Comunidade do Grés

Comunidade do Grés O “Grés de Silves”, a nossa “Pedra Ruiva”, constitui uma relevante riqueza da nossa comunidade.

O conjunto de formações geológicas e toda a sua envolvente - a cultura das nossas gentes, as nossas paisagens, o nosso património.

Dia Mundial dos Oceanos e S. B. MESSINES (GC-S.B.M- 27)Comemora-se a 8 de junho e muitos de nós poderão dizer, que relaç...
09/06/2026

Dia Mundial dos Oceanos e S. B. MESSINES (GC-S.B.M- 27)
Comemora-se a 8 de junho e muitos de nós poderão dizer, que relação direta terá com o nosso território! na “Geocomunidade” de S.B.M, encontramos evidências geológicas de como se formou a atual distribuição dos continentes que deu origem ao espaço ocupado pelo oceano Atlântico. Á cerca de 230 milhões de anos os continentes estavam juntos, iniciando a separação por um processo de fraturação, envolvendo forte atividade vulcânica. Se visitar a encosta que foi alvo de escavação, quando da construção da circular urbana que passa a norte do “Monte de S. José “, como assinalado pelo “Geoparque“, pode testemunhar essa evidência na observação da lava e cinzas vulcânicas que se depositaram no local quando dessa forte atividade. Com o processo, começou o afastamento entre as placas, impulsionado pela saída do magma do interior do planeta provocando um afastamento de alguns milímetros por ano, o que na escala de tempo de 230 milhões de anos deu espaço ao atual oceano Atlântico. O esquema anexo dá essa leitura. O processo em si, causou alterações climáticas que contribuíram para uma extinção em massa, á cerca de 200 milhões de anos, mas de onde novos eventos biológicos, deram origem ao domínio dos dinossauros. Temos um território local com uma riqueza geológica variada que, poderia estar mais explorada e divulgada para a população e com aproveitamento turístico, contribuindo para criar sinergias de empreendedorismo sustentável.
(Jorge Correia Pires)

09/06/2026
DIA MUNDIAL DA BICICLETA- 3 junho 2026 – S. B. MessinesNo tempo em que as bicicletas tinham entre nós a importância do a...
03/06/2026

DIA MUNDIAL DA BICICLETA- 3 junho 2026 – S. B. Messines
No tempo em que as bicicletas tinham entre nós a importância do automóvel de hoje, os messinenses já se juntavam em grupos para disputar umas corridas seguidas de uma confraternização à mesa, como os amigos da primeira fotografia. A amizade também se desenvolvia em “duas rodas”. Na segunda fotografia, temos dois amigos, cada um com seu estilo: Um de “trauliteira” na cabeça, meias a segurar a boca das calças, para umas valentes pedaladas, bicicleta munida de luz para deslocações de madrugada ou já de noite e um blusão “estilo popular”; o outro, envergando o seu fato com “lenço de paletó”, postado numa bicicleta sem grandes apetrechos, mais para o lazer, já que se trata de Fernando Candeias, conhecido comerciante da área do vestuário. Nas suas posturas, transparece uma bela amizade. Recuando mais ou menos 64 anos, recordamos na terceira fotografia, três amigos que foram registados para memória futura na sua amizade. São eles da direita para a esquerda: o “Domingos do Correio” o “Ramiro Alves “e o “Joaquim”. Os três, ainda felizmente entre nós. O local é a rua Cândido dos Reis, onde estreita ao passar pelo largo da República Sempre entre os messinenses existiram amantes do ciclismo e estes três, bem equipados para a época.
(Jorge C. Pires) (fotografias, cortesia Duarte Andrés)

BATENTES DE PORTA- UM TESTEMUNHO DE CULTURA LOCALA abordagem ao tema dos batentes de porta conhecidos por “Mão de Fátima...
23/05/2026

BATENTES DE PORTA- UM TESTEMUNHO DE CULTURA LOCAL
A abordagem ao tema dos batentes de porta conhecidos por “Mão de Fátima “é no sentido de o enquadrar na nossa cultura local, para que não se percam estes vestígios que tanto carregam da nossa história ao longo dos tempos. Estes batentes “carregam informação cultural desde os tempos mais remotos. Os Fenícios quando passaram pelo algarve, representaram a mão em cerâmicas, colares, tapetes, telhas e portas, estando associadas aos seus deuses. Mais tarde foram também representadas pelos: judeus, muçulmanos e católicos. Na nossa região, ainda é frequente encontrar batentes de porta, com estas mãos fechadas e uma esfera na ponta dos dedos, simbolizando a mão que protege o interior do lar, não deixando entrar o mau olhado e a inveja, tal como os muçulmanos o fazem no norte de África. A designação, “Mão de Fátima “é oriunda do Magrebe, dada pelos franceses enquanto potência colonizadora, porque a associavam às empregadas domésticas que usavam muita bijuteria com uma mão, tendo muitas Fátima por o nome, tal como aqui é frequente Maria. Estas mãos, com representação mais real (séc. XIX), com a esfera na mão, que, são na sua maioria em liga de ferro, ainda se encontram no nosso centro histórico, sendo as mais recentes em bronze e sem a bola com um estilo mais linear e estilizado
(Jorge Correia Pires)

RECORDAR O PASSADO, EM S.B. MESSINES- PORTELANo dia 12 realizou-se a procissão das velas em S. B. Messines, antecedendo ...
17/05/2026

RECORDAR O PASSADO, EM S.B. MESSINES- PORTELA
No dia 12 realizou-se a procissão das velas em S. B. Messines, antecedendo o dia 13 de maio, dia em que se relembra e comemora a primeira de seis visões da Nª Sª de Fátima pelos três pastorinhos em 1917. Assim conhecida, não é mais do que a Nossa Senhora do Rosário, ou seja, a “Virgem Maria”, mãe de Jesus que, ficou com esse título “do Rosário”, quando em 1214 na sua visão por São Domingos lhe entregou o “Rosário”. Esta palavra rosário, significa uma quantidade de rosas em buquê, correspondente à quantidade de “Ave Maria” que se reza. Quando é rezado por completo, é oferecido um buquê de cento e cinquenta rosas. Na última visão dos pastorinhos, revelou-se, mas foi-lhe associado o nome de Nª Srª. de Fátima, em alusão ao local da visão. A sua imagem, proveniente do Santuário de Fátima, também já esteve no território da nossa Geocomunidade. A primeira visita por breves três horas foi a 31/12/47, contudo os messinenses receberam a imagem em grande festa na igreja matriz. A segunda visita no âmbito das comemorações do “centenário da definição dogmática da Imaculada Conceição”, a 8/12/1954, desta vez permanecendo a imagem na nossa freguesia de 12 a 19/9/54.Naquele tempo a comunidade respondeu em procissão impressionante, desde a então aldeia até à Portela de Messines. As fotografias recordam como viveu o nosso povo, este evento religioso e integrante da nossa cultura, como reforço das nossas raízes. Tal como uma árvore cresce nas pontas dos seus ramos rumo ao futuro, também se alimenta nas suas raízes, porque se estas adoecem ou fraquejam, o futuro da árvore se compromete.
(Jorge Correia Pires) (Fotografias cortesia de: Maria Jesus Valeriano e Maria José Guerreiro)

A GEOCOMUNIDADE E AS PLATIBANDAS- CANO-(XIX)O exemplar que damos a conhecer hoje, é o décimo nono referenciado no nosso ...
08/05/2026

A GEOCOMUNIDADE E AS PLATIBANDAS- CANO-(XIX)
O exemplar que damos a conhecer hoje, é o décimo nono referenciado no nosso território, este na EN124 na zona do “Cano “, no entroncamento para o Monte Boi. Faz parte de uma tendência com desenhos geométricos, muito similares entre eles, já na fase final da platibanda algarvia, mas ainda com alguma relação à tendência anterior. Bem conservada e cuidada, mostra da parte dos seus proprietários a sensibilidade para a cultura arquitetónica algarvia, preservando estes traços que, caraterizaram uma época do passado da nossa “Geocomunidade”, marcada a partir do século XIX, pelas platibandas. A expressão popular; “sem eira nem beira”, referia-se a quem não vivia de forma abastada, porque os agricultores do barrocal algarvio com posses, tinham uma “eira” para debulhar os cereais e uma açoteia (cobertura em terraço, com uma “beira “também designada por platibanda) que lhes conduzia a água para uma cisterna e no tempo seco servia para guardar e secar as culturas agrícolas dos campos e das árvores de sequeiro.
(Jorge Correia Pires)

OS AUTOMÓVEIS E S.B. MESSINES- IIPassado um ano sobre a publicação dos transportes na nossa “Geocomunidade”, fomos ao “b...
06/05/2026

OS AUTOMÓVEIS E S.B. MESSINES- II
Passado um ano sobre a publicação dos transportes na nossa “Geocomunidade”, fomos ao “baú do tempo” recordar como os messinenses se orgulhavam das suas viaturas que, pese a “patine” que o tempo lhes confere, ainda nos transmitem a beleza que encerram. Desta vez são as viaturas que se recordam. Muitos de nós ainda recordarão alguns dos rostos que posaram para as fotografias, mas muito poucos ainda estão entre nós.
(Jorge Correia Pires) (fotografias cortesia: Duarte Andrés, Maria Jesus Valeriano e Lurdes Calado)

Na nossa “Geocomunidade”, sempre se valorizou o convívio salutar no meio das maravilhas da natureza, em convívios campes...
02/05/2026

Na nossa “Geocomunidade”, sempre se valorizou o convívio salutar no meio das maravilhas da natureza, em convívios campestres, como no primeiro de maio, ou sempre que o tempo o convidava.
O bom tempo e o despontar da primavera com o seu colorido e aromas das flores silvestres, levava as famílias e amigos a confraternizarem nos nossos campos e encostas. Naquele tempo ia-se mais a rigor, como o momento o requeria. Atualmente, o lazer já é assumido e permitido como um direito praticado com mais vulgaridade e já andamos todos num ambiente menos formal e mais descontraído, continuando alguns a se reunirem nos seus recantos de encanto e muitos a reunirem-se junto às grandes massas de água que ganharam presença no nosso território, como os grandes encontros nas “Passadeiras “(Barragem ) .
(Jorge C. Pires- Fotografias Cortesia de Maria Jesus Valeriano)

“PROJECTO 13” e os barros selvagens de” VALE FUZEIROS”Nuno Caria Rodrigues é um artista ceramista que, alia a tradição d...
24/04/2026

“PROJECTO 13” e os barros selvagens de” VALE FUZEIROS”
Nuno Caria Rodrigues é um artista ceramista que, alia a tradição da olaria com o design apelativo das suas peças e a sua relação com a comunidade, neste caso com a nossa Geocomunidade de S. B. Messines. O Projecto 13 é um espaço de cerâmica criativa/experimental, focado no uso de barros selvagens, tentando assim aprofundar o seu potencial, sendo por isso também um espaço de investigação. Estes barros têm um comportamento mais exigente na sua plasticidade, textura e temperatura de cozedura. São eles extraídos na zona de “Vale Fuzeiros”, em plena zona de formação do nosso grés, trabalhados na roda e cozidos até 1050 ºC, porque, se a exceder os mesmos fissuram. O Nuno tem o seu atelier em Silves, mas é na “Sociedade de Instrução e Recreio Messinesse “que faz a sua primeira exposição pública patente até ao dia 7 de junho. As suas peças convidam-nos a desejá-las como peças decorativas, função para o qual o artista pode criar uma peça única, para enquadrar no nosso espaço. O artista formou-se no CENCAL nas Caldas da Rainha, estagiando em DIJON na França, onde se enriqueceu com outras experiências. A sua marca de artista, são 3 pontos horizontais, sobre duas barras horizontais que, corresponde ao número 13, na numeração da cultura Maia. .
(Jorge Correia Pires)

BOLO FOLHADO DE MESSINES –“MESSINENSES”Este bolo folhado, faz parte do nosso património cultural gastronómico, nomeadame...
20/04/2026

BOLO FOLHADO DE MESSINES –“MESSINENSES”

Este bolo folhado, faz parte do nosso património cultural gastronómico, nomeadamente da pastelaria que tem associado o nome de Messines. A sua receita que tem sido considerada secreta, corria o risco de se perder, por os seus poucos conhecedores não passarem o seu testemunho público. A “Senhorinha Varela “, sua filha “Isabel Fernandes” e a sobrinha Fátima Varela, num gesto de responsabilidade para com a sua comunidade e com a sua cultura local, propuseram à “Comunidade do grés “a sua divulgação, o que só temos a agradecer o seu gesto e atitude, uma vez que, tardava a ser partilhado este conhecimento. No passado dia 18, um conjunto de messinenses que se interessaram por conhecer a receita, aprenderam com a orientação da Isabel , Senhorinha e Fátima a preparar estes bolos folhados no café da “Sociedade De Instrução e Recreio Messinense” que mais uma vez apoiou a realização de eventos que preservem e valorizem a cultura da nossa “Geocomunidade”. Se gosta de pastelaria, é só seguir a receita e apurar a técnica, porque a pastelaria de folhados a requere. Pode trabalhar a espessura da massa com o rolo a seu gosto, não esquecendo que quanto mais fina a sua espessura, associando a elasticidade necessária à massa, mais diferenciado será o resultado.
(Jorge Correia Pires)

Endereço

São Bartolomeu De Messines

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