27/02/2025
COMUNICADO
Caros associados e amigos da APAC,
É com grande pesar que me dirijo a todos vós para esclarecer a situação atual da nossa associação. Como muitos sabem, a APAC foi criada com o objetivo de apoiar os antigos combatentes e suas famílias, proporcionando-lhes melhores condições de vida através de diversas parcerias e iniciativas.
No passado dia 17, recebi uma carta registada com aviso de receção do Sr. António Silva, Presidente da Direção, manifestando a intenção de se desvincular da APAC. No entanto, essa intenção foi posteriormente ultrapassada, uma vez que mantivemos reuniões nos dias 19 e 24 do corrente mês, nas quais o próprio se demonstrou extremamente motivado para continuar a liderar o projeto.
Para minha surpresa, e sem qualquer justificação coerente, o Sr. António Silva fez hoje, através de uma publicação no Facebook, um anúncio público em tom jocoso sobre o seu afastamento da APAC. Desde então, não atendeu as minhas chamadas nem do Sr. Pedro Soares, impossibilitando qualquer esclarecimento direto sobre a sua posição. Pior ainda, teve a "amabilidade" de me bloquear de todas as suas páginas, e não só a mim.
É importante esclarecer que a saída de um presidente da direção não pode ocorrer de forma unilateral ou meramente declarativa. A formalização desse ato requer a aceitação da Mesa da Assembleia Geral, o que até ao momento não ocorreu.
Desde o início deste projeto, assumi grande parte das responsabilidades associadas à sua concretização, incluindo a elaboração dos estatutos e das atas, bem como os custos relacionados com o registo notarial, deslocações, portagens, combustível e outros encargos administrativos. Sempre o fiz acreditando no propósito maior da APAC e no impacto positivo que poderia ter na vida dos antigos combatentes. Vejo-me neste momento a braços com a explicação que terei que dar aos responsáveis da Câmara Municipal do Porto, bem como da DOMUS SOCIAL, que sobre esta última já estávamos a aguardar pela decisão final na atribuição das instalações definitivas para a APAC, assim como com Gasolineiras, Clinicas Médicas e Dentárias, reuniões com todos os Grupos Parlamentares, entre outros.
Diante desta situação e dos desafios que ela acarreta, vejo-me na difícil posição de considerar a dissolução da APAC. Esta decisão não é tomada de ânimo leve, mas sim com um profundo sentimento de respeito por todos aqueles que confiaram neste projeto e acreditaram na sua missão.
Nos próximos dias, será convocada uma Assembleia Geral para deliberar sobre o futuro da APAC e assegurar que qualquer decisão tomada seja transparente e justa para todos os envolvidos.
Agradeço a todos os que estiveram ao nosso lado neste percurso e espero que, independentemente dos desfechos, a causa dos antigos combatentes continue a ser defendida com o respeito e a dignidade que merece.
Com consideração,
Luiz Luíz Silva
Presidente da Mesa da Assembleia Geral da APAC