11/07/2026
Hoje celebramos o 13º aniversário da constituição formal da associação Miacis - Protecção e Integração Animal.
O Pardinho tem sido a cara da Miacis em grande parte do material de divulgação permanente: folhetos, roll-ups, sacos, foto de abertura do site, etc. No entanto, até hoje, a sua história não foi dada a conhecer.
Treze anos é muito tempo e são inúmeras as histórias que poderíamos ter escolhido para assinalar mais um aniversário.
Escolhemos transcrever (com ligeiras adaptações) a mensagem que "a voluntária do Pardinho" dirigiu aos restantes voluntários da Miacis a propósito do seu desaparecimento da colónia, em Janeiro de 2017.
"Há três meses que "o meu Pardinho" não aparece. Fui mantendo a esperança, pois em certas fases ele andou mais desaparecido, mas sei que a réstia de esperança que tenho agora é mais uma utopia ou sonho. Mas, para já, queria escrever no presente.
O Pardinho é um gato da colónia, de que eu cuido, e que foi levado para lá pela mãe em Junho de 2009, com cerca de 2 meses, juntamente com a irmã, dois primos e duas tias.
A primeira foto é de Setembro desse ano.
É um gato fantástico. Sereno e carismático, com um olhar penetrante, agilidade felina e andar de puma. Sempre foi um elemento agregador e pacif**ador na colónia e tudo está melhor e mais equilibrado com ele presente. As fêmeas adoram-no e ele retribui os carinhos (segunda foto). Acolheu sempre bem as crias de gato que lá apareceram e nunca entrou em conflitos.
Fiz-lhe festas a primeira vez quase 5 anos depois. Também nunca tentei antes, pois os gatos de rua têm de se manter a salvo de pessoas, mas por esta altura já era claro que eu seria a única pessoa que ele iria permitir que lhe tocasse.
Ele é o meu gato e eu sei que sou a pessoa dele. Percebo a expressão dele quando eu apareço, o miado baixinho para me chamar a atenção e, quando me apanha mais sozinha, vem rebolar-se à minha frente e dar turrinhas nos postes e árvores, que são para mim.
Partilho convosco o que vários de vós que cuidam de colónias já sabem também. É muito doloroso! É muito triste que ele possa ter precisado de ajuda e eu não tenha podido dar. Que tenha estado só. Com os nossos animais de casa, por mais que custem os momentos difíceis, podemos pelo menos estar sempre ao lado deles e fazer o que é possível.
Apesar de eu nunca ter tido jeito para exprimir sentimentos em palavras, f**a assim aqui esta pequena homenagem ao meu Pardinho, o meu "deus único e secreto, neste gato (in)concreto" de que falava o Pina. E a todos os pardinhos incógnitos que andam por tantas colónias e que são seres admiráveis."
Evoluímos, protegendo-os.