22/08/2026
Com toda a certeza a jornalista não mora em nenhum destes lugares ( Morro, Virtudes, Cordoaria ...) Mas, pode sempre visitá-los e aí tentar, fazendo um esforço, imaginar o que será viver lá.
Com um esforço um bocadinho maior, poderá imaginar-se a viver num local destes, com crianças, com idosos, estando doente ou, simplesmente, com um emprego que a obrigará a levantar da cama no dia seguinte.
Poderá imaginar o ruído promovido a entrar pelas casas. Um ruído que nem portas, nem portadas, nem janelas duplas o impedem de invadir o seu "lar". Imaginar o que é não ter o direito de abrir as janelas de sua casa nas noites de verão.
Pode tentar imaginar, também, que ao sair de casa tem a sua porta enfeitada com fezes pefumadas a urina. E se fizer mais um esforço, pode imaginar-se a ser assaltada ao chegar a casa.
Sabem? Só se deveria ser autorizado a falar sobre aquilo que se sente, esse é o verdadeiro conhecimento.
É de lamentar que os direitos dos moradores sejam NADA perante os interesses económicos.
Direitos fundamentais são ignorados pelas juntas de freguesias, pelas câmaras municipais e nem os orgãos de comunicação beliscam o assunto.
Deitam-se uns foguetes para parecer que há preocupação com os moradores e "prontos"... já está!
É lamentável.
O que é preciso é festa! Muita festa!
Esperamos, para breve, o mesmo número de carateres gastos pelo JN na defesa da qualidade de vida dos moradores.
O Jardim do Morro nasceu há 99 anos para dar aos gaienses o anfiteatro perfeito para admirar o Douro, o abraço de Gaia e do Porto e, lá no espelho das curvas do rio, o pôr do sol. Visionários. Um centenário depois, é dos lugares mais procurados por turistas e locais, numa era de sobrelotaçã...