Fundado por um grupo de naturais da Rebolaria de que faziam parte José de Sousa Marto, António Albérico de Sousa Meneses Monteiro, Abílio Monteiro Jordão, Luciano Santos Ferreira, Armindo Vieira Jordão, António Tomáz Vieira Jordão e António Vieira Bagagem, o Centro começou a funcionar em 8 de Outubro de 1960, presidindo à sua fundação a ideia de se ocupar o tempo livre da juventude em actividades
recreativas e culturais e de se afastar, das tabernas, os habitantes da aldeia. Logo de início houve, por parte da população, interesse e entusiasmo fora do comum, associando-se à comissão organizadora perto de oitenta pessoas. Francisco Ramos de Moura que, compreendendo os benefícios que advêm destas meritórias associações populares e com o espírito de colaboração que lhe é peculiar, incentivou a iniciativa, facilitando-lhe e guiando-lhe os passos nos labirintos burocráticos, sem, contudo, intervir oficial ou directamente na vida do grupo. Iniciativa dum grupo de agricultores e de operários (não esquecendo alguns estudantes), o Centro Recreativo da Rebolaria é um exemplo flagrante de quanto pode o espírito associativo e a vontade decidida dos elementos populares, por mais modestas que sejam as suas posses, superando as dificuldades económicas e modificando os reprováveis hábitos individualistas de gerações vítimas duma educação socialmente deficiente. O Centro, que conta actualmente cento e sessenta e cinco sócios, tem a sede instalada, em edifício próprio. Na sede, há, no primeiro andar, as salas da direcção, de jogos, de tempos livres e o bar; num amplo rés-do-chão está instalada a sala de festas, com cozinha e instalações sanitárias; a cave que foi recentemente remodelada, é composta por balneários de apoio ao polidesportivo descoberto anexo ao edifício sede da colectividade.