26/04/2026
AOS 52 ANOS DE ABRIL
DERROTAR O PACOTE LABORAL E AS POLÍTICAS DO GOVERNO
POR UMA NOVA GREVE GERAL
Na madrugada de dia 25 de Abril, há 52 anos, um grupo de oficiais, revoltados com uma guerra que não era sua e que estava a ser derrotada, insurgiram-se contra uma ditadura que já durava há 48 anos. Esse ato não apenas acabou com um regime que apenas tinha para oferecer miséria, fome, guerra e uma ditadura que perseguia, prendia e matava quem se insurgia.
Se o golpe militar feriu de morte o regime, apesar dos apelos dos militares revoltosos, a multidão não mais saiu da rua. Nos meses seguintes, os trabalhadores e o povo não apenas se contentaram com o fim da ditadura, quiseram impor o fim da guerra colonial e começaram a perseguir uma melhor condição de vida. Melhores condições de trabalho, aumentos salariais, direito a férias e a segurança social, direito a organizar-se em sindicatos e direito à greve. Quiseram acabar com os bairros de barracas que enchiam as periferias das grandes cidades e lançaram-se a construção de bairros. Impuseram uma reforma agrária e não poucas vezes, diante da sabotagem dos patrões que fugiam, garantiam a continuidade da produção das empresas. Foram anos de luta e de conquista.
O regime que encerrou a revolução, tem levado a um desbaratar do direito à saúde, habitação e educação. Vivemos hoje diante de uma grande crise habitacional. A reforma laboral do governo Montenegro não apenas ameaça o aprofundamento do corte de direitos laborais, como o próprio direito à greve.
É por isso que aos 52 anos da revolução portuguesa, devemos não apenas relembrar a capacidade de luta que os trabalhadores demonstraram, como colocar no centro a necessidade de derrotar o pacote laboral. Por uma nova Greve Geral que derrote o governo e os seus ataques.