09/26/2026
Cape Verde spoke to the world in its own language
FRANCISCO CARVALHO SPOKE IN CREOLE AT THE UNITED NATIONS TRIBUNE
Prime Minister Francisco Carvalho addressed the United Nations General Assembly in New York on Saturday, September 26, using Cape Verdean Creole.
The intervention marked the second time in history that a Cape Verdean Prime Minister has used Creole at the UN General Assembly.
The first time was on September 24, 2011, when then-Prime Minister José Maria Neves spoke in Creole during the 66th session of the General Assembly.
In his speech, Francisco Carvalho quoted Amílcar Cabral's teaching — "always learn" — defending education as an instrument for development and transforming knowledge into action.
The head of government also addressed peace, dialogue, international cooperation, climate change, and ocean protection, highlighting the challenges faced by Small Island Developing States.
Francisco Carvalho also advocated for greater climate justice and a development model that puts people and opportunities at the center.
The choice of Creole for the speech also constituted a moment of affirmation of Cape Verdean identity and language in one of the main international diplomatic forums.
Cabo Verde falou ao mundo na sua própria língua
FRANCISCO CARVALHO FALOU EM CRIOULO NA TRIBUNA DAS NAÇÕES UNIDAS
O primeiro-ministro Francisco Carvalho discursou este sábado, 26 de setembro, na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, utilizando o crioulo cabo-verdiano.
A intervenção marcou a segunda vez na história em que um primeiro-ministro de Cabo Verde utiliza o crioulo na tribuna da Assembleia Geral da ONU.
A primeira vez aconteceu em 24 de setembro de 2011, quando o então primeiro-ministro José Maria Neves discursou em crioulo durante a 66.ª sessão da Assembleia Geral.
No seu discurso, Francisco Carvalho citou o ensinamento de Amílcar Cabral — “aprender sempre” —, defendendo a educação como instrumento de desenvolvimento e transformação do conhecimento em ação.
O chefe do Governo abordou ainda a paz, o diálogo, a cooperação internacional, as alterações climáticas e a proteção dos oceanos, destacando os desafios enfrentados pelos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.
Francisco Carvalho defendeu também a necessidade de maior justiça climática e de um modelo de desenvolvimento que coloque as pessoas e as oportunidades no centro.
A escolha do crioulo para o discurso constituiu igualmente um momento de afirmação da identidade e da língua cabo-verdianas numa das principais tribunas diplomáticas internacionais.