Irmandade Divino Espírito Santo da Mãe de Deus

Como chegar

Irmandade Divino Espírito Santo da Mãe de Deus Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Irmandade Divino Espírito Santo da Mãe de Deus, Organização de caridade, Rua do Carneiro, Vila Franca do Campo.

A I.D.E.S.M.D. é uma Associação de carácter humanitário (Art. 1º), sem fins lucrativos e tem como finalidade a promoção do culto católico em honra e louvor do Divino Espírito Santo e rege-se pelos estatutos em vigor.

Mayor de East Providence, Roberto Da Silva Um bem-haja à nossa Câmara Municipal pela divulgação do nosso livro nos EUA.
11/10/2026

Mayor de East Providence, Roberto Da Silva
Um bem-haja à nossa Câmara Municipal pela divulgação do nosso livro nos EUA.

IMPÉRIO DA MÃE DE DEUSFesta de 1974O domingo de Pentecostes realizou-se no dia 2 de junho de 1974, sendo o Depositário e...
06/10/2026

IMPÉRIO DA MÃE DE DEUS
Festa de 1974

O domingo de Pentecostes realizou-se no dia 2 de junho de 1974, sendo o Depositário e Mordomo o sr. Manuel dos Santos "Gracioso".

Em 1974, Manuel “Gracioso” anunciou que não podia realizar mais a festa. Confirmou que na altura ninguém “subiu” para assumir o cargo de mordomo, tendo assumido o compromisso de “aguentar o gado vivo” e segundo o seu filho António “aguentamos o gado mais de quinze dias nas pastagens do meu pai, até que depois o Francisco Pereira quis pegar na festa”.

__________
in livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira.
_
Foto 1: Custódio Andrade, na recolha do gado de 1974. Foto: Maria de Lurdes Santos
Foto 2: Mordomia do Império da Mãe de Deus de 1974. Da esquerda para a direita: António “Missaéis”, Francisco Pereira, Manuel “Gracioso”, Antonino de Andrade e António Bento.
Atrás vem a Banda Lealdade. Foto: Maria de Lurdes Santos.
Foto 3: Procissão da Coroação de 1974, na Rua Teófilo de Braga. Foto: Maria de Lurdes Santos
Foto 4: . Bazar do Império na Rua de Santo Amaro nascente de 1974. Foto: Maria de Lurdes Santos
Foto 5: António e José Amaro Santos, filhos do Mordomo Manuel do Santos ("Gracioso"). Foto: António dos Santos
_
Imagens patentes no livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira, nas páginas 94, 97 e 98.

AGRADECIMENTO O nosso Presidente e Mordomo agradece a todos as muitas felicitações recebidas pelo seu aniversário, desej...
05/10/2026

AGRADECIMENTO
O nosso Presidente e Mordomo agradece a todos as muitas felicitações recebidas pelo seu aniversário, desejando em sinal de agradecimento, votos das maiores bênçãos do Divino Espirito Santo para todos.
Saudosos cumprimentos a todos.

FELIZ ANIVERSÁRIO SR. ELIAS!
O nosso Presidente e Mordomo Elias Sardinha celebra hoje o seu 70º aniversário. Que o Divino Espírito Santo lhe conceda muita alegria, saúde, paz e muitas Graças Divinas, por muitos e longos anos. Um forte abraço.

FELIZ ANIVERSÁRIO SR. ELIAS!O nosso Presidente e Mordomo Elias Sardinha celebra hoje o seu 70º aniversário. Que o Divino...
04/10/2026

FELIZ ANIVERSÁRIO SR. ELIAS!
O nosso Presidente e Mordomo Elias Sardinha celebra hoje o seu 70º aniversário. Que o Divino Espírito Santo lhe conceda muita alegria, saúde, paz e muitas Graças Divinas, por muitos e longos anos. Um forte abraço.

RECEÇÃO AO PRÍNCIPE DOM RAFAEL Na Ermida da Mãe de DeusFoi com enorme honra e satisfação que a nossa Irmandade associou-...
03/10/2026

RECEÇÃO AO PRÍNCIPE DOM RAFAEL
Na Ermida da Mãe de Deus

Foi com enorme honra e satisfação que a nossa Irmandade associou-se à Filarmónica Marcial União Progressista nas honras de receção a Dom Rafael de Orléans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil.

D. Rafael é descendente do Rei D. Pedro IV, que em 1831, visitou a ilha de São Miguel durante Guerra Civil Portuguesa, passando oito dias na ilha para se informar sobre a administração, inspecionar tropas e dar ordens. Durante a sua estadia em São Miguel, visitou Vila Franca do Campo e esteve no Solar da Madre Deus, extinto edifício anexo à atual Ermida da Mãe de Deus.

Sua Alteza Real fez hoje memória ao seus antepassados, no interior da Ermida da Mãe de Deus, primeiro com a oração do "ANGELUS" a Nossa Senhora Mãe de Deus e depois com o canto do "VENI CREATOR" em veneração à Coroa do Divino Espírito Santo, trazida da nossa Sede para Ermida, propositadamente para esta cerimónia.

Um bem-haja ao Doutor Paulo Gusmão e família, pelo honroso convite.

IMPÉRIO DA MÃE DE DEUSFesta de 1972O domingo de Pentecostes realizou-se no dia 21 de maio de 1972, sendo o Depositário e...
02/10/2026

IMPÉRIO DA MÃE DE DEUS
Festa de 1972

O domingo de Pentecostes realizou-se no dia 21 de maio de 1972, sendo o Depositário e Mordomo o sr. Manuel dos Santos "Gracioso".

Segundo a família Santos, o programa festivo era semelhante ao mandato anterior. Na sexta-feira, logo pela manhã realizava-se a recolha do gado. Naquele tempo não haviam muitos lavradores na área da Mãe de Deus, por isso, Manuel “Gracioso” convidou alguns lavradores dos arredores, principalmente da Ribeira Seca, para criarem gado para o Império da Mãe de Deus.

Na foto 2, na fila da frente, da esquerda para a direita: António “Missaéis”, Manuel “Gracioso” (Mordomo), José “Veneno” e Custódio Andrade (genro do Mordomo). Em segundo plano, junto ao animal, está o José Amaro Santos (filho do Mordomo) e o Carlos “Zorrão”.

Manuel “Gracioso”, segundo o filho António, chegou a abater oito a dez animais, geralmente vacas. O senhor Fernando da Costa era o responsável pelo abate e organização da carne, quer para as pensões, quer das “sobras para venda”.

__________
in livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira.
_
Foto 1: Quarto do Espírito Santo na moradia de Manuel “Gracioso”, na Rua de Santo Amaro de 1972. Foto: António Manuel Pereira dos Santos

Foto 2: Sexta-feira da recolha do gado de 1972. Foto: Maria de Lurdes Santos

Foto 3: José Amaro dos Santos (“Gracioso”) filho do Mordomo, no desfile do Gado de 1972,
na Rua Visconde da Palmeira. Foto: António Manuel dos Santos

Foto 4: . Foto de família da Mordomia de 1972, liderada pelo senhor Manuel “Gracioso” e seus principais colaboradores do gado, acompanhados pela Orquestra da Banda Lealdade,
na Rua Visconde da Palmeira. Foto: António dos Santos

Foto 5: José Amaro “Gracioso” e José Manuel Rainha, no tradicional desfile do Gado de 1972, pelas ruas da Vila, na Rua Visconde da Palmeira. Foto: António dos Santos

Foto 6: Mordomia do Império da Mãe de Deus de 1972. Da esquerda para a direita: Custódio Andrade, José Mário “Gracioso”, Manuel “Gracioso”, António “Missaéis” e José Vicente.
Atrás vem a Banda Lealdade. Foto: Maria de Lurdes Santos
_
Imagens patentes no livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira, nas páginas 91 a 96.

MANUEL DOS SANTOSMordomo de 1962 – 1974Manuel dos Santos, mais conhecido como Manuel “Gracioso” foi o mordomo que sucede...
30/09/2026

MANUEL DOS SANTOS
Mordomo de 1962 – 1974

Manuel dos Santos, mais conhecido como Manuel “Gracioso” foi o mordomo que sucedeu ao senhor António “Papiche” no Império da Mãe de Deus, em 1962.

Manuel “Gracioso”, respeitado lavrador, possuía uma grande lavoura, terras e alguns empregados. Conversando com o seu filho, António dos Santos, mais conhecido por António “Gracioso”, o próprio testemunhou de forma minuciosa, o mandato do seu pai como mordomo. “Não era rico, mas tinha uma casa farta” e a sua casa na Rua de Santo Amaro (n.º 38) tinha as dimensões suficientes para a realização das festas do Espírito Santo. A festa acontecia na sexta, sábado e domingo. “A festa em casa de um mordomo levava quinze dias para «atimar» (1) coisas, desmanchar as mobílias para o quarto da despensa, cozer massas a semana inteira, muita revolução na casa e nos quartos. O meu pai convidava as filhas de lavradores para ajudar. O meu pai matava dois porcos, semeava tremoço para curtir na altura da festa, e muita batata para as refeições.” As cozinheiras do tempo do seu pai, para além da sua mãe, Maria dos Anjos Pereira, eram as senhoras: Maria do Carmo Ventura (Maria “Chapinha”), “Aninhas” Patrícia e a tia Carminha “Canica”. Uns dias antes, aos finais de tarde, “enfeitavam-se as ruas com varas e umas bandeirinhas. As varas eram enfincadas com picaretas e barras de ferro. Enfeitava-se as varinhas só nas ruas de Santo Amaro e Laranjeiras. Mais tarde colocaram-se os arcos. Houve anos que ia sozinho cortar a verdura para a festa e trazia nas bestas.” Quando não havia famílias depositárias, a família Santos fazia a “Dominga” na sua casa, e o quarto do Espírito Santo era montado no quarto da frente da sua casa e era ornamentado pela tia Conceição “Frutuosa”, sendo o trabalho de eletricidade realizado pelo José Ventura.

Segundo a família Santos, o programa festivo era semelhante ao mandato anterior. Na sexta-feira, logo pela manhã realizava-se a recolha do gado. Naquele tempo não haviam muitos lavradores na área da Mãe de Deus, por isso, Manuel “Gracioso” convidou alguns lavradores dos arredores, principalmente da Ribeira Seca, para criarem gado para o Império da Mãe de Deus.

Acrescentou que a recolha do gado tinha sempre uma orquestra e seu pai “pagava os dias de trabalho dos músicos” e também que nos anos em que o Império tinha menos gado ao cuidado de criadores, o seu pai “pedia gado emprestado para o desfile do gado, para ficar mais composto e depois era devolvido aos seus donos. Estas pessoas que emprestavam o gado, depois tinham uma pensão. No dia dos gueixos na ida do desfile à Ribeira Seca, cruzavam-se com o gado do Império da Ribeira Seca e havia muita zaragata entre os animais.”

No mandato de Manuel “Gracioso” depois da recolha do gado realizavam-se lindos desfiles dos animais, com passagem pela Mãe de Deus, Ribeira Seca e centro de Vila Franca do Campo. Os vitelos e novilhos geralmente eram arrematados ou entregues a criadores. Para abate no açougue, junto à praia do Corpo Santo, seguiam as vacas, algumas oriundas de criadores e as restantes eram compradas.

Manuel “Gracioso”, segundo o filho António, chegou a abater oito a dez animais, geralmente vacas. O senhor Fernando da Costa era o responsável pelo abate e organização da carne, quer para as pensões, quer das “sobras para venda”.

Carlos Saêta recorda-se que a sua mãe dava-lhe uns trocos, cerca de 2$50 (dois escudos e meio) para ir comprar “ossinhos para dar o gostinho à sopa”.

António Gracioso realçou que “naquele tempo havia muita pobreza”, só davam pensões aos criadores, a benfeitores e às pessoas que pagavam a quota durante o ano. O seu pai todos os domingos “corria a área, de porta em porta, para receber a quota de 2$50 para as pensões.” Eram poucas as pessoas que pagavam a quota.

Na tarde de sexta-feira realizava-se a recolha do pão, a mudança da pombinha, depois a abertura do quarto com a “Coroa da Festa” do Império, seguida da bênção, pelo Prior António Jacinto de Medeiros, do pão, da massa e da carne, tudo na casa da família Santos.

De acordo com António “Gracioso”, no quintal da sua casa tinha um grande “quarto de casa” (2), onde penduravam a carne para as pensões e, durante a noite, era feita a desmancha. No dia seguinte, no mesmo lugar, faziam a tradicional “Ceia dos Criadores”. Naquele tempo não haviam muitos carros, por isso, para acompanhar o trator do senhor José da Costa, o pai alugava a “carrinha do senhor Cabralinho” para dar as pensões, dentro e fora da área.
“Naquele tempo os lavradores não tinham carros” e o seu pai depois de dar as pensões, ia com a dita carrinha buscar os criadores à Ribeira Seca e certamente a outros locais, previamente combinados.

No domingo de manhã realizava-se a missa da festa, com a presença da família depositária, do mordomo e sua família, seguindo-se de tarde a procissão da Coroação.

Em 1972 o depositário foi José Vicente. Como na altura residia na Achadinha, a “Dominga” foi realizada na casa do seu irmão António, na Rua das Laranjeiras. Anos depois, a família Vicente, já residente também na Rua das Laranjeiras, realizou a “Dominga” por diversas vezes.

Depois da Coroação, a Coroa era colocada no Império de madeira, previamente montado na Rua Visconde da Palmeira.

Durante a tarde, as pessoas levavam algumas esmolas em dinheiro, em géneros e animais vivos criados nos quintais. “Tínhamos sempre uma pinga de vinho e umas massinhas para dar às pessoas que iam ao Império”. Ao final da tarde faziam-se umas pequenas arrematações e o arraial era sempre a cargo de uma Filarmónica, num “palanco (3) montado mais abaixo do Império”. Depois dos concertos realizava-se o balanço das festas e, de seguida a mudança da coroa. “Se alguma família não subia para pegar na coroa, no ano seguinte a «Dominga» era realizada pela família Santos.”

O lugar de mordomo era sempre colocado à disposição e enquanto o povo dizia “viva ao velho!” continuava o mandato de mordomo. António “Gracioso” relatou que, por duas vezes, a Coroa, no tempo do seu pai, “saiu fora da área, uma vez para casa do João «Barbeiro» que morava junto ao Hospital e a outra vez para a casa do José Luis, na Rua da Paz. O povo criticou muito o meu pai, mas ele se impôs e autorizou”. Nos quinze anos que Manuel “Gracioso” esteve nos comandos da festa, foram poucas as vezes que famílias depositárias fizeram a “Dominga”. Para além dos dois depositários mencionados anteriormente para fora da área, fizeram também a “Dominga”: Rita de Oliveira, António Gomes, Hermínia “Clara” e o próprio Manuel “Gracioso” em 1974, por promessa do regresso do seu filho António da guerra do Ultramar. Nos sábados da quaresma, realizava-se a recitação dos terços ao Espírito Santo, na casa da família depositária.

Em 1974, Manuel “Gracioso” anunciou que não podia realizar mais a festa. Confirmou que na altura ninguém “subiu” para assumir o cargo de mordomo, tendo assumido o compromisso de “aguentar o gado vivo” e segundo o seu filho António “aguentamos o gado mais de quinze dias nas pastagens do meu pai, até que depois o Francisco Pereira quis pegar na festa”.

__________
in livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira.
_
(1) “Atimar” é um termo característico de Vila Franca do Campo e significa «preparar».
(2) “Quarto de casa” era uma espécie de armazém ou anexo de despejos de uma moradia.
(3) “Palanco” é uma espécie de coreto móvel.
_
Imagem: Imagem com recurso a IA, com base na foto mencionada no livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira, na página 90

IMPÉRIO DA MÃE DE DEUSFesta de 1949O domingo de Pentecostes realizou-se no dia 18 de maio de 1949, sendo o Depositário o...
28/09/2026

IMPÉRIO DA MÃE DE DEUS
Festa de 1949

O domingo de Pentecostes realizou-se no dia 18 de maio de 1949, sendo o Depositário o sr. Manuel dos Santos e o Mordomo o sr. António Jacinto Pacheco.

Na foto 2, a segurar a “Coroa da Festa”, está o irmão do depositário, António dos Santos, mais conhecido por António “Gracioso” e a coroar, a sua sobrinha Maria de Lurdes Santos. O menino na frente é o sobrinho António dos Santos (“Gracioso”).

António “Gracioso”, na foto 3 a levar a taça da coroa, partilhou que na época os meninos que levavam a coroa ou a taça, vestiam umas luvas brancas, que certamente, faziam parte da “roupinha da Primeira Comunhão ou da Comunhão Solene”.

As procissões da Coroação eram simples, mas todos se vestiam a rigor, quer adultos e principalmente as crianças, sempre com a sua melhor roupa e calçado, “para acompanhar Nosso Senhor, sempre com muito respeito, devoção e fé”, refere o António “Gracioso”.

__________
in livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira.
_
Foto 1: Coroação de 18 de maio de 1958. Fonte: Maria de Lurdes Santos

Foto 2: Procissão da Coroação de 1954, sendo o depositário o senhor Manuel dos Santos. Coroação à porta da Igreja Matriz. Fonte: Maria de Lurdes Santos

Foto 3: Procissão da Coroação de 1959. Fonte: Maria de Lurdes Santos

Foto 4: Procissão da Coroação de 1959, realizada por Manuel dos Santos, na Rua Teófilo de Braga. Fonte: Maria de Lurdes Santos

_
Imagens patentes no livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira, nas páginas 87, 88 e 89.

IMPÉRIO DA MÃE DE DEUSFesta de 1949Maria do Santo Cristo Quintanilha testemunhou que a sua mãe, a senhora Maria de Jesus...
25/09/2026

IMPÉRIO DA MÃE DE DEUS
Festa de 1949

Maria do Santo Cristo Quintanilha testemunhou que a sua mãe, a senhora Maria de Jesus Rego Pinheiro, em 1948, tinha uma promessa ao Espírito Santo, e estando o Império das Hortas inativo, mandou o seu cunhado, Manuel Eugénio Cabral, pedir autorização ao senhor António “Papiche” para a realização da “Dominga” no ano seguinte em sua moradia, na Rua da Paz. Certamente foi concedida esta autorização por não haver na área da Mãe de Deus famílias interessadas em realizar a “Dominga”. Maria do Santo Cristo recorda-se de ir na “recolha do pão” e no final davam um quarto de um pão, ao menino ou menina que levava o tabuleiro ou “cesta de vimes”. Foi ela neste ano, a menina com a tenra idade de 7 anos, que “coroou” com a “Coroa da Festa” do Império da Mãe de Deus.

Maria do Santo Cristo acrescentou que em 1949 a sua casa já tinha eletricidade. Partilhou, também, a informação de que as flores da foto eram de papel e dentro delas estavam umas lâmpadas que iluminavam os arranjos, cuja montagem foi da responsabilidade do senhor Cabral de Água d’Alto. A sua mãe foi a depositária da Coroa no ano 1948-1949, encontrando-se o seu marido, o senhor Artur da Mota Quintanilha (“Brioso”), emigrado nas Bermudas.

Segundo Maria do Santo Cristo, naquele ano, não foram à missa de manhã “coroar”. Esta realizou-se no período da tarde, na porta da Igreja, com a Banda a tocar o hino do Espírito Santo.
Como se pode constatar na foto, a procissão da coroação está a ir em direção da Igreja Matriz, já com a “Coroa da Festa”.

A menina, ao centro, que vai “coroar” é Maria do Santo Cristo e segurando a taça da coroa, está sua prima, Liberta Maria Mota que, curiosamente mais tarde viria a ser a futura esposa de um mordomo no Império da Mãe de Deus, ou seja, seria mordoma.

A menina da foto, Maria do Santo Cristo, passados 11 anos, casou com Antonino Amaral de Medeiros, mais conhecido por Antonino “Belota”, que algum tempo depois, viria a ser um dos mordomos do Império das Hortas, juntamente com os mordomos Faustino Amaral e Ângelo de Melo. Importa salientar ainda, que o seu filho, Artur Quintanilha de Medeiros, foi Mordomo e Presidente da Irmandade do Divino Espírito das Hortas e o seu outro filho, António Quintanilha de Medeiros, igualmente membro da referida Irmandade.

__________
in livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira.
_
Foto 1: Quarto do Espírito Santo de 1949, na moradia de Maria de Jesus Pinheiro. Fonte: Maria do Santo Cristo Quintanilha

Foto 2: Procissão da Coroação de 1949, realizada pela senhora Maria de Jesus Pinheiro, a caminho da Igreja Matriz, na Rua Teófilo de Braga. Fonte: Maria Santo Cristo Quintanilha

Foto 3: Coroação de 1949, realizada por Maria de Jesus Pinheiro, na porta da Igreja Matriz. Fonte: Maria do Santo Cristo Quintanilha
_
Imagens patentes no livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira, nas páginas 83, 84 e 85.

Endereço

Rua Do Carneiro
Vila Franca Do Campo
9680-142

Website

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviamos-lhe um e-mail quando Irmandade Divino Espírito Santo da Mãe de Deus publicar novidades e promoções. O seu endereço de e-mail não será utilizado para nenhum outro fim e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Atalhos

Partilhar