01/06/2026
No dia 30 de Maio o MDM de Viana do Castelo, fez-se representar, numa iniciativa promovida pelo MDM Nacional, para defender os direitos das MULHERES e a Constituição da República Portuguesa!
Trabalho. Salários. Tempo para viver.
Pelos direitos das mulheres, cumprir a Constituição!
Convidadas pelo Movimento Democrático de Mulheres – MDM, cerca de quatro dezenas de mulheres trabalhadoras dos cinco distritos da região Norte, de diferentes idades e profissões, estiveram reunidas no Porto (30 Maio), para expor a condição actual das trabalhadoras e o profundo ataque aos seus direitos.
No diverso conjunto de 18 intervenções, do sector público e do privado com elevada feminização, arquitectas e arqueólogas, médicas, professoras e psicólogas, operárias da indústria transformadora e do têxtil, trabalhadoras da grande distribuição e de outros serviços, confirmaram a situação comum qualquer que seja o seu grau de qualificação.
Desvalorização do trabalho, trabalho não remunerado, precariedade em qualquer das suas formas – falsos recibos verdes e contratos a termo certo renováveis por “tempo indeterminado” – baixos e muito baixos salários, desregulação desumana dos horários de trabalho sem tempo para viver, nem para acompanhar os filhos, aumento da exploração, desemprego, coação e outras violências. Com especial gravidade é a situação das jovens trabalhadoras.
Esta condição configura um autêntico Roteiro da Inconstitucionalidade de ataque deliberado aos seus direitos económicos, sociais e culturais consagrados na Constituição.
Porque «todas juntas contamos mais», no final da sessão foi aprovado por unanimidade o Apelo Não aceitamos retrocessos, todas à Greve Geral, convocada pela CGTP-IN para 3 Junho Derrotar o Pacote Laboral. Não ao Retrocesso. Mais Salários. Mais Direitos. Mais Serviços Públicos.
Foi a primeira sessão do ciclo de cinco debates temáticos Constituição e Igualdade: 50 Anos de Direitos das Mulheres, iniciativa nacional do MDM, cofinanciado pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, para assinalar o cinquentenário da aprovação da Constituição da República Portuguesa, afirmando-a como instrumento vivo e estruturante dos direitos das mulheres, da igualdade e de transformação social.