11/08/2025
Obrigado Carlos pelo teu testemunho, um grande bem haja da Comissão da Festa de Ceras 2025 ❤️
Em Ceras, Tomar, no domingo 3 de agosto, sob um sol abrasador, participei na procissão que marca as festas da terra (segurando a lanterna que ilumina o caminho). Um momento que representa a força das nossas raízes, das nossas gentes e do modo muito português de viver a tradição: com alma, com memória e com partilha. Gosto deste contacto.
As festas populares e as romarias fazem parte do coração do país, esse que pulsa nos gestos simples, nos passos ritmados pelas ruas, nos olhares cúmplices entre vizinhos, nas mãos que seguram flores, andores e esperanças. Uma vida de maior simplicidade, mas também de profundidade.
Voltar a estas tradições, e a esta comunidade, é reencontrar o essencial. Ver crianças e adultos lado a lado, ouvir histórias, sentir o calor humano de quem preserva a identidade local, tudo isso é mais do que uma festa: é uma celebração da nossa cultura viva.
Como escreveu Miguel Torga: “O universal é o local sem paredes.” E é verdade: quando cuidamos do que é nosso, com autenticidade, estamos também a dar um contributo ao que nos une enquanto povo. Voltarei todos os anos, enquanto puder!
Foi com orgulho, e com emoção, que caminhei com simplicidade e humildade, ao lado de tantos, da família, dos meus filhos, dos amigos, dos conhecidos, dos desconhecidos num dia em que a tradição nos recorda que o futuro só faz sentido com memória.
Obrigado Portugal! Obrigado Ceras e obrigado à fabulosa equipa da Comissão da Festa de Ceras 2025!!! ❤️