Binaural Nodar

Binaural Nodar Práticas artísticas contemporâneas e pesquisa social em contextos rurais What is Binaural/Nodar? Cremos que o reconhecimento nacional (por ex.

Binaural/Nodar é um projeto cultural contemporâneo atuando principalmente na região portuguesa de Viseu Dão Lafões nas áreas da arte sonora e de criação multimédia, documentação etnográfica audiovisual, educação sonora, criação para rádio e publicações (online, livros, CD, DVD). A Binaural Nodar já acolheu mais de 150 artistas e investigadores, produziu centenas de obras sonoras e media próprias e difundiu o seu trabalho em muitos países da Europa, América e Ásia. O modelo de intervenção da Binaural/Nodar assenta numa atuação simultânea num plano intensamente local, junto de comunidades rurais, e num contexto global, com atividades desenvolvidas em museus, universidades, organizações culturais de países como a Espanha, França, Itália, Inglaterra, Alemanha ou Estados Unidos. Por outro lado a associação promove uma filosofia de laboratório permanente do território, conceito multidisciplinar que potencia a função do agente cultural enquanto mediador ou sensor do próprio território, articulando por um lado, dinâmicas comunitárias, junto de pessoas reais e por outro lado, autarquias, comunidades educativas, universidades, comunidades artísticas, agentes de desenvolvimento, empresários, etc. A Binaural Nodar assume desde a sua fundação uma estratégia de busca incessante de territórios criativos não explorados por outras entidades culturais nacionais e internacionais. prémio Miguel Portas e reconhecimento da Presidência da República, ambos em 2014) e internacional (Selo de Mérito Cultural do Conselho da Europa em 2011 e Grande Prémio Europeu do Património em 2020) que a Binaural Nodar tem granjeado atesta o mérito do profundo trabalho de pesquisa cultural que a entidade tem desenvolvido com a uma lógica de programação regular, dada a necessidade de complementar experimentação artística em sentido estrito com propostas mais abrangentes em termos de fruição por diferentes tipos de público.

O RURAL EM NÓSUm ciclo de tertúlias dinamizado pela Binaural NodarFestival Outono Quente | Zunzum Associação Cultural e ...
28/09/2026

O RURAL EM NÓS
Um ciclo de tertúlias dinamizado pela Binaural Nodar

Festival Outono Quente | Zunzum Associação Cultural e https://outonoquente.zunzum-ac.pt/

4 tertúlias, entre as 18h00 e as 19h00, de 2 a 5 de outubro.

O mundo rural da região de Viseu vai-se transformando gradualmente. Assim sendo, é legítimo perguntarmos: O que resta das tradições ancestrais? As aldeias continuam vivas? Que aspetos mais têm mudado? Qual o papel da arte e da cultura na compreensão dos contextos rurais e da escuta atenta da suas comunidades?

Dinamizador das tertúlias:
Luís Costa (investigador e coordenador da Binaural Nodar)

Programa:

2 outubro: Documentar e expressar a memória rural.
O papel dos museus, arquivos, bibliotecas e ranchos folclóricos
Com Marta Carvalhal (Diretora da Castro Daire - Biblioteca Municipal) e Liliana Tavares (Rancho Folclórico de Mundão)

3 outubro: O rural que vem de longe.
As memórias sensoriais rurais da migração ucraniana em Viseu
Com representantes da iO Associação de Ucranianos em Viseu

4 outubro: A arte contemporânea em contexto rural I
Os sons rurais, a arte contemporânea e as ligações transatlânticas Argentina/Portugal.
Com Luciano Piccilli (artista sonoro argentino)

5 outubro: A arte contemporânea em contexto rural II
Escutar o silêncio em espaços rurais.
Com Tomás Quintais (investigador e artista sonoro português)

A Binaural Nodar é uma entidade cultural profissional apoiada pela República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto | Direção-Geral das Artes.

UMA MANHÃ COM O BARRO NEGRO DE RIBOLHOSSábado, 12 de setembroOficina do Barro Negro (Antiga Escola Primária)Ribolhos (Ca...
18/09/2026

UMA MANHÃ COM O BARRO NEGRO DE RIBOLHOS

Sábado, 12 de setembro
Oficina do Barro Negro (Antiga Escola Primária)
Ribolhos (Castro Daire)

No passado sábado, realizou-se o evento "Uma Manhã com o Barro Negro de Ribolhos" iniciou-se com um percurso comentado pelo oleiro Jorge Ferreira, através de alguns lugares simbólicos da aldeia que se ligam à olaria: onde viviam os oleiros, onde eram efetuadas as soengas, etc.

Depois do percurso pedestre, foi apresentada uma instalação audiovisual da autoria de Luís Costa, coordenador da Binaural Nodar, intitulada "Um conto asinino", que imagina a relação entre dois exemplares de gado asinino, um da província de Zamora (Espanha) e outro de Ribolhos. Esta obra está integrada na investigação do autor no contexto do Programa Doutoral em Criação Artística da Universidade de Aveiro, em parceria com dois centros de investigação: ID+ (Aveiro) e LiDA (ESAD Caldas da Rainha).

Em setembro de 2023, foi inaugurada numa das salas da antiga escola primária da aldeia de Ribolhos (Castro Daire) a Oficina do Barro Negro, um espaço de interpretação de uma tradição artesanal ancorada nesta pequena aldeia, situada junto à Estrada Nacional Nº2. Este espaço contou com a curadoria de Marta Carvalhal, Luís Costa e Jorge Ferreira, tendo tido a estreita colaboração de duas iniciativas do Governo Português: o Programa Nacional Saber Fazer e o Plano Nacional das Artes. Desde então, a Oficina do Barro Negro acolheu diversas atividades como residências artísticas, ateliês escolares, rotas pedestres, exposições temporárias e apresentações de livros, num esforço conjunto das várias entidades programadoras do espaço.

Nas semanas anteriores ao evento, a artista residente Rita Gomes desenvolveu uma investigação, intitulada "Justaposição", sobre o território através do encontro entre o barro e o granito, duas matérias distintas que colocam em diálogo aquilo que se transforma e aquilo que permanece. Partindo de pequenas rochas graníticas recolhidas na serra do Montemuro, anteriormente integradas em muros ligados à atividade pastorícia, a artista incorporou-as nas suas criações, permitindo que o barro se moldasse à pedra e que, através do fogo, ambas adquirissem uma nova relação. Cada peça explorou a tensão entre fragilidade e resistência, entre a delicadeza da matéria trabalhada pela mão e a presença bruta da paisagem serrana, afirmando a justaposição como uma forma de proximidade sem fusão, onde matérias diferentes coexistem e revelam novas possibilidades.

Ficha técnica e artística:

Uma coprodução entre a Binaural Nodar, o Município de Castro Daire, através da Biblioteca Municipal, e a União de Freguesias de Mamouros, Alva e Ribolhos.
Um evento integrado nas atividades da Rede Tramontana, um projeto cofinanciado pelo Programa Europa Criativa da União Europeia.
Curadoria do evento: Luís Costa, Marta Carvalhal e Jorge Ferreira
Instalação audiovisual: Luís Costa
Instalação de cerâmica artística: Rita Gomes
Documentação fotográfica e apoio aos visitantes: Nely Ferreira, Andreia Mota (Binaural Nodar) e equipa da Biblioteca Municipal de Castro Daire.

Fotografias de Liliana Silva e Francesca Migliorin para a Binaural Nodar.

A Binaural Nodar é uma entidade cultural apoiada pela República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto | Direção-Geral das Artes.



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TRAMONTANA NO MONTEMUROResidência Artística Internacional15 agosto a 12 setembro 2026Parada de Ester (Castro Daire)Com F...
17/09/2026

TRAMONTANA NO MONTEMURO
Residência Artística Internacional

15 agosto a 12 setembro 2026
Parada de Ester (Castro Daire)

Com Frances Crow (UK), David Prior (UK), Francesca Migliorin (IT), Heather Kapplow (US), Jurgen Walschot (BE) e Nicolò Minisi (IT).

De 15 de agosto a 12 de setembro, decorreu em aldeias da freguesia de Parada de Ester, como Laboncinho, Sobrado, Mós e Eiriz a residência artística internacional Tramontana no Montemuro, que acolheu seis artistas e investigadores, no âmbito do projeto Rede Tramontana, cofinanciado pelo programa Europa Criativa da União Europeia.

Quatro projetos de investigação artística instalaram-se no território da serra de Montemuro: Nomos, de Francesca Migliorin (IT), percorreu as rotas da transumância com uma câmara pinhole digital construída à mão; The Mountain Remembers Water, de Jurgen Walschot (BE), desenhou e pintou com água de nascentes e ribeiras da serra; Ready Thought, de Nicolò Minisi (IT), transformou o arquivo sonoro etnográfico da Binaural Nodar num livro de artista e numa escultura pública escavada na terra; e Heather Kapplow (US) converteu o próprio batimento cardíaco em instrumento, num projeto sobre saúde mental e autoestima construído com jovens da comunidade.

A residência recebeu ainda Frances Crow e David Prior (UK), da dupla Liminal, que regressaram à região de Viseu Dão Lafões para revisitar lugares da sua investigação anterior e escrever um texto para o livro que celebra os 20 anos do programa de residências artísticas da Binaural Nodar, lançado ainda esse ano.

Uma coprodução da Binaural Nodar e do Município de Castro Daire, através da Biblioteca Municipal, com o apoio da União de Freguesias de Parada de Ester e Ester.

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NAVE ESCUTATÓRIA. FICÇÃOPráticas ficcionais de escuta e transdução territorialUm projeto artístico de Luciano Piccilli (...
16/09/2026

NAVE ESCUTATÓRIA. FICÇÃO
Práticas ficcionais de escuta e transdução territorial

Um projeto artístico de Luciano Piccilli (Argentina)
21 setembro a 15 de outubro
Vouzela (Portugal)

Uma produção local da Binaural Nodar com apoio pedagógico da Escola Profissional de Vouzela, apoio logístico do Município de Vouzela e apoio financeiro dos Programas Ibermúsicas 2025 e Laç(z)os Artísticos 2025, este último uma coorganização da República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto | Direção-Geral das Artes, da CPLP e da OEI, com o apoio do Corte Inglés.

O projeto comunitário de Luciano Piccilli, a ser desenvolvido em Vouzela (Portugal) com estudantes da Escola Profissional de Vouzela, propõe a construção de um dispositivo que escuta a paisagem e a traduz em imagens, criando uma partitura visual do território. Este “escutatório” transforma vibrações em marcas fotográficas através de processos químicos e analógicos tradicionais, pelo contacto direto de materiais submetidos a vibrações sonoras.

Assim surge uma “sonotipia”, uma escrita sónica que transforma a escuta em imagem, abrindo um espaço de criação e memória partilhada. Os resultados serão apresentados ao público numa exposição pública na vila de Vouzela

Luciano Piccilli (nascido em 1991) é um artista visual, sonoro e investigador de nacionalidade argentina, radicado em Buenos Aires. O seu trabalho foca-se na interseção entre a exploração audiovisual e as paisagens acústicas. A sua obra “Monte”, que explora a relação entre identidade e memória na floresta tropical do Paraná, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, ganhou uma menção honrosa do Prix Art Electronica 2025.

Luciano Piccilli é licenciado em Desenho de Imagem e Som pela prestigiada Universidad de Buenos Aires (UBA). Expandindo o seu espectro artístico rumo à música e som experiencial, realizou estudos de pós-graduação em Música Expandida na Universidad Nacional de San Martín (UNSAM) e em Arte Sonoro na Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF).

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DIÁLOGOS TRANSFRONTEIRIÇOSCultura, Educação e Políticas Públicas em Territórios de Baixa Densidade17 e 18 de setembro 20...
15/09/2026

DIÁLOGOS TRANSFRONTEIRIÇOS
Cultura, Educação e Políticas Públicas em Territórios de Baixa Densidade

17 e 18 de setembro 2026
Universidade de Aveiro - Auditório José Grácio

Inscrições: https://unave.sci-meet.org/register/DIATRANS

Seminário com a duração de dois dias, orientado para a análise de realidades concretas dos territórios de baixa densidade entre Portugal e Espanha, com particular atenção aos contextos transfronteiriços e às assimetrias territoriais e institucionais que os caracterizam.

Pensado como um espaço de diálogo estruturado, reúne, em articulação, representantes da academia, da educação, das artes e da cultura, criando condições para uma discussão sustentada em evidência empírica, análise crítica e experiência direta no terreno. Assente em pressupostos de escuta mútua, o projeto visa tornar visíveis tensões, limites e possibilidades de articulaçã entre investigação, práticas educativas e artísticas e políticas públicas, permitindo compreender de que modo estas dimensões se materializam, interagem entre si e produzem efeitos concretos nos territórios de baixa densidade.

As políticas públicas de cultura estruturam-se em múltiplas escalas de governação (local, regional e nacional, entre outras) e entre lógicas institucionais que nem sempre são convergentes. Neste processo dinâmico, articulam-se igualmente com práticas artísticas e educativas previamente existentes, num campo de interações contínuas com outras instituições culturais, estruturas artísticas, agrupamentos escolares, autarquias e comunidades locais. O seminário oferece, assim, um espaço privilegiado para refletir criticamente sobre esta interdependência, evidenciando de que modo a política cultural não se impõe de forma linear, mas é continuamente interpretada, ajustada e, por vezes, tensionada pelas condições institucionais, sociais e territoriais específicas em que se concretiza.

As práticas artístico-culturais são entendidas como práticas situadas, dependentes das condições territoriais, institucionais e sociais em que se desenvolvem, sobretudo em contextos de baixa densidade. Longe de operarem de forma autónoma, constroem-se em relação direta com o território, com as comunidades locais e com os enquadramentos institucionais que as sustentam ou condicionam, assumindo frequentemente funções sociais, educativas e culturais que ultrapassam a dimensão estritamente artística.

Desde o início das suas atividades em 2006 que a Binaural Nodar implementou uma estratégia de cooperação cultural e artística com regiões ibéricas, as mais próximas como a Galiza e Castela e Leão, mas também com as Astúrias, o País Basco e, mais recentemente, com o País Valenciano, através da parceria estabelecida com a associação Sincròniques.

O coordenador da Binaural Nodar e investigador do ID+ e do LiDA, Luís Gomes da Costa, será um dos participantes num painel que abordará o papel da arte na promoção de vínculos transfronteiriços em territórios de baixa densidade.

Quinta-feira, 17 de setembro
14:30-17:30
PAINEL 3 — Práticas artísticas situadas em territórios de baixa densidade, aprendizagens e impactos

Mesa-redonda
Práticas artísticas e itinerâncias em territórios de baixa densidade, cooperação interinstitucional

- Moderação: Carlos Fragateiro
- Binaural Nodar – Associação Cultural (Vouzela)
- Festival do Contrabando (Alcoutim/Sanlúcar de Guadiana)

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Universidade de Aveiro DeCA - Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro ID+ Direção-Geral das Artes

TRAMONTANA NO MONTEMUROResidência Artística InternacionalEncontro com artistasFrancesca Migliorin (Itália) e Heather Kap...
08/09/2026

TRAMONTANA NO MONTEMURO
Residência Artística Internacional

Encontro com artistas
Francesca Migliorin (Itália) e Heather Kapplow (Estados Unidos)

Sábado, 12 setembro às 17h00.
Café Caçador
Sobrado (União de Freguesias de Parada de Ester e Ester, Castro Daire).

Durante duas semanas, Francesca Migliorin percorreu as rotas da transumância com uma câmara pinhole construída à mão, com uma câmara pinhole digital e com uma câmra DSLR e Heather Kapplow gravou, entre outros, sons dos sistemas de irrigação e da pastorícia nas aldeias de Laboncinho, Sobrado, Mós e Eiriz, seguindo a ideia de uma aldeia como corpo. Ambas partilharão com a comunidade local alguns resultados provisórios do seu trabalho. Apareçam!

A Binaural Nodar agradece com entusiasmo a magnífica recepção à sua equipa e aos artistas nas aldeias da União de Freguesias de Parada de Ester e de Ester.

Uma coprodução da Binaural Nodar e do Município de Castro Daire, através da Biblioteca Municipal, com o apoio da União de Freguesias de Parada de Ester e Ester e cofinanciado pela Direção-Geral das Artes e pela União Europeia, através do Programa Europa Criativa (Rede Tramontana).

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UMA MANHÃ COM O BARRO NEGRO DE RIBOLHOSSábado, 12 de setembro, entre as 10h00 e as 13h00Oficina do Barro Negro (Antiga E...
04/09/2026

UMA MANHÃ COM O BARRO NEGRO DE RIBOLHOS

Sábado, 12 de setembro, entre as 10h00 e as 13h00
Oficina do Barro Negro (Antiga Escola Primária)
Ribolhos (Castro Daire)

Programa:
10h00: Rota pedestre do barro negro interpretada pelo oleiro local Jorge Ferreira
11h30: Inauguração de instalação audiovisual “Um conto asinino” de Luís Costa
12h00: Inauguração de resultado da residência artística “Justaposição” com a ceramista Rita Gomes, seguida de lanche-convívio.

Em setembro de 2023, foi inaugurada numa das salas da antiga escola primária da aldeia de Ribolhos (Castro Daire) a Oficina do Barro Negro, um espaço de interpretação de uma tradição artesanal ancorada nesta pequena aldeia, situada junto à Estrada Nacional Nº2. Este espaço contou com a curadoria de Marta Carvalhal, Luís Costa e Jorge Ferreira, tendo tido a estreita colaboração de duas iniciativas do Governo Português: o Programa Nacional Saber Fazer e o Plano Nacional das Artes. Deste então, a Oficina do Barro Negro tem acolhido diversas atividades como residências artísticas, ateliês escolares, rotas pedestres, exposições temporárias e apresentações de livros, num esforço conjunto das várias entidades programadoras do espaço.

Nas últimas semanas, a artista residente Rita Gomes tem desenvolvido uma investigação, intitulada “Justaposição", sobre o território através do encontro entre o barro e o granito, duas matérias distintas que colocam em diálogo aquilo que se transforma e aquilo que permanece. Partindo de pequenas rochas graníticas recolhidas na serra do Montemuro, anteriormente integradas em muros ligados à atividade pastorícia, a artista incorpora-as nas suas criações, permitindo que o barro se molde à pedra e que, através do fogo, ambas adquiram uma nova relação. Cada peça explora a tensão entre fragilidade e resistência, entre a delicadeza da matéria trabalhada pela mão e a presença bruta da paisagem serrana, afirmando a justaposição como uma forma de proximidade sem fusão, onde matérias diferentes coexistem e revelam novas possibilidades.

O evento "Uma Manhã com o Barro Negro de Ribolhos iniciar-se-á com um percurso comentado pelo oleiro Jorge Ferreira, através de alguns lugares simbólicos da aldeia que se ligam à olaria: onde viviam os oleiros, onde eram efetuadas as soengas, etc.

Depois do percurso pedestre será apresentada uma instalação audiovisual da autoria de Luís Costa, coordenador da Binaural Nodar, intitulada “Um conto asinino” e que imagina a relação entre dois exemplares de gado asinino, um da província de Zamora (Espanha) e outro de Ribolhos. Esta obra está integrada na investigação do autor no contexto do Programa Doutoral em Criação Artística da Universidade de Aveiro, em parceria com dois centros de investigação: ID+ (Aveiro) e LiDA (ESAD Caldas da Rainha).

O evento é totalmente gratuito. No entanto, quem pretender participar na rota pedestre do barro negro deverá efetuar uma Inscrição gratuita através do email [email protected].

Ficha técnica e artística:

Uma coprodução ente a Binaural Nodar, o Município de Castro Daire, através da Biblioteca Municipal e da União de Freguesias de Mamouros, Alva e Ribolhos.
Um evento integrado nas atividades da Rede Tramontana, um projeto cofinanciado pelo Programa Europa Criativa da União Europeia

Curadoria do evento: Luís Costa, Marta Carvalhal e Jorge Ferreira
Instalação audiovisual: Luís Costa
Instalação de cerâmica artística: Rita Gomes

Documentação fotográfica e apoio aos visitantes: Nely Ferreira, Andreia Mota (Binaural Nodar) e equipa da Biblioteca Municipal de Castro Daire.

A Binaural Nodar é uma entidade cultural apoiada pela República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto | Direção-Geral das Artes.



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COMO SE ALIMENTA UMA ALDEIA?Residência de investigação e criativaCom Ana Rodríguez (Uruguai)Várzea de Calde (Calde, Vise...
04/09/2026

COMO SE ALIMENTA UMA ALDEIA?
Residência de investigação e criativa

Com Ana Rodríguez (Uruguai)
Várzea de Calde (Calde, Viseu)
18 de julho a 18 de agosto 2026

Uma atividade produzida da Binaural Nodar, integrada no projeto Rede Tramontana, cofinanciado pelo programa Europa Criativa da União Europeia, com o apoio da Junta de Freguesia de Calde e do Município de Viseu.

Como encerramento da residência de investigação e criativa com a antropóloga e artista sonora Ana Rodríguez, dedicada às formas de alimentação de antanho e de agora na aldeia de Várzea de Calde, realizou-se, no exterior das instalações da Associação de Várzea de Calde, um jantar comunitário em que as pessoas que colaboraram com o projeto partilharam exemplos da sua gastronomia familiar.

"Como se alimenta uma aldeia?" foi concebido na sequência de outros projetos anteriores da Binaural Nodar que lidaram, mesmo que lateralmente, com a temática da alimentação: "Plantas Faladas" (2019), em "Ecos da Ida do Retorno" (2022) e, mais recentemente, em "A Carqueja no Quotidiano de Várzea de Calde" (2025).

Desta vez foi diferente: comer, cozinhar e pôr a mesa foram o centro das atenções, e foi a partir daí que se tentou perceber como é que Várzea de Calde se recorda a si própria e se junta à volta da comida.

"Como se Alimenta uma Aldeia?" conta com as parcerias locais do Município de Viseu, da Junta de Freguesia de Calde e da Associação de Ucranianos em Viseu, e está integrado no projeto internacional Rede Tramontana, financiado pelo Programa Europa Criativa da União Europeia — um enquadramento que dá a este trabalho, feito em Várzea de Calde e com a comunidade ucraniana de Viseu, uma dimensão que vai bem além da escala local, ligando-o a uma rede europeia de cooperação cultural.

Fotografias de Ana Margarida Ferreira para a Binaural Nodar.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:

Artista convidada: Ana Rodríguez
Documentação da residência: Ana Margarida Ferreira, Nely Ferreira, Andreia Mota e Luís Costa
Parcerias locais: Município de Viseu, Junta de Freguesia de Calde e Associação de Ucranianos em Viseu
Co-financiamento: República Portuguesa - Direção-Geral das Artes e União Europeia, no contexto do projeto Europa Criativa Rede Tramontana.

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Viseu Cultura Junta de Freguesia de Calde Réseau Tramontana Europa Criativa Portugal iO Associação de Ucranianos em Viseu Várzea de Calde Direção-Geral das Artes Mapa sonoro de Uruguay Associação de Várzea Calde

JUSTAPOSIÇÃOResidência Artística30 agosto a 12 setembroRibolhos (Castro Daire)Com a ceramista Rita GomesUma residência a...
25/08/2026

JUSTAPOSIÇÃO
Residência Artística

30 agosto a 12 setembro
Ribolhos (Castro Daire)

Com a ceramista Rita Gomes

Uma residência artística coproduzida pela Binaural Nodar e pelo Município de Castro Daire, através da sua Biblioteca Municipal, com o apoio da União de Freguesias de Mamouros, Alva e Ribolhos e cofinaciamento pela República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto | Direção Geral das Artes e pela União Europeia, através do programa Europa Criativa (projeto Rede Tramontana).

Pelo quinto ano organiza-se em Ribolhos uma residência artística que tem o barro negro e o património geográfico e cultural da aldeia como ponto de partida para expressões contemporâneas sobre o mundo rural. Depois de Luís Costa (2020), Nuno Vicente (2022), Ana Margarida Ferreira (2023) e Ana Carucci (2024), acolhe-se neste ano a ceramista Rita Gomes, do ateliê Terracotta (Viseu), a qual tem raizes familiares bem próximas de Ribolhos.

Sinopse:

Esta é uma história sobre o nosso território através de pedaços de chão: barro e granito lado a lado, justapostos.

Uma matéria moldada e uma outra que é encontrada. Um diálogo entre aquilo que se transforma e aquilo que permanece.

As pequenas rochas graníticas recolhidas da serra do Montemuro, que outrora fizeram parte de muros para a atividade pastorícia, encontram agora novo lugar.

Justapostas ao barro, são incorporadas em criações artísticas feitas pelas mãos da ceramista Rita Gomes, também ela filha da terra (Figueiredo de Alva).

É o barro que se molda à pedra da montanha e, através do fogo, se cristaliza.

Agora, a sua forma só faz sentido junto daquele pedaço de paisagem serrana.

Cada peça guarda uma tensão entre a fragilidade e a resistência, entre a delicadeza da superfície trabalhada pela mão e a presença bruta da pedra.

Justaposição fala, assim, de proximidade sem fusão. De matérias distintas que coexistem e, ao encontrar-se, revelam novas possibilidades.

Biografia:

Formada em Arquitetura em 2010, foi na Cerâmica que, 9 anos depois, Rita Gomes encontrou a sua vocação.

A sua linguagem estética caracteriza-se pelas formas orgânicas e minimalistas, texturas e cores naturais.

A ceramista procura incansavelmente uma identidade ligada às suas raízes e ao lugar onde cresceu, deixando-se inspirar pelas serras e paisagens da Beira.

Em 2022 criou a marca Terracotta Cerâmica e abriu a sua oficina ao público, em Viseu, proporcionando à comunidade local um espaço que convida à exploração artística e criativa e à partilha deste saber milenar.

Programa Saber Fazer Plano Nacional das Artes Direção-Geral das Artes Município de Castro Daire UF Mamouros, Alva e Ribolhos Réseau Tramontana Europa Criativa Portugal Castro Daire - Biblioteca Municipal

O TEMPO DAS COISASVisitas Guiadas + TertúliasJunho a Agosto 2026Museu do Linho de Várzea de CaldeEntre junho e agosto de...
12/08/2026

O TEMPO DAS COISAS
Visitas Guiadas + Tertúlias

Junho a Agosto 2026
Museu do Linho de Várzea de Calde

Entre junho e agosto de 2026, o Museu do Linho de Várzea de Calde acolheu um conjunto de visitas guiadas e tertúlias no âmbito da exposição “O Tempo das Coisas”, promovendo um olhar mais aprofundado sobre os objetos, as memórias e as histórias da comunidade local.

As visitas permitiram explorar a exposição visual e sonora e a sua composição eletroacústica, enquanto as tertúlias proporcionaram momentos de conversa e partilha em torno da memória, do património e das transformações das comunidades rurais.

“O Tempo das Coisas” foi uma produção da Binaural Nodar, em parceria com o Município de Viseu, através do Museu do Linho de Várzea de Calde, e com a Junta de Freguesia de Calde, integrada no projeto europeu Rede Tramontana, cofinanciado pelo Programa Europa Criativa. A exposição resultou de um processo participativo desenvolvido entre 2024 e 2025, envolvendo habitantes das aldeias da freguesia de Calde.

A Binaural Nodar é uma entidade cultural apoiada pela República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto | Direção-Geral das Artes.

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Endereço

Rua Do Seixo, Nr. 5
Vouzela
3670-280

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 17:00
Terça-feira 10:00 - 17:00
Quarta-feira 10:00 - 17:00
Quinta-feira 10:00 - 17:00
Sexta-feira 10:00 - 17:00

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