08/21/2026
MEMÓRIA, IGUALDADE E TRANSPARÊNCIA NA DIÁSPORA BASCA
Uma reflexão sobre o pluralismo, a representação, a responsabilidade pública e o futuro das comunidades bascas no mundo
A recente morte de Mikel Ezkerro levou muitos de nós a recordar não apenas o historiador e a figura respeitada da cultura basca, mas, acima de tudo, o homem que, durante décadas, partilhou com notável generosidade os seus conhecimentos e a sua memória pessoal.
Aqueles de nós que o conheceram, que aprenderam com ele ou que, ao longo dos anos, contribuíram para divulgar o seu trabalho consideraram que os dias imediatamente posteriores à sua morte deveriam pertencer, antes de mais, à sua memória.
Por isso, surpreendeu-nos ver Iñaki Anasagasti publicar, precisamente naquele momento, uma das últimas comunicações que recebera de Mikel, relativa à recente visita de Aitor Esteban à Argentina, acompanhando-a das suas próprias apreciações políticas.
Mikel tinha, naturalmente, todo o direito de expressar as suas opiniões sobre Aitor Esteban, o PNV ou qualquer outra personalidade política basca.
Essa nunca foi a nossa objeção.
A nossa divergência dizia respeito a outra questão: considerámos pouco sensível fazê-lo precisamente naquele momento, transformando uma das últimas comunicações de Mikel em matéria de controvérsia política quando ele já não estava em condições de prosseguir a discussão, explicar a sua posição ou precisar o alcance das suas próprias palavras.
Dissemos isso publicamente.
Sem insultos, sem pôr em causa o percurso de Anasagasti e sem pedir que retirasse o seu artigo.
O nosso comentário desapareceu.
A partir desse momento, o debate deixou de dizer respeito apenas a Mikel.
DIVULGAR NÃO SIGNIFICA OBEDECER
A nossa rede partilha regularmente artigos, memórias e publicações de Iñaki Anasagasti.
Fazemo-lo porque consideramos que o seu arquivo pessoal, a sua experiência política e muitas das histórias que preservou fazem parte da memória basca contemporânea.
Mas partilhar uma publicação não significa concordar com ela.
Muito menos significa renunciar ao direito de discordar.
Divulgar não significa obedecer.
É difícil compreender que alguém que, durante décadas, criticou publicamente governos, dirigentes políticos, meios de comunicação social, partidos e indivíduos possa ter dificuldade em aceitar uma crítica respeitosa quando esta incide sobre as suas próprias posições.
A liberdade de opinião funciona, necessariamente, nos dois sentidos.
Quem reivindica a liberdade de criticar deve também aceitar a liberdade dos outros de o criticar.
GORKA ÁLVAREZ: UMA MEMÓRIA INSTITUCIONAL DIFERENTE
Em fevereiro de 2025, após a saída de Gorka Álvarez Aranburu do cargo de diretor para a Comunidade Basca no Exterior, Iñaki Anasagasti fez uma avaliação muito favorável da sua gestão.
Tem todo o direito de o fazer.
A nossa experiência institucional, porém, foi diferente.
E vivemos essa administração a uma distância considerável de Bilbao.
Vivemo-la a partir do Peru.
Durante os preparativos para o VIII Congresso Mundial das Coletividades Bascas, três centros bascos peruanos transmitiram à Direção uma proposta relativa à representação do país. Essa proposta foi tratada como se refletisse um consenso entre os centros bascos do Peru.
Não era esse o caso.
A Limako Arantzazu Euzko Etxea não tinha participado nesse pretenso acordo nem tinha sido incluída nas comunicações através das quais ele fora transmitido.
Gorka Álvarez Aranburu reconheceu posteriormente que tinha entendido existir um consenso e que não se apercebera de que a nossa organização não tinha participado naquele intercâmbio.
Ainda assim, os outros centros participaram no Congresso como representantes de pleno direito, enquanto à nossa instituição foi apenas oferecida a possibilidade de participar como observadora, sem direito de voto e a expensas próprias.
Há um pormenor particularmente importante.
Desde o início, tínhamos deixado claro que não precisávamos que o Governo Basco suportasse as nossas despesas de viagem ou alojamento. Estávamos dispostos a financiar integralmente a nossa participação.
Não pedíamos dinheiro.
Pedíamos igualdade.
Esta experiência faz parte da nossa memória institucional e explica por que razão a nossa avaliação desse período difere da de Anasagasti.
O FINANCIAMENTO DE UMA VIAGEM CONFERE MAIS DIREITOS?
Uma questão relacionada surgiu entre os comentários publicados sob o artigo de Anasagasti, quando um participante argentino pediu que as suas próprias despesas de viagem fossem suportadas e, simultaneamente, defendeu que a comunidade basco-argentina deveria beneficiar de um tratamento particularmente favorável devido à sua história, à sua dimensão e ao seu peso no seio da diáspora.
Não há nada de censurável em solicitar apoio para poder participar numa atividade.
O que questionamos é a ideia de que a pertença a uma comunidade da diáspora situada num determinado país deva conferir direitos institucionais superiores aos decorrentes da pertença a outra comunidade.
A Argentina ocupa, indiscutivelmente, um lugar fundamental na história da diáspora basca.
Nenhuma abordagem séria dessa história poderia negar o papel extraordinário desempenhado pelas suas euskal etxeak, pelos seus dirigentes, pelas suas publicações e pelas gerações que preservaram a identidade basca durante muitas décadas.
Mas a Argentina não estava sozinha.
A história basca nas Américas e para além delas foi também construída no Uruguai, na Venezuela, na Colômbia, no México, nos Estados Unidos, no Chile, no Peru, no Brasil, no Paraguai, nas Filipinas e em muitas outras partes do mundo.
Cada comunidade seguiu um percurso diferente.
Algumas acolheram exilados.
Outras sustentaram publicações, organizaram redes políticas, financiaram atividades, disponibilizaram alojamento, contactos e recursos ou preservaram a cultura basca de geração em geração.
Algumas desempenharam um papel particularmente importante durante os períodos mais difíceis da história basca.
O México tornou-se um dos principais centros do exílio basco nas Américas.
A Venezuela tornou-se também um país de excecional importância como lugar de refúgio, organização e reconstrução da comunidade basca no exílio, um contributo histórico que o próprio Iñaki Anasagasti recordou e defendeu repetidamente.
É precisamente por isso que se torna difícil sustentar que a importância histórica de uma determinada comunidade deva traduzir-se hoje em direitos superiores.
Se adotássemos esse critério, teríamos imediatamente de começar a perguntar qual comunidade contribuiu mais, qual recebeu o maior número de exilados, qual apoiou o Governo Basco durante mais tempo, qual disponibilizou mais recursos ou qual preservou com maior eficácia determinadas instituições.
Entraríamos numa contabilidade histórica que nunca poderia ser definitivamente encerrada.
E poderíamos descobrir que algumas comunidades que hoje recebem muito menos atenção deram um contributo extraordinário quando Euzkadi mais precisou delas.
A memória não deve transformar-se numa competição.
Muito menos numa fatura apresentada pelas gerações atuais ao Governo Basco.
A gratidão histórica é essencial.
O privilégio herdado não é.
A Argentina merece reconhecimento.
A Venezuela merece reconhecimento.
O México merece reconhecimento.
O Uruguai, o Chile, os Estados Unidos, a Colômbia, o Brasil, o Paraguai, o Peru, as Filipinas e tantas outras comunidades merecem igualmente esse reconhecimento.
Mas os nossos antecessores não fizeram esses sacrifícios para que, décadas mais tarde, os seus descendentes pudessem reivindicar um estatuto superior no seio da diáspora.
A memória não é uma conta bancária.
A história não confere um estatuto preferencial no seio da diáspora.
A DIÁSPORA NÃO DEVE TORNAR-SE UMA HIERARQUIA BASEADA NA ANTIGUIDADE
Não reivindicamos privilégios para o Peru.
Também não consideramos que devam existir privilégios para a Argentina, a Venezuela, o México, as Filipinas ou qualquer outra comunidade.
Um basco ou uma basca de Buenos Aires não pode dispor de mais direitos institucionais, pelo simples facto de viver na Argentina, do que um basco ou uma basca de Lima, Montevideu, Caracas, Cidade do México, Bogotá, Santiago, São Paulo, Assunção, Manila ou Boise.
Caso contrário, correríamos o risco de criar precisamente aquilo que deve ser evitado:
centros de primeira categoria e centros de segunda categoria.
A importância histórica merece reconhecimento.
A igualdade institucional deve, contudo, continuar a ser o princípio orientador.
DINHEIRO PÚBLICO E RESPONSABILIDADE PÚBLICA
Chegamos assim a outro tema que, durante demasiado tempo, causou desconforto:
as subvenções públicas.
Em várias resoluções oficiais publicadas no Boletim Oficial do País Basco (Boletín Oficial del País Vasco, BOPV), surgiam subvenções sob a designação «Euskal Etxea (Lima)», num país onde coexistiam organizações com diferentes denominações jurídicas e personalidades jurídicas distintas.
A nossa instituição deixou claro que nunca tinha recebido essas subvenções e alertou para as consequências que semelhante ambiguidade poderia provocar perante as autoridades peruanas.
Essas consequências acabaram por se concretizar.
As autoridades peruanas procederam a verificações relativamente à nossa instituição para confirmar que determinadas remessas provenientes do estrangeiro não tinham sido recebidas por nós, e solicitaram esclarecimentos sobre transferências e receitas que não eram imputáveis à nossa organização.
Tivemos de prestar esclarecimentos sobre dinheiro que nunca tínhamos recebido.
Talvez por isso compreendamos particularmente bem um princípio que deveria ser elementar:
quando está em causa dinheiro público, fiscalizar não é perseguir.
Fiscalizar significa saber quem recebe os fundos públicos, com que identidade jurídica, quem representa a organização, com que finalidade os fundos são concedidos, como são utilizados e de que modo essa utilização é justificada.
Não se trata de exigências excecionais.
São requisitos normais de uma administração pública responsável.
A FISCALIZAÇÃO PODE SER INCÓMODA. ISSO NÃO A TORNA INJUSTA
O debate em torno da futura Lei da Diáspora Basca revelou diferentes conceções sobre a relação entre direitos institucionais, autonomia das organizações e obrigações dos Centros Bascos e das Federações.
Defendemos a autonomia das euskal etxeak.
Mas autonomia não significa ausência de prestação de contas quando estão em causa recursos públicos.
Não se fiscaliza a identidade basca.
Fiscaliza-se dinheiro público.
Esta distinção é fundamental.
As associações têm o direito de se organizar livremente.
Mas, quando recebem dinheiro dos contribuintes, a Administração não tem apenas o direito de fazer perguntas.
Tem o dever de o fazer.
Autonomia institucional e responsabilidade na utilização de recursos públicos não são princípios contraditórios.
Devem reforçar-se mutuamente.
1,03 MILHÕES DE EUROS: MAIS RECURSOS, MAIOR RESPONSABILIDADE
O programa de subvenções de 2026 destinado aos Centros Bascos–Euskal Etxeak, Federações e Confederações dispõe de uma dotação global de 1,03 milhões de euros, destinada a despesas correntes e atividades, bem como a equipamentos e infraestruturas, nos exercícios de 2026 e 2027.
Trata-se de um compromisso público considerável para com a diáspora.
Precisamente por isso, é razoável que a distribuição desses fundos seja acompanhada por regras, documentação, rastreabilidade e uma adequada prestação de contas.
A nossa posição é simples:
quanto maior for o montante de dinheiro público destinado à diáspora, maior deve ser a exigência de transparência.
Não menor.
E os mesmos critérios devem aplicar-se a todos: à Argentina, à Venezuela, ao México, ao Peru ou a qualquer outro país; a uma Euskal Etxea centenária ou a uma organização recentemente constituída; a uma grande organização ou a uma pequena; às organizações próximas das instituições ou àquelas que o são menos.
Os direitos institucionais podem ser fortes.
Mas uma legislação moderna não deve reconhecer direitos fortes acompanhados de controlos fracos.
ESTA ADMINISTRAÇÃO NÃO É A ANTERIOR
Desejamos deixar um ponto particularmente claro.
Esta reflexão não deve ser entendida como uma crítica à atual Direção para a Comunidade Basca no Exterior nem à atual Secretaria-Geral de Ação Externa e Euskadi Global.
Muito pelo contrário.
Precisamente porque vivemos pessoalmente as consequências de problemas administrativos anteriores, consideramos saudáveis e necessárias exigências mais rigorosas em matéria de documentação, identificação jurídica, rastreabilidade e justificação.
Uma fiscalização mais exigente pode causar desconforto em alguns setores.
Isso pode e deve ser debatido.
Se uma determinada exigência se revelar desproporcionada, podem ser apresentadas propostas para a alterar.
Mas um princípio deveria permanecer fora de discussão:
a Administração tem o dever de saber para onde vai o dinheiro público e como é utilizado.
Exigir a uma Euskal Etxea que demonstre a sua identidade jurídica, a sua representação, o projeto para o qual solicita apoio e a forma como foram utilizados os fundos públicos não constitui perseguição.
Serve também para proteger as organizações que atuam corretamente.
UMA DIÁSPORA EM TRANSFORMAÇÃO
A diáspora do século XXI precisa de experiência e de memória.
Precisa daqueles que dedicaram décadas a preservar uma história extraordinária.
Mas também precisa de renovação, de gerações mais jovens, de novas comunidades, de redes digitais, de novas formas de organização e de pessoas dispostas a questionar determinadas práticas pelo simples facto de sempre terem sido realizadas da mesma maneira.
Essas novas comunidades já existem.
O nosso grupo «Soy Descendiente de Vascos» («Sou Descendente de Bascos») atingiu já os 50 000 membros.
Não mencionamos este número para iniciar uma nova competição.
Mencionamo-lo porque esses 50 000 membros representam uma realidade que já não pode ser ignorada: descendentes que reconstroem a sua genealogia, famílias que recuperam ligações perdidas às suas origens, pessoas que descobrem a sua história e novas gerações para as quais uma rede digital pode constituir a primeira porta de entrada para o mundo basco.
Também não se trata de uma comunidade isolada.
«Soy Descendiente de Vascos» é um dos mais de 90 grupos que integram a nossa rede digital global, juntamente com páginas e outros canais digitais que ligam comunidades bascas e descendentes de bascos em diferentes partes do mundo.
A sua importância não reside simplesmente no número de membros.
Reside na capacidade de ligar comunidades, partilhar a memória e permitir que a história basca circule para além das fronteiras geográficas.
A diáspora já não se organiza apenas em torno de edifícios, associações centenárias ou estruturas territoriais.
Também se encontra, conversa, aprende, investiga, recorda e organiza no espaço digital.
Isto não substitui as euskal etxeak tradicionais.
Complementa-as e amplia o seu alcance.
E obriga-nos a reconhecer que a diáspora basca do século XXI será necessariamente mais diversa do que a do século XX.
O PLURALISMO IMPLICA O DIREITO À DIVERGÊNCIA
Voltemos ao ponto de partida desta reflexão.
Anasagasti tem todo o direito de defender a administração anterior.
Nós temos exatamente o mesmo direito de relatar a nossa própria experiência.
Ele pode considerar que Aitor Esteban deveria ter dedicado mais tempo a Mikel Ezkerro.
Nós podemos considerar que os dias imediatamente posteriores à morte de Mikel não eram o momento adequado para utilizar uma das suas últimas comunicações como ponto de partida para uma controvérsia política.
Alguns podem considerar que a importância histórica de uma determinada comunidade justifica um tratamento especial.
Nós consideramos que a própria história da diáspora conduz, pelo contrário, à igualdade e não à hierarquia.
Isso é pluralismo.
O pluralismo não consiste em aceitar a divergência apenas quando ela é dirigida a outra pessoa.
É por isso que o desaparecimento do nosso comentário é significativo.
Não porque um comentário no Facebook seja, por si só, historicamente relevante, mas porque reflete uma determinada conceção sobre quem tem o direito de falar, responder ou discordar dentro de uma comunidade.
Quem construiu uma parte importante da sua vida pública em torno do exercício do direito à crítica deve ter especial cuidado em respeitar o direito dos outros a responder.
A DIÁSPORA NÃO TEM DONOS
Não somos alunos à espera que outra pessoa decida se nos exprimimos corretamente.
Fazemos parte da mesma comunidade.
A diáspora não tem donos.
Nem políticos.
Nem federações.
Nem centros históricos.
Nem novas redes.
Ninguém.
Queremos Centros Bascos fortes.
Queremos federações fortes.
Queremos instituições bascas capazes de manter relações próximas e significativas com as comunidades bascas no exterior.
Queremos preservar a extraordinária memória construída pelas gerações anteriores.
Mas queremos também transparência, igualdade, renovação, pluralismo e o direito à divergência.
Sem represálias.
Sem silenciamentos.
Sem privilégios herdados.
Sem centros de primeira e de segunda categoria.
Por isso, continuaremos a partilhar aquilo que consideramos valioso no trabalho de Anasagasti e continuaremos igualmente a discordar quando considerarmos que existem razões para o fazer.
Porque é precisamente assim que entendemos a liberdade.
Divulgar não significa obedecer.
Criticar não significa faltar ao respeito.
Fiscalizar a utilização dos fundos públicos não significa atacar a diáspora.
E recordar o extraordinário apoio prestado no passado por argentinos, venezuelanos, mexicanos, uruguaios, filipinos e tantos outros não significa distribuir medalhas históricas para justificar privilégios atuais.
Significa compreender algo muito mais profundo:
Euzkadi atravessou alguns dos seus anos mais difíceis porque a sua diáspora era plural, solidária e global.
Este legado merece ser preservado, não transformado numa competição para decidir quem merece mais.
A diáspora basca tem memória.
Tem diversidade.
Tem obrigações.
E tem futuro.
Os mesmos direitos.
As mesmas obrigações.
O mesmo respeito por todos.
Limako Arantzazu Euzko Etxea – Lima Basque Center
FONTES E REFERÊNCIAS
Boletim Oficial do País Basco (Boletín Oficial del País Vasco, BOPV). Resoluções históricas relativas às subvenções concedidas aos Centros Bascos–Euskal Etxeak, incluindo referências à designação «Euskal Etxea (Lima)».
Governo Basco – Ação Externa e Euskadi Global. Programa de subvenções de 2026 destinado aos Centros Bascos–Euskal Etxeak, Federações e Confederações. Dotação global: 1,03 milhões de euros.
Governo Basco – Coleção Urazandi. Estudos e investigações sobre a emigração basca, o exílio e as comunidades bascas nas Américas, nas Filipinas e noutras áreas da diáspora.
Governo Basco / Euskariana. Fundos documentais e bibliográficos relativos ao exílio basco na Venezuela e à atividade da Radio Euzkadi a partir de território venezuelano.
Arquivo da Diáspora Basca – Governo Basco. Fundos históricos relativos ao exílio, às comunidades bascas no exterior e à Editorial Ekin.
Limako Arantzazu Euzko Etxea – Lima Basque Center. Correspondência e documentação institucionais relativas à representação peruana, aos procedimentos de fiscalização administrativa e às relações com a Direção para a Comunidade Basca no Exterior.
Estatísticas internas de administração no Facebook. «Soy Descendiente de Vascos»: 50 000 membros, agosto de 2026.