05/09/2026
🇵🇹 Quantos éramos. Quantos somos. Quantos seremos?
Olhar para a história do folclore português no Rio é lembrar dos muitos grupos que, ao longo das décadas, encheram salões, festivais e casas regionais de música, cor e tradição. Alguns atravessaram décadas, outros tiveram uma passagem mais curta, mas cada um ajudou a contar um pedaço de Portugal deste lado do Atlântico.
E quanta diversidade passou pelos nossos palcos! Alto Minho, Baixo Minho, Aveiro, Ribatejo, Lafões, Águeda, Reguenga, Porto, Vila da Feira, Coimbra, Ovar, Arouca, Gondomar, Trás-os-Montes, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Nazaré, Leiria, Açores e Espinho, entre tantas outras terras e regiões.
Também fazem parte dessa memória o Rancho Folclórico Português do Rio de Janeiro, da saudosa Benvinda Maria, e o Grupo Folclórico Portugal Canta Brasil, de Simões, criados para reunir folcloristas e levá-los a Portugal.
Hoje, muitos grupos já não existem. Ficaram fotografias, vídeos, registros, trajes, histórias e, principalmente, memórias.
Olhar para o passado também nos faz pensar nos que permanecem. Preservar uma tradição exige estudo, pesquisa, cuidado, responsabilidade e vontade de melhorar.
A crítica faz parte. Podemos discutir uma dança, um traje, uma música ou uma apresentação. O importante é separar a crítica que contribui daquela que apenas diminui.
Precisamos compartilhar conhecimento, corrigir sem humilhar e reconhecer o bom trabalho do outro. Acima de tudo, respeitar.
Ninguém sabe quantos seremos daqui a 10, 20 ou 30 anos. Felizmente, ainda estamos aqui. Mas a história nos alerta: nenhum grupo é eterno simplesmente porque hoje está forte.
Antes de sermos deste ou daquele rancho, somos folcloristas.
🇵🇹❤️ O grupo do outro não precisa acabar para o nosso continuar. Com pesquisa, qualidade e respeito, mantemos o nosso folclore vivo.
Este levantamento foi feito a partir de registros e memórias. Se esquecemos algum grupo, pedimos desculpas. Deixe o nome nos comentários para atualizarmos este registro e preservarmos juntos essa história.