01/08/2025
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A realização do Cortejo de Vila Nova de Anha, no passado fim-de-semana, é mais do que uma celebração festiva; é um ato de resistência cultural e uma afirmação da identidade de um povo, do nosso povo. Em cada Lugar, em cada traje, em cada encenação que percorre as ruas da nossa Vila, renova-se um compromisso com a memória coletiva que nos define enquanto comunidade.
A memória de um povo é o fio invisível que liga gerações, que dá sentido às raízes e projeta o futuro com consciência do passado. É através dela que se mantêm vivas as histórias, os saberes e os costumes que moldaram a nossa maneira de ser e de estar no mundo. Esquecer essas heranças seria perder parte do que somos.
O Cortejo, ao reunir a comunidade em torno das suas tradições partilhadas, torna-se um poderoso instrumento de transmissão cultural. Ele educa os mais novos, honra os mais velhos e oferece a todos um espaço de reencontro com aquilo que nos torna únicos. Não se trata apenas de recordar, mas de celebrar com orgulho aquilo que herdámos e que, com responsabilidade, devemos continuar a transmitir.
Que esta tradição perdure por muitas mais gerações, como símbolo vivo da nossa identidade e como expressão da riqueza que é ser de Vila Nova de Anha. A memória é o nosso maior legado — e preservá-la é honrar todos os que vieram antes de nós e os que hão de vir.
Muitos parabéns a todas as mulheres e homens que, ano após ano, arregaçam as mangas dedicando o seu trabalho e entrega em prol desta causa que é de todos(as).
cortejo.desde1987