vean reflejados en sus acciones.
Reconocemos el trabajo que vienen desarrollando los organismos de socorro, el personal de salud, las organizaciones humanitarias, las instituciones públicas y las organizaciones de personas con discapacidad que participan en la atención de esta emergencia, e invitamos a la comunidad internacional a continuar acompañando al pueblo colombiano en las labores de asistencia y recuperación, respetando las prioridades definidas por las autoridades nacionales.
Reiteramos nuestra solidaridad con todas las personas afectadas y expresamos nuestro deseo de una pronta recuperación para las comunidades impactadas. Confiamos en que esta difícil situación fortalezca el compromiso de construir sistemas de gestión del riesgo verdaderamente inclusivos, resilientes y accesibles, que no dejen a nadie atrás.
Gladys Díaz Benites
Presidenta ULAC
Elizabeth Campos
Secretaria General ULAC
Unión Latinoamericana de Ciegos – ULAC
¡Comprometidos con la inclusión!
Apoyo: Fundación ONCE para la Solidaridad con las Personas Ciegas de América Latina (FOAL)
Descripción de la imagen: en un cuadrado se encuentra, sobre fondo blanco, el logo de la ULAC con la representación de las siglas en Braille, en la parte superior, y el nombre Unión Latinoamericana de Ciegos, abajo. En la esquina inferior derecha del cartel está la palabra apoyo y el logo de FOAL..........
Comunicado da União Latino-Americana de Cegos (ULAC) sobre o terremoto ocorrido na Colômbia
A União Latino-Americana de Cegos (ULAC) expressa sua total solidariedade ao povo colombiano e, de maneira especial, às pessoas cegas e com baixa visão, às suas famílias e às organizações que as representam, afetadas pelo terremoto registrado em 10 de agosto de 2026, cujos efeitos atingiram numerosas comunidades no oeste do país.
Manifestamos nosso respeito e apoio àquelas pessoas que perderam entes queridos, sofreram ferimentos ou tiveram suas condições de vida afetadas em decorrência dessa emergência.
Cenários de emergência como esses evidenciam as desigualdades enfrentadas pelas pessoas com deficiência quando as ações de prevenção, resposta e recuperação não incorporam uma abordagem baseada em direitos, acessibilidade e inclusão. Nesse sentido, recordamos que o artigo 11 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência estabelece a obrigação dos Estados de adotar todas as medidas necessárias para garantir a proteção e a segurança das pessoas com deficiência em situações de risco, incluindo emergências humanitárias e desastres decorrentes de fenômenos naturais.
Nesse contexto, a ULAC exorta o Governo da Colômbia, as autoridades responsáveis pela gestão do risco de desastres, os organismos de proteção civil e as entidades humanitárias a assegurar que a resposta a essa emergência incorpore uma perspectiva inclusiva desde o primeiro momento, garantindo que as pessoas cegas e com baixa visão tenham acesso, em condições de igualdade, às informações, aos alertas precoces, aos procedimentos de evacuação, aos abrigos temporários, à assistência humanitária e aos serviços de saúde e reabilitação.
Da mesma forma, consideramos fundamental que as autoridades coletem e divulguem dados especificados sobre as pessoas com deficiência afetadas por essa emergência, incluindo informações que permitam identificar as necessidades específicas das pessoas cegas e com baixa visão. A disponibilidade de dados oportunos e confiáveis é indispensável para orientar adequadamente a resposta humanitária, planejar as ações de recuperação e assegurar que nenhuma pessoa seja excluída da assistência.
Também ressaltamos que muitas pessoas cegas e com baixa visão podem ter perdido recursos essenciais à autonomia, como bengalas brancas, ajudas ópticas, tecnologias assistivas, materiais em formatos acessíveis, medicamentos e outros apoios indispensáveis.
O processo de recuperação deverá contemplar a reposição desses recursos e promover ações de reconstrução acessíveis e inclusivas, permitindo o restabelecimento do exercício pleno de seus direitos.
A ULAC reivindica que todas as informações oficiais relacionadas a esta emergência sejam divulgadas em formatos acessíveis e que as organizações de pessoas com deficiência participem ativamente do planejamento, da implementação e do acompanhamento das ações de resposta e recuperação.
Da mesma forma, a ULAC recomenda às entidades públicas da Colômbia responsáveis pela Gestão de Risco de Desastres (GRD) que, valorizando o direito das pessoas com deficiência à consulta em espaços de tomada de decisão, garantam a participação de organizações de pessoas com deficiência — como a Coordinadora Nacional de Limitados Visuales (CONALIVI), a Fundación María Elena Restrepo (Fundavé), a Fundación “Ver” e o Centro de Rehabilitación para Adultos Ciegos (CRAC) — em todo o processo de gestão de riscos de desastres, para que as exigências para uma inclusão efetiva de pessoas cegas e com baixa visão se reflitam em suas ações.
Reconhecemos o trabalho desenvolvido pelos organismos de socorro, pelos profissionais de saúde, pelas organizações humanitárias, pelas instituições públicas e pelas organizações de pessoas com deficiência que atuam na resposta a essa emergência, e convidamos a comunidade internacional a continuar apoiando o povo colombiano nos esforços de assistência e recuperação, em respeito às prioridades definidas pelas autoridades nacionais.
Reiteramos nossa solidariedade a todas as pessoas afetadas e expressamos nosso desejo de uma rápida recuperação das comunidades atingidas. Confiamos que essa difícil situação fortaleça o compromisso com a construção de sistemas de gestão do risco de desastres verdadeiramente inclusivos, resilientes e acessíveis, que não deixem ninguém para trás.
Gladys Díaz Benites
Presidenta da ULAC
Elizabeth Campos
Secretária-Geral da ULAC
União Latino-Americana de Cegos – ULAC
Comprometidos com a inclusão!
Apoio: Fundação ONCE para Solidariedade com Pessoas Cegas na América Latina (FOAL)
Descrição da imagem: em um quadrado está, sobre fundo branco, o logotipo da ULAC com a representação das iniciais em Braille, na parte superior, e o nome União Latino-Americana de Cegos, abaixo. No canto inferior direito está a palavra “apoio” e a logo da FOAL.