Foi no início dos anos oitenta que dois jovens foram convidados pela Direcção Geral da Educação de Adultos e o Ministério da Agricultura e Pescas a desenvolver um projecto de animação cultural na freguesia. Esta semente foi rapidamente lançada à terra e não faltaram adeptos a esta causa. Os encontros faziam-se ocasionalmente em local incerto, de modo a coordenar e planificar iniciativas para promo
ver o desporto e a cultura. Foi no dia 14 de Outubro de 1981, que estes Subportelenses rumaram à Secretaria Notarial de Viana do Castelo com o propósito de construir a Associação Desportiva e Cultural, e os outorgantes comprometeram-se a trabalhar para um bem comum e sem fins lucrativos. Quem custeou a escritura e todos os gastos de arranque desta Associação foi o sócio número um, que assim decidiu e, com muito orgulho, foi aceite pelos restantes outorgantes. Logo surgiram muitas ideias para trabalhar no terreno, umas foram vãs, mas outras tornaram-se riqueza e preservação cultural, no incentivo do desporto e do intercâmbio entre a gente de Subportela e de outras terras que através da Associação a conheceram. Com o decorrer dos tempos, em 21 de Novembro de 1983, houve a necessidade de alterar os estatutos e acrescentar ao seu nome “Social” para que a Segurança Social pudesse contribuir monetariamente na Sede dos nossos sonhos. Sendo assim, acreditando nas palavras de Fernando Pessoa, «Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce», surgiu a oportunidade de adquirir a casa velha situada ao lado da capela de S. João, no monte com o mesmo nome. Esta obra foi restaurada com muito bom gosto, pois preservou a tradição e ainda hoje é Sede da Associação. A contínua procura de apoios em várias instituições e a concretização de meios permitiu também, construir um campo de jogos e um parque infantil, para assim, incentivar a prática do desporto e entretenimento.
À medida que o tempo foi passando, houve sempre grandes esforços para construir o Centro Cultural que pudesse ser o edifício sede, mais amplo e que satisfizesse as necessidades da população, mas, devido às grandes dificuldades financeiras e logísticas, ainda hoje continua em projecto. Em finais de 2002, foi altura de surgir uma equipa de novos corpos gerentes. Uma equipa totalmente renovada sem qualquer ligação aos membros anteriores, empreendedora e dinâmica, disposta ao diálogo e parcerias, uma equipa convicta de merecer a credibilidade da população e das instituições. Ao longo destes anos, muitas foram as actividades que se realizaram, e muitas são as que se encontram no activo: sessões de cinema, levantamento sociocultural da freguesia, jogos tradicionais, preservação de um moinho de vento, várias exposições, criação de uma pequena biblioteca, curso de alfabetização, teatro juvenil, ocupação de tempos livres, bailes e festas (Natal, Passagem de Ano, Carnaval, S. Martinho, do Emigrante, dia da Associação…), marchas populares, cantares das Janeiras, passeios culturais, convívios e passeios de cicloturismo, torneios (malha, sueca, futebol 5…), lançamento do boletim informativo “Arauto de Roques”, espectáculos (música, dança, passagem de modelos…), criação duma escola de música…