CPCJ de Setúbal

CPCJ de Setúbal Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Setúbal

Dia Internacional da Não ViolênciaHoje assinalamos o Dia Internacional da Não Violência, uma data que nos convida a pens...
02/10/2026

Dia Internacional da Não Violência

Hoje assinalamos o Dia Internacional da Não Violência, uma data que nos convida a pensar na forma como nos relacionamos e no papel que cada um de nós pode desempenhar na construção de uma sociedade mais segura, respeitadora e justa.
A não violência começa nas palavras, nos gestos e na capacidade de escutar o outro. Está na forma como educamos, como cuidamos, como resolvemos os conflitos e, sobretudo, na maneira como protegemos quem está mais vulnerável.
Promover a paz não significa apenas evitar a violência. Significa criar relações baseadas no respeito, na empatia, no diálogo e na dignidade de cada pessoa.
Que saibamos fazer da não violência uma escolha diária e da paz uma responsabilidade de todos.

A intergeracionalidade da adversidade — compreender para protegerNem tudo começa na infância que temos diante de nós. Po...
01/10/2026

A intergeracionalidade da adversidade — compreender para proteger

Nem tudo começa na infância que temos diante de nós. Por vezes, há histórias anteriores que ajudam a compreender aquilo que uma criança vive no presente.

O projeto DAR — Desenvolvimento, Adversidade & Resiliência, desenvolvido pelo ProChild CoLAB, em parceria com o Centro de Investigação em Psicologia da Universidade do Minho (CIPsi-UMinho) e a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian, através da iniciativa Growing Minds, estuda precisamente esta dimensão: de que forma as experiências adversas vividas pelos pais ou cuidadores durante a sua própria infância podem repercutir-se no desenvolvimento, no funcionamento emocional e na saúde mental dos seus filhos.

É a isto que chamamos intergeracionalidade da adversidade.
Significa reconhecer que experiências como a violência, a negligência, a pobreza extrema, a instabilidade familiar ou outras situações adversas podem deixar marcas que acompanham uma pessoa ao longo da vida e que, em determinadas circunstâncias, podem influenciar a forma como estabelece relações, responde às necessidades da criança ou exerce a parentalidade.
Mas a história não está escrita à partida.
A transmissão da adversidade não é inevitável. Entre aquilo que aconteceu no passado e aquilo que uma criança viverá no futuro existem relações, oportunidades, apoios, vínculos seguros, recursos e pessoas capazes de fazer a diferença.

É por isso que o projeto DAR procura identificar não apenas fatores de risco, mas também fatores de proteção e de resiliência.

E esta perspetiva é particularmente importante no trabalho das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens.
Porque nos convida a ampliar a pergunta.
Não apenas:

«O que está a acontecer a esta criança?»
Mas também:
«Que história trouxe esta família até aqui?»
«Que experiências podem estar a influenciar o presente?»
«Que recursos existem nesta família?»
«O que podemos fortalecer para interromper um ciclo de adversidade?»

Proteger uma criança é também compreender o contexto em que cresce, sem culpabilizar os pais pelas suas próprias histórias.
É olhar para a família com rigor, mas também com humanidade.
E, sobretudo, é reconhecer que a adversidade pode atravessar gerações, mas a proteção também pode fazê-lo.

CPCJ de Setúbal em formação para promover direitos, prevenir o perigo e melhor proteger.

As/Os jovens do Projeto TT - Teia Trampolim - E9G, apresentam “Para Além da Casca”, uma animação produzida nas sessões d...
28/09/2026

As/Os jovens do Projeto TT - Teia Trampolim - E9G, apresentam “Para Além da Casca”, uma animação produzida nas sessões de TIC, onde desenvolveram competências digitais tais como pintura digital e edição de imagem e vídeo.
O TT – Teia Trampolim – E9G é um projeto do Programa Escolhas, promovido pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, através do Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P., e gerido pela Sociedade de Estudos e Intervenção em Engenharia Social (Cooperativa SEIES).
A nossa Comissão esteve presente neste evento de extrema importância, que nos permitiu conhecer e valorizar o trabalho desenvolvido pelos jovens do Projeto TT – Teia Trampolim – E9G.

Sinopse
“Para Além da Casca” é uma alegoria dramática sobre identidade, repressão e coragem colectiva.
Numa vila onde todos os ovos vivem presos dentro das suas cascas, existe apenas uma regra: nunca quebrar. A casca representa segurança, perfeição e aceitação social. Quem racha é visto como defeituoso, anormal ou perigoso.
Quando Apollo ousa sair da casca, torna-se alvo imediato de medo e rejeição. Enquanto enfrenta o julgamento dos outros ovos - especialmente de Bisteca, o maior defensor das regras - Apollo percebe que a verdadeira prisão não é a casca, mas o medo de deixar de ser aceite.
Ao longo da história, diferentes personagens revelam as suas próprias feridas escondidas: Mariana sofre discriminação por ter uma casca azul; Osvaldo vive aprisionado numa identidade construída para agradar aos outros; Mini Moka, vista como “estranha”, é a única capaz de reconhecer quem cada um realmente é. Em paralelo, o desaparecimento silencioso de Gilberto mostra o preço devastador de nunca poder existir livremente.
À medida que mais ovos começam a quebrar as suas cascas, o medo colectivo transforma-se em coragem. No final, a comunidade confronta uma verdade inevitável: esconder quem somos não nos protege só nos apaga.
“Para Além da Casca” é uma história sobre autenticidade, pertença e a liberdade de existir para além das regras impostas pelo medo.

As/Os jovens do Projeto TT - Teia Trampolim - E9G, apresentam “Para...

A CPCJ de Setúbal esteve na Casa d’Avenida, em Setúbal, na sexta feira, 25 de setembro, para a apresentação do Livro de ...
28/09/2026

A CPCJ de Setúbal esteve na Casa d’Avenida, em Setúbal, na sexta feira, 25 de setembro, para a apresentação do Livro de Colorir o Bairro, uma iniciativa artística e comunitária desenvolvida pelo projeto TT – Teia Trampolim – E9G, integrado no Programa Escolhas, do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), e gerido pela SEIES – Sociedade de Estudos e Intervenção em Engenharia Social.

O projeto nasce de uma ideia tão simples quanto poderosa: olhar para o bairro através dos olhos de quem nele vive.

A comunidade é convidada a fotografar lugares, espaços, pormenores e elementos que fazem parte do quotidiano do bairro. Depois, nas sessões de Tecnologias de Informação e Comunicação do projeto, são os próprios jovens que trabalham essas imagens e as transformam digitalmente em desenhos, criando os contornos que irão integrar um livro de colorir coletivo, construído a partir da identidade do território e dos olhares de quem o habita.

É muito mais do que um livro.

É uma forma de participação. É uma oportunidade para desenvolver competências digitais e criativas. É uma maneira de valorizar o território e de fortalecer o sentimento de pertença. E é, sobretudo, uma forma de dizer às crianças e aos jovens que o seu olhar sobre o mundo importa.

O Programa Escolhas, na sua 9.ª geração, assenta precisamente numa intervenção de proximidade, desenvolvida a partir das necessidades concretas dos territórios, promovendo a inclusão social, a igualdade de oportunidades, a participação, a cidadania, as artes, a cultura, o desenvolvimento de competências e a coesão das comunidades.

É neste ponto que iniciativas como esta merecem a nossa atenção enquanto comunidade.

Na prevenção, nem tudo acontece dentro de um gabinete, numa escola ou perante uma situação de perigo já identificada. Prevenir é também criar contextos onde as crianças e os jovens possam participar, criar, aprender, relacionar-se, desenvolver competências e sentir que pertencem ao lugar onde vivem.

A arte pode ser um espaço de expressão.
A tecnologia pode ser uma ferramenta de capacitação.
A comunidade pode ser um lugar de proteção.

E é por isso que a CPCJ de Setúbal deixa o apelo à continuidade e ao nascimento de mais projetos desta natureza: projetos que cheguem aos territórios, que envolvam as comunidades, que deem voz às crianças e aos jovens e que criem oportunidades onde tantas vezes existem apenas dificuldades.

Precisamos de mais projetos que aproximem pessoas, que valorizem os bairros e que permitam às crianças e aos jovens descobrir que também podem transformar aquilo que os rodeia.

Porque, quando uma comunidade é convidada a olhar para o lugar onde vive, a fotografá-lo, a recriá-lo e a dar-lhe cor, está também a ser convidada a participar na construção da sua própria identidade.

E isso também é prevenção. Também é inclusão. Também é cidadania.

Há livros que contam uma história. E há livros que, ao contar uma história, nos obrigam a olhar para tantas outras que p...
28/09/2026

Há livros que contam uma história. E há livros que, ao contar uma história, nos obrigam a olhar para tantas outras que permanecem escondidas.

Mulheres Abusadas, Basta!, de Maria Albina Martins Bartolomeu, é um romance inspirado em casos reais. Parte da literatura para tocar uma realidade que continua a atravessar vidas, famílias e comunidades: a violência contra as mulheres.
O livro foi apresentado na Biblioteca Municipal de Setúbal, neste último sábado, dia 26 de setembro de 2026 e contou com a presença da nossa Comissão.

A autora transforma em palavras experiências marcadas pelo abuso, pelo medo, pelo silêncio e pela dificuldade de romper com ciclos de violência. E é precisamente aí que este livro ganha uma importância que ultrapassa a sua dimensão literária: pode constituir um espaço de reflexão, de reconhecimento e de consciencialização.

Para uma mulher vítima de violência, encontrar palavras que nomeiem aquilo que viveu ou vive pode ser também uma forma de perceber que aquilo que lhe acontece não deve ser normalizado, desculpado ou escondido. A leitura pode não resolver uma situação de violência, mas pode abrir uma pergunta, despertar uma consciência, provocar uma conversa e, por vezes, ajudar alguém a reconhecer que pedir ajuda é um direito.

Escrever sobre estas realidades exige coragem. Falar sobre elas também.

Por isso, este livro pode ser entendido como um gesto de coragem da autora e, simultaneamente, como um convite à coragem de quem lê: a coragem de reconhecer a violência, de não permanecer indiferente, de procurar ajuda e de compreender que nenhuma mulher deve ser responsabilizada pela violência de que é vítima.

Enquanto Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, sabemos também que a violência vivida no contexto familiar não atinge apenas quem é diretamente agredido. As crianças e os jovens que crescem em ambientes marcados pela violência podem ser profundamente afetados, mesmo quando não são o alvo direto das agressões. Proteger uma criança passa, muitas vezes, por olhar para toda a realidade familiar que a envolve.

A prevenção começa no conhecimento. A proteção começa quando deixamos de fechar os olhos. E a mudança começa quando conseguimos falar sobre aquilo que durante demasiado tempo permaneceu em silêncio.

Que a literatura continue a abrir portas para essas conversas.

Que as histórias nos ajudem a reconhecer sinais.

E que nenhuma mulher, nenhuma criança, nenhum ser humano tenha de aprender a viver com a violência como se ela fosse inevitável.

Violência não é amor. Não é cuidado. Não é culpa da vítima. E não deve ser silêncio.

A CPCJ de Setúbal associa-se à importância de manter esta reflexão viva, porque proteger também é informar, sensibilizar e criar espaços onde a palavra possa ser o primeiro passo para pedir ajuda.

Dia 24 de outubro terá apresnetação pública em Vila Nogueira de Azeitão, no pólo da Biblioteca.

28 de setembro | Dia Internacional do Direito ao SaberSaber é também um direito.O Direito ao Saber está profundamente li...
28/09/2026

28 de setembro | Dia Internacional do Direito ao Saber

Saber é também um direito.

O Direito ao Saber está profundamente ligado à transparência, ao acesso à informação pública e à possibilidade de cada cidadão compreender as decisões, os procedimentos e os serviços que fazem parte da vida em comunidade.

Quando falamos de crianças e jovens, este direito ganha uma dimensão ainda mais importante. É fundamental que saibam, de acordo com a sua idade e maturidade, o que está a acontecer, porque determinada decisão foi tomada, quem os pode ouvir, a quem podem pedir ajuda e quais são os seus direitos.

Nas instituições que trabalham na promoção dos direitos e na proteção das crianças, a informação deve ser clara, acessível e compreensível. Explicar é reconhecer a criança e a família como sujeitos de direitos.

Uma sociedade verdadeiramente democrática não se limita a guardar informação. Torna-a acessível, compreensível e útil para quem dela necessita.

Neste Dia Internacional do Direito ao Saber, a CPCJ de Setúbal reforça a importância da transparência, da informação e da participação como pilares de uma comunidade mais consciente dos seus direitos e mais capaz de os exercer.

28 de setembro | Dia Internacional do Acesso Universal à InformaçãoTer acesso à informação é ter a possibilidade de conh...
28/09/2026

28 de setembro | Dia Internacional do Acesso Universal à Informação

Ter acesso à informação é ter a possibilidade de conhecer, compreender e participar.

Para as crianças e os jovens, esta possibilidade assume uma importância ainda maior. Saber quais são os seus direitos, compreender as decisões que lhes dizem respeito, conhecer os recursos disponíveis e encontrar adultos e instituições capazes de os ouvir é também uma forma de proteção.

Uma criança não pode exercer plenamente os seus direitos se não tiver acesso à informação que lhe permite conhecê-los. E informar significa comunicar de forma clara, acessível e adequada à idade, criar espaço para perguntas, esclarecer dúvidas e garantir que cada criança e cada jovem consegue compreender aquilo que lhe diz respeito.

Na CPCJ de Setúbal, acreditamos que uma comunidade que informa é uma comunidade que capacita. Por isso, promover o acesso à informação é também promover a participação, a autonomia, a igualdade e a proteção de crianças e jovens.

Informar é dar instrumentos para compreender.
Compreender é abrir espaço para participar.
E participar é também exercer direitos.

Neste dia, reforçamos o compromisso com uma informação acessível, responsável e adequada a todos, porque o direito à informação também é um direito das crianças.

🌍 26 de setembro | Dia Europeu das LínguasHoje celebramos as línguas, mas também celebramos aquilo que cada língua traz ...
26/09/2026

🌍 26 de setembro | Dia Europeu das Línguas

Hoje celebramos as línguas, mas também celebramos aquilo que cada língua traz consigo: uma história, uma cultura, uma família, uma memória e uma forma particular de olhar o mundo.

Numa cidade como Setúbal, onde convivem crianças e jovens de tantas origens e nacionalidades, a diversidade linguística é uma realidade que merece ser reconhecida, acolhida e valorizada.

Na CPCJ de Setúbal, falar de crianças e jovens de diferentes nacionalidades é falar de inclusão, igualdade de oportunidades, participação e direito à identidade. Uma criança que chega de outro país não chega apenas com uma nova língua. Traz consigo palavras que aprendeu em casa, histórias que ouviu dos avós, músicas, afetos, costumes e uma maneira própria de nomear aquilo que sente.

E quando uma criança aprende português, não lhe devemos pedir que deixe para trás a língua que a acompanha desde o nascimento. Aprender uma nova língua deve significar ganhar uma nova possibilidade de comunicar, sem perder as palavras que já lhe pertencem.

Nas escolas, nas famílias, nas comunidades e nas instituições que trabalham diariamente na promoção dos direitos das crianças, a diversidade pode ser uma oportunidade extraordinária para aprendermos uns com os outros.

Porque uma comunidade onde se ouvem muitas línguas é, também, uma comunidade onde podem caber muitas histórias.

Que nenhuma criança tenha de escolher entre pertencer e ser quem é.

Neste Dia Europeu das Línguas, celebramos todas as palavras que atravessam fronteiras e aproximam pessoas. 🌍💬

CPCJ de Setúbal | Na promoção e proteção dos direitos das crianças e dos jovens.

Os primeiros dias de aulas são sempre repletos de muitas emoções. Para as crianças que acusam desconforto, tenha atenção...
26/09/2026

Os primeiros dias de aulas são sempre repletos de muitas emoções. Para as crianças que acusam desconforto, tenha atenção o que está por detrás das queixas.

🌍 25 DE SETEMBRO | Todas as crianças têm direito a sonhar.Sonhar com aquilo que querem ser, com os lugares que desejam c...
25/09/2026

🌍 25 DE SETEMBRO |

Todas as crianças têm direito a sonhar.

Sonhar com aquilo que querem ser, com os lugares que desejam conhecer, com as coisas que gostariam de aprender, com as pessoas que querem ter por perto. Sonhar é também imaginar um futuro possível e acreditar que há um lugar no mundo onde podem crescer, descobrir quem são e desenvolver todo o seu potencial.

Mas nem todas as crianças crescem com as mesmas condições para sonhar.

Há crianças cujo presente é marcado pelo medo, pela violência, pela negligência, pela pobreza, pelo abandono ou pela instabilidade familiar. Quando a preocupação com o dia de hoje ocupa todo o espaço, torna-se mais difícil imaginar o amanhã.

É por isso que proteger uma criança é também devolver-lhe espaço para sonhar.

À família, à escola, à saúde, à comunidade e a todas as entidades que trabalham na promoção dos direitos da criança cabe a responsabilidade de criar condições para que cada criança possa crescer com segurança, dignidade, afeto e oportunidades.

Neste Dia Mundial dos Sonhos, a CPCJ de Setúbal lembra que os sonhos das crianças não são um luxo. São parte de uma infância vivida com liberdade, esperança e possibilidade de futuro.

✨ Que nenhuma criança tenha de deixar de sonhar para conseguir sobreviver ao presente.

E que possamos estar atentos, porque, muitas vezes, proteger uma criança começa simplesmente por escutá-la e levar a sério aquilo que nos diz. 💚

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