A Fundação António Cupertino de Miranda é uma instituição privada, sem fins lucrativos. É um lugar de cultura e de lazer, onde se encontra o Museu do Papel Moeda e um Centro de Congressos e de Exposições. Logo de início não teve vida fácil, sofrendo 3 remodelações estatutárias consecutivas. A 16 de Novembro de 1974, contando 88 anos, faleceu António Cupertino de Miranda. Portugal vivia tempos cont
urbados devido à Revolução de 25 de Abril de 1974 que trouxe alterações de toda a ordem: políticas, económicas e sociais. A Fundação que tinha o seu património constituído quase exclusivamente por ações do Banco Português do Atlântico, f**a com este reduzido praticamente a nada, devido à nacionalização da Banca ocorrida em 11 de Março de 1975. A Fundação é obrigada a encerrar, por falta de fundos. No entanto, os atuais administradores nunca encararam a hipótese deste encerramento ser definitivo. O exemplo de vida do fundador e o compromisso assumido de levar por diante o sonho do Dr. António Cupertino de Miranda falaram mais alto. Grandes foram as dificuldades. Mas estas funcionaram como estímulos. Assim, a partir de 1981, começou a reestruturação financeira da Fundação. É também neste ano tão importante de 1981 que o administrador Dr. Alberto Correia de Almeida decide iniciar a criação de uma coleção de papel fiduciário, que iria permitir pensar no futuro Museu do Papel Moeda. De 1981 em diante, houve um objetivo prioritário: trabalhar, investir e criar receitas de forma a arranjar uma sede condigna e implementar actividades culturais. Foi possível, então, em 1989, adquirir um terreno na Avenida da Boavista, em frente ao belo Parque da Cidade, reservando 10.000 m2 para a sede. A partir de então, o objectivo passou a ser, além da criação do suporte financeiro, a construção da sede, cujo projeto foi entregue ao Sr. Arquiteto Francisco Braancamp de Figueiredo. A 1 de Abril de 1991, precisamente 10 anos depois da reabertura da Fundação, esta instalou-se na Avenida da Boavista. A sede, embora já instalada no terreno atual, era então bem mais pequena. Em 1996, a 20 de Janeiro, inaugura-se o Museu do Papel Moeda, que é o núcleo diferenciador desta instituição. A partir de então, a Fundação tem vindo a aumentar as estruturas físicas - a área construída é presentemente de 4.000m2. A sede dispõe de auditórios e de salas de exposições, equipadas com modernos sistemas áudio e projecção de vídeo, videoconferência e tradução simultânea. Existe ainda um restaurante aberto diariamente. Congressos, exposições temporárias, concertos e debates animam permanentemente os espaços. Além das atividades e projetos que integram a programação própria, a Fundação está aberta às iniciativas de outras entidades, acolhendo manifestações culturais e artísticas de qualidade.